Expoagas 2015: Abertura reúne lideranças e agrega reivindicações para o setor

Expoagas 2015: Abertura reúne lideranças e agrega reivindicações para o setor

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Aconteceu durante a manhã desta terça-feira (25) a solenidade de abertura da 34ª Convenção Gaúcha de Supermercados – Expoagas 2015. O discurso de abertura foi protagonizado pelo presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo (foto acima). Também falaram na ocasião o presidente da Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul) e do Sebrae RS, Carlos Rivaci Sperotto; o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto; e o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Representando o governador do RS e o prefeito de Porto Alegre estiveram presentes para acompanhar o momento, respectivamente, o secretário do Planejamento e Desenvolvimento Regional, Cristiano Tatsch, e o presidente da Câmara de Porto Alegre, Mauro Pinheiro. O evento, que será realizado até dia 27 de agosto, na FIERGS, em Porto Alegre, estima que o volume de negócios concretizados nos três dias do evento atinja os R$ 405 milhões, superando os R$ 369 milhões do ano passado.

Longo manteve uma linha de reivindicações em sua exposição e defendeu uma mudança política para fortalecimento do setor varejista no País: “Recentemente, o Brasil foi apontado, em pesquisa, como segundo país mais pessimista do mundo. Porém, isto não é pessimismo, isto é realismo devido à realidade em que vivemos”, afirmou. Sobre a crise que atinge a economia brasileira, Longo foi categórico ao explicar que é necessária uma mudança moral e ética, acima de tudo. “Há uma crise financeira sim, mas há uma crise ainda maior de valores no Brasil. E esta não é mundial, é exclusiva do nosso País”, taxou.

IMG_7386Sperotto, que foi homenageado com o título de Supermercadista Honorário Agas, ao levantar o troféu (foto)agradeceu o reconhecimento elevando-o ao setor varejista como um todo: “Esta homenagem vai com o meu nome, porém, ela é de todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul”. Segundo Sperotto, 80% do que vai para as gôndolas dos mercados são oriundas do campo. “As dificuldades surgem, a crise está presente, porém não podemos parar de trabalhar. Nosso setor está equilibrado, mas temos de continuar buscando o desenvolvimento”, declarou.

Com um ponto de vista nacional sobre a situação atual, Sanzovo Neto destacou que os expositores e supermercadistas que participam da Expoagas têm a oportunidade, de não só driblar a crise, como de fortalecer os negócios também. “O setor do varejo é um dos últimos a cair na crise e um dos primeiros a sair dela”, disse. Já Bohn, enfatizou a questão política como providencial para o desenvolvimento da economia. “A inflação está em quase 10% ao ano, o cenário é difícil, acima da crise econômica, vivemos uma crise política que barra o crescimento. Porém, passamos por dificuldades muito piores, no passado, iremos superar mais esta”, concluiu.

Em Porto Alegre, Sarkozy faz alerta sobre aumento de impostos proposto por Sartori, fala de futebol e mostra preocupação com imigração na Europa. Os bastidores da noite que reuniu empresários e políticos ao redor de Carla Bruni e do ex-presidente francês

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IMG-20150824-WA0000A cantora Carla Bruni e Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, estão em Porto Alegre para o show da artista hoje à noite no Teatro do Bourbon Country. O casal encantou aos presentes na recepção realizada na noite passada na residência de Claúdio e Rosângela Zaffari. A seleta lista de convidados incluía o governador José Ivo Sartori e o vice José Paulo Cairolli, o prefeito José Fortunati e os empresários Airton, Ivo e Pedro Zaffari, Ricardo Vontobel, Willian Ling, José Galló, Andre Gerdau Johannpeter, Nelson Sirotsky (que se transformou em fotógrafo e com seu celular fez o registro da chegada do casal ao jantar publicado hoje na página Informe Especial de Zero Hora), Julio Mottin, Carlos Konrath, Alberto Freitas, Leandro Melnick, entre outros. Alguns vieram de fora do Rio Grande do Sul, como o cônsul-geral da França em São Paulo, Damien Loras, o presidente da Cielo, Rômulo Dias, Flávio Rocha, CEO da rede varejista Riachuelo e Ciro Kawamura, da Vivo. Todos acompanhados das mulheres.

Apesar da presença do ex-presidente francês e dos nomes poderosos da política e do empresariado local e nacional, o evento foi tratado como social e em homenagem a Carla Bruni. Após uma rápida fala do anfitrião Cláudio Zaffari, Sarkozy fez questão de se apresentar apenas como marido de Carla. A um grupo de convidados, declarou ter ficado impressionado com a qualidade das casas de espetáculos brasileiras, mencionando a qualidade técnica dos Teatro do Bourbon em Porto Alegre e Bradesco em São Paulo.

Mesmo demonstrando interesse em questões culturais, o principal assunto de Sarkozi em uma das rodas de que participou foi o futebol. Torcedor do Paris Saint-German, mostrou total conhecimento dos jogadores do clube e elogiou muito Leonardo. Ele se mostrou muito próximo do brasileiro que é diretor de futebol do PSG e do do dono do Clube Nasser Al-Khelaïfi. Sobre o empresário do Catar, contou a história da tentativa de compra de Messi pelo time francês. Como os espanhóis do Barcelona FC, não falavam em valores para venda do craque argentino, o dono do PSG colocou sobre a mesa uma proposta de 200 milhões de euros. Os espanhóis disseram que por aquela quantia talvez vendessem um pé de Messi, mas completo o jogador valeria muito mais. A negociação se encerrou ali mesmo, sem que outra proposta fosse feita.

Sarkozy teria dito a alguns dos presentes que, estando em Paris, lhe avisassem para assistirem aos jogos do time francês ao lado dele no estádio Parc des Princes. O ex-presidente evitou falar de política tanto francesa quanto brasileira. Sobre o Brasil, falou das boas relações comerciais entre os dois países. Mesmo com essas boas relações é bom lembrar que ele não conseguiu vender aqui os aviões-caças Rafales para o governo brasileiro.

Sobre a França reconheceu que a questão mais delicada atualmente é enfrentar o problema relacionado aos 7 milhões de muçulmanos que vivem no País. Ninguém perguntou, mas fico curioso para saber se ele leu o livro “Soumission” (submissão, em português), do escritor Michel Houellebecq. Ele também fez referência a questão da imigração que preocupa a Europa como um todo.

Segundo alguns convidados, ao saber que o governador Sartori está propondo aumento de impostos, Sarkozy teria dito para que todos se deliciassem com a última ceia, porque depois que se aumentam impostos, não se baixa mais. Falando em ceia, o Chef Lucio preparou um cardápio brasileiro onde foram servidos moqueca de camarão, costela gaúcha (12 horas), pirarucu assado, palmito pupunha (elogiadíssimo por Sarkozy), terrine de aipim, arroz com castanhas e purê de batata-baroa. Nas sobremesas, predominaram os doces gaúchos como sagu, ambrosia, doce de abóbora, pudim de caramelo e baba de moça. Os vinhos e champagnes servidos foram franceses.

Com tantos empresários reunidos, mesmo sendo uma noite social, a conversa girou em torno da política e economia brasileira. Todos se mostraram preocupados com o futuro do país nos próximos dois anos. Sarkozy não opinou sobre isso. Uma das conversas paralelas que gerou curiosidade foi entre dois craques do varejo José Galló (Renner) e Flavio Rocha (Riachuelo) falaram a sós. Sobre o que não se sabe, mas imagina-se.

Carla Bruni, ficou encantada com a apresentação feita por Borghettinho e grupo, e pediu bis. (Aliás, se você quiser saber tudo sobre vida e obra do músico gaúcho compre já o livro escrito pelo meu amigo, grande jornalista Márcio Pinheiro: Esse tal de Borguettinho.)

A cantora franco-italiana Carla Bruni, de 47 anos, sobe ao palco, nesta segunda-feira, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), em Porto Alegre. A apresentação da musa francesa na Capital é a primeira no Brasil. Quarta ele canta em São Paulo. “Esta cantora e compositora teve a adolescência embalada pelas músicas de “Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Elis Regina”, confessou Carla, que vai apresentar a turnê do quarto CD, “Little French Songs” (2013).