Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos.  Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos. Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Agronegócio Destaque Vídeo

Morreu neste sábado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Carlos Rivaci Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).  Sperotto tinha 79 anos e lutava contra um câncer no esôfago desde 2016. Ele deixa a esposa e quatro filhos.

Natural de Palmeira das Missões, no Noroeste do Estado, Sperotto era formado em medicina veterinária. Produtor de grãos e criador de ovinos, ele estava na presidência da Farsul desde 1997.

Em 2015, Carlos Sperotto foi eleito presidente da Farsul para seu sétimo mandato. Ele recebeu 104 votos de um total de 133 sindicatos que participaram do pleito, contra 29 do oposicionista João Batista Silveira. O atual mandato de Sperotto na Farsul ia até o final de 2018. Sperotto também era líder do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS.

Em agosto deste ano, Carlos Sperotto concedeu entrevista ao Correio do Povo pouco antes da Expointer. Ele lembrou grandes momentos da feira e se mostrou confiante em um crescimento da pecuária no Estado.

“O momento da pecuária só tem a melhorar. O produtor rural está apreensivo e consciente de que o produto que ele tem na mão é para outros valores, e não os que estão sendo praticados. A recuperação é lenta, mas já está ocorrendo. É fruto da qualidade do produto que nós temos para comercializar”, destacou.

O velório de Sperotto vai ocorrer a partir das 17h deste sábado na Farsul, na Praça Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. A previsão é de que a cerimonia ocorra até às 11h de domingo, quando o corpo irá para o Crematório Metropolitano. (Felipe Vieira com informações do Correio do Povo)

 Em 2015, ele me concedeu uma entrevista na TV Record/RS

 

SEBRAE/RS apresenta estratégia de atuação para 2017. Um dos destaques é o Novo Portal da instituição que irá oferecer páginas segmentadas, E-commerce e Educação a Distância

SEBRAE/RS apresenta estratégia de atuação para 2017. Um dos destaques é o Novo Portal da instituição que irá oferecer páginas segmentadas, E-commerce e Educação a Distância

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Fortalecimento dos Pequenos Negócios, Estímulo ao Empreendedorismo e Crescimento Sustentado são os três pilares estratégicos que norteiam as ações do SEBRAE/RS no ano de 2017, contribuindo para o cumprimento da missão que consiste em promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios e estimular o empreendedorismo. “Contribuir para a construção de um País mais justo, competitivo e sustentável é a essência do nosso trabalho. E para que possamos atingir este propósito, precisamos atuar através de parcerias, não querendo fazer tudo sozinhos. Somente desta forma os pequenos negócios poderão durar mais, produzir e empregar mais, gerando riqueza para a sociedade”, analisa o diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly Fialho.

Nesta terça-feira, 10 de janeiro, o SEBRAE/RS apresentou sua estratégia de atuação para 2017 durante Coletiva de Imprensa com a presença dos principais veículos de comunicação de Porto Alegre com transmissão ao vivo para a imprensa do interior do Estado. O presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/RS e do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, fez saudação inicial e relatou algumas ações de destaque em 2016 como o Programa LIDER, o Salão do Empreendedor Rural e a Mercopar. Os diretores Técnico e de Administração e Finanças, Ayrton Pinto Ramos e Carlos Schütz, respectivamente, também apresentaram projetos e ações que serão desenvolvidos a partir deste ano.

Para atingir um dos objetivos a que ser propõe, Fortalecer os Pequenos Negócios, o SEBRAE/RS seguirá atuando para implementar a REDESIMPLES – Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, em mais 20 municípios gaúchos, impactando 80% das MPEs gaúchas. Até dezembro de 2016, 80 cidades já haviam simplificado seus processos, beneficiando os empreendedores na abertura e legalização de suas empresas. No Estado, este trabalho conta com a parceria da Junta Comercial, Industrial e Serviços do Rio Grande do Sul – Jucis/RS.

Mais um grande passo dentro do projeto de implantação da REDESIMPLES no Rio Grande do Sul é o Registro Digital. Esta ação possibilitará que o empreendedor realize os serviços de registro de atos empresariais pela internet. Os contadores e empresários poderão enviar o contrato social eletronicamente, com certificação digital, e realizar praticamente todas as entradas de documentos sem ter de sair do escritório, 24 horas por dia. O Registro Digital traz benefícios ainda para a administração pública, com a redução de custos de papel. Desde 2009, todos os novos processos já saem digitalizados. Do total de documentos em acervo físico da Jucis/RS – 24 milhões -, 9 milhões já foram colocados em ambiente digital. A expectativa é finalizar esse trabalho até dezembro de 2018. Com a implementação da REDESIMPLES, o SEBRAE/RS pretende diminuir o tempo de formalização de empresas no RS, previsto hoje em 31 dias nos municípios que aderiram à Rede.

Com foco na melhoria do ambiente para as micro e pequenas empresas, foi sancionada em outubro do ano passado a Lei Complementar 155/2016 – a sétima atualização em dez anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Um dos destaques do Crescer Sem Medo é a possiblidade de as empresas renegociarem suas dívidas tributárias do Simples Nacional com a Receita Federal para pagamento em até 120 meses, com parcela mínima de R$ 300,00. Quase metade dos pequenos negócios que estavam com débitos no Simples Nacional, e que foram notificados pela Receita em setembro do ano passado, parcelaram suas dívidas e permaneceram com o direito de serem optantes desse sistema tributário que reduz impostos e a burocracia. Das 584 mil micro e pequenas empresas que foram notificadas, 285 mil já regularizaram a situação para permanecer no Simples.

LIDER – a força do trabalho em conjunto

Com o intuito de Estimular o Empreendedorismo e, portanto, desenvolver as regiões, a instituição promove o Programa LIDER – Liderança para o Desenvolvimento Regional, que teve início em abril de 2015 nas regiões da Campanha e da Fronteira Oeste. Em cada uma delas, grupos compostos por representantes dos setores público e privado e terceiro setor foram estimulados a elencarem as prioridades locais para, juntos, construírem um plano de desenvolvimento regional. Toda esta caminhada foi orientada pela metodologia desenvolvida pelo SEBRAE em oito encontros de desenvolvimento grupal e de planejamento. O trabalho teve continuidade em encontros bimestrais de acompanhamento e monitoramento de resultados.

A Região Sul, onde o LIDER foi realizado de forma pioneira em 2008, juntou-se a estas duas regiões, em meados de 2015, para revisão e atualização da estratégia. Nesta região, há sete anos o Programa foi o ponto de partida para o surgimento do Movimento Novo Sul, que ajudou os líderes regionais a redescobrirem a força de trabalhar juntos. Também foi a partir do LIDER que nasceu o Plano de Desenvolvimento que integrou e consolidou mais de cinco projetos já existentes no Sul gaúcho.

Derly Fialho explica que a partir de agora, cada grupo, munido do seu Plano de Desenvolvimento, vai promover articulações locais a partir dos eixos estratégicos definidos como prioridade em prol do crescimento regional. “O LIDER é um grande trabalho de mobilização junto às principais lideranças regionais tendo em vista promover a construção de caminhos empreendedores e políticas públicas que fomentem o desenvolvimento regional. A partir de agora, temos 126 líderes de 43 municípios que estão mobilizados para fortalecer uma economia que representa 10,6% do PIB do Estado e, até pouco tempo, vista como a região mais deprimida do Rio Grande”, sintetiza.

O pilar estratégico Estímulo ao Empreendedorismo será posto em prática também com a parceria das escolas e instituições de ensino superior, em que o SEBRAE leva o tema Educação Empreendedora para o dia a dia dos estudantes e professores. Nas escolas de ensino fundamental (rede municipal), a atuação ocorre de forma extracurricular em que as escolas e professores realizam a adesão, voluntariamente. A meta é beneficiar 8.550 alunos. No nível médio, a proposta é ofertar curso técnico concomitante ou subsequente à realização do ensino médio. Com relação ao Ensino Superior, em 2016, a instituição assinou convênio de cooperação técnica com Feevale, IMED, FURG, UFRGS, PUC e Unipampa para oferta de educação empreendedora, atingindo 20 mil alunos de graduação. O SEBRAE/RS também atuará com o tema nos ensinos fundamental, médio e superior em municípios das regiões Campanha, Fronteira Oeste e Sul.

Ainda para Fortalecer os Pequenos Negócios, o SEBRAE/RS passa a atuar em 2017 com projetos focados em toda a cadeia produtiva e não apenas em um segmento específico, dedicando um olhar mais macro e levando em conta desde a extração e manuseio da matéria-prima até a distribuição do produto. O diretor Técnico da entidade, Ayrton Pinto Ramos, explica que este novo formato permite uma visão ampliada de mercados e, portanto, de ações mais assertivas junto aos pequenos negócios, fazendo com que os integrantes dos elos da cadeia se aproximem e percebam oportunidades dentro e fora do Estado. “Ao fortalecer todas as partes estamos promovendo o desenvolvimento das comunidades e do Rio Grande do Sul como um todo”, ressalta. Em 2016 foram mapeadas cinco cadeias estratégicas, que são: Alimentos, Moda, Moveleira, Saúde e Turismo. Além dessas cadeias, foram priorizados segmentos estratégicos alavancadores: economia digital e criativa, energia e metalmecânico.

SEBRAE mais digital

E, para aproximar-se ainda mais dos empreendedores gaúchos, o SEBRAE implementa este ano nova forma de relacionamento, tanto no que se refere ao atendimento presencial das empresas quanto ao virtual. Desde o dia 2 de janeiro os técnicos realizam atendimento presencial nas empresas de micro e pequeno portes, buscando conhecer e compreender a realidade e as necessidades dos pequenos negócios gaúchos.

O novo modelo de atendimento está fundamentado no conceito de relacionamento, em que o SEBRAE/RS, mediante diagnóstico e plano de ação específico para cada empresa, conscientiza o empreendedor de que existem oportunidades de melhoria e de que estas poderão ser desenvolvidas por soluções e ferramentas do SEBRAE ou de outras instituições com expertise diferenciada. A meta para 2017 é atender 800 empresas únicas, 600 de forma ativa ou receptiva, e 200 através de parcerias, totalizando 35 mil empresas.

Na 2ª quinzena de janeiro, entra no ar o novo Portal do SEBRAE/RS com páginas segmentadas e conteúdo exclusivo de 20 setores prioritários para a economia do Rio Grande do Sul. O site disponibilizará aos empreendedores cursos, palestras e consultorias online, além de e-books, infográficos e vídeos sobre empreendedorismo, Finanças, Leis e Normas, Pessoas, Mercado e Vendas, Organização, Planejamento, Inovação e Cooperação. O conteúdo local também está reforçado com cursos online. Outra novidade é a opção para que o cliente efetue inscrições em cursos, palestras e eventos presenciais no site. Estas duas opções (canal EAD e E-commerce) estarão disponíveis para o cliente até março deste ano. De forma digital, o SEBRAE/RS pretende realizar 60 mil atendimentos este ano.

Empresas atendidas em 2016

No ano que passou, o SEBRAE/RS atendeu 162.364 micro e pequenas empresas com soluções focadas em produtos e serviços. No RS, o SEBRAE/RS está presente em todas as regiões do Estado através de 10 escritórios regionais e 16 unidades de atendimento. A meta de atendimento para 2017 é de 175 mil pequenos negócios.

Crescer de forma sustentada

E para realizar todas as ações a que se propõe, “o SEBRAE/RS está atento à necessidade de crescimento constante e duradouro, assentado em bases estáveis e seguras, aumentando a produtividade e reduzindo a dependência dos recursos de contribuição social”, diz o diretor de Administração e Finanças, Carlos Schütz. Além disso, segundo ele, é importante ampliar a captação de recursos por meio de convênios com entidades parceiras e oferecer soluções de alto valor agregado, com possibilidade de contrapartida financeira pelos clientes.

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Destaque Economia

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) mantém sua preocupação com o comportamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relação ao trigo. Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo sem que a pasta tenha apresentado alguma proposta concreta de apoio ao produtor e reversão do cenário nesses dois meses. A entidade aproveitou a visita do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, para entregar um ofício pedindo maior atenção à situação do cereal. A carta reforça a necessidade de intervenção da pasta para solucionar o problema vivido pelo produtor que já se prolonga por mais de 60 dias.

Em outubro, a Farsul já havia procurado o Mapa com propostas para a aplicação dos mecanismos de comercialização de trigo. Em documento entregue pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto,  ao Secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a Federação propôs que 1,5 milhão de toneladas do produto gaúcho, fossem divididas nas operações AGF, Pepro e PEP.

Passado um mês, o secretário acenou apenas com os leilões com volumes bem abaixo do que foi pedido e sem a efetivação dos mesmos. Atualmente, o saco de trigo de 60 kg está sendo comercializado por R$ 28,30 (cotação do dia 21/11), quando o preço mínimo determinado pela Conab é de R$ 38,65.

Sperotto lembra que o Ministério teve tempo de elaborar um plano para evitar a situação. “Cansamos de avisar sobre o cenário que se formava por meio da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do próprio Ministério. O que foi ensaiado até então pelo Mapa é bem inferior ao que o setor pediu. Contamos com a sensibilidade do secretário Novacki para reverter o quadro”, afirma o presidente. “Enquanto isso, o produtor não tem a quem vender, se colocar o trigo por esse preço no mercado ele quebra”, completa Sperotto.

Crise da OI afeta micro e pequenas empresas do Rio Grande do Sul

Crise da OI afeta micro e pequenas empresas do Rio Grande do Sul

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A dívida de R$ 65,4 bilhões da Operadora OI junto a 13 mil empresas fornecedoras nacionais conduziu uma das maiores operadoras de telefonia fixa do País ao pedido de recuperação judicial para evitar a falência. Do total de credores, 2.214 são de micro e pequeno porte, sendo que 74% estão localizados em 215 municípios do Rio Grande do Sul (o que equivale a 1.649 empresas). O impacto da dívida, somente para as micro e pequenas empresas (MPEs) gaúchas, é de R$ 117 milhões.

Atento a esta situação e amparado pela Lei Complementar 147/2014, o SEBRAE lançou o projeto Recupera MPE, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o objetivo de orientar estes empreendedores a enfrentarem uma recuperação judicial, seja como credor ou como solicitante. E, em casos de falência, apoiar o empresário quanto à preferência no recebimento da dívida. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto, a instituição atuou fortemente para a aprovação desta lei complementar que, entre outras importantes inovações, instituiu tratamento diferenciado e favorecido para as micro e pequenas empresas no âmbito da recuperação judicial e da falência. “Desde 2014, os pequenos negócios conquistaram direito e voz na aprovação dos planos de recuperação judicial. A partir de então, os empreendedores aprovam seus planos em assembleia e têm lugar na composição do Comitê de Credores, criado para fiscalizar os atos do administrador judicial”, ressalta Sperotto.

Segundo dados da Serasa, o número de recuperação judicial quase dobrou no primeiro semestre deste ano, atingindo 923 empresas no País. Por trás de cada pedido de recuperação judicial muitos dos credores são micro e pequenas empresas, fornecedoras de produtos e serviços que dependem do pagamento para manterem as suas portas abertas.

Recupera MPE

“Criamos procedimentos de atendimento gratuito aos nossos clientes, que poderão ser utilizados em qualquer caso de recuperação judicial ou falência”, acrescenta o presidente do SEBRAE, Guilherme Afif Domingos. O projeto Recupera MPE tem uma lista de ações para atender aos proprietários de micro e pequenas empresas que possuem créditos com a OI. O SEBRAE está enviando cartas aos empresários atingidos para explicar como eles devem agir nesse tipo de situação. Também foi estabelecido um diálogo com os dirigentes da OI, a fim de discutir medidas para preservar a continuidade das pequenas empresas no mercado, por exemplo, com a preferência no pagamento dos créditos.

Além disso foi elaborada uma cartilha virtual, explicando o que é a recuperação judicial e o passo a passo de como proceder nessas situações. O corpo técnico do SEBRAE está à disposição para atender os empreendedores sobre este assunto, seja por meio da Central de Relacionamento SEBRAE (0800 570 0800), Portal ou atendimento presencial. “Pela primeira vez estamos trabalhando intensamente para atender os empresários que prestam serviços para empresas que pediram recuperação judicial. Nosso objetivo é que elas conheçam seus direitos, exerçam seu poder de decisão e recebam seus créditos”, declara Afif.

Plano de pagamento

A Lei Complementar 147/2014 determina que as empresas que pedem recuperação judicial devem divulgar uma lista com o nome de todos os credores, incluindo aqueles que ainda não estão com dívidas vencidas e valores devidos. Os donos de pequenos negócios devem ficar atentos a essa publicação, verificarem se seu nome está na lista e se os valores estão corretos. No caso da OI, a lista de empresas credoras está anexada ao processo de recuperação judicial que está no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Caso a empresa não esteja discriminada, ou os dados estejam incorretos, os donos de pequenos negócios devem apresentar, em até 15 dias, documentação que comprove o saldo devedor e o porte da empresa. Recomenda-se que o empresário contrate um advogado.

Panorama das Empresas Credoras

Brasil

13 mil empresas credoras (R$ 65,4 bilhões)

2.214 MPEs (R$ 158 milhões)

Rio Grande do Sul

1.649 MPEs credoras (R$ 117 milhões)

215 municípios

(74% das MPEs)

Presidente da Farsul afirma que omissão de Dilma à defesa da propriedade rural é um desserviço ao País

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Entrevistei hoje o presidente da Farsul e vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Carlos Sperotto, sobre o posicionamento pró-impeahment de Dilma. Ele me disse que a definição de uma posição vinha sendo administrada com prudência até sexta-feira passada. O ato que precipitou a decisão foi o evento ocorrido no Palácio do Planalto em que representante da Contag informou que seriam feitas invasões a propriedades rurais e, no momento, não houve qualquer manifestação do governo. Apesar da judicialização de ações nesse sentido, Sperotto anunciou a retirada do apoio do agronegócio.

Na entrevista ao Programa Agora, nesta quinta-feira, o dirigente destaca que nota de entidades do setor dá conta de que a presidente Dilma oferece um desserviço ao Brasil com essa postura. Sperotto destacou que a categoria não pode aceitar esse tipo de posicionamento por parte do governo. Para ele a bancada ruralista tem posição muito clara sobre o assunto e ficou satisfeita à adesão da Contag ao discurso de repúdio à invasão de propriedades e afronta aos produtores.

Gramado conquista o tri no Prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor. Cerimônia de premiação ocorreu na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre

Gramado conquista o tri no Prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor. Cerimônia de premiação ocorreu na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre

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O presidente do CDE do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto, durante a cerimônia em Porto Alegre (Foto: Edu Rocha)

O município de Gramado conquistou, na noite desta quarta-feira, 6 de abril, o tricampeonato do Prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor, na categoria Melhor Projeto Estadual. A cerimônia que reconheceu outras dez cidades gaúchas ocorreu no teatro do SESC, em Porto Alegre, e reuniu cerca de 250 convidados representantes de 40 municípios finalistas da distinção – etapa Rio Grande do Sul. O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto, juntamente com a equipe diretiva da instituição, ressaltou a representatividade do Prêmio Prefeito Empreendedor neste momento delicado pelo qual passa o País. “Cada prefeitura traz, em seus projetos, muita criatividade e empenho, características fundamentais ao bom gestor para ultrapassar com êxito as dificuldades atuais”, disse o presidente.

O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, ressaltou a abrangência do projeto que concorreu este ano ao prêmio, intitulado a Pequena Empresa & O Melhor Destino Turístico do Brasil – Uma parceria de Sucesso! “Com inúmeras ações focadas no produtor rural estamos conseguindo fazer com que os filhos retornem às propriedades de seus pais para atuar no negócio da família”, destacou Tissot.

Dentre as ações do projeto de Gramado estão a inserção das propriedades rurais no roteiro turístico; a formalização das agroindústrias; a criação da Associação da Casa do Colono – 70 famílias de agricultores; a inserção de produtos na merenda escolar do município; a pavimentação asfáltica no interior e a parceria com agências de turismo para inserção do turismo rural.

Na edição passada, Tissot também conquistou o primeiro lugar nesta categoria, além do prêmio nacional, em Brasília, com o projeto de incentivo à movimentação turística denominado “As Pequenas Empresas em Face do Maior Evento Natalino do Brasil: Natal Luz de Gramado”. Em 2008, o município levou o primeiro troféu na categoria Melhor Projeto Estadual.

Ainda nesta categoria, os municípios de Canoas, Erechim e Bom Princípio conquistaram 2º, 3º e 4º lugares, respectivamente.

Destaques temáticos

O Prêmio SEBRAE Prefeito Empreendedor reconheceu, também, outros seis prefeitos que conquistaram troféus nas seguintes categorias temáticas: Compras Governamentais de Pequenos Negócios (Claiton Gonçalves – Farroupilha), Desburocratização e Formalização (Margarete Simon Ferretti – Nova Santa Rita), Implementação e Institucionalização da Lei Geral das MPEs (Darci José Lauermann -São Sebastião do Caí), Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária (José Fortunati – Porto Alegre), Inovação e Sustentabilidade (Luciano Azevedo – Passo Fundo), Municípios Integrantes do G100 (Valdir Bonato – Viamão) e Pequenos Negócios no Campo (Nestor Tissot – Gramado).

O Prêmio Prefeito Empreendedor valoriza gestores que implementam projetos de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas e à modernização da gestão pública, contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento econômico e social do município. No Rio Grande do Sul, 143 cidades foram inscritas restando 40 finalistas.

Os vencedores em cada categoria participam, no mês de maio, da etapa nacional, em Brasília.

Agronegócio decide apoiar Impeachment de Dilma. Farsul e CNA lançam notas pedindo afastamento da presidente

Agronegócio decide apoiar Impeachment de Dilma. Farsul e CNA lançam notas pedindo afastamento da presidente

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se rebelou contra uma de suas integrantes mais importantes e presidente licenciada, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Durante a entrevista à imprensa convocada para comunicar o apoio formal ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da entidade, João Martins, afirmou que o setor começa a ser prejudicado pela crise econômica e cobra um pacto nacional pela recuperação do País. Ele afirmou que a ministra se afastou do produtor rural ao continuar a defender o governo.
Martins comentou que a CNA preza pelo equilíbrio, mas disse que depois das declarações de movimentos sociais do campo, que pregaram a violência, não havia mais condições de não ter uma posição clara.

Na semana passada, o secretário de Administração e Finanças da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Aristides Santos convocou, em evento de assinatura de medidas de regularização fundiária, no Palácio do Planalto, invasões de terras de parlamentares ruralistas, chamados por ele como a “bancada da bala” do Congresso, como forma de evitar o impeachment. “Fomos surpreendidos com o evento no Palácio do Planalto em que se pregou a violência e, dias depois, o ministro da Justiça, em vez de recriminar, defendeu os movimentos como legítimos porque apoiam o governo”, afirmou Martins. “Estudamos entrar com ações contra a Contag e o ministro”, observou. Ele disse que nas últimas semanas as pressões da base da CNA aumentaram e depois de uma consulta a todas elas, com exceção do Tocantins (Estado da ministra Kátia Abreu), todas se manifestaram favoravelmente ao impeachment.

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Carlos Sperotto, presidente da Farsul

Aqui no Rio Grande do Sul, a Farsul, que há alguns dias tinha lançado um forte manifesto sobre o difícil momento econômico vivido pelo setor do agronegócio, divulgou uma nota oficial apoiando o impeachment. Segundo o presidente da Federação, Carlos Sperotto o fato de um secretário da Contag, discursar no Palácio do Planalto pregando a violência contra os produtores rurais, sem nenhuma atitude mais forte da presidente ou de integrantes do governo Dilma foi determinante na decisão de oficializar o que a maioria do setor já pedia há muito tempo, um posicionamento favorável a saída de Dilma. O texto assinado pelo presidente Carlos Sperotto diz que: “A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL, entidade sindical de grau superior, com sede e foro em Porto Alegre, amparada na sua Carta Estatutária, e na decisão de Diretoria vem a público, por dever de lealdade à sociedade rio-grandense e aos Produtores Rurais 12959419_1739520012933661_1092268772_oDENUNCIAR com preocupação o cenário de instabilidade político-institucional que, sem solução, agrava-se dia-a-dia e coloca em risco as Instituições do Estado Democrático de Direito do Brasil e os resultados do agronegócio brasileiro. Não é só isso: O Setor Primeiro da Economia – que, reconhecidamente, dá sustentação à Economia Brasileira – não pode ficar silente ante as provocações e ameaças explícitas de movimentos ditos “sociais”, realizadas no Palácio do Planalto repercutidas em rede nacional incitando invasões de propriedades rurais. Isso tudo veiculado em horário nobre na presença da Presidente da República. Aliás, Sua Excelência, Sra. Dilma “ouviu, aplaudiu e cumprimentou o proponente”. Nosso repúdio pelo desserviço ao Brasil ante a postura inescusável e desagregadora da Presidente e falta de comprometimento como autoridade maior da Nação. Nesse sentido, nos somamos às demais Federações lideradas pela nossa Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA em defesa do IMPEACHMENT da Presidente Dilma Rousseff.”
A questão econômica está presente na decisão da CNA. O presidente da Confederação alega que o mercado interno está pouco demandado e isso tem afetado a produção agropecuária. Questionado sobre a relação entre a CNA e Kátia Abreu, ele afirmou que esta segue normalmente, com a entidade participando da formulação de políticas importantes para o setor.

“Quando a presidente Kátia Abreu se licenciou, nós separamos as coisas. Ela defende o governo do qual participa, nós defendemos o interesse do setor”, explicou o dirigente.

Durante parte da coletiva, ele se esquivou de avaliar a permanência da ministra do governo, mas ao fim do evento, deixou clara a distância entre a CNA e Kátia Abreu.

“Não posso dizer que ela abandonou o produtor, mas se distanciou do produtor rural ao continuar a defender um governo que a cada dia mais está se desintegrando”, reforçou. Ele garantiu, ainda, que os produtores rurais e os sindicatos vão participar maciçamente de movimentos sociais no dia da votação do impeachment como forma de pressionar os parlamentares. (Felipe Vieira com informações de O Estado de Minas)

Presidente da Farsul quer mais detalhes de como os 10 bilhões anunciados pelo governo serão investidos no agronegócio

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O presidente da Farsul e Conselho do Sebrae-RS, Carlos Sperotto avaliou nesta sexta-feira, o anuncio de que o setor agropecuário terá R$ 10 bilhões em financiamento de pré-custeio na safra 2016/2017. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo ministro Nelson Barbosa (Fazenda) durante a 44ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).  Sperotto, quer mais informações sobre os recursos para pré-custeio do setor agrícola fazem parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo federal que, juntas, somam R$ 83 bilhões em crédito. O objetivo é estabilizar a economia e recuperar o crescimento e o emprego. Com acesso ao pré-custeio, os produtores terão maior capacidade de planejamento, uma vez que poderão começar a comprar insumos já no início deste ano, antes da próxima safra.

SEBRAE/RS apresenta conjunto de soluções para fortalecer os pequenos negócios em 2016. Pesquisa realizada junto a 800 empreendedores contribuiu para a escolha dos temas das capacitações

SEBRAE/RS apresenta conjunto de soluções para fortalecer os pequenos negócios em 2016. Pesquisa realizada junto a 800 empreendedores contribuiu para a escolha dos temas das capacitações

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O ano de 2015 não foi fácil para os pequenos negócios gaúchos. A recessão econômica e as incertezas com relação ao futuro do País exigiram atenção e dedicação redobrados por parte dos empreendedores no gerenciamento de suas empresas. E os indicadores econômicos para 2016 dão sinal de que qualificação, busca de informações e criatividade continuarão sendo fatores decisivos para quem quiser manter a sua empresa ou continuar crescendo. Por conta deste cenário e para garantir que as micro e pequenas empresas (MPEs) permaneçam fortalecidas, o SEBRAE/RS preparou, para o próximo ano, um conjunto de soluções que abordam temas essenciais para a realização de uma gestão eficaz e bem-sucedida. A partir desta quinta-feira, 17 de dezembro, os empreendedores gaúchos poderão ter acesso a cartilha “Crise: como passar por ela”, que traz informações e dicas envolvendo os seguintes temas: o empresário, os custos, os clientes, a equipe, os fornecedores e o crédito. Dentro da cartilha, o empresário encontra um infográfico que resume as principais orientações sobre cada tópico. Além de 10 mil exemplares que serão distribuídos através das unidades de atendimento do SEBRAE/RS, a cartilha estará disponível, gratuitamente, para download no portal (www.sebrae-rs.com.br).

Outra capacitação que estará disponível ainda em janeiro do próximo ano são as palestras on-line. A periodicidade será mensal e os temas serão os mesmos explorados pela cartilha. Neste caso, os participantes fazem sua inscrição, gratuita, utilizando CNPJ, e, na data e horário agendados para a palestra, entram nosistema através de um e-mail que receberão. Os espectadores podem interagir por meio de um chat enviando perguntas, que são respondidas ao vivo pelo vídeo ou pelo próprio sistema de bate-papo. As consultorias on-line fecham este grupo de soluções. Com os escopos de Finanças, Marketing e Gestão de Pessoas, técnicos do SEBRAE/RS realizarão atendimento individual mediante agendamento prévio.

Pesquisa trouxe subsídios para a formatação das soluções

Para a escolha dos assuntos e capacitações desenvolvidas, a instituição realizou a pesquisa Perspectiva dos Pequenos Negócios Gaúchos para 2016. Uma das perguntas para 800 empreendedores entre 12 e 24 de novembro, trouxe à tona os fatores que impedem o crescimento das empresas. Para 56% dos entrevistados é a falta de clientes, 23% apontam os recursos financeiros e 15% os custos de manutenção muito elevados. Os empresários também foram questionados sobre como estão se organizando para 2016: 35% disse que estão revendo os custos, 32% seguem apenas mantendo a empresa e 28% buscando novos clientes e mercados.

O levantamento também destacou a perspectiva do empreendedor com relação ao desempenho de sua empresa em 2016. Enquanto 43% dos empresários apostam na estabilidade dos seus negócios, 40% esperam o crescimento e apenas 17% a retração. Para o Brasil, os empresários são mais pessimistas dos que para com seus negócios, 34% acreditam que a economia do País irá retrair, 47% estabilizar e 19% crescer.

Diretrizes estratégicas para 2015/2018

Coletiva_de_Imprensa_2015_TiagoFranciscoAs diretrizes estratégicas que têm norteado a atuação do SEBRAE/RS junto aos pequenos negócios gaúchos também são destaque da Coletiva de Imprensa da instituição, neste ano. A frente do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS desde janeiro de 2015, Carlos Rivaci Sperotto, também presidente do Sistema Farsul, recebeu o grupo de jornalistas juntamente com a diretoria executiva: Derly Fialho – diretor-Superintendente, Ayrton Pinto Ramos – diretor Técnico, e Carlos Schütz – diretor de Administração e Finanças.

Um dos grandes desafios colocados por esta gestão, que segue até 2018, é ‘conhecer e compreender as realidades dos clientes sobre aspecto do negócio, seus desafios e resultados’. Em 2015, entre as ações que levaram conhecimento para as micro e pequenas empresas (MPEs) destacam-se os Seminários Desafios do Crescimento, com 1.500 participantes; a Linha da Pequena Empresa em Caxias do Sul e em Pelotas que, juntas, realizaram 2.136 atendimentos; os seminários regionais de crédito e microcrédito que contaram com 1.830 participantes, além do Programa Juntos para Competir, desenvolvido em parceria com FARSUL e SENAR-RS, beneficiando 3 mil produtores rurais gaúchos.

A instituição atua também com o objetivo de proporcionar acesso a mercado para os pequenos negócios. Dentre as iniciativas, destacam-se as missões em feiras nacionais e internacionais (1.900 empreendedores), a prospecção de mercado em Portugal (para o setor de TI), Colômbia, Peru e México (setores de Petróleo, Gás e Energia), com 100 empresas beneficiadas; as Rodadas de Negócios, que totalizaram 63 em 2015 e prospecção de R$ 51 milhões em negócios, além da 24ª edição da Mercopar, que contou com 442 expositores e 25 mil visitantes.

Com relação às ações de empreendedorismo, o destaque fica por conta da Semana do MEI (8.654 atendimentos), do Salão do Empreendedor, na Frinape, em Erechim (9.835 visitantes) e dos prêmios SEBRAE Mulher de Negócios e MPE Brasil que contabilizaram, este ano, 6,2 mil inscritos no Estado. Projetos e programas que estimulam a inovação nos pequenos negócios também foram colocados em prática com destaque em 2015 pelo SEBRAE/RS, já que mais de 19 mil empresas foram atendidas com alguma solução de inovação em processo ou produto. Alguns dos destaques nesta área é o Projeto Startup RS, que reúne 40 MPEs, e o de Internacionalização em TI, envolvendo 30 empresas. Através deste projeto, oito empreendedores gaúchos passaram três meses no Vale do Silício, nos Estados Unidos, participando de capacitações e treinamentos.

União de forças em prol dos pequenos negócios

Outro grande desafio que está posto e que segue cada vez mais intenso nos próximos três anos é ‘mobilizar as instituições públicas e privadas, catalisando e sinergizando os recursos e ações para que os pequenos negócios obtenham o sucesso sustentável e contribuam para a prosperidade do RS’. Neste sentido, dentre as ações de melhoria do ambiente para as MPEs nos municípios gaúchos, estão em destaque a colocação em prática da Lei Geral em 57 municípios em 2015 (229 no total); a implementação da REDESIM em 41 municípios e a realização do projeto de Compras Governamentais em 27 cidades gaúchas.

Em 2015, a instituição também mobilizou parceiros na construção de ações que beneficiam as micro e pequenas empresas. No início do ano realizou nove encontros que reuniram 538 líderes, representantes de instituições públicas e privadas, de todas as regiões do Estado. A atividade serviu para o recolhimento de subsídios para projetos e ações alinhados a realidade de cada região.

Com foco no desenvolvimento regional, o SEBRAE/RS desenvolve o programa Lider nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste e Sul reunindo mais de 100 lideranças. A iniciativa tem como objetivo estimular gestores a atuarem de forma empreendedora, fomentando, assim, o desenvolvimento da região em que estão inseridos.

PIB da agropecuária no RS cresce 9,4%

PIB da agropecuária no RS cresce 9,4%

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Dados divulgados hoje (14/12), na coletiva de balanço do ano da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), confirmam a agropecuária como o único setor da economia do Estado a registrar desempenho positivo em 2015. O PIB da atividade deverá crescer 9,4%, reflexo da maior safra histórica colhida no Estado, de 32,5 milhões de toneladas de grãos, aumento de 13%, apesar das fortes perdas ocorridas em alguns municípios do Sul do Estado. Este resultado é fruto dos fortes investimentos em tecnologia realizados pelo setor nos últimos anos. O faturamento aumentou 8%, chegando a R$ 37,8 bilhões. O resultado equalizou uma queda mais expressiva do PIB gaúcho em 2015, projetada em – 2,75%. O crescimento da atividade agropecuária no Brasil deverá ser de 2,9%. Já para o PIB geral é prevista uma queda de 3,49%. A agropecuária também será o único setor no Brasil que fechará em alta em 2015. A indústria obteve queda acentuada de 6,5%, atenuada pelas agroindústrias, que tiveram melhor desempenho do que a média. “O produtor fez a sua parte. Os investimentos em tecnologia permitiram nos posicionarmos bem em um ano de crise”, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto(foto).

No entanto, fatores climáticos indicam que o setor agropecuário não conseguirá contribuir de forma positiva com o resultado do PIB do RS em 2016 e, assim como outros setores da economia, registrará queda. Projeções da Farsul estimam para a safra de grãos 2015/2016 produção no Estado de 30,6 milhões de toneladas de grãos, redução de 6% em relação a de 2014/2015, o que representa diminuição de quase 1,9 milhão de toneladas. O tamanho real da queda dependerá dos impactos do El Niño na produção e da taxa de câmbio nos preços. A agropecuária representa 10% do PIB geral do RS. Já o agronegócio, englobando as agroindústrias, responde por cerca de 40%.

A maior queda da safra 2015/2016 será na safra do arroz. Por consequência das fortes chuvas que atingiram o Estado na época do plantio, a área dedicada ao grão diminuirá 8%. A produtividade, que também será afetada pelos impactos climáticos, cairá. O resultado será uma colheita prevista em 7,4 milhões de toneladas, 1,3 milhão de toneladas a menos em relação à safra anterior. Para a soja, a previsão é de aumento de 5% na área plantada, avanço que assegurará o crescimento geral da área plantada no Estado em 1%, total de 8,5 milhões de hectares. Já a produtividade da oleaginosa, assim como dos demais grãos, também deverá cair por conta do El Niño. Somente o milho tem previsão de queda de produção de 16%. A da soja é menor, de 2%.

Se os atuais níveis de preço se mantiverem, a estimativa é de elevação do faturamento da safra 2015/2016 de 13% para a agricultura e de 4% para a pecuária. No entanto, esse incremento não será suficiente para compensar o aumento dos custos de produção de 25%. Por consequência, a queda nas margens prevista ao produtor é de 40%, resultado que pode se modificar caso o comportamento do câmbio oscile muito para cima ou para baixo dependendo da instabilidade política do Brasil. Projeções apontam para redução de preços internacionais motivada por altos índices de produção. A safra que está por vir também traz os reflexos da retração da tomada de crédito rural especialmente por conta da inexistência do pré-custeio. No exercício anterior, houve redução de 4% nos recursos tomados, somando R$ 19,7 bilhões. Enquanto o custeio geral aumentou em 5%, os investimentos caíram 26%, e a comercialização, 2%. Os dados indicam maior dificuldade para tomada de crédito neste ano de crise não somente para a agropecuária, mas para todos os setores da economia, tendência que deve se manter em 2016.

Para 2016, a expectativa para o País se mantém negativa. O PIB do RS deverá cair 2,8%, e o do Brasil, 2,6%. O setor de serviços deverá encolher em 2,67%, reflexo da queda da atividade econômica e do consumo das famílias, que estão sofrendo com uma inflação acima de 10%, fato que não ocorria desde 2002, impactando, ainda, na confiança no País. O mesmo sentimento é compartilhado pelos empresários, que não sentem segurança para investir. “É importante observar que a crise de 2015 não começou em 2015. A economia está em trajetória decrescente desde 2011 e em 2014 já fechou próxima de zero”, afirma o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

Seguro Rural

Sperotto destacou as iniciativas de 2015 da Federação em busca do estabelecimento de um novo seguro rural. A principal vitória foi a aprovação da emenda proposta pela Farsul apresentada pela senadora Ana Amélia Lemos e acatada no relatório preliminar da Comissão Mista que trata da Lei Orçamentária de 2016. A proposta é direcionar alguns recursos para determinados setores da agricultura que não são utilizados. A iniciativa poderá significar R$ 1 bilhão para o pagamento da parte do governo na contratação do benefício já a partir de 2016. “Estamos seguros que essa posição irá evoluir”, afirmou Sperotto.

Uma outra questão levantada pelo presidente ligada à necessidade de um seguro de venda para o setor é o aumento expressivo do pedido de recuperação judicial de empresas e cooperativas ligadas ao agronegócio. “Precisamos estabelecer regras dentro desse novo contexto para não sermos sujeitos a ficar desfavorecidos”, disse.

CAR

O RS acelerou expressivamente o processo de cadastramento ambiental a partir de setembro. Cerca de 65 mil imóveis já estão cadastrados e a estimativa é chegar a 441 mil propriedades, até maio, mês limite para o cadastramento, atingindo 100%. Conforme Gilmar Tietböhl, superintendente do Senar-RS, a entidade realizou cursos e oficinas sobre o CAR para 17.473 pessoas este ano. O aumento dos cadastros ocorreu no segundo semestre do ano, quando já estava em vigência decreto estadual 52.431/2015 que regulamentou o CAR no RS. Sperotto manifestou preocupação com ação ingressada no MP contestando algumas partes do decreto. “ Temos o receio de que esse movimento possa interferir no andamento dos cadastros”, disse.

Pecuária

A Pecuária gaúcha vive um bom momento. “O mercado descobriu nosso potencial de criar as raças britânicas e está valorizando o nosso produto”, afirmou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira. “Esse movimento é percebido nos convênios e contratos que as associações de raça estão fechando com frigoríficos e pela busca do mercado gourmet do Sudeste do País por carne industrializada e gado em pé”, disse. O resultado das vendas de bovinos em feiras e exposições no Estado, que registraram alta de 6% em volume e 14,7% em faturamento, também refletem essa valorização, afirmou presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong,

Senar

Os números apresentados pelo Senar no balanço mostram um crescimento em todas as suas atividades. Os eventos de formação profissional aumentaram 17,5%. Foram 8671 eventos em todo o Estado, informou Tietböhl. Já o número de participantes dos eventos e cursos elevou-se ainda mais, em 28,57%, totalizando 146,8 mil pessoas, destas 95.966 com formação profissional rural e 50.854 promoção social.

As iniciativas ligadas ao CAR foram as mais procuradas.  Foram realizados 501 cursos de cadastro ambiental rural com a participação de 5601 pessoas, 226 oficinas, com 6548 participantes, 12 oficinas sobre código ambiental, com 581 presentes, a 97 seminários de legislação ambiental com 4743 pessoas.