Clube de Opinião repudia censura do STF a veículos de comunicação

Clube de Opinião repudia censura do STF a veículos de comunicação

Comunicação Destaque Direito

O Clube de Opinião, que reúne alguns dos principais jornalistas do Rio Grande do Sul, vem a público repudiar, com veemência, o ato de censura imposto pelo Supremo Tribunal Federal à revista Crusoé e ao site O Antagonista. Causa-nos enorme preocupação que a suprema Corte, responsável pela salvaguarda da Constituição Federal, invista contra um dos princípios fundamentais de nossa Carta Magna: a Liberdade de Imprensa.

ClubedeOpiniãoA liberdade para que profissionais de imprensa possam investigar, apurar, escrever e publicar informações — agradem essas, ou não, aos poderosos de plantão — é parâmetro aferidor e garantidor, de qualquer democracia. Os últimos movimentos do STF, com a abertura de inquérito para investigar manifestações contra a instituição e seus ministros, e que no dia de ontem, 15 de abril, culminou com a censura imposta a veículos de comunicação, se configura numa preocupante escalada ditatorial, uma ameaça à nossa claudicante democracia. Esperamos — e mais do que isso, exigimos — uma mudança urgente no posicionamento da nossa corte constitucional, a fim de que todos nós brasileiros, e em especial a imprensa de nosso país, possamos ter garantida, assegurada e reafirmada nossas liberdades mais caras e voltemos a respirar ares de plena democracia em nosso país!

Porto Alegre, 16 de abril de 2019.

JULIO RIBEIRO Presidente do Clube de Opinião RS

 

 

 

Saiba mais: “O amigo do amigo de meu pai”; por Rodrigo Rangel e Mateus Coutinho/Crusoé. Leia a reportagem da Crusoé que o STF censurou

 

Movimento #genteajudandogente é lançado em Porto Alegre

Movimento #genteajudandogente é lançado em Porto Alegre

Agenda Destaque

Foi lançado, nesta 5ª feira (26/07), em Porto Alegre,  o movimento #genteajudandogente, uma iniciativa do Clube de Opinião do RS e do Rotary Club Glória Teresópolis e que pretende ser movimento permanente que una os gaúchos em torno de causas humanitárias. A primeira campanha deste movimento, que tem apoio total dos principais grupos do estado, buscará arrecadas itens de higiene pessoal para atendimento às milhares famílias de venezuelanos que estão acampadas em Boa Vista, capital de Roraima.

37923527_2125940984144395_2512379765910929408_nA agência Vossa Comunicação criou uma campanha que afasta quaisquer conotações políticas e ideológicas que envolvem o país vizinho, e busca focar na necessidade de pessoas, que podem ser ajudadas por uma ampla mobilização dos gaúchos. As peças para rádio, tevê, jornal e internet entram no ar a partir do dia 1º de agosto nos veículos dos grupos Bandeirantes, RBS, Pampa e Record. Nos próximos dias, outras redes de comunicação deverão se incorporar ao movimento.

A ideia, segundo Julio Ribeiro, presidente do Clube de Opinião e idealizador do movimento, é de que todas as forças vivas do Rio Grande do Sul participem, somem esforços em causas nobres. A primeira campanha é esta de ajuda aos venezuelanos no Brasil, mas outras virão, muitas das quais com foco estritamente em necessidades de parcelas da população do RS.

Segundo informa Cláudio Bins, do Rotary Glória Teresópolis, os itens de higiene serão arrecadados em todas as lojas das redes Panvel e São João de Porto Alegre, e, em setembro serão distribuídas às famílias de venezuelanos pelo Rotary Club Boa Vista – Caçari. Os resultados da arrecadação e a distribuição desses itens serão reportados tão logo se encerre a campanha. Mais detalhes do movimento e dessa primeira campanha poderão ser encontrados no site www.genteajudandogente.com.br, que deve entrar no ar no dia 1º de agosto.

Além dos veículos de comunicação, da agência e das redes de farmácias, essa campanha inicial tem o apoio das produtoras Fon-Fon (áudio) e Cinematográfica (vídeo), da gráfica Comunicação Impressa e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e a parceria do Distrito 4680 do Rotary Internacional, da FURPA – Fundação dos Rotarianos de Porto Alegre e do Rotaract Poa Glória Teresópolis.

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Jairo Jorge defende ideias em encontro com jornalistas. As dificuldades dos governos Dilma e Sartori e as turbulências do PT estiveram na pauta da conversa com o Clube de Opinião

Jairo Jorge defende ideias em encontro com jornalistas. As dificuldades dos governos Dilma e Sartori e as turbulências do PT estiveram na pauta da conversa com o Clube de Opinião

Comunicação Notícias Poder Política

“Ou o PT muda, ou acaba como utopia!”. Esta seria, segundo o próprio prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), a manchete para uma notícia que registrasse o encontro que ele teve com 20 integrantes do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião do Rio Grande do Sul, realizado na manhã desta quarta-feira, 23, no Hotel Everest, em Porto Alegre. Durante quase duas horas, ele respondeu a questionamentos dos jornalistas – o último deles o provocou sobre a manchete, já que ele respondera com franqueza a todas as questões levantadas durante a conversa informal – e que foram desde a administração municipal e o aumento de impostos no âmbito estadual até o governo Dilma e o atual momento de turbulências vivido por seu partido.

Atualmente na política, a origem de Jairo Jorge está no jornalismo. Formado pela Fabico, a TVE está entre os veículos em que atuou. O encontro foi conduzido pelo presidente do Clube, jornalista Júlio Ribeiro, e dele participaram também a secretária de Comunicação Social de Canoas, Lurdes Nascimento, e a assessora de imprensa Taís Dal Ri.

Confira a seguir algumas das questões abordadas por Jairo Jorge.

– A propaganda eleitoral é importante e acho o fim do financiamento eleitoral sensacional. Vamos ter de voltar à política de raízes, ter de caminhar, ir ao encontro do eleitor, batalhar voto por voto

– Neste momento estou muito envolvido com o Projeto Famurs 2030. Precisamos saber discutir o futuro, o que parece não ser hábito no Rio Grande do Sul. Precisamos adquirir esta cultura de discutir, planejar. Chega de divergências entre chimangos e maragatos. Mas esta briga continua, e a única coisa boa é que hoje não se corta garganta do adversário.

– Temos três crises conjuntas no país: econômica, política e ética. O momento é grave e o governo federal parece que não se dá conta disso.

– A pergunta é se, na hora de decidir, eu salvaria o PT ou salvaria o governo? Eu salvaria o país, que é um instrumento para a democracia. Não acredito em renúncia, conhecendo a presidente como a conheço. Mas, ela tem que reagir, urgentemente. Uma saída seria chamar as oposições e propor um governo de coalizão nacional, uma espécie de parlamentarismo de fato. A Dilma não está escutando o Lula. Ele seria mais afeito à ideia de um governo de coalizão. A presidente Dilma precisaria sentar com os partidos e pactuar. O chefe da Casa Civil poderia inclusive ser uma espécie de Primeiro Ministro.

– Existe o risco real de impeachment, embora o PT ache que não.

– Vivemos a pior crise na segurança, com crescimento assustador de crimes. Em um caso recente em Canoas, a Brigada só tinha uma viatura funcionando para atender uma invasão, que ocorria simultaneamente a um assalto a banco. O índice de homicídios bateu recordes: foram 93 no ano passado, e agora, só até agosto, já chegamos a 94 em Canoas.

– Nosso objetivo este ano é economizar R$ 100 milhões, devido à queda na arrecadação, verificada desde novembro do ano passado. Vamos manter este objetivo, mesmo que o aumento do ICMS vá representar um adicional de R$ 40 milhões em nossa receita a partir de 2016.

– A crise vivida pelo PT tem diferentes dimensões e pode representar para o partido um sentido terminal, ou reduzir muito o seu tamanho. A crise atinge a alma do partido, a utopia que motivou sua criação, e pode resultar na perda de energia política. É um momento triste para o PT.

– Sair do partido? Estou avaliando, é uma decisão difícil, embora uma nota oficial já tenha me colocado na contramão do PT. É uma injustiça, me senti agredido, pois a posição defendida por mim em convenção do partido foi apoiada por outros 10 prefeitos presentes.

– Acho que o governador Sartori perdeu a oportunidade para fazer uma reforma profunda no Estado. Ninguém faz depois que assume, tem de ser antes de assumir, por isso acho que o Sartori perdeu um tempo precioso até tomar posse em janeiro.  O Rio Grande do Sul tem de ter uma nova estrutura, pois esta de hoje está carcomida, com estruturas sem sinergia. Em vez de secretarias eu defendo escritórios com apenas dois ou três níveis hierárquicos. Hoje o que temos é uma pirâmide hierarquizada, dentro dos conceitos de administração, quando precisamos de uma estrutura bem mais leve e mais enxuta.

– O grande erro de Lula foi não ter feito a Reforma Política, quando ele tinha tudo para fazer e poderia ter feito.

– Eu não aplaudi o João Vaccari no Congresso do partido, que mais parecia um bando de avestruzes, com a cabeça enfiada na areia, deslocados da realidade.

– Aqui na Assembleia Legislativa, no caso da discussão do pacote do governador Sartori, o PT agiu como se fosse o PSOL. Nós, que governamos o Estado por oito anos, deveríamos ser propositivos, apresentar alternativas, e não, simplesmente, sermos contra o pacote. Agimos como um genérico do PSOL.

– O Brasil era a bola da vez em 2011, quando Dilma assumiu. Se o governo tivesse pensado de forma estratégica, no futuro, podíamos ter um novo País, uma realidade diferente.

– Sou a favor do parlamentarismo e do voto distrital.

– O Mercadante é um autista político, criou um mundo próprio e vê a realidade sob uma ótica pessoal. Uma parte do PT age igual, acreditando que a crise é apenas uma marolinha.

– Daqui a quatro anos, não sei nem se o PT continuará existindo, no sentido de ainda produzir impacto na sociedade (respondendo se será candidato ao governo do Estado pelo PT). (Coletiva.net)