No Topo do Mundo: Gaúcho Cristiano Müller escala os 8.848 metros do Everest

No Topo do Mundo: Gaúcho Cristiano Müller escala os 8.848 metros do Everest

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O pelotense Cristiano Müller, é o décimo sexto brasileiro a subir o Monte Everest. Hoje pela manhã, em suas redes sociais, ele comemorou o fato: ” Olá, amigos! Cheguei agora a pouco à segurança e ao conforto do Base Camp, depois de ter sido abençoado por colocar os meus pés no TOPO DO MUNDO – Mt. EVEREST, no dia 21/05/2016, às 7h10am (hora local). Neste momento me faltam palavras para descrever a emoção que estou sentindo. Por agora só quero agradecer a Deus, por me abençoar e me proteger nessa empreitada e a todos vcs pelas mensagens de apoio, pelo carinho e pela vigília que alguns fizeram durante a escalada, principalmente no dia do ataque ao cume. Assim que possível compartilharei mais detalhes de como foi essa experiência maravilhosa, a qual certamente ficará marcada por toda minha vida. Mais uma vez obrigado a todos e um forte abraço!”

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Cristiano, a sobrinha Eduarda e o irmão Marcelo acompanhando jogo do Inter na TV. Foto: Arquivo de Família

Cristiano Müller, 37 anos é solteiro e colorado, apesar de morar há muito tempo no Rio de Janeiro, seguiu torcendo exclusivamente pelo S.C.Internacional. Ele trabalha como executivo de uma multinacional há 16 anos, responsável por gerenciar a construção de importantes projetos do setor de energia em vários países do mundo. Em 2015, ele decidiu fazer uma pausa em sua carreira e tirar um período sabático para realizar um grande sonho: escalar algumas das principais montanhas do mundo, culminando com a ascensão do

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Da esquerda p direita: Francisco da Motta, Cristiano Müller(bandeira do Brasil), Marcelo Müller e João Pedro Isse

Everest. Antes do mais alto monte do mundo, ele escalou o Mckinley , o Cho Oyu, o Kilimanjaro, e finalmente o Everest.  Em fevereiro passado, acompanhado do irmão e primos, Cristiano postou no Facebook: ” É CUUUMEE!!! Hoje, 13/02/2016, às 5h59am (hora da Tanzânia), chegamos ao cume do KILIMANJARO (5.895m), TOPO DA ÁFRICA! Grande prazer e grande emoção de realizar esta etapa do projeto NO TOPO DO MUNDO acompanhado de meu irmão, Marcelo Müller e de meus primos, Francisco da Motta e João Pedro Isse. Família 100% cume! Obrigado a todos pela torcida! Já estamos todos em Moshi em total segurança. #notopodomundo #kilimanjaro #familyexpedition” . Mais informações sobre estas conquistas estão no site Extremos.

Os outros brasileiros que conquistaram o Everest estão nominados no Extremos. O monte Everest é a mais alta montanha da Terra, 8.848 metros. Está localizado na cordilheira do Himalaia, na fronteira entre a República Popular da China (Tibete) e o Nepal. Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (Deusa Mãe do Céu), e em tibetano Chomolangma ou Qomolangma (“Deusa Mãe da Terra”).

O monte Everest está localizado na cordilheira do Himalaia. A cordilheira surgiu de um processo natural conhecido como Dobramentos Modernos (também conhecidos como cadeias orogênicas ou cinturões orogênicos). São estruturas geológicas que se originaram em virtude das ações do tectonismo e correspondem à formação de cadeias montanhosas, apresentando as maiores altitudes do planeta por serem relativamente jovens se comparadas à outras formações no planeta, dessa forma o lento processo de erosão ainda atua sobre suas formações, diferente dos dobramentos antigos, onde os processos de erosão foram responsáveis pela formação de planaltos e bacias sedimentares. O início da formação das principais cadeias de montanhas da Terra não ocorreu antes de 250 milhões de anos atrás, durante o período terciário. Estima-se que o Himalaia tenha surgido entre 50 a 40 milhões de anos atrás, quando as massas de terra da Índia e da Eurásia, impulsionadas pelo movimento das placas tectônicas, colidiram.

O Everest foi assim chamado por sir Andrew Scott Waugh, o governador-geral da Índia colonial britânica, em homenagem a seu predecessor, sir George Everest.

Radhanath Sikdar, um matemático e topógrafo indiano de Bengala, foi o primeiro a identificar o Everest como a montanha mais alta do globo, de acordo com seus cálculos trigonométricos em 1852. Alguns indianos pensam que o pico deveria ser chamado Sikdar, e não Everest.

Os 16 brasileiros que chegaram ao cume do Everest
Os 16 brasileiros que chegaram ao cume do Everest

O monte Everest tem duas rotas principais de ascensão, pelo cume sudeste no Nepal e pelo cume nordeste no Tibete, além de mais 13 outras rotas menos utilizadas. Das duas rotas principais a sudeste é a tecnicamente mais fácil e a mais frequentemente utilizada. Esta foi a rota utilizada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. Contudo, a escolha por esta rota foi mais por questões políticas do que por planejamento de percurso, quando a fronteira do Tibete foi fechada aos estrangeiros em 1949.

A maioria das tentativas é feita entre abril e maio antes do período das monções porque uma mudança na jet stream nesta época do ano reduz a velocidade média das rajadas de vento. Ainda que algumas vezes sejam feitas tentativas após o período da monções em setembro e outubro, o acúmulo de neve causado pelas monções torna a escalada ainda mais difícil. (Felipe Vieira com informações do site Extremos e Wikipedia)

Cidadania: Cubano se naturaliza brasileiro e emoção toma conta da primeira audiência do TRF4 na Feira do Livro

Cidadania: Cubano se naturaliza brasileiro e emoção toma conta da primeira audiência do TRF4 na Feira do Livro

Comunicação Mundo Notícias
Maykel Velazquez (Fotos: Sylvio Sirangelo/TRF4)
Maykel Velazquez (Fotos: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A tarde dessa quarta-feira (11/11) marcou o início de um novo ciclo na vida de Maykel Velazquez. O auxiliar de exportação participou da primeira audiência de entrega do Certificado de Naturalização (CN) no estande do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. Na cerimônia, Velazquez abriu mão da nacionalidade cubana, tornando-se oficialmente brasileiro. A audiência teve início às 14h e foi coordenada pela juíza federal Marciane Bonzanini, da 1ª Vara Federal de Porto Alegre. Velazquez proferiu juramento de adesão à nacionalidade brasileira e realizou um teste de proeficiência em português. No momento mais simbólico do evento, ele deixou com a magistrada sua carteira de identidade de estrangeiro, recebendo seu CN de forma permanente. Morando no Rio Grande do Sul desde 2010 e tendo requisitado a nacionalidade há cerca de um ano, o mais novo brasileiro se sente agora ainda mais em casa. “Vim para cá por amor. Tenho trabalho, lar e agora a nacionalidade”, contou sorridente, revelando que agora seu próximo plano é casar-se com seu companheiro. Para a juíza Marciane, as audiências de naturalização são ocasiões marcantes. “Cada certificado entregue é uma emoção. Por trás do processo legal há sempre uma história de vida diversa”, explicou. O ritual da entrega do certificado é, segundo a magistrada, um momento para “assegurar a esse cidadão os direitos e deveres de todo e qualquer brasileiro, condição que ele passa a assumir”.

Também participou da cerimônia o presidente do TRF4, desembargador federal Luiz Fernando Wowk Penteado. A presença do magistrado ali não era apenas institucional. “Estou aqui não só como representante do tribunal, mas tendo o prazer de rememorar minha história”, refletiu, lembrando da ocasião em que seu avô materno, um imigrante ucraniano, morador do Paraná, participou de evento semelhante, também naturalizando-se brasileiro. Penteado desejou a Velazques boas-vindas à comunidade brasileira, ressaltando a importância da naturalização: “é um processo que só enriquece a comunidade e a experiência da Justiça, um passo na nossa missão de aproximarmos os cidadãos”.

O fato da audiência ocorrer no estande do TRF4, em plena Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre, também agradou aos envolvidos. “Nesse espaço a Justiça se aproxima mais ainda. O procedimento do encontro segue o mesmo, mas o ambiente muda. Todos que vêm à Feira podem acompanhar”, explicou Marciane. Já para Velazques, a localização diferente foi mais um elemento marcante de sua mudança: “no início não esperava que fosse ser assim, na rua. Quando soube, achei muito legal”, conta. O processo de naturalização parte do interesse do cidadão estrangeiro. A partir daí ele deve procurar a Polícia Federal (PF) e encaminhar seus documentos. O pedido é então analisado pelo Ministério da Justiça, que emite ou não o Certificado de Naturalização (CN). Por fim, cabe à Vara Federal mais próxima da residência do naturalizado a entrega do documento. Só em 2015, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS) ajuizou 78 processos de naturalização.