Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

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Com R$ 2,13 bilhões desembolsados no ano passado, a participação da agropecuária nas liberações do BNDES para o Rio Grande do Sul aumentou de 22,6% em 2015 para 30,1% em 2016 – quase o dobro da participação do setor no total nacional de desembolsos. Para a safra de 2016/2017 no Rio Grande do Sul, os programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento operados pelo Banco fecharam dezembro com o valor comprometido de R$ 1,2 bilhão – crescimento de 85% em relação a igual período da safra anterior. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram comprometidos R$ 371 milhões – expansão de 6%.

No primeiro semestre do ano agrícola 2016/17, de julho a dezembro de 2016, o BNDES aprovou R$ 9,5 bi em recursos direcionados ao crédito rural, no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal, 58% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O orçamento para o ano agrícola 2016/2017 é de R$ 16,8 bilhões.

A participação da agropecuária nunca foi tão grande no total de desembolsos do BNDES, tendo passado de 10% em 2015 para 16% em 2016. As aprovações, que vão se refletir em desembolsos no período seguinte, cresceram mais ainda: 13% para 20%.

Em todo o Brasil, em 2016, as aprovações nos programas agrícolas operados pelo BNDES somaram R$ 17,8 bilhões, para um total de 77 mil beneficiários. Para a agricultura familiar, foram aprovados R$ 2,3 bilhões, para 44 mil beneficiários.

Novidades para o setor – Atento às demandas do agronegócio e da agricultura familiar, o Banco lançou no ano passado o BNDES Agro, um aplicativo para plataformas móveis que orienta o produtor rural a encontrar a modalidade de crédito mais adequada às suas necessidades e simula as condições de financiamento. O programa tem versões para os sistemas iOS, da Apple, e Android, da Google.

No segundo semestre de 2017 será lançada uma versão Agro do Cartão BNDES com foco nos produtores rurais (pessoas físicas), possibilitando o apoio financeiro para o custeio da safra, aquisição de implementos agrícolas e contratação de serviços técnicos.

Nº de Beneficiários, Nº de Operações Aprovadas e Valor das Operações Aprovadas para os Programas Agrícolas em 2015 e 2016:

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Banco comercial lucra R$ 8 bi com programa do BNDES

Banco comercial lucra R$ 8 bi com programa do BNDES

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Os bancos comerciais concentraram os lucros do maior programa de crédito público subsidiado já feito no País, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O BNDES liderou o programa, mas teve papel marginal nos empréstimos, informa Alexa Salomão. Dos R$ 10 bilhões de lucro que foram gerados com essas operações, R$ 8 bilhões ficaram com os bancos comerciais e apenas R$ 2 bilhões com o BNDES. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

BNDES atuará em processo de concessões e volta de privatizações, diz Meirelles

BNDES atuará em processo de concessões e volta de privatizações, diz Meirelles

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve atuar não só com aportes financeiros, mas também “usando melhor a experiência técnica” do banco em projetos de concessão e privatizações no Brasil. Em discurso durante a cerimônia de posse da nova presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, Meirelles disse que a instituição será “decisiva” em função do momento do País.

“O BNDES deve atuar de forma decisiva em algo que é crucial, que é o processo de concessões e a retomada das privatizações”, disse Meirelles. “O banco pode expandir bastante a sua maneira e estrutura de trabalho dentro do processo de concessões e privatização. Deve ser aberta ao BNDES a oportunidade de usar toda a sua capacidade técnica e know-how, visando a trabalhar também na estruturação desses projetos, no aconselhamento de todos os órgãos envolvidos, de maneira que o banco possa colaborar de forma substancial nos projetos-executivos”, complementou.

Segundo Meirelles a participação da instituição de fomento no segmento técnico permitirá o dimensionamento dos projetos e sua estruturação em todas as etapas, “de maneira que ele se viabilize”. “Isso é preciso para que tenhamos condições de ter processo de concessão que traga investimento de volta ao País, para que o Brasil possa aumentar a taxa de investimento no futuro, uma vez superada a crise atual. E temos certeza que será superada”, disse o ministro.

Papel do banco

O ministro da Fazenda destacou que Maria Silvia Bastos Marques assume a presidência do BNDES em um momento que o Brasil “sinaliza, discute, debate e vai em frente no que é um momento histórico de mudança de seu rumo econômico”. Segundo ele, o plano de ação traçado para o BNDES mostra o que deve ser o papel de um banco de desenvolvimento.

“Tem que atuar nas diversas áreas da economia, seja como financiador de grandes projetos, seja financiador de pequenos projetos, seja para viabilizar de fato o acesso a crédito de longo prazo que outras empresas não teriam, desde que sejam projetos viáveis, que vão gerar retorno para a sociedade, para seus acionistas”, afirmou Meirelles.

Retorno social

A nova presidente do BNDES, por sua vez, afirmou que o País vive “o momento de repensar a trajetória do País” e que cabe ao banco financiar projetos em que o retorno social seja maior do que o retorno privado. “A sociedade questiona a alocação de recursos públicos escassos e a carga tributária, que não retorna em serviços públicos”, afirmou na cerimônia da sua posse. Para ela, a sociedade requisita transparência e controle. “Essa demanda é em relação aos gastos públicos em geral e aos BNDES. Teremos atenção permanente”, afirmou.

A executiva acrescentou que os recursos são escassos e as necessidades, ilimitadas, e por isso é preciso analisar o perfil de cada projeto. “Cabe ao BNDES financiar projetos cujos retornos sociais superem os privados, sem deixar de lado empresas sem fonte de longo prazo”. Maria Silvia prometeu avaliar a pós-implementação de projetos para verificar o cumprimento de suas premissas. Segundo ela, serão levadas em consideração fontes privadas, como captações externas.

Infraestrutura

Entre as prioridades da nova presidente estão os investimentos em projetos logísticos. “Vamos focar na infraestrutura. O País precisa qualificar a infraestrutura logística”, disse. A presidente do BNDES ressaltou que investimentos privados em estradas, portos e ferrovias são mandatórios. Para isso, disse, é imprescindível ter ambiente regulatório estável e agências reguladoras fortes. A presidente do banco também afirmou que o BNDES terá ainda mais foco em energias alternativas.

Mobilidade e saneamento também mereceram atenção de Maria Silvia durante a cerimônia. “Precisamos trazer recursos privados para a infraestrutura urbana e social, especialmente mobilidade e saneamento. Investir em saneamento é ferramenta de impacto social”.

Segundo ela, foram iniciadas conversas com o governo do Rio para apoiar a concessão de saneamento. O governador em exercício, Francisco Dornelles, participou da cerimônia. Maria Silvia disse ainda que o banco tem notória capacidade em desmobilização de ativos, como concessões, Parcerias Público-Privadas (PPP) e privatização.

Momento

A presidente do BNDES afirmou que o País vive “um momento de grandes preocupações sociais, políticas e econômicas”, e que fará “o possível e o impossível” para que o banco tenha um papel importante para recuperação econômica do País. “Não podemos nos omitir, temos de ter uma visão maior de País”, afirmou durante cerimônia de posse no Rio. Na visão dela, não se deve olhar só para questões pessoais e de curto prazo.

Maria Silvia acrescentou que ser a primeira presidente mulher do BNDES “dá orgulho” e “aumenta o senso de responsabilidade”. “A crise pode ser oportunidade, pois é quando podemos tomar decisões transformadoras”. A executiva disse que a competência do quadro técnico do banco lhe dá a certeza de que o banco cumprirá seu papel.  (Correio do Povo)

Temer indica Maria Sílvia Bastos Marques para presidir o BNDES

Temer indica Maria Sílvia Bastos Marques para presidir o BNDES

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O presidente interino Michel Temer indicou a economista Maria Sílvia Bastos Marques para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no lugar de Luciano Coutinho. Maria Silvia é a primeira mulher a integrar o governo, após o anúncio de uma equipe ministerial composta apenas por homens. A informação foi confirmada há pouco pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. A economista presidiu a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entre 1999 e 2002. Também foi secretária municipal de Fazenda do município do Rio de Janeiro de 1993 a 1996, na gestão do prefeito César Maia.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, disse que Maria Silvia tem experiência no setor. “É um convite para colocar alguém competente, experiente, que tem toda condição de fazer um grande trabalho no BNDES, então o presidente Michel entendeu de convidá-la. E eu considero uma ótima escolha.”

De acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, os partidos não indicaram mulheres para ocupar os ministérios. Apesar disso, Padilha disse que um dos postos mais importantes, a chefia de gabinete da Presidência, é ocupada por uma mulher, Nara de Deus Vieira. (Agência Brasil)

BNDES suaviza exigências para socorrer amigo de Lula. Alvo de pedido de falência, Bumlai recebeu R$ 101,5 milhões da instituição

BNDES suaviza exigências para socorrer amigo de Lula. Alvo de pedido de falência, Bumlai recebeu R$ 101,5 milhões da instituição

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Mesmo em grave situação de endividamento, uma firma do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e um dos investigados na Operação Lava Jato, conseguiu com o BNDES empréstimos de R$ 101,5 milhões em 2012. O crédito à São Fernando Energia 1, cujo pedido de falência foi feito à Justiça em 2011, contrariou norma do próprio banco, informam Mario Cesar Carvalho e Felipe Bächtold. Os débitos da empresa eram 9,5 vezes maiores que seu patrimônio.

Hoje, o grupo, composto por cinco empresas, deve R$ 330 milhões ao banco.

Bumlai virou alvo da Lava Jato depois que dois delatores relataram que ele teria repassado recursos a uma nora de Lula e ajudado a quitar dívidas do PT. Ele nega.

Tanto o BNDES quanto a defesa do empresário afirmam que não houve favorecimento. A instituição diz que o empréstimo foi uma operação indireta, nas quais outros bancos fizeram o repasse e assumiram o risco do crédito.  A reportagem completa está na Folha de São Paulo.