Cinema: “O Paciente” revive o drama de Tancredo Neves

Cinema: “O Paciente” revive o drama de Tancredo Neves

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Um dos lançamentos nos cinemas nesta quinta-feira é “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”, com direção de Sergio Rezende. A narrativa procura transportar o espectador para o Brasil dos anos 80, quando o país vivia um momento de esperança com o fim do regime militar.

O então recém-eleito presidente, Tancredo Neves, é acometido de uma grave doença antes de tomar posse. Desta forma, o longa revive as angústias, o medo e a ansiedade do político em relação ao seu destino, sabendo que o povo tem expectativas em relação ao seu governo, mas que se vê cada vez mais impossibilitado de cumprir. Sua morte, ocorrida em 21 de abril de 1985, mobilizou e comoveu o país.

Baseado no livro homônimo, do historiador Luis Mir, o filme descortina os mistérios que envolvem sua misteriosa morte e revela os bastidores médicos da história que abalou a política brasileira e modificou os rumos da nação. O protagonista é interpretado pelo veterano ator Othon Bastos. O porta-voz do político, Antonio Britto (depois governador do Rio Grande do Sul), é vivido por Emílio Dantas. A esposa de Tancredo, Risoleta, é encarnada por Esther Góes. A equipe de médicos ganha a atuação de Leonardo Medeiros, Otavio Muller e Paulo Betti. (Correio do Povo)

Porto Alegre: Fenômeno “La La Land” ganha pré-estreias a partir desta quinta. Filme dirigido por Damien Chazelle terá sessões em três shoppings

Porto Alegre: Fenômeno “La La Land” ganha pré-estreias a partir desta quinta. Filme dirigido por Damien Chazelle terá sessões em três shoppings

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O musical “La La Land: Cantando Estações”, que no último domingo se tornou o maior vencedor da história do Globo de Ouro conquistando todos os sete prêmios que concorria, estreia oficialmente nos cinemas brasileiros no dia 19 de janeiro, mas ganha sessões de pré-estreia a partir desta quinta-feira. A obra dirigida pelo franco-americano Damien Chazelle terá exibições, em Porto Alegre, no Cinemark do Barra Shopping Sul (Diário de Notícias, 300) e nas salas da rede GNC do Moinhos Shopping (Olavo Barreto Viana, 36) e do Iguatemi (João Wallig, 1800).

O Barra Shopping e o Moinhos terão duas sessões diárias; no primeiro, às 15h e 20h50min, e no segundo, às 18h50min e 21h30min. No Iguatemi, o público poderá assistir ao longa apenas às 21h35min. Ingressos antecipados podem ser adquiridos pelo site. O esquema permanece até o dia da estreia, quando serão adicionados mais horários.

A história se passa em Los Angeles e é um tributo à era de ouro dos musicais dos Estados Unidos. A trama romântica acompanha a atriz iniciante Mia (Emma Stone), que conhece o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling). Eles se apaixonam e, em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo. Com atuações consistentes, os artistas mostram que têm entrosamento em frente às câmeras. Este é terceiro trabalho deles juntos; anteriormente, participaram de “Amor A Toda Prova” e “Caça aos Gângsteres”

O filme começa com uma das cenas contemporâneas mais habituais de uma cidade grande: o engarrafamento de carros que parece não ter fim. É neste cenário que Sebastian e Mia se esbarram pela primeira vez. O estresse do trânsito serve como pano de fundo para uma incrível dança e coreografia que traz leveza à cena difícil que é comum na realidade. Atual sensação da indústria cinematrográfica, “La La Land…” obteve 11 indicações do BAFTA, o prêmio máximo do cinema britânico.  (Correio do Povo)

PONTO ZERO: Filme Brasileiro Cinco Estrelas. Filme de José Pedro Goulart estreia hoje nos cinemas; por Marco Antônio Campos/Cinemarco

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O filme “Ponto Zero” estreia nesta quinta-feira, dia 26, nos cinemas. Este é o primeiro longa-metragem de José Pedro Goulart, codiretor de um dos mais festejados curtas do cinema nacional, “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda”, que completa 30 anos em 2016. Ao construir um retrato sobre os conflitos que rondam a adolescência em meio a uma cena familiar claustrofóbica, Goulart lança a pergunta a espectadores de todas as idades: “Qual o peso que cada um pode suportar?”. Ao tentar escapar de uma família opressora, Ênio, um garoto de 14 anos, desafia uma noite tempestuosa que o levará a um choque com a realidade.

O protagonista é vivido pelo jovem Sandro Aliprandini, estreante em cinema. Natural de Passo Fundo, ele foi descoberto para fazer Ênio a partir de uma notícia de jornal sobre uma premiação de teatro com a turma da escola. Do primeiro contato com a produção até o momento em que o filme começou a ser rodado, foi preciso esperar um ano inteiro, tempo necessário para que ele fizesse aulas de preparação vocal e também ficasse mais próximo da idade do personagem, de 14 anos. A pedido do diretor, Sandro deixou de cortar os cabelos até o término das filmagens. Também integram o elenco Patrícia Selonk e Eucir de Souza.

A trilha sonora é assinada por Leo Henkin. No Festival de Cinema de Gramado do ano passado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Montagem e Melhor Desenho de Som.

Sobre o filme, o cinéfilo, Marco Antonio Campos, escreveu em seu blog: “Embora eu tenha certeza de que sou suspeito para avaliar o filme pela minha amizade de trinta anos com o Zé Pedro, inicio dizendo que PONTO ZERO é um grande filme. Daqueles que a gente vê cada cena com um interesse maior que a anterior, ansioso pela seguinte, em uma expectativa que somente os ótimos roteiros e os grandes diretores conseguem criar.

O segundo sinal objetivo de que o filme realmente é muito bom é a vontade imediata de vê-lo novamente, assim que os créditos iniciam a rolar pela tela. Coisa de filme inteligente. Deixa muita coisa para a gente pensar.

PONTO ZERO (2015), de José Pedro Goulart é um filme que narra a história de Ênio, um adolescente absolutamente comum, bem parecido com o que todos um dia fomos e com os que existem em todos os apartamentos próximos de nossas residências.

Ele tem brigas na escola, desejos pelas colegas da irmã, traumas de escuro, raiva das brigas do pai com a mãe e tudo de comum da vida de um adolescente.

Até que um dia…

O menino Sandro Aliprandini tem uma atuação realmente impressionante, para dizer o mínimo. Tão expressivo em seus silêncios quanto em suas falas, foi o interprete ideal para Ênio.

Patricia Selonk faz uma mãe sufocantemente real. Eucir de Souza já mostrara seu talento na serie FDP, da HBO e no filme HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO. Aqui, no papel do pai de Ênio, compõe outro personagem sólido e denso.

Gostei particularmente da montagem feita por Federico Brioni. Acho que ela dá um ritmo incrível ao filme. Como diz um grande amigo meu, “coisa de Estados Unidos.”

Aliás, o acabamento formal de PONTO ZERO é impecável, nada ficando a dever a qualquer filme de qualquer nacionalidade.

PONTO ZERO não é um filme para todos os públicos. Mas quem entrar neste filme de cabeça, tenho certeza, sairá muito recompensado.

Ou como disse o menino Sandro na pré-estreia, mudado para melhor.

(Equipe do site com informações do Correio do Povo e crítica de Marco Antonio Campos, mais informações, comentários e críticas de cinema e TV você encontra em CineMarco)

Cinemarcoblog, a melhor notícia para quem gosta de cinema

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Na semana do OSCAR, a melhor notícia para quem gosta de cinema, não vem de Hollywood e sim de Porto Alegre. Meu guru para assuntos da sétima arte e outras questões que se estendem do direito a trivialidades do dia a dia, Marco Antonio Campos resolveu finalmente montar um blog para falar de um dos assuntos que mais gosta. Já está no ar o CINEMARCOBLOG.

Marco Antonio foi presidente do Clube de Cinema de Porto Alegre por quase duas décadas. Promoveu sessões exclusivas de filmes memoráveis e eu espero que ele conte várias destas histórias no cropped-6854_077-cinemarco-copyblog.  Tem cada uma…  Confira uma maravilhosa no link. Quem conhece o Marco, sabe que o melhor do texto dele é que não tem “cinemês”. Ele conhece técnicas, roteiro, direção, interpretação… mas, mesmo sabendo tudo isso escreve com simplicidade e ao contrário de alguns críticos (que sempre me dão a impressão que não gostam de cinema, tal o número de defeitos que colocam nos filmes) deixa claro se o filme é bom ou ruim. Outra coisa, ao contrário de uns, ele ama “blockbuster”. Não entendo alguns que parecem ter prazer em escrever mal sobre os filmes onde o povão lota salas. Ahh… essa erudição e necessidade de se mostrar.  Cinema é arte, ok. Mas, cinema também é indústria e tem gente que parece que não tem prazer nenhum em simplesmente relaxar e procurar detalhes bacanas nas produções que comenta. Crítica, sim. Má vontade, não!!

De qualquer forma, o Marco é um sujeito simples, como qualquer pessoa que gosta de cinema. Só que por entender bem mais que a média(incluindo aí alguns coleguinhas meus) resolveu colocar em um Blog, informações e um olhar sempre muito especial sobre o que vê nas salas de cinema ou no home=theater da casa dele. Ahhhh… É claro que ele vai falar sobre séries de TV, elas estão cada vez mais interessantes, com roteiros criativos, diretores e interpretes talentosos  e outros assuntos. Por isso, #FicaADica quer saber e entender sobre cinema visita o CINEMARCOBLOG e se divirta lendo textos de um cara inteligente, bem humorado e que ama cinema como a gente.

Meia entrada:  Não é justo que o negócio seja “a rodo” com ricos que podem pagar se beneficiando do esquema e a conta sobrando para os “sem carteirinha”

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Os principais produtores culturais brasileiros estiveram reunidos nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. Eles tomaram conhecimento da Adin(Ação Direta de Inconstitucionalidade) que está pronta esperando um consenso do grupo para ingressar no STF(Supremo Tribunal Federal) contra a Lei da Meia Entrada. Segundo o advogado Marco Campos, que trabalha na causa, os produtores decidiram esperar até a metade do mês para que o governo regule a legislação. Segundo o advogado, o modelo atual não pode ser mantido porque é inconstitucional: “Na prática representa um confisco.”

Atualmente, não há um limite para a distribuição dos ingressos de meia entrada. Todos os estudantes, idosos e outras pessoas que tenham direito ao benefício podem retirar o seu ingresso com desconto. O objetivo é que a lei seja regulamentada, prevendo o limite de 40% dos tíquetes para este público. Campos aponta que o modelo atual impede um cálculo da renda, o que faz muitas vezes dobrar o preço dos ingressos.

Saiba mais sobre o que pensam Dilma e os produtores culturais

Na conversa que tive com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, que trabalha no assunto em conjunto com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ele me garantiu que o governo quer achar uma solução que contemple o equilíbrio financeiro do negócio que emprega milhares de pessoas e os beneficiados pela chamada Cota Social. “Não se pode inviabilizar um setor importante que emprega milhares de pessoas em diferentes ramos.” O governo estima que 30 milhões de pessoas possam ser beneficiadas com a regulamentação. O governo não tem data para finalizar a regulamentação da lei que já aprovada. Pelo que sei, Rossetto deve se encontrar com representantes dos empresários para obter mais informações sobre os prejuízos causados a eles com a possibilidade de que um show (e não estamos falando só dos grandes artistas) tenha 100% do público pagando meia entrada. Ao fim e ao cabo quem paga essa conta criada pelos vereadores, deputados estaduais, federais e senadores somos nós que queremos ir a um show, cinema ou teatro e pagamos mais caro o ingresso. Lembrando que tem muito estudante, idoso, portadores de necessidades especiais que tem muita grana e se beneficiam do esquema. Os caras fazem proselitismo com o nosso dinheiro como se não houvesse amanhã. Aí depois a gente não sabe porque o País tá quebrado. O Brasil tem mais direitos que deveres. A conta não fecha e sobra para um grupo da sociedade pagar mais caro, para financiar inclusive abonados. Já citei várias vezes, mas sempre é bom lembrar Milton Friedman: “Não existe almoço grátis.”

Meia-entrada:  Vem aí o teste do ingresso a UM REAL no RS. E ainda: grandes empresas se reúnem quarta-feira no Rio de Janeiro para acabar com a casa da Mãe Joana

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O que aconteceu nesta sexta-feira em Porto Alegre, com muita gente sem direito a meia-entrada tentando assistir o show de Caetano & Gil, no Auditório Vianna, repete uma situação nacional. A falta de uma legislação federal regulamentada para o setor provoca grandes distorções.

Um dos maiores produtores de evento do país ressalta que, mesmo dentro do Brasil, não há como comparar valores do mesmo espetáculo. Um show montado no eixo Rio-São Paulo tem um custo. Quando sai para fazer turnê, tem que se agregar toda a questão da logística: transporte, hotel, alimentação, segurança, produção local… e ainda isenções.

Para comparar, em São Paulo no máximo 40% dos ingressos tem direito a 50% de desconto. No rico Rio Grande do Sul, onde a folha do funcionalismo é paga parcelada… toda a plateia tem. Sim! Se estudantes e idosos quiserem lotar um evento na capital gaúcha, terão direito a pagar metade do preço de um cidadão como eu e você caro leitor. Não há limite! Aqui, um Teatro, Cinema, Auditório é obrigado a vender 100% dos ingressos para estudantes e idosos com desconto.

O que faz o empresário para proteger seu investimento? Aumenta o preço para todo mundo. Como já ensinou Milton Friedman: “Não há almoço grátis.”  Por isso, ontem, alguns malandros (certamente muitos deles falam mal dos políticos corruptos e acabam imitando eles em uma hora como essa) tentaram aplicar o golpe da carteirinha. Pensando que são “mais inteligentes”, usaram filhos, pais, avós… para comprar ingressos com desconto.

A organização do evento cobrou o documento, com o apoio no local do Procon. Para assistir ao show, muita gente teve que voltar para a bilheteria e pagar a diferença. Como malandro é o que não falta… Para não atrasar o início do espetáculo, houve um afrouxamento da fiscalização e alguns conseguiram passar. Torço para que nos próximos espetáculos sejam eles os parados nas “blitze das carteirinhas.”

Quem trabalha há muito tempo no setor me garante que ninguém gosta disso. Principalmente os empresários. O preço alto assusta e afasta o público. Uma ideia que está sendo testada em Natal/RN deve ser aplicada no Rio Grande do Sul em breve. Para quem não tem nenhum tipo de benefício, uma cota dos ingressos está sendo vendida a R$ 1,00. Funciona da seguinte forma: a pessoa compra o primeiro ingresso pelo preço cheio e no segundo ticket paga apenas um real. Na prática, ela está, como estudantes e idosos, tendo 50% de desconto.

“Queremos mostrar com isso que o preço está mais alto do que poderia ser, mas a lei faz com que ele fique mais alto e prejudique apenas alguns.” Da forma como a lei é hoje, são criadas distorções que impedem classes C,D e E de verem os grandes espetáculos. Pessoas com mais de 60 anos de renda baixa não conseguem acessar cinema, teatro ou shows mesmo com os descontos. Enquanto isso, os mais ricos se esbaldam. Mesmo caso para estudantes com dinheiro versus alunos de baixa renda. “A diferença dói no bolso do público que não tem carteirinha. Eles acabam pagando a conta do outro.”

Na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro, os principais empreendedores do “show-business” brasileiro se reúnem para decidir o que fazer. A ideia é que o setor pressione o Congresso para que vote uma legislação nacional para a questão da meia-entrada(há várias propostas em Brasília) e que aprovada uma lei, ela seja regulamentada rapidamente e depois sancionada pela presidenta Dilma. “Não temos como conviver sem uma regulamentação. Em cada Estado tem uma lei diferente e muitos municípios tem a sua própria. É a casa da Mãe Joana! Temos que acabar com isso.” Diz um dos empresários que participará do encontro. Ele me garante que nenhum empresário é contra a meia-entrada, mas se os políticos querem seguir fazendo proselitismo com o chapéu alheio, tem que haver contrapartida.