Livros: Léo Gerchmann lança “Jayme Copstein ao quadrado”. Uma obra que mostra a essência de um dos mais importantes comunicadores gaúchos.

Livros: Léo Gerchmann lança “Jayme Copstein ao quadrado”. Uma obra que mostra a essência de um dos mais importantes comunicadores gaúchos.

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Um dia antes de morrer, o meu guru, ídolo, amigo, grande jornalista e escritor Jayme Copstein entregou ao editor Marco Cena, originais de um novo livro.  O editor da Besouro Box, prometeu a Jayme que trabalharia todo aquele rico material e pensaria como transformar em um ou mais livros. Conversei com Cena sobre esta obra, em entrevista na Rádio Guaíba. Em outro momento, na TVU falamos sobre a riqueza intelectual da vida de Jayme e ali ele revelou a ideia de uma biografia, reafirmou o compromisso de uma homenagem póstuma ao grande comunicador e a promessa foi cumprida. Foi com emoção que recebi no início desta semana um exemplar  de “Jayme Copstein ao quadrado”, escrito pelo também meu amigo Léo Gerchmann. Jornalista experiente, formado pela UFRGS, autor de livros sobre a história do Grêmio. Se antes de ler, eu acreditava que Léo era a pessoa certa para escrever sobre Jayme, após a leitura tenho a convicção de que ninguém faria melhor.

jayme2Na introdução feita pelo autor da biografia, a explicação para o nome do livro: “Uma curiosidade pra lá de casual (ou não): Jayme Copstein usava o nome original, sem qualquer apelo artístico, e, apesar de adotar apenas um dos sobrenomes, contemplava também o da mãe – ou seja, tinha dois sobrenomes num só. Como o pai e a mãe eram primos de segundo grau, ele poderia ser Kopstein Copstein (o “K” da mãe de Jayme ainda tinha a grafia usada pela família na Europa). Era, então, nome real e artístico.
– Sou Copstein ao quadrado – costumava brincar.
Pode parecer algo banal, mas essa situação alcança forte simbolismo: Jayme sempre foi uma pessoa intensa. Radialista? Ok, mas muito mais que isso. Ele tinha o orgulho de ser jornalista. Mais que isso: homem de comunicação. Ainda mais: homem das artes.”

Em um texto que escrevi logo após a morte de Jayme relatei minhas visitas ao ídolo já internado na Santa Casa de Misericórdia. Apesar do quadro de saúde, seguia criativo e cheio de ideias. Rodeado de livros, anotações e reclamando da baixa velocidade de conexão da internet no apartamento 313, que ocupava no Pavilhão Pereira Filho, se negava a parar de trabalhar. Em uma caderneta tinha notas para vários artigos e algumas frases para um perfil que pretendia escrever sobre o médico José Jesus de Camargo que o tratava. “Conheci” Jayme aos 19 anos, quando comecei a ouvi-lo no Gaúcha na Madrugada. Me apaixonei pelo tom coloquial, pelo comentário bem elaborado que fazia o ouvinte refletir mesmo que estivesse sonolento e pelo respeito ao que hoje é comum, mas naquela época não era… a interatividade. Quando cheguei na Gaúcha em 1989, muitas vezes varei madrugadas quieto dentro do estúdio acompanhando a realização do programa e algumas vezes tive a honra de substituir Jayme Copstein. Graças ao conselhos do Antônio Carlos Niederauer não mexi na estrutura e mantive o programa como meu amigo o fazia. E por isso recebi elogios inesquecíveis do Jayme, Niederauer, Ranzólin e outros. Era simples, mas não era facil subsituir o gênio criativo, excelente redator, produtor de mão cheia, leitor voraz e jornalista perfeccionista. Na simplicidade está a genialidade. O programa era feito, o horário era mantido, mas sem a genialidade do mestre.  Jayme trabalhou nos principais jornais e emissoras de rádio do Rio Grande do Sul. Conquistou vários prêmios de jornalismo, entre eles a Medalha de Prata no Festival Internacional de Rádio de Nova York e vai se juntar ao Streck, Flávio(de quem era grande amigo e tinham entre eles uma admiração reciproca), Julio Rosemberg e tantos outros. Jayme, faz falta, muita falta no rádio e nas mesas de bar onde bebemos “alguns muitos chopes”.

Por isso, ler o livro  foi um alento, concordo com a minha querida Cíntia Moscovich, “Não se trata de mera sucessão de datas ou de eventos: aqui dentro, Jayme Copstein se movimenta, fala, gesticula, ri, numa narração vívida e afetuosa.”  O jornalista e biógrafo, Léo Gerchmann ancora a obra na trajetória profissional de Jayme. Ali você entenderá como um homem das letras enveredou para o rádio e o revolucionou. Jayme ficou conhecido pelo grande público como o jornalista de voz serena que criou um icônico programa de talk show na madrugada da rádio gaúcha e brasileira. Mas antes disso ele foi um literato, um homem de crônicas altamente líricas, contos divertidos, edições de Mario Quintana no Caderno H. Na Rádio Gaúcha, o comunicador, nascido em Rio Grande, exerceu todo seu conhecimento erudito para fazer melhor a vida dos notívagos. Em uma situação que surgiu quase que por acaso, ele abriu o microfone para as angústias dos ouvintes. Desbravou o vasto campo da comunicação interativa. O livro conta sobre o homem Jayme e seus trabalhos também como roteirista de radionovela e radioteatro. Mostra até mesmo o humanismo e a ousadia que levaram a Rádio Gaúcha a um prêmio internacional. Enfim, este livro trata de ir à essência de Jayme Copstein.  Ao escrever, Léo tinha a pretensão de mostrar ao leitor quem foi Jayme por inteiro. Conseguiu!
Anos-1980-Foto-10-Brasil-na-Madrugada-733x1024Lançamento(s) agendados:

Sinagoga Centro Israelita – 17/10/2019 (quinta) às 19h30– (Rua Henrique Dias, 73 – Bom Fim). Bate-papo com Lucy Copstein, Cintia Moscovich e Léo Gerchmann (dirigido a comunidade judaica)

Sarau Elétrico – Sarau do Rádio com Mauro Borba e Léo Gerchamnn – 05/11/2019 (terça) às 21h no Ocidente.

65ª Feira do Livro de Porto Alegre – 10/11/2019 (domingo), às 15h encontro com Léo Gerchmann, Felipe Vieira, Cláudio Brito, Luiz Ferraretto e Carlos Nélson seguido de sessão de autógrafos (aberto ao público em geral)

 

 

 

 

Nenhum de Nós completa 30 Anos nesta quarta-feira

Nenhum de Nós completa 30 Anos nesta quarta-feira

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O Nenhum de Nós completa 30 anos de carreira nesta quarta-feira, 05 de outubro. Com a consistente marca de 1957 shows, 16 discos e 03 DVDs lançados, a banda já recebeu inúmeros prêmios, reconhecimento de público e de crítica, e possui uma imensa legião de fãs no Brasil e na América Latina. Prosseguindo a sua tour atual que divulga o disco “Sempre é Hoje”, lançado no ano passado, completará mais de 60 shows pelo país até o final do ano.

As três décadas de intensa atividade do grupo serão comemoradas com o lançamento de produtos que reforçam a marca e a imagem da banda.

No final de setembro chegou às prateleiras das lojas de vinhos do país o NDN Malbec. Trata-se do primeiro vinho de uma banda brasileira distribuído comercialmente. Se o Nenhum de Nós ficou melhor com o tempo e está em plena forma, nada melhor do que um vinho para comemorar e marcar esta garrafa_ndn-malbectrajetória. No final de outubro quem chega às livrarias do país é a biografia “Nenhum de Nós – A Obra Inteira de Uma Vida”, escrita pelo jornalista Marcelo Ferla, com lançamento pela editora Belas Letras.

Dia 10 de novembro o grupo faz a pré-estreia nacional do show “Acústico 1 + 2 = 30” em Lajeado/RS, no Teatro da UNIVATES. O show é uma nova montagem desplugada, com arranjos originais, que reunirá grande parte do repertório dos dois discos acústicos ao vivo da banda. “Acústico Ao Vivo no Theatro São Pedro” (1994) e “Acústico ao Vivo 2” (2003) integram o repertório do espetáculo que terá também vários hits da fase mais recente do grupo.
Em dezembro o show entra em temporada no Theatro São Pedro, em Porto Alegre (de 02 a 06/12), antes de ser apresentado em outras cidades do país. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e via online pelo sitewww.compreingressos.com.br .

Também em novembro chega às lojas uma reedição do CD e DVD “Acústico Ao Vivo 2”, em tiragem limitada. O lançamento é do selo Ímã Records. Outras surpresas neste guarda-chuva de produtos comemorativos pela passagem das três décadas virão até o final do ano ou mesmo no início de 2017.

Breve Histórico das três décadas:

Em 1987 o disco de estreia trouxe o primeiro sucesso: “Camila Camila”. Um ano depois o Nenhum emplacou outro hit, “Astronauta de Mármore”. A versão para Starman, de David Bowie é faixa do segundo disco (Cardume). Em 1990 e 1992 dois álbuns viriam ainda pela gravadora BMG/Ariola: Extraño e Nenhum de Nós. Estes quatro discos foram resumidos ao vivo no primeiro álbum acústico de um grupo brasileiro gravado em teatro. O disco “Acústico ao Vivo no Theatro São Pedro” foi lançado em 1994 (Disco de Ouro).

nenhum-de-nos_foto-marcelo-amaralEm 1996, com “Mundo Diablo”, e em 1998, com “Paz e Amor”, o Nenhum preparou terreno para “Histórias Reais Seres Imaginários” (Sony) lançado em 2001. Desta safra de três discos em cinco anos vieram “Vou Deixar Que Você Se Vá” , “Paz e Amor”, “Da Janela” , “Você Vai Lembrar de Mim” , “Amanhã ou Depois” e “Eu Não Entendo”.

A segunda etapa da carreira da banda (de 1996 a 2002) ressurge com outro álbum desplugado ao vivo, “Acústico Ao Vivo 2”, o primeiro DVD da banda, e com ele mais outro Disco de Ouro.
Em 2005 lançaram “Pequeno Universo” e outra safra de canções autorais, como “Dança do Tempo”, “Cada Lugar”, “Feedback” e “Igual a Você”. “Nenhum de Nós a Céu Aberto” é um registro ao vivo (CD e DVD) da comemoração dos 20 anos de carreira num show gravado ao ar livre. Lançado em 2007, “ A Céu Aberto” teve como faixa de trabalho a canção “Camila Camila”, um dos maiores hits do final dos anos 80. O Nenhum de Nós percorreu o país durante três anos, de 2007 ao final de 2010, naquela que foi a sua maior tournée. Foram mais de 350 shows, passando por outros países como Paraguai, Uruguai e China, onde apresentou-se em junho de 2010.

Em 2010 a banda gravou seu 14º álbum, “Contos de Água e Fogo”, que chegou às lojas em 2011. As faixas “Pequena” e “Ultimo Beijo” foram os singles deste novo repertório autoral.
O êxito do “Contos de Água e Fogo” fez com que o grupo inovasse no conceito do seu sucessor: “Contos Acústicos de Água e Fogo”. Lançado em 2013, em CD e DVD, a novidade é que as quinze músicas do DVD receberam uma linguagem visual própria, interagindo com as letras, com os músicos e com o ambiente da gravação. Reconhecido pela crítica, “Contos Acústicos” recebeu o prêmio Açorianos da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, como o melhor DVD de 2013. Em junho de 2015 lançaram seu 16º disco, “Sempre é Hoje”. Imediatamente iniciaram uma nova tourné pelo país. Duas canções despontaram como sucessos do novo disco: “Milagre” e “Foi Amor”.

Biografia revela segredos dos Engenheiros do Hawaii, uma das maiores bandas do país. Mais de 100 entrevistas foram realizadas para a obra

Biografia revela segredos dos Engenheiros do Hawaii, uma das maiores bandas do país. Mais de 100 entrevistas foram realizadas para a obra

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Era pra ter durado uma noite só. Era pra ter sido somente uma banda de abertura de uma festa da faculdade, lá em 1985. Era pra ter outro nome. Não era pra ser um trio. Graças a essa sucessão de fatos estranhos, quando não ter plano é o melhor plano, nasceu uma das maiores bandas do rock brasileiro: Engenheiros do Hawaii. Neste mês, os fãs pegarão carona na história do grupo, com destino à Infinita Highway.

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Alexandre Lucchese

Alexandre Lucchese, autor da obra, se dedicou por mais de 1 ano para colher depoimentos e histórias de fãs e familiares que retratassem a trajetória da banda. Foram realizadas mais de 100 entrevistas, incluindo os relatos do trio Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks, da fase de maior sucesso. Ao todo, foram 18 álbuns lançados e mais de 3 milhões de discos vendidos. Nas redes sociais, já são mais de 500 mil fãs.  Lucchese é jornalista, responsável pela cobertura de livros no jornal Zero Hora, para o qual também já produziu reportagens especiais sobre a banda Engenheiros do Hawaii e o álbum Rock Grande do Sul. Natural de Realeza (PR), nasceu em 17 de julho de 1982 e vive em Porto Alegre (RS) desde 2001.

Com fotos inéditas e histórias de bastidores, a obra ainda aborda os processos judiciais em torno do término da banda. Infinita Highway – Uma carona com os Engenheiros do Hawaii desembarca no dia 30 de setembro nas livrarias de todo país.

 

Serviço: Sessão de autógrafos do livro Infinita Highway: uma carona com os Engenheiros do Hawaii, com Alexandre Lucchese
Quando: 06 de outubro, quinta-feira
Horário: a partir das 19h
Local: Livraria Saraiva – Iguatemi (Av. João Wallig, 1800 – Porto Alegre/RS)

Assunto: música, biografias
Número de páginas: 330
Formato: 16x23cm
Editora Belas Letras
Preço de capa: R$ 44,90
Peso: 0,800

O presidente multicampeão tricolor revela bastidores do futebol. Fábio Koff autografa biografia nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 18h, no Estádio Olímpico

O presidente multicampeão tricolor revela bastidores do futebol. Fábio Koff autografa biografia nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 18h, no Estádio Olímpico

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Aos 84 anos, o presidente mais vitorioso da história do Grêmio, que comandou o clube nas suas grandes conquistas, lança o livro Fábio André Koff – Memórias e Confidências. O que faltou esclarecer, editado pela AGE. Com depoimentos dados ao professor Paulo Flávio Ledur e ao seu filho, o jornalista Paulo Silvestre Ledur, a obra de mais de 240 páginas tem textos em primeira e terceira pessoa, e promete sacudir o mundo do futebol com algumas revelações. O lançamento, na segunda-feira, dia 14 de março, será no Estádio Olímpico, o palco das conquistas da equipe tricolor. O evento promete reunir a fanática torcida gremista, e a expectativa é que a festa para o ex-presidente, que teve sua trajetória marcada especialmente pelos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, e da Libertadores de 1995, seja digna de final de campeonato. A partir das 18h, no famoso Largo dos Campões, Fábio Koff estará autografando a história da sua vida, que se confunde com a história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

01-CAPA-Fábio-Koff_menorKoff não quis deixar nada de fora do livro, muito menos as polêmicas que envolvem o seu nome. Pela primeira vez, o ex-presidente conta tudo sobre os bastidores da negociação com a OAS para a compra da gestão da Arena, a surpresa ao deparar-se com o contrato que havia sido assinado pela direção anterior do Grêmio, as mudanças que ele encabeçou nesse contrato – e que salvaram o Grêmio de uma derrocada financeira, a desalienação da Arena, a não entrega do Estádio Olímpico, etc. A relação complicada com o técnico Wanderley Luxemburgo, os detalhes da transação com a Rede Globo nos contratos de televisionamento dos jogos do Brasileirão quando era presidente do Clube dos 13 e muitos outros fatos são abertamente apresentados.

Como não poderia deixar de ser, a maior parte da biografia se concentra no futebol. Koff relata as três vezes que passou pela presidência do Grêmio, em momentos muito distintos, a montagem de times, o dia a dia de um dirigente de futebol, a relação com jogadores e técnicos, o sentimento de ser multicampeão e as dificuldades enfrentadas em presidir um time de tanta grandeza como o Grêmio. Os detalhes de quando criou e comandou a principal entidade de equipes brasileiras, o Clube dos 13, e de como e por que ela acabou merecem um capítulo. A amizade com Fernando Carvalho, ex-presidente do seu maior rival, o Internacional. A união dos dois no Clube dos 13, a Lei Pelé e a luta pelo direito de imagem dos clubes também são esmiuçados na obra.

Há um capítulo dedicado à época em que foi chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da França. Além de trabalhar para a CBF, entidade que sempre contestou, Koff conta o que viu no episódio Ronaldo Nazário, quando a maior esperança de gol do Brasil desabou em campo, no jogo da final da Copa do Mundo de 1998.

A infância, a adolescência e a vida adulta paralela ao futebol também estão presentes. Sua carreira na Magistratura como Juiz de Direito, sua rápida passagem por cargos públicos no governo do então Governador do Rio Grande do Sul Pedro Simon, a experiência como jogador e depois técnico do Atlântico, em Erechim, e o início da vida de dirigente no Ypiranga, também de Erechim, são contados no livro.

O prefácio é assinado pelo atual presidente gremista Romildo Bolzan Júnior e ainda há uma mensagem do ex-presidente gremista Hélio Dourado, homem importante na história do clube. Fernando Carvalho, Roger Machado e Francisco Novelleto dão depoimentos emocionantes. No fim de cada capítulo, as Pérolas, que são histórias engraçadas lembradas pelo presidente, dão um toque humorado ao livro. Renato Portaluppi, Danrlei, Jardel, Paulo Nunes, Hugo de Léon, Felipão, e muitos outros, são os personagens dessas pérolas.

No fim da obra, que resume 84 anos vitoriosos de um dos principais nomes do Grêmio, uma emocionante mensagem final, onde o presidente Koff fala, entre outros assuntos, do orgulho de ser gremista e de ter prestado tantos serviços ao clube.

Feira do Livro terá distribuição de senhas para evento com Divaldo Franco

Feira do Livro terá distribuição de senhas para evento com Divaldo Franco

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A partir das 13h de amanhã, 13/11, serão distribuídas 350 senhas para a atividade com o médium Divaldo Franco. A distribuição das senhas acontece no Balcão de Informações da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, instalado ao lado do Memorial do RS. Divaldo Franco é considerado o sucessor de Chico Xavier, e vem à Feira para lançar sua biografia “Divaldo Franco – a trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos”, escrita por Ana Landi, que também estará presente. A atividade acontece às 20h no Teatro Carlos Urbim. Abaixo, o texto sobre o livro escrito por  Maria Helena Marcon , publicado no site Mundo Espírita:

Ana Cláudia Landi é historiadora pela Universidade de São Paulo (USP). Como jornalista, atuou no Grupo Folha, Jornal da Tarde e Valor Econômico. Desde dezembro de 2013, dirige a Bella Editora. Segundo ela, autora da recente biografia de Divaldo Pereira Franco, a abordagem inicial do médium não foi fácil. Acostumado aos holofotes e às grandes plateias, Divaldo sempre resistiu em colaborar com obras que o tivessem como protagonista. Para ele, o importante são os resultados obtidos em seus quase setenta anos de trabalho, e não a personificação de seu realizador. Depois de alguns e-mails em que declinou educadamente do projeto, acabou se rendendo a um primeiro contato pessoal (…)

Foi em maio de 2012, véspera do seu aniversário de oitenta e cinco anos. Ao  se apresentar, a repórter teve, novamente, sua ideia recusada. Isso porque, segundo ele, um perfil jornalístico exigiria um dispêndio de tempo muito grande – algo impossível a quem passa mais de duzentos dias por ano em palestras. Mas, ela o convenceu a colaborar para reportagens em grandes veículos e  surgiram várias na revista Contigo!, Folha de São Paulo, Rádio CBN, The Guardian, BBC, entre outras. A relação foi se estreitando, algumas conversas, em intervalos de viagens e congressos aconteceram. Muitas visitas de Ana Landi à Mansão do Caminho e, finalmente, a ideia do livro foi aprovada. Na noite de 23 de fevereiro, uma noite de emoção, beleza e alegria, segundo Julio Zacarchenco, foi lançada a obra na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista. A fila começou a se formar às 16h. Os autógrafos começaram às 18h e, durante quatro horas, foram dois mil e seiscentos livros autografados. O tempo médio de espera por um autógrafo foi de duas horas. Ninguém reclamou, não houve tumulto. A obra constitui-se a primeira biografia jornalística sobre o espírita baiano, reconhecido como o maior divulgador do Espiritismo no mundo.

A autora, Ana Landi, sempre ao lado de Divaldo e externando grande simpatia, também autografou os livros e cumprimentou a todos. Os direitos autorais foram integralmente doados em cartório para a instituição socioeducativa “Mansão do Caminho”, criada por Divaldo na cidade de Salvador (BA), há mais de 60 anos. Todos os que adquiriram o livro, receberam também um DVD institucional da “Mansão do Caminho” e uma garrafinha de água personalizada. A parceria perfeita entre biógrafa e biografado resultou em um excelente trabalho literário e um evento de grande estilo, profunda harmonia e muita alegria, que surpreendeu positivamente a todos.

O livro é baseado em entrevistas realizadas em mais de dois anos com Divaldo.

Retrata, desde a vida familiar, em Feira de Santana, na Bahia, ao problema de paralisia que sofreu, aos dezessete anos, depois de assistir à morte do irmão José, a primeira ida a um centro espírita, a primeira psicografia, as dificuldades em  se manter na capital baiana, passando por alguns lances, possivelmente desconhecidos de muitos os que acompanham a trajetória do médium, ao longo dos anos, como o do namoro, que acabou antes de começar, os problemas ocorridos, especialmente nas primeiras viagens ao Exterior, e as benéficas intervenções espirituais de Marcelo Ribeiro, o jovem carioca desencarnado.

Também revelações de algumas das suas reencarnações anteriores. Como em Paris, visitando um enorme mosteiro, falando um francês provençal, onde se identifica para a monja mestra como o fundador daquela instituição, no ano de 1625.

Sua vinda ao Paraná, em 1954, convidado pelo então Presidente da Federativa, João Ghignone, seu primeiro encontro espiritual com Lins de Vasconcellos, ainda no avião, antes de aterrissar, é outro fato curioso narrado, com riqueza de detalhes.

As peripécias que o envolveram ao dormir no apartamento do albergue da FEP, o frio que o surpreendeu, em Curitiba, levando-o a se envolver, discretamente, entre as cortinas do auditório da antiga sede da FEP, hoje transformada em Sede Histórica, sempre em relato agradável.

Enfim, a biografia, sem endeusamento ou exageros, retrata a vida do baiano, que se comunica e interage com os Espíritos desde o quatro anos; que foi acusado de louco, charlatão e plagiador; que quase se suicidou; que sofreu diversas tentativas de assassinato no Brasil e no Exterior; que foi proibido de entrar em Portugal e Espanha, durante certo período.

Também registra os feitos notáveis desse brasileiro ilustre como o ter acolhido, na Mansão do Caminho, seiscentos e oitenta e cinco órfãos, que o presentearam com netos e bisnetos, que se transformaram em cidadãos, em homens de bem;

o ter proferido mais de quinze mil palestras no Brasil e no Exterior; ter levado o Espiritismo a países onde nunca se havia falado sobre  Doutrina Espírita; ter psicografado cerca de trezentos livros que, juntos, venderam dez milhões de exemplares.

E toda renda das suas obras mediúnicas é doada para obras assistenciais, principalmente a Mansão do Caminho.

O livro, de trezentas e duas páginas é enriquecido com fotografias de Divaldo, seus familiares, colaboradores, trabalhadores da Mansão, as primeiras crianças acolhidas, a primeira sede da Mansão e do Centro Espírita Caminho da Redenção. Também fotos de Joanna, enquanto Clara de Assis e Juana Inés de la Cruz.

Em tudo, uma obra apaixonante, escrita de forma leve, que nos conduz ao conhecimento da jornada desse ser que peregrina entre nós, esparzindo luz há tantas décadas.

Em época de Feira na Praça… Gretchen autografa seu livro na Carmen´s Club nesta sexta-feira.

Em época de Feira na Praça… Gretchen autografa seu livro na Carmen´s Club nesta sexta-feira.

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Maria Odete de Brito Miranda se tornou Gretchen e enfrentou um país assolado pela ditadura, através do seu rebolado e gemidos que conquistaram fãs e confrontaram o machismo. Numa época em que o sucesso televisivo pertencia somente às loiras de estilo americanizado, ela apresentou sua beleza tropical e brasileira, tornando-se a maior representante da música disco do Brasil. Lançou moda, quebrou vários tabus e inverteu paradigmas, sempre além dos padrões e servindo de alvo para aclamações ou polêmicas, elogios ou críticas. Mantendo os mais populares apelidos,gretchen (1) de Disco Diva e Rainha do Bumbum, foi considerada uma das mulheres mais belas, bem sucedidas e desejadas da década de oitenta em diante, deixando canções clássicas ao atravessar gerações. Em sua busca incessante e geográfica pelo amor, casou diversas vezes e teve romances com homens famosos e anônimos, sempre conciliando sua arte com o lado de esposa e o desejo de ser mãe, apresentando filhos biológicos e adotivos, alguns com personalidades modernas, como Thammy.

E agora, somando quarenta anos de carreira, pela primeira vez ela tem sua trajetória contada em um livro, por Gerson Couto e Fábio Fabrício Fabretti, desvendando verdades que nunca antes revelou para a mídia. E o lançamento deste livro que leva o título de “Uma biografia quase não autorizada” será nesta sexta-feira à noite no Carmen´s Club em Porto Alegre. A trilha sonora fica por conta da DJ Tais Scherer, da festa Balonê que há quinze anos traz os sucessos dos anos 80 para as pistas de dança.

Serviço:

Gretchen – Show e sessão de autógrafos

Data 6/11 – 23 horas

Carmen´s Club – Rua Olavo Bilac, 336.

Maiores informações pelos fones: 3225.8188 ou 9581 9099.