Bolsonaro reedita briga com deputada em sessão sobre violência contra a mulher; do IG/SP com fotos: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Bolsonaro reedita briga com deputada em sessão sobre violência contra a mulher; do IG/SP com fotos: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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 Os deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS) batem-boca na comissão geral, no plenário da Câmara dos Deputados, que discute a violência contra mulheres e meninas, a cultura do estupro, o enfrentamento à impunidade e políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas no Brasil.
Brasília - O deputado Jair Bolsonaro discute com a deputada Maria do Rosário durante comissão geral, no plenário da Câmara dos Deputados, que discute a violência contra mulheres e meninas, a cultura do estupro, o enfrentamento à impunidade e políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas no Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília - O deputado Jair Bolsonaro discute com a deputada Maria do Rosário durante comissão geral, no plenário da Câmara dos Deputados, que discute a violência contra mulheres e meninas, a cultura do estupro, o enfrentamento à impunidade e políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas no Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi até a mesa do plenário para questionar decisão da deputada Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi até a mesa do plenário para questionar decisão da deputada Maria do Rosário (PT-RS). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS) protagonizaram mais uma confusão na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14). Durante a reunião da comissão geral no plenário da Casa, que ocorreu para discutir casos de violência contra mulheres e meninas, Bolsonaro foi alvo de críticas e tumultuou a sessão em diversas ocasiões.

A deputada Maria do Rosário, que presidia o debate, não cedeu aos pedidos de Bolsonaro de ter direito à palavra e disse que não se renderia a “atitudes intimidatórias”. A briga entre os parlamentares não é de hoje. No ano passado, o deputado foi condenado a indenizar Maria do Rosário por ter dito que não a estupraria “porque ela não merecia”.  Ele ainda enfrenta no Conselho de Ética da Câmara um processo por quebra de decoro pelo ocorrido.

Comissão

Em um dos discursos mais polêmicos da manhã, a presidente do coletivo de lésbicas Coturno de Vênus, Cláudia Macedo, provocou tumulto ao afirmar “que nesta Casa há pelo menos um deputado acusado de apologia ao estupro” e defender que o Parlamento o afaste para sinalizar empenho em acabar com este crime. Ela não citou nomes, mas Bolsonaro – um dos primeiros a chegar à sessão e se inscrever para falar – reagiu imediatamente.

O deputado cobrou que ela revelasse quem era o parlamentar que ela estava acusando. Bolsonaro gritava “palhaça” fora dos microfones – que estavam desligados – e a tensão aumentou.

A deputada Maria do Rosário pediu para que a oradora continuasse seu discurso tentando ignorar Bolsonaro que, em sua frente, com dedo em riste, acusava a parlamentar de “defensora de estuprador”. Sem conseguir a palavra, Bolsonaro chegou a levantar o pedestal dos microfones do plenário e provocando a movimentação de seguranças, mas acabou voltando para sua cadeira pouco depois.

Bolsonaro chegou a levantar o pedestal dos microfones do plenário, provocando a movimentação de seguranças
Bolsonaro chegou a levantar o pedestal dos microfones do plenário, provocando a movimentação de seguranças. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em outro momento, foi a vez da vice-presidente da OAB-DF exaltar os ânimos da sessão. A debatedora Daniela Teixeira defendeu a condenação de Bolsonaro sob a acusação de apologia ao estupro.

O parlamentar pediu a palavra por ter sido citado pela debatedora, mas novamente não foi atendido pela deputada Maria do Rosário. Segundo ela, os parlamentares inscritos falariam em outro momento do debate.

Bolsonaro dirigiu-se à mesa e protestou, gritando e com o dedo em riste, contra a decisão. Maria do Rosário pediu respeito quando uma mulher preside a mesa da Casa.

Desfesa

Após a conclusão da fala da última convidada para o debate, Bolsonaro falou na tribuna e defendeu-se das acusações.

Referindo-se ao caso de Liana Friedenbach, estuprada e morta em 2003 em Embu (SP), Bolsonaro disse que na ocasião saiu em defesa da vítima.  O deputado ainda criticou a atuação de Maria do Rosário naquela época. Também acusou a deputada de defender o cunhado, que seria estuprador. A parlamentar não quis se manifestar, por estar presidindo a sessão.

Para Bolsonaro, a realização da comissão geral estaria sendo um desserviço a mulheres vítimas de violência. Ele defendeu a castração química do estuprador e criticou a defesa dos direitos humanos dos acusados de estupro.

O parlamentar também criticou a defesa da discussão de gênero nas escolas, afirmando que estimula o sexo precocemente. Para o parlamentar, não existe cultura do estupro, e sim a “cultura da impunidade”.

Críticas

A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) afirmou que o projeto de castração química de acusados de estupro (PL 5398/13) não ajuda a coibir ou prevenir o crime. Segundo ela, o projeto ajuda que o criminoso possa sair da cadeia, já que permite ao condenado optar por castração química como remissão da pena.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou a tentativa de intimidação à deputada Maria do Rosário e disse que isso não ocorre quando homens estão presidindo a sessão. Ele elogiou a firmeza da deputada na condução dos trabalhos e defendeu uma escola livre para discutir a igualdade de gênero.

Tensão

O clima já estava tenso desde os primeiros momentos da sessão, quando Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) – adversários ideológicos da petista – sentaram frente a frente com a parlamentar, que foi a primeira a discursar. Assim que Maria do Rosário reassumiu a presidência da sessão, Eduardo Bolsonaro deu início às provocações questionando o tempo que oradores teriam para falar.

Maria do Rosário, visivelmente irritada, informou que responderia posteriormente e chamou a primeira oradora a falar. Bolsonaro lembrou que havia previsão de Ordem do Dia às 13h desta quarta-feira e que uma sessão longa poderia prejudicar parlamentares que pretendem participar da segunda reunião da Câmara. A petista respondeu citando o Regimento e o deputado começou a gritar ao ter tido o microfone fechado.

Maria do Rosário não cedeu a palavra ao deputado Jair Bolsonaro e disse que não se renderia a “atitudes intimidatórias”
Maria do Rosário não cedeu a palavra ao deputado Jair Bolsonaro e disse que não se renderia a “atitudes intimidatórias”. Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

A deputada o ignorou, chamando outra convidada a falar na tribuna. Jair Bolsonaro então questionou falas de pessoas que não estavam na lista da sessão. “A senhora não manda aqui não. Segue o regimento”, gritou.

Jair Bolsonaro não conseguiu mudar a sessão, mas conseguiu tumultuar o clima ao ser abordado por um grupo de simpatizantes, principalmente estudantes, que se concentrou no meio do espaço gravando vídeos e tirando fotos ao lado do parlamentar.

LEIA MAIS: Impasse deixa caso de Bolsonaro sem relator no Conselho de Ética da Câmara

Carla Zambelli Salgado, do Movimento Nas Ruas, convidada à tribuna, aumentou a temperatura do debate quando atacou partidos de esquerda no combate à violência contra a mulher e questionou que “espécie de proteção” legendas como PT e PCdoB defendem quando ignoram “um projeto verdadeiro”. “Por que não apoiam o projeto de castração química? Só porque foi apresentado por Jair Bolsonaro (PSC-RJ)?”, provocou. “É um projeto que pode acabar efetivamente com a violência contra a mulher e contra a cultura do estupro”, disse.

A parlamentar não reagiu e Thiago André Pierobom de Ávila, promotor de Justiça do Ministério Público no Distrito Federal, respondeu: “Nós não promovemos a defesa de direitos humanos através da violação de outros direitos humanos”, disse, sendo aplaudido pelos convidados.

Projetos de lei

Antes da confusão, Maria do Rosário já tinha se manifestado e defendeu mudança na legislação que trata de procedimentos policiais em casos de violência contra mulheres e meninas. Ela fez um apelo para que a Câmara conclua o Projeto de Lei 3.792, em tramitação desde o ano passado.

Durante a comissão geral realizada no plenário da Câmara para discutir a violência contra mulheres e meninas, a deputada destacou que a proposta cria um sistema integral de proteção às vítimas.

“O projeto prevê vários passos para que uma criança seja protegida quando chega a uma instituição. Prevê que a oitiva da criança seja gravada, que tenha o apoio de profissionais da psicologia atentos às necessidades da criança e que seja um depoimento único”, detalhou.

“As memórias vão se confundindo. Outras podem aparecer depois. Se ela for ouvida e gravada uma vez, não passara pela revitimização de tantas oitivas”, disse.

Uma das autoras do pedido para que a sessão fosse realizada nesta quarta-feira, Maria do Rosário lembrou que, em seu primeiro mandato na Câmara, participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre violência contra mulheres, adolescentes e crianças que resultou em novas leis que agravaram penas aplicadas nos casos de crimes sexuais.

“Todas as vezes que os senhores escutam no noticiário ou leem nos jornais a expressão ‘estupro de vulnerável’ ela é fruto do trabalho das mulheres e homens deste Parlamento. Não é mais possível pela lei uma criança e uma mulher serem julgada pela roupa que usa, pela festa a que compareceu”, exemplificou.

 

Onyx Lorenzoni afirma que objetivo é votar 10 medidas de combate à corrupção até 9 de dezembro

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Conversei hoje com o deputado Onyx Lorenzoni (RS), relator do projeto que reúne as 10 medidas de combate à corrupção, o deputado conta que vai se debruçar sobre cada uma delas para apresentar, num prazo de 60 dias, um relatório que possa responder aos anseios dos brasileiros.

Câmara rejeita urgência para o projeto da dívida dos estados e impõe primeira derrota ao governo Temer

Câmara rejeita urgência para o projeto da dívida dos estados e impõe primeira derrota ao governo Temer

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Por uma diferença de apenas quatro votos, fracassou a tentativa do governo interino do presidente Michel Temer de aprovar hoje a urgência para o projeto de lei (PLP 257) que trata da renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal. Eram necessários 257 votos para o projeto ser aprovado, mas o governo obteve 253. É a primeira derrota imposta no Congresso à gestão interina, que assumiu há cerca de seis meses.

A urgência do projeto era considerada primordial pelo governo, que negociou a aprovação desde o início da semana. A intenção era tentar votar o mérito da matéria logo em seguida. Para isso, o governo chegou a retirar, nesta quarta-feira, a urgência constitucional de cinco projetos encaminhados pela presidente afastada Dilma Rousseff, entre eles três do chamado pacote de combate à corrupção, que mantinham a pauta trancada.

Pela proposta acertada com o governo, os estados conseguiram alongar a dívida em 20 anos, reduzindo o valor das parcelas. Os estados e o Distrito Federal também ganharam carência de seis meses nas parcelas até dezembro. A partir de janeiro, as prestações virão com descontos, que serão progressivamente reduzidos até julho de 2018. Mas o governo colocou condições para aceitar a renegociação, entre elas a reforma dos regimes jurídicos dos servidores em cada estado.

Na tentativa de avançar, o governo chegou a promover uma reunião de líderes da oposição com o relator da proposta, deputado Esperidião Amim (PP-SC), para tentar chegar a um acerto sobre pontos divergentes, mas não houve acordo.

O ponto de controvérsia principal trata da contrapartida exigida dos estados para adesão ao refinanciamento, o que, para a oposição, gera a possibilidade de retirada de direitos dos servidores.

Líder da minoria, a deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) acusou o governo de tentar inserir no projeto de lei pontos da proposta de emenda à Constituição (PEC 241/16), que limita os gastos públicos com folha de pessoal.

“As contrapartidas postas aos estados são absolutamente inaceitáveis. Você passa a régua de forma homogênea sobre todos os estados, impede a relação autônoma dos governadores sobre seus trabalhadores e ainda estabelece o que está na PEC 241, já botando na Lei, sem passar pelo quórum qualificado que uma PEC exige, o teto dos gastos pela inflação. Isso é o fim de políticas públicas de saúde e educação nos estados”, acrescentou Jandira.

Mais uma rodada de negociação com deputados contrários ao texto e o relator deve ocorrer na terça-feira que vem. Não é certo, com isso, que o texto possa ser votado ainda antes do início do recesso branco do Congresso, no dia 18.

O projeto de renegociação foi criticado hoje por integrantes da oposição e da base aliada. O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) afirmou que a medida serve apenas para facilitar a vida dos atuais governantes. “Esse projeto, na verdade, não salva os estados, mas apenas os governadores atuais. Essa dívida fica para o futuro, porque alguém vai pagar.”

Os deputados também criticaram a falta de acesso às mudanças promovidas por Amim, em suposto prejuízo aos servidores. “Quero discutir o pré-texto e isso não pode acontecer só depois de votar a urgência”, informou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Líder do governo, André Moura (PSC-SE) minimizou a derrota. Segundo ele, alguns deputados ainda mantinham dúvidas com relação ao texto e, por isso, votaram contra a urgência.

Moura adiantou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve se reunir com os governadores do Nordeste amanhã para tentar encontrar uma solução para o problema. Somente após a reunião é que o governo vai decidir se tenta votar a urgência novamente na próxima semana ou se espera o retorno do recesso parlamentar. (Agência Brasil e Rádio Guaíba)

Cunha diz que gastos no exterior foram pagos com cartão de crédito da esposa. Ele se defende nesse momento no Conselho de Ética da Câmara. VEJA AO VIVO NO LINK

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O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou pouco depois das 9h desta quinta-feira para prestar depoimento no Conselho de Ética da Casa que o investiga. O depoimento dele hoje (19) é o último das oitivas e, a partir daí, começa o prazo de dez dias para que o relatório do processo, a ser preparado pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO), seja apresentado. Cunha veio acompanhado de seu advogado, Marcelo Nobre. O conselho investiga se houve quebra de decoro de Eduardo Cunha por supostamente ter mentido durante a audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, quando ele negou a existência de contas no exterior em seu nome.

Em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que os gastos em viagens no exterior foram pagos com o cartão de crédito da sua esposa. Cunha é alvo de um processo de cassação de mandato por, supostamente, ter mentido em maio de 2015, à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, sobre a propriedade de contas na Suiça.

“Todos os gastos foram feitos com um cartão de crédito dela. Ela não é objeto dessa representação. Vossa excelência não tem um gasto, não tem cartão de crédito cuja a titularidade seja minha. Eu era apenas dependente de cartão de crédito da minha esposa”, disse Cunha ao ser questionado pelo relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO).

A estratégia de Eduardo Cunha é negar que ele tenha qualquer relação com as diversas contas descobertas no exterior e atribuídas a ele. A defesa dele alega que trata-se de um truste (tipo de negócio em que terceiros – uma entidade de trusting – passam a administrar os bens do contratante) do qual ele fazia parte.

Durante o depoimento, Cunha alega que os gastos foram pagos pela esposa e que ele não pode ser responsabilizado por isso no processo que corre no Conselho. Segundo Cunha, a conta que pagou as despesas com suas viagens ao exterior era uma conta única e exclusivamente de crédito da esposa. “Não foi feita nenhuma despesa sobre a minha titularidade e eu que sou o objeto de investigação e não a minha esposa”, justificou. “Eu não posso aceitar que queira ser estendido aos familiares”, emendou. (Agência Brasil)

Ao vivo: Comissão da Câmara analisa relatório que pede o impeachment de Dilma. Cerca de 150 deputados estão inscritos para falar

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Apresentação, discussão e votação do parecer do relator Data: 06/04/2016. Foto:Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Apresentação, discussão e votação do parecer do relator. Foto:Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Comissão Especial do Impeachment debate o parecer do relator, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou que os trabalhos  se estenderão até 03h da madrugada de sábado, quando serão encerrados e retomados na segunda-feira pela manhã, data da votação do parecer. Acompanhe a sessão ao vivo no link.

Dilma é notificada sobre eleição da comissão do impeachment. Começa a contar prazo de 10 sessões da Câmara para que a presidenta apresente a sua defesa por escrito

Dilma é notificada sobre eleição da comissão do impeachment. Começa a contar prazo de 10 sessões da Câmara para que a presidenta apresente a sua defesa por escrito

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A presidenta Dilma Rousseff foi notificada na noite desta quainta-feira sobre a eleição da comissão especial destinada a apurar o pedido de impeachment acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no dia 2 de dezembro do ano passado.

O primeiro-secretário da Mesa Diretora, Beto Mansur (PRB-SP), entregou o aviso acompanhado da mensagem de Cunha ao subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Governo da Presidência da República, Danilo Gennari de Souza, às 18h05.

Após o recebimento do aviso, inicia-se o prazo de dez sessões ordinárias da Câmara para que a presidenta apresente a sua defesa por escrito. Segundo a mensagem recebida, o período de defesa começa a contar a partir de amanhã (18), “findando o prazo às 19h do dia em que ocorrer a décima sessão.”

Saiba Mais: Comissão do impeachment se reúne na segunda para definir roteiro de trabalho

A comissão – que tem como objetivo emitir um parecer sobre a denúncia de crime de responsabilidade formulada contra a presidenta pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal-, foi aprovada nesta tarde por 433 votos favoráveis e um contrário à chapa com os 65 nomes titulares e os respectivos suplentes indicados pelos líderes partidários.

Início do processo

A primeira sessão ordinária ou extraordinária que vai começar a valer no prazo pode ocorrer nesta sexta-feira (18). De acordo com o deputado, foram entregues os 15 volumes de documentos relativos ao processo, mais a notificação, que foi assinada e datada para que o período comece a contar.

Beto Mansur chegou ao Planalto acompanhado por dois funcionários carregando os papeis. Os 14 primeiros volumes contêm o pedido formulado pelo jurista Hélio Bicudo. A delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) está no 15ª volume. “Na verdade o processo de impeachment começa aqui [com a notificação]. Você teve a votação da comissão, montou-se a comissão e a presidente da República é notificada a partir da montagem da comissão”, disse.

A notificação está nominalmente endereçada ao ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e contém mensagem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comunicando Dilma da decisão. (Agência Brasil)

Cunha apresenta novo recurso na CCJ contra decisão do Conselho de Ética

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou com novo recurso (REC 108/15) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para anular o processo de investigação contra ele, aprovado há sete dias pelo Conselho de Ética. A CCJ já tinha em mãos um recurso (REC 107/15) do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado do peemedebista, que questionava a negativa ao pedido de vista do deputado Genecias Noronha (SD-CE). Mas, no novo recurso, Cunha ampliou os questionamentos e pede para que todo o processo seja anulado desde a escolha do novo relator Marcos Rogério (PDT-RO), no último dia 9. 
Brasília - Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, se reúne com líderes dos partidos na Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, apresenta novo recurso na CCJ contra decisão do Conselho de Ética. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Não há previsão regimental para recurso nesta fase do processo”, disse Marcos Rogério. Titular da CCJ, o parlamentar disse que, com essas novas argumentações, vai pedir vista do relatório que será apresentado hoje (22) na comissão sobre o recurso de Marun. O temor de Marcos Rogério é que os dois documentos acabem sendo apensados e analisados conjuntamente. “Considerando os novos argumentos vou pedir vista. Este [recurso] fala em efeito suspensivo. Se for aceito pela CCJ, será um atropelo regimental”, avaliou.

Relator do recurso apresentado por Marun, o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) acatou os argumentos a favor de Eduardo Cunha. Nascimento pretende apresentar o relatório na sessão marcada para as 14h30, mas parlamentares acreditam que não haverá quórum para a realização da sessão. É necessária a presença de pelo menos 34 parlamentares. Com o ínicio do recesso do Congresso Nacional amanhã (23), os corredores da Câmara já estão vazios.

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que também integra a CCJ, informou que está a caminho de Brasília para participar da sessão. Ao tomar conhecimento do relatório de Nascimento, Araújo disse, por meio de sua assessoria, que o relatório é uma “benesse” de Nascimento a Cunha por ter sido indicado pelo presidente da Câmara para assumir a presidência da Comissão Especial do Marco Regulatório dos Bingos.

Assessores de Nascimento rechaçaram as declarações de Araújo e afirmaram que o relator se baseou em estudos técnicos elaborados por consultores da Câmara.

Recurso

Carlos Marun questionou, no recurso, a negativa ao pedido de vista ao relatório pela continuidade das investigações sobre Cunha. O impasse se deu quando o novo relator do processo, Marcos Rogério (PDT-RO), apresentou um parecer semelhante ao que já tinha sido elaborado pelo relator anterior, Fausto Pinato (PRB-SP). Rogério afirmou que fez apenas uma complementação de voto.

Ao negar o pedido de vista, José Carlos Araújo usou como argumento uma questão de ordem respondida por Cunha, em março deste ano, sobre possibilidades de pedido de vista. Araújo decidiu que, como não se tratava de um novo relatório, não havia motivo para conceder o pedido de vista e, com isso, atrasar novamente a votação do parecer, que já estava na oitava tentativa. Com a polêmica, Araújo submeteu a decisão a voto dos integrantes do Conselho de Ética. O colegiado apoiou a negativa e, em seguida, por 11 votos a 9, decidiu pelo prosseguimento das investigações sobre Cunha. (Agência Brasil)

Deputados Onyx Lorenzoni e Henrique Fontana trocam farpas em debate sobre processo de impeachment contra Dilma. Confronto de ideias ocorreu durante o Programa Agora, da Rádio Guaíba

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Os deputados federais Onyx Lorenzoni (Dem) e Henrique Fontana (PT) debateram, no Programa Agora da Rádio Guaíba, a aprovação do pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em rito que pode marcar a saída da chefe de Estado do poder. Onix abriu sua participação dizendo que durante muito tempo o presidente da Câmara usou seu cargo para fazer um jogo político para ganhar tempo e minimizar os problemas que enfrenta por suspeição de ter conta secreta no exterior e de ter mentido para uma CPI. “Cunha ficou retardando ilegalmente o processo durante meses para apresentar nesse momento o documento formulado por juristas pedindo a saída de Dilma”, destacou. O parlamentar lembrou que é preciso ter o apoio de 342 parlamentares pelo impeachment, necessitando convencer uma parcela importante da base do governo de que fechou um ciclo político no país.

Henrique Fontana, por sua vez, denunciou a defesa de um posicionamento pelo golpe institucional. “Acho que boa parte da oposição tem compromisso democrático”, destacou. Fontana falou mais uma vez que a presidente Dilma tem uma história de honradez e uma trajetória política ilibada, mas admitiu que muitas pessoas estão desgostosas em relação aos resultados da economia. Destacou que o movimento pela saída de Dilma do cargo poderá causar prejuízos incalculáveis ao país a médio e longo prazo. “Acho que esse movimento não terá legitimidade”, afirmou.

Conselho facilita escolha de relator aliado de Cunha. Presidente da Câmara deve antecipar defesa

Conselho facilita escolha de relator aliado de Cunha. Presidente da Câmara deve antecipar defesa

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Uma decisão do Conselho de Ética ampliou a possibilidade de aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ocuparem a relatoria do processo por quebra de decoro parlamentar. O procedimento, que será instaurado hoje, poderá levar à cassação do mandato do presidente da Câmara. Cunha é acusado de ter mentido à CPI da Petrobrás ao negar ter contas no exterior. Ontem, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), definiu como será a escolha do relator do caso. Havia uma dúvida sobre quais partidos poderiam participar do sorteio. Pelo Código de Ética da Câmara, não podem assumir a relatoria deputados do bloco partidário do acusado. Araújo decidiu que os únicos partidos do bloco de apoio a Cunha são o PMDB e o PEN. Deputados de outros 11 partidos foram liberados para concorrer à vaga de relator. “Vai valer o bloco atual. O inicial acabou, eles desmancharam”, disse Araújo. A decisão amplia a probabilidade de aliados de Cunha serem sorteados. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Presidente da Câmara deve antecipar defesa

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) cogita antecipar sua defesa e comparecer voluntariamente ao Conselho de Ética até a próxima semana, apurou o Estado. A ideia é desconstruir a acusação de que mantinha contas na Suíça com recursos provenientes de corrupção na Petrobrás. Segundo líderes partidários, ele dirá que as aplicações são anteriores às irregularidades na estatal. Cunha negou ter falado com quem quer que fosse sobre o assunto. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo. (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)