Fiergs quer imediata suspensão da tabela de fretes

Fiergs quer imediata suspensão da tabela de fretes

Comunicação Destaque Notícias

 “O setor industrial está na iminência de paralisar a produção. Não se trata de uma nova greve do transporte rodoviário, mas sim como decorrência da edição pela ANTT da Tabela de Preços Mínimos de Frete que traz enormes distorções nos custos de logística das fábricas.” Este é o início da carta que a FIERGS enviou nesta quarta-feira (6) ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, solicitando a imediata suspensão da Tabela dos Fretes. A entidade também sugere que após essa decisão o Governo Federal convoque as entidades da indústria e dos demais setores para, em conjunto, encontrar uma solução viável e realista.
O posicionamento foi assinado pelo presidente em exercício da Federação, Cezar Müller, que igualmente encaminhou a correspondência a todos os deputados do Rio Grande do Sul para que gestionem junto ao Governo Federal a suspensão da Tabela.
Abaixo, a carta enviada ao ministro Padilha e aos parlamentares :

cezar-muller
Cezar Luiz Müller

“Sr. Ministro
O setor industrial está na iminência de paralisar a produção. Não se trata de uma nova greve do transporte rodoviário, mas sim como decorrência da edição pela ANTT da Tabela de Preços Mínimos de Frete que traz enormes distorções nos custos de logística das fábricas.

Além dos valores exorbitantes comparativamente aos que vinham sendo praticados – há registros de elevações superiores a 150% – o tabelamento é uma desastrosa intervenção na economia do País.

Diante dessa nova crise que se abre no Brasil, propomos a imediata suspensão da Tabela dos Fretes. Após esta urgente decisão, sugerimos que o Governo Federal e a ANTT convoquem as entidades da indústria e dos demais setores para debater uma solução viável e realista.

O momento é crítico e confiamos na ação rápida de V. Exa. para que se estabeleça novamente a normalidade das relações econômicas no País.

Atenciosamente,

Cezar Luiz Müller,
presidente em exercício.”

Governo endurece contra bloqueio de estradas: ‘Paralisar abastecimento é crime’, alerta a presidente Dilma

Governo endurece contra bloqueio de estradas: ‘Paralisar abastecimento é crime’, alerta a presidente Dilma

Economia Negócios Notícias

No segundo dia de greve de caminhoneiros, os protestos afetaram oito estados, contra 12 na véspera. Ainda assim, o governo baixou medida provisória fixando multa de R$ 19.154 para quem organizar bloqueios. No caso de reincidência, a punição é de R$ 38.308. A multa inicial para o motorista que perturbar a circulação nas vias foi ampliada de R$ 1.915 para R$ 5.746, podendo chegar a R$ 11.492. A presidente Dilma criticou as interdições: “Há muito tempo que se manifestar no Brasil não é crime. Mas atrapalhar a economia popular e paralisar o abastecimento de uma cidade é crime.” Em São Paulo, produtores de laranja não receberam fertilizantes. E exportadores de carnes temem dificuldades para o embarque. (O Globo – Foto: Samuel Victor/ Comando Nacional do Transporte)

Agora/Rádio Guaíba: Felipe Vieira entrevista Ivar Schmidt

Negócios Notícias

 

O caminhoneiro Ivar Schmidt é um dos coordenadores do movimento ‘Comando Nacional de Transporte’ que convocou a atual paralisação da categoria. Eles querem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Eu conversei com ele hoje no programa Agora/Rádio Guaíba.

Ministro garante ação rigorosa da PRF contra paralisação de caminhoneiros. José Eduardo Cardozo projetou multas de alto valor para os que tentarem bloquear estradas

Destaque Direito Economia Poder Política

José Eduardo Cardozo projetou multas de alto valor para os que tentarem bloquear estradas | Foto: Paulo Basa / Especial CP

José Eduardo Cardozo projetou multas de alto valor para os que tentarem bloquear estradas | Foto: Paulo Basa / Especial CP

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu que as paralisações de caminhoneiros, sem apoio dos sindicatos da categoria, terão uma resposta “rigorosa”. De acordo com ele, tanto o ministério quanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) vão atuar de forma enérgica contra a tentativa de “impedir o direito de ir e vir de outras pessoas e de caminhoneiros que estão tentando fazer seu trabalho”.

“Esse movimento que se realiza hoje tem um viés clara e indiscutivelmente político. Não há pauta de reivindicações”, criticou Cardozo. “Não há condições de negociar, pois questões não são apresentadas”, salientou o ministro. Levantamento no início da noite desta segunda-feira apontava que 18 pontos de vias do Rio Grande do Sul estavam afetados.

Para ele, os bloqueios de rodovias espalhados pelo país contrariam a democracia. “Na democracia legítima, as pessoas têm sua opinião, mas nunca sem ferir os direitos de outros”, enfatizou. “Temos absoluta clareza que esse movimento, por essa característica, tem baixa adesão pelos caminhoneiros do Brasil”, avaliou Cardozo. “As centrais sindicais têm se mostrado claramente contrárias a essa ação.”

Para coibir os bloqueios e tentar retomar a normalidade de circulação, o ministro salientou que há instruções claras para a PRF. “Determinamos que sejam multados, multas altas acima de R$ 1,9 mil, aos que tentarem bloquear estradas”, detalhou. “Instruímos a PRF para que atue com o efetivo necessário para desobstruir estradas e assegurar a liberdade dos que querem trabalhar”, ressaltou.

“Não admitimos que um movimento político, sem num viés de reivindicação para a categoria dos caminhoneiros possa trazer danos a quem quer que seja”, concluiu Cardozo. (Correio do Povo)

Paralisação tem objetivo único de desgaste político, diz ministro

Paralisação tem objetivo único de desgaste político, diz ministro

Negócios Notícias

O ministro da Secretaria da Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, minimizou nesta segunda-feira a greve deflagrada por caminhoneiros em todo o País. De acordo com ele, o Planalto encara a mobilização como um movimento “pontual”, que tem o “objetivo único” de “gerar desgaste político ao governo”. O ministro disse que o tema não foi discutido na reunião de coordenação política desta segunda.

“No nosso entender, essa greve é pontual, que atinge algumas regiões do País, e infelizmente é uma greve que tem se caracterizado com uma aspiração única de desgaste político do governo”, afirmou em entrevista coletiva após a reunião. Segundo Edinho, até o momento, nenhuma entidade representativa dos caminhoneiros apresentou qualquer pauta de reivindicação ao Executivo. “Mas o governo está aberto ao diálogo sempre”, ponderou.

O Comando Nacional do Transporte vem afirmando que, entre as reivindicações da greve dos caminhoneiros, está o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Você não pode apresentar uma pauta onde o centro é o desgaste do governo. Uma greve geralmente vem com questões econômica, questões sociais. Geralmente é propositiva, mesmo quando trata de questões políticas. Nunca vi uma greve onde único objetivo é gerar desgaste ao governo”, acrescentou o ministro, evitando classificar a mobilização como um movimento “partidário”. (Correio do Povo – Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP)

Caminhoneiros mantêm piquetes em ao menos 16 pontos do Rio Grande do Sul

Caminhoneiros mantêm piquetes em ao menos 16 pontos do Rio Grande do Sul

Direito Economia Negócios Notícias Poder Política

A paralisação de caminhoneiros autônomos registra ao menos 16 locais de concentração, na tarde desta segunda-feira, no Rio Grande do Sul. Não há qualquer bloqueio nas rodovias e os grupos se reúnem em postos de combustíveis ou acostamentos, abordando apenas outros motoristas de caminhões para tentar convencê-los a parar. Aqueles com cargas perecíveis ou medicamentos são liberados a seguir viagem. A Polícia Rodoviária Federal e o Comando Rodoviário da Brigada Militar esclarecem que não há manifestações violentas ou necessidade de intervenção, até o momento, no Estado.

A mobilização nacional foi organizada pelo grupo intitulado Comando Nacional do Transporte e não é reconhecida pela federação da categoria (Fecam) ou entidades sindicais. Além de exigir melhorias no valor do frete e condições de trabalho, o grupo exige o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Confira a lista de trechos de estradas gaúchas onde há manifestações:

BR-116 – km 40, em Vacaria, e km 66, em Pelotas
BR-285 – km 273, em Mato Castelhano, km 337, em Carazinho, km 498, em Entre Ijuís, e km 301, em Passo Fundo
BR-472 – kms 155 e 168, em Santa Rosa
BR-386 – km 245, em Soledade, e km 134, em Sarandi
BR-392- km 66, em Pelotas, km 297, em São Sepé, e km 349, em Santa Maria
ERS-122, km 168, em Farroupilha
ERS-344, km 104, em Entre Ijuís
ERS-223, km 53, em Ibirubá                                                                                                  (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Greve dos caminhoneiros é um movimento justo, defende Osmar Terra

Greve dos caminhoneiros é um movimento justo, defende Osmar Terra

Notícias Poder Política

Os caminhoneiros estão em greve nacional como resposta ao governo federal que não tirou do papel nenhum dos itens negociados em fevereiro. Os principais pontos daquela pauta eram a redução do preço do diesel, o preço dos pedágios, a prorrogação do programa Pró-Caminhoneiro, a abertura de linha de crédito especial para o transportador autônomo de cargas, com limite de R$50 mil, com carência e juros subsidiados, com pelo menos 24 meses para pagamento .

O deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), que foi foi um dos principais interlocutores do Congresso com os grevistas no início do ano adverte desde fevereiro que a categoria está revoltada e que a m_noticia_738paralisação de agora pode ser maior que a primeira de 2015: – Este é um movimento justo. É a resposta à crise econômica provocada pelo governo Dilma e a falta de sensibilidade demonstrada pelo não atendimento pleitos mínimos, levaram a profissão de caminhoneiro autônomo a ficar perto de ser extinta. Estes profissionais são donos de dois ou três caminhões e transportam commodities, especialmente grãos.

Os autônomos dependem do valor do frete e do custo de manutenção, especialmente do óleo diesel. Terra prossegue: – Com as políticas equivocadas do governo federal houve um mal duplo: caiu o preço do frete, pela redução da atividade econômica e o aumento do combustível. A maioria paga para trabalhar o que torna inviável a atividade.

Em fevereiro, para segurar o movimento, o Poder Executivo fez muitas promessas aos caminhoneiros e nenhuma delas foi cumprida: – Eles vivem uma situação de penúria, desespero. A classe corre o risco de acabar no pais, ficando o setor para os grandes grupos. São centenas de milhares de famílias que perderão seu ganha-pão. Por isso essa paralisação será forte por que pela simples sobrevivência, é pelo direito de continuar trabalhando e sustentando suas famílias e o progresso do país. O movimento é justo e que assume um caráter político, pela insensibilidade do governo federal, que não negociou, enrolou os caminhoneiros que agora estão revoltados , desesperados com as perdas que tiveram durante o ano – encerra o deputado.

Protesto de caminhoneiros ocorre em sete rodovias gaúchas

Protesto de caminhoneiros ocorre em sete rodovias gaúchas

Notícias

Ao menos sete estradas gaúchas registram, na amanhã desta segunda-feira, protestos de caminhoneiros. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), as manifestações ocorrem em duas rodovias estaduais e cinco estradas federais. Na ERS 122, no km 68, mais de cem caminhoneiros participam da mobilização da categoria contra o governo federal. Este é considerado o ponto mais crítico do Estado, por conta do grande número de manifestantes e lentidão. Segundo o CRBM, não há bloqueio na via, mas há uma fila grande de caminhoneiros. A medida que os colegas passam, eles são abordados e convidados a aderirem à greve. O protesto ocorre entre as cidades de Farroupilha e Caxias do Sul, na Serra.

Na RSC 287 o bloqueia é no Km 104 em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. No local, o bloqueio também é parcial. No trecho, apenas veículos pesados estão sendo abordados. Os caminhões com carregamento perecível estão sendo liberados, assim como os veículos de passeio.

Na BR 101, a mobilização é grande no Km 21, em Três Cachoeiras, no Litoral Norte. Ao menos cem caminhões estão no local. Segundo a PRF, já há registro de lentidão devido à curiosidade dos motoristas.

Em Vacaria e Camaquã, nos Campos de Cima da Serra e no Centro Sul, que são atendidas pela BR 116, os bloqueios ocorrem nos Kms 40 e 397. Nesta estrada houve, durante a madrugada, registro de violência durante a madrugada. Além disso, dois veículos foram apedrejados e fogo foi ateado à beira da rodovia.

Na BR 285 o bloqueio ocorre no Km 344, em Ijuí, no Planalto Médio. E na BR 386, em Soledade, Alto da Serra do Botucaraí. Já no Km 66 da BR 392 em Pelotas, no Sul do Estado, apenas a faixa lateral está sendo ocupada pelos caminhoneiros. No local, também há registro de lentidão no trânsito.

Segundo o Integrante da Comissão Nacional da Paralisação dos Caminhoneiros, Fábio Luis Roque, um dos objetivos da paralisação é pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Não existe negociação com governo ‘pilantra’. Eles já disseram que não negociam com caminhoneiros, já aumentaram duas vezes o preço do diesel. A solução é o impeachment ou a renúncia. Daí, sim, nós vamos entregar a pauta de reivindicações que foi apresentada em fevereiro para ser resolvida”, disse Roque.

Além disso, Roque negou que o movimento seja influenciado por partidos políticos. “Eu pago a minha gasolina. Hoje eu tenho uma pequena empresa, antes eu tinha três caminhões, agora tenho um. Eu não sou bancado por ninguém, e eu jamais vou aceitar ser bancado por político”, concluiu.

Confira a lista

• ERS 122 – Km 68 – entre as cidades de Farroupilha e Caxias do Sul
• RSC 287 – Km 104 – Santa Cruz do Sul
• BR 101 – Km 21 – Três Cachoeiras
• BR 116 – Km 40 e 397 – Vacaria e Camaquã
• BR 285 – Km 344 – Ijuí
• BR 386 – Km 5 – Soledade
• BR 392 – Km 66 – Pelotas                      (Correio do Povo e Rádio Guaíba com informações do repórter Cristiano Soares)

Estradas gaúchas registram protestos de caminhoneiros

Estradas gaúchas registram protestos de caminhoneiros

Notícias Poder Política

Algumas estradas gaúchas registram protestos de caminhoneiros independentes na manhã desta segunda-feira em apoio à mobilização nacional da categoria. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), manifestações ocorrem na RSC-287, km 104, em Santa Cruz do Sul, e na ERS 122, em Farroupilha.

Em Pelotas, caminhoneiros estão paralisados em um posto no km 66. Somente os motoristas de veículos de carga são obrigados a parar no trecho que fica entre Pelotas e Rio Grande. Os ônibus e os carros seguem viagem normalmente. Na mesma região, em Camaquã, no km 140, dois caminhoneiros foram apedrejados durante a madrugada desta segunda, quando decidiram seguir viagem ao invés de participar dos protestos. Após esse episódio, a PRF informou que a orientação dos caminhoneiros aos colegas é não seguir viagem.

Os profissionais informam que a mobilização é contra a corrupção no País, ao custo operacional do transporte, como o aumento do diesel e ao não cumprimento do reajuste da tabela de frete. (Rádio Guaíba)