Sindha repudia ação que contesta o projeto de revitalização do Cais

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A notícia de que um grupo de moradores e representantes de entidades ligadas à arquitetura, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico de Porto Alegre anunciaram o ajuizamento de uma ação civil pública com a intenção de tentar obter a rescisão do contrato de obra de revitalização do Cais Mauá, é repudiada pelo Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região.
Para a entidade que defende o interesse de um setor que emprega cerca de 100 mil pessoas na capital gaúcha e cidades da região metropolitana, barrar esse projeto representa um retrocesso ao desenvolvimento de Porto Alegre e à criação de novas frentes de empregos.
“Esse projeto já está em discussão há anos. Enquanto isso, vemos um dos locais mais espetaculares da cidade definhando. Não é mais possível que posicionamentos ideológicos continuem se sobrepondo aos interesses da sociedade como um todo, impedindo o desenvolvimento econômico da cidade e do estado”, lamenta o presidente da entidade, Henry Starosta Chmelnitsky.
Os dirigentes, empresários dos setores da gastronomia e da rede hoteleira, acreditam que o Cais beneficiará muito a cidade e incrementará os negócios na região. “Queremos que esse projeto dê certo”, diz Henry.

Cais Mauá: Arquitetos, ambientalistas e moradores da Capital anunciam hoje ingresso na justiça pedindo rescisão do contrato

Cais Mauá: Arquitetos, ambientalistas e moradores da Capital anunciam hoje ingresso na justiça pedindo rescisão do contrato

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Em ação judicial, arquitetos, ambientalistas e moradores da Capital pedirão hoje rescisão do contrato do Cais Mauá. A Prefeitura garante que projeto segue dentro da legalidade e prevê iniciar construção em breve O movimento Cais Mauá de Todos anunciou o ajuizamento de uma ação civil pública para pedir a rescisão do contrato que concedeu o espaço à beira do Guaíba, no Centro de Porto Alegre, à iniciativa privada. O grupo, que já encaminhou medidas judiciais anteriores contra o projeto, é formado por representantes do IAB-RS (Instituto dos Arquitetos do Brasil), Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação de Moradores do Centro Histórico e pela ONG Defender (Defesa Civil do Patrimônio Histórico), entre outras entidades. Outra proposta é a abertura de uma CPI para investigar denúncias de irregularidades no contrato com o grupo de investidores do consórcio Porto Cais Mauá do Brasil, com participação principal de espanhois. A sugestão vai ser apresentada em audiência pública marcada para a quarta-feira (16), às 18h30min, na Assembleia Legislativa. O espaço foi concedido pelo Estado à iniciativa privada ainda no governo Yeda Crusius, em 2010. A projeção é de que seja explorado pelo consórcio por, ao menos, 25 anos. Apesar das resistências e do atraso no início da obra, a Prefeitura garante que o estudo avança dentro da legalidade. A previsão mais recente é iniciar a construção do complexo comercial — que deve incluir escritórios, shopping center e estacionamento — até o próximo mês. (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Sindha da apoio ao projeto do Cais Mauá

Porto Alegre: Sindha da apoio ao projeto do Cais Mauá

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A diretoria do Sindicato da Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) conheceu na tarde desta segunda-feira, 28/09, os detalhes do projeto de revitalização do Cais Mauá. A presidente do Consórcio vencedor, Julia Costa, explicou como se deu a concepção do projeto, mostrando os portos que foram usados como referência, e falou da tramitação necessária que ainda falta para o início das obras. Segundo Julia, a expectativa é dar início à revitalização até fevereiro de 2016. “Ainda temos alguns processos para superar, mas estamos otimistas, pois o projeto foi muito bem concebido por técnicos de referência mundial,” disse ela aos dirigentes do setor, que receberam as informações com entusiasmo. “Para o nosso setor, o Cais é fundamental. Esperamos que o Consórcio tenha sucesso com os encaminhamentos que faltam para o início das obras, pois já sofremos muito com as idas e vindas dessa obra tão importante para o turismo e geração de empregos da capital”, ressaltou o presidente do Sindha, Henry Chmelnistsky. Para ele, projetos transformadores como o do Cais sempre despertam debates e isso é saudável para o crescimento da cidade. “Neste caso, acreditamos que os principais obstáculos já foram superados”.

Confronto verbal marca audiência sobre reforma do Cais Mauá. Parte dos presentes gritou contra proposta prevista e outros deram aval para o projeto(Nildo Junior/Correio do Povo)

Confronto verbal marca audiência sobre reforma do Cais Mauá. Parte dos presentes gritou contra proposta prevista e outros deram aval para o projeto(Nildo Junior/Correio do Povo)

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A audiência pública sobre a revitalização do Cais Mauá, realizada nesta sexta-feira no ginásio de esportes do Grêmio Náutico União, incluiu vaias e cartazes contra o projeto. Cerca de 400 pessoas que compareceram à audiência foram, em maioria, contrárias ao que foi apresentado pelo consórcio Cais Mauá S/A.

O diretor de Operações do consórcio, engenheiro Sérgio Lima, destacou que o projeto prevê a criação de 20 mil empregos diretos e indiretos, além de injetar R$ 1 bilhão na economia da Capital. “É uma obra privada de caráter público. Vai ser bom para Porto Alegre porque vai trazer turistas e mais dinheiro em turismo”, garantiu.

Ao término da apresentação, uma parte do público gritou em coro: “Não vai ter shopping, não vai ter torre”. Um outro grupo, na arquibancada do ginásio, rebatia quem era contra o projeto: “Nazistas, facistas, petistas”.

A vereadora Fernanda Melchionna, PSol, tentou intervir junto à mesa da audiência, que respondia a perguntas feitas por e-mail. “Esta audiência foi feita pela força da lei. É um jogo de cartas marcadas, com cartas escolhidas para que eles possam responder o que querem”, apontou. O vereador João Carlos Nedel, PP, deu apoio ao projeto. “Vejo que isto vai mudar a cidade, vai trazer turismo e vai renovar Porto Alegre”, disse.

O vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção RS (IAB/RS), Rafael Passos, questionou o projeto que vai retirar 330 árvores, vai criar um estacionamento para 4,1 mil carros e 300 vagas para bicicletas. “O Cais Mauá está inserido na história de Porto Alegre desde sua construção. Este projeto está perdendo a chance de revitalizar o Centro Histórico. Nunca teve debate público. Estamos jogando a história de política participativa da cidade no lixo”, afirmou Passos.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, (Sinduscon-RS), Ricardo Antunes Sessegolo, comemorou a apresentação e disse contar as horas para o início das obras. “A indústria da construção civil emprega 150 mil pessoas em Porto Alegre. Trazemos o nosso apoio para este empreendimento que segue um modelo que não temos na cidade. Só pedimos que seja utilizada a mão de obra daqui”, completou.