Brasil conquista prêmios no Campeonato Mundial de Robótica e se consolida como referência internacional

Brasil conquista prêmios no Campeonato Mundial de Robótica e se consolida como referência internacional

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O bom trabalho em robótica feito pelo Brasil foi reconhecido no principal campeonato do gênero, realizado pela FIRST entre os dias 17 e 20 de abril em Houston, nos Estados Unidos. O mundial , que reuniu mais de 15 mil estudantes de 74 países, terminou neste sábado. Os alunos brasileiros levam para casa prêmios em diversas categorias. Na FIRST LEGO League (FLL), em que competem jovens de 9 a 16 anos dos ensinos fundamental e médio, o país conquistou três troféus importantes: ficou em primeiro lugar nas categorias Mechanical Design (Design do Robô) e Gracious Professionalism (Profissionalismo Gracioso) e em segundo em Strategy and Innovation (Estratégia e Inovação).

Na FIRST Robotics Competition (FRC), com jovens de 14 a 18 anos do ensino médio, duas equipes levaram o Rookie All Star, premiação máxima concedida aos iniciantes da disputa (eram mais de 60 concorrentes estreantes). Assim, das 10 equipes brasileiras presentes em Houston, cinco foram premiadas. De acordo com o diretor de operações do SESI Nacional, Paulo Mól, os prêmios conquistados mostram o potencial dos jovens brasileiros. “Os alunos que participam de torneios de robótica ficam muito mais preparados para o mercado de trabalho, aprendem a lidar com projetos, a discutir, a falar, a trabalhar em equipe. Isso transforma a vida deles e é extremamente importante para a construção de um país com mais tecnologia e riqueza”, ressalta.

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Maior delegação brasileira da história do mundial, formada por 10 equipes com 106 estudantes, conquistou troféus e foi finalista nas três modalidades da disputa. Evento foi realizado em Houston, nos Estados Unidos. Foto: CNI

FIRST LEGO LEAGUE – A equipe Red Rabbit, da escola SESI de Americana (SP), foi reconhecida por ter o melhor Design do Robô entre as 108 equipes que participaram da FLL no mundial de Houston. Nesta categoria, os juízes avaliam a estrutura do robô desenvolvido pelos competidores e os conceitos de engenharia utilizados.

Entre os itens analisados estão a inovação, durabilidade, velocidade, mecanização, força e execução das missões pelo robô. No caso da Red Rabbit, vencer esta categoria teve um significado especial: a equipe modificou todo o robô depois do Festival SESI de Robótica, em março, no Rio de Janeiro. O bom desempenho na etapa brasileira classificou os alunos para o internacional.

“Ao receber o resultado no Brasil da avaliação do nosso robô, nós vimos o nosso ponto fraco e o que tinha que melhorar. Percebemos, pelo feedback dos juízes, que o nosso robô não teria condições de competir em Houston”, explica Dênis Santana, técnico da Red Rabbit. “Iniciamos um novo robô, desmontamos aquele e fizemos esse novo em 23 dias. Um robô totalmente diferente daquele que competiu no Rio de Janeiro, com um número menor de testes. Estamos felizes porque deu certo”, complementa.

Na análise de Luigi Fagundes,13 anos, o robô foi bem analisado pelos juízes pelo caráter inovador: o grupo usou um mecanismo pneumático para ajudar nas curvas, o que deixou a navegação mais segura na mesa. “Eu, particularmente, não acreditava que íamos ganhar. No entanto, a gente sabia do potencial e estávamos confiantes porque trabalhamos para isso”.

Outra equipe vencedora foi a Techmaker, do SESI de Blumenau (SC). O time levou o troféu Gracious Professionalism (Profissionalismo Gracioso). Esta modalidade avalia a capacidade do time de demonstrar os valores do torneio, como o compartilhamento de informações, profissionalismo e simpatia.

O técnico da equipe, Thiago Bettega, afirma que para conseguir esse resultado contou com apoio de profissionais como a psicóloga e a supervisora da escola. Com o prêmio em mãos, ele espera que o projeto da robótica cresça cada vez mais. “O próximo passo é não deixar isso morrer. Esses jovens continuam com os seus projetos de vida, mas no SESI vamos continuar o trabalho de desenvolvimento e a missão de transformar a vida das pessoas”.

A Jedi’s, do SESI de Jundiaí, ficou em segundo lugar na categoria Estratégia e Inovação. Neste quesito, os juízes avaliaram a criatividade para a realização do robô e como a equipe deixou o equipamento mais rápido na execução das missões. “O robô tinha uma base direcional diferenciada que deixou o robô preciso, tanto que, nesta temporada, ele conseguia cumprir quase todas as missões da mesa”, avalia Clayton Rafael Ribeiro Júnior, técnico da Jedi’s.

A estudante Beatriz Corrêa da Silva, 16 anos, ressalta o esforço da equipe Jedi’s para a conquista do prêmio. “A gente sempre treinou bastante, lutou muito para alcançar os nossos objetivos. A gente sempre corre atrás de trazer algo inovador e que nos traga benefícios”.

Na edição 2019, participaram 108 equipes de países de todo o mundo. O grande prêmio da FLL foi entregue para a equipe italiana IDB Tech-no-logic.

47593795442_a04c6b106d_zFIRST TECH CHALLENGE – Na categoria FTC, o Brasil foi um dos seis finalistas da categoria Motivate Award (Prêmio de Motivação), com a equipe Geartech, do SESI Vila Canaã, de Goiânia, que concorreu com outras 59 equipes de diferentes países. “O Prêmio de Motivação reconhece a equipe que mais divulgou a FIRST, inspirando e ajudando outras equipes a participarem das competições de robótica. É um reconhecimento importante”, comemora José Rodrigues Júnior, técnico da equipe.

PRÊMIOS INÉDITOS NA FRC – O Brasil brilhou na principal categoria do Campeonato Mundial de Robótica, a FIRST Robotics Competition (FRC). Entre os mais de 60 times estreantes, só três receberam o Rockie All Star – premiação concedida a equipes que participam pela primeira vez do mundial e consideradas as que melhor trabalharam os valores da competição. A Robonáticos #7565 e a Octopus #7567, ambas do SESI/SENAI de São Paulo, foram premiadas. A terceira equipe campeã foi a Avengers Robotics, da Geórgia, Estados Unidos.

“É um reconhecimento para o nosso trabalho. Foram 5 meses de muita pesquisa, muito estudo, muitos projetos sociais que realizamos. A robótica surgiu de uma hora pra outra na minha vida, sou muito grata ao SESI por isso, porque a minha cabeça mudou muito em tão pouco tempo, eu me tornei muito mais comunicativa. Robótica pra mim é paixão, é comunicação e tecnologia”, conta Maria Sophia de Brito Rocha, 15 anos, estudante do SESI/SENAI de São Paulo, da Robonáticos #7565.

Para o membro da equipe Octopus #7567 Leonardo Mandotti, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio e do curso de Mecânica Automotiva do SENAI de Bauru (SP), ganhar o prêmio máximo para um estreante em mundial é uma prova de que a equipe deu o seu melhor.

“A nossa pré-temporada começou em outubro, foi quando criamos a equipe e nossas redes sociais. A gente ralou muito desde o começo. É uma oportunidade única participar disso tudo. Antes eu pensava que robótica fosse só matemática e exatas, mas na FRC há o business, o empreendedorismo, e isso foi muito importante pra mim, eu hoje quero ser um empreendedor. Robótica é mudança de vida”, disse Leonardo.

O QUE É A FRC – Nesta categoria, considerada a mais complexa do mundial, os estudantes precisam projetar robôs industriais de até 56 quilos para executar tarefas em uma arena, como movimentar bolas e discos para reservatórios num tempo determinado.

A agilidade, o design e a quantidade de objetos transportados pelas alianças – equipes diferentes devem tabalhar montando estratégias de atuação conjuntas – são quesitos avaliados pelos juízes. Além disso, os times são avaliados por questões como o trabalho em equipe, o projeto e a forma como levaram ciência e tecnologia para a comunidade.

Um total de 400 equipes participaram da categoria FRC no mundial, mais de 60 eram estreantes. O Brasil foi representado por quatro equipes: além das duas premiadas do SESI/SENAI, a Under Control #1156, do Colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo (RS), e a Taubatexas #7459, formada por alunos de escolas públicas de Taubaté (SP).

O campeonato é realizado pela FIRST, uma organização não governamental que promove educação, ciência e tecnologia pelo mundo, e tem como parceiras empresas como a Qualcomm, Google, Boch, Lego Education, Apple, Boeing, entre outras.

O SESI é o parceiro oficial da FIRST no Brasil. Desde 2013 promove torneios de robótica da FIRST LEGO League (FLL) com jovens de 9 a 16 anos. Em 2019, passou a organizar mais uma categoria de robótica, a FIRST Tech Challenge (FTC).

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Maior delegação brasileira da história do mundial, formada por 10 equipes com 106 estudantes, conquistou troféus e foi finalista nas três modalidades da disputa. Evento foi realizado em Houston, nos Estados Unidos. Foto: CNI

Desde 2006 o SESI investe em robótica em sala de aula. Todas as 501 escolas da instituição no Brasil possuem a metodologia no currículo.

Resultados do Brasil no Campeonato Mundial de Robótica 2019

FIRST LEGO League (FLL)
Techmaker (SESI de Blumenau/SC) – 1º lugar em Gracious Profissionalism
Red Rabbit (SESI de Americana/SP) – 1º lugar em Design do Robô
Jedi’s (SESI de Jundiaí/SP) – 2º lugar em Estratégia e Inovação

FIRST Tech Challenge (FTC)
Geartech Canaã (SESI de Goiânia) – foi uma das 6 finalistas do Prêmio Motivação

FIRST Robotics Competition (FRC)
Robonáticos #7565 – campeã Rockie All Star
Octopus #7567 – campeã Rockie All Star

CNI reitera posição contrária ao tabelamento do frete

CNI reitera posição contrária ao tabelamento do frete

Destaque Direito Direito do Consumidor Economia Negócios Notícias Poder Política

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê com preocupação os efeitos que o tabelamento do frete e eventuais indexações de preços podem trazer para a economia e para a livre concorrência.  Para a indústria, fixação de preços mínimos prejudica livre mercado e já trouxe efeitos negativos para a economia e para a recuperação do mercado de trabalho.

Estudo recente da entidade mostrou os impactos negativos trazidos à economia brasileira em 2018 pela política de tabelamento, entre eles a redução do crescimento do PIB em R$ 7,2 bilhões e prejuízos à recuperação do mercado de trabalho. De acordo com a CNI, com menor crescimento da economia, 203 mil postos de trabalho deixaram de ser criados.

“A política de preços mínimos traz distorções para a economia e não representa solução eficaz para os problemas hoje enfrentados por caminhoneiros autônomos”, afirma o presidente da CNI em exercício, Glauco José Côrte.

Diminui a intenção de investimento na indústria, informa pesquisa da CNI

Diminui a intenção de investimento na indústria, informa pesquisa da CNI

Destaque Economia Negócios

Depois de cinco meses consecutivos de alta, o Índice de Intenção de Investimento na indústria caiu 1,2 ponto na comparação com fevereiro e ficou em 55,4 pontos. Mesmo assim, o indicador está 6,5 pontos acima da média histórica que é de 48,9 pontos, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta segunda-feira, 25 de março, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de intenção de investimento varia de zero a cem pontos. Quanto maior o indicador, maior é a disposição dos empresários para investir.

A queda do índice reflete o recuo na confiança dos empresários em relação às perspectivas futuras dos negócios. Todos os indicadores de expectativas caíram entre fevereiro e março. O índice de expectativa sobre a demanda caiu para 59,6 pontos, o de compras de matérias-primas diminuiu para 57 pontos, o de número de empregados recuou para 51,9 pontos e o de quantidade exportada foi para 54 pontos. “Mesmo com o recuo, todos os índices ainda estão distantes dos 50 pontos, ou seja, apontam expectativas de aumento da demanda, das compras de matérias primas, do número de empregados e das exportações nos próximos seis meses”, diz a pesquisa.

ATIVIDADE MODERADA – Além disso, a Sondagem Industrial confirma o fraco ritmo de recuperação da atividade. Em fevereiro, o Índice de evolução da produção ficou em 48,5 pontos. Mesmo abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra que a queda na produção foi menos intensa do que nos meses de fevereiro dos últimos oito anos. “Ressalte-se, contudo, que a ocorrência do carnaval em março, e não em fevereiro, como usual, pode responder, ao menos em parte, por esse resultado”, avalia a CNI.

Na avaliação do economista da CNI Marcelo Azevedo, a aceleração do ritmo de crescimento da economia depende da aprovação das reformas estruturais. “O avanço das reformas deve melhorar o ânimo dos agentes econômicos e estimular a produção, o emprego e o consumo”, afirma Azevedo.

O emprego também diminuiu em fevereiro. O índice de número de empregados ficou em 48,9 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos e dos 49,6 pontos registrados em fevereiro de 2018. Os indicadores de produção e de emprego variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos indicam queda na produção e no emprego.

O nível de estoques subiu e ficou acima do planejado pelos empresários O indicador de nível de estoques em relação ao planejado aumentou para 51,1 pontos, acima dos 49,7 pontos registrados em fevereiro de 2018.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 66% e está 2 pontos percentuais acima do de fevereiro de 2018. A utilização da capacidade instalada está 5 pontos percentuais abaixo da média registrada nos meses de fevereiro entre 2011 e 2014, antes da crise.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 19 de março com 2.016 empresas. Dessas, 822 são pequenas, 714 são médias e 480 são de grande porte.

Fim da recessão econômica ocorrerá com o avanço das reformas, avalia CNI

Para a Confederação, o resultado positivo do PIB do primeiro trimestre deve ser visto com cautela. Somente a melhoria do ambiente de negócios e a garantia do equilíbrio fiscal poderão garantir o crescimento sustentado

O crescimento de 1% registrado no Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre de 2017 é positivo ao dar sinais de que o Brasil pode superar a recessão, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, o crescimento consistente ocorrerá apenas quando o Brasil melhorar o ambiente de negócios e garantir o equilíbrio fiscal de longo prazo. As bases para essa sustentação são a continuidade da queda de juros e o avanço na aprovação das reformas trabalhista e da Previdência. O país não pode parar em função da crise política. É necessário dar condições para que as empresas retomem os investimentos, haja geração de empregos e as famílias brasileiras voltem a consumir.

Medo do desemprego aumenta e é o maior em 17 anos

Medo do desemprego aumenta e é o maior em 17 anos

Economia Negócios Notícias Poder Política

O índice de Medo do Desemprego subiu 1,9% em junho na comparação com março e alcançou 108,5 pontos. É o maior valor desde maio de 1999, quando começou a ser pesquisado. “O maior valor da série, até então, havia sido verificado em maio de 1999, em meio à crise de desvalorização do real”, diz a pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice, que aumentou 4,2% frente a junho do ano passado, está muito distante da média histórica de 89 pontos.

De acordo com a economista da CNI Maria Carolina Marques, o aumento do medo do desemprego indica que a economia terá mais dificuldades para se recuperar. “O Índice do Medo do Desemprego é importante porque antecipa o comportamento de consumo. Uma pessoa com medo de perder o emprego procura guardar dinheiro para se sustentar em caso de demissão e adiar as compras, principalmente as de bens de maior valor, que demandam financiamento. Isso deprime a demanda e acaba prolongando a crise econômica”, afirma Maria Carolina.

A pesquisa da CNI mostra ainda que o Índice de Satisfação com a Vida aumentou 0,8% em junho em relação a março e ficou em 93,2 pontos. No entanto, na comparação com junho de 2015, o indicador teve queda de 2,6% e está abaixo da média histórica que é de 101,3 pontos. “O índice teve uma pequena reação, mas não recuperou a forte retração de 2,8% registrada no trimestre anterior”, avalia Maria Carolina. A pesquisa mostra que o Índice de Satisfação com a Vida de junho é o segundo menor desde 1999, quando começou a série histórica. O menor, de 92,4 pontos, foi registrado em março deste ano.

Esta edição da pesquisa, que é trimestral, ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios de 24 a 27 de junho de 2016.

CNI/Ibope: 39% desaprovam governo Temer; 13% aprovam

CNI/Ibope: 39% desaprovam governo Temer; 13% aprovam

Notícias Poder Política

Com pouco mais de um mês de gestão, o governo do presidente interino Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 39% da população, em junho, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. O levantamento foi divulgado hoje (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na última pesquisa CNI/Ibope que avaliou o governo de Dilma, em março deste ano, 69% dos entrevistados consideram o governo da petista ruim ou péssimo.

O percentual de pessoas que consideram o governo de Michel Temer ótimo ou bom é 13%, contra 10% de Dilma. Já os que avaliam o governo Temer como regular somam 36%. Em março, 19% disseram que o governo de Dilma era regular.

A popularidade do presidente interino é maior que a da presidenta afastada Dilma Rousseff, mas também é negativa. Entre os entrevistados, 31% aprovam a maneira de Temer governar e 53% desaprovam. No caso de Dilma, 82% desaprovavam a maneira dela governar em março de 2016 e 14% aprovavam.

Sobre a confiança, 27% confiam no presidente Temer e 66% não confiam. O índice de confiança de Dilma era de 18%; 80% não confiavam na presidenta afastada.

Temer assumiu o governo em 12 de maio, quando o Senado aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A pesquisa foi feita entre os dias 24 e 27 de julho com 2.002 pessoas, em 141 municípios. A margem de erro é dois pontos percentuais e, segundo a CNI, o grau de confiança da pesquisa é de 95%. (Agência Brasil)

Criação do cargo de ombudsman é fundamental para atrair investimentos para o Brasil, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) espera que o Congresso Nacional aprove o mais rapidamente possível os sete Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) assinados pelo Brasil desde março de 2015. A ratificação dos tratados abrirá espaço para o governo criar a função de ombudsman de investimento, instrumento fundamental para facilitar e acelerar a atração de capital estrangeiro. Tal função se torna ainda mais urgente no atual momento do país: o Brasil caiu da 4ª para a 8ª posição entre os países que mais recebem Investimento Estrangeiro Direto (IED), de acordo com o relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgado nesta terça-feira (21).

O ombudsman de investimento está previsto nos acordos assinados pelo Brasil. Quando for criado, ele atuará como um mediador entre o governo e os empresários que querem investir ou ampliar seus recursos no país. O cargo foi inspirado no modelo sul-coreano: no país asiático, o ombudsman é ligado diretamente ao presidente da República, atende aos investidores estrangeiros e, apenas em 2015, recebeu quase 500 reclamações. Em mais de 90% dos casos deu retorno considerado satisfatório pelo empresariado, um percentual que os sul-coreanos fazem questão de ressaltar que mantêm desde 2007. Na Coreia do Sul, o ombudsman apresenta aos demais ministros as demandas do setor privado estrangeiro e, em sete dias, consegue dizer se haverá alteração das regras ou dar um retorno ao investidor sobre as limitações regulatórias, que o impedem de avançar.

A CNI entende que também é necessário celebrar novos ACFIs com os sócios do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, com economias desenvolvidas, em especial o Japão, e parceiros africanos. “Os ACFIs são um instrumento adequado para aumentar a proteção jurídica aos investimentos dos dois lados, além de facilitar e dar transparência às informações e melhorar o apoio governamental às empresas investidoras”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

AGENDA INTERNACIONAL – Os ACFIs constam como uma das prioridades para o país impulsionar o comércio exterior, de acordo com a Agenda Internacional da indústria, elaborada pela CNI. Acesse o documento.

Pesquisa CNT: só 11% dizem aprovar o governo Temer. Antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% dizem discordar

Pesquisa CNT: só 11% dizem aprovar o governo Temer. Antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% dizem discordar

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Pesquisa CNT/MDA divulgada hoje mostra que 11,3% dos brasileiros dizem avaliar positivamente e 28% negativamente o governo interino do presidente Michel Temer. Para 30,2% dos entrevistados, o atual governo é regular, enquanto 30,5% dizem não saber opinar. No que se refere ao desempenho pessoal do presidente, 40,4% desaprovaram, e 33,8% aprovaram. Na comparação entre os governos Temer e Dilma Rousseff, 54,8% dos entrevistados disseram que os governos estão iguais e que não percebem nenhuma mudança no país desde que Temer assumiu interinamente o governo. Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% dizem que a situação piorou.

A pesquisa revela que, para 46,6% dos brasileiros, a corrupção no governo Temer vai ser igual à ocorrida no governo Dilma. Ainda segundo a CNT, 28,3% entendem que ela vai ser menor; enquanto 18,6% ainda maior.

A CNT perguntou o que o brasileiro pensa em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff: 62,4% dos entrevistados consideraram correta a decisão pelo afastamento e 33% avaliaram como um erro. Enquanto 61,5% dizem que o processo foi legítimo, 33,3% entendem que foi ilegítimo. Para 68,2%, Dilma vai ser cassada e Temer permanece no cargo, 25,3% preveem que Dilma reassuma o cargo.

Apesar de o impeachment ter sido motivado pelos atrasos nos repasses a bancos públicos para pagamento de benefício sociais feitos pelo governo Dilma, por meio das chamadas pedaladas fiscais, 44,1% dos entrevistados dizem que o motivo do afastamento é a corrupção no governo federal; e 37,3% dizem que o motivo é a tentativa de obstrução da Lava Jato. Apenas 33,2% citaram as pedaladas fiscais como o motivo.

A pesquisa revela que 89,3% das pessoas dizem ter acompanhado ou ter ouvido falar da Lava Jato. Deste total, 66,9% consideraram Dilma culpada pela corrupção que está sendo investigada (o que corresponde a 59,7% da população). Também dentro do percentual de pessoas que se disseram informadas sobre a Lava Jato, 71,4% entendem que o ex-presidente Lula é culpado (o que corresponde a 63,7% do total de pessoas pesquisadas).

A antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% dizem discordar.

A pesquisa perguntou sobre as ações consideradas prioritárias pela população e 57% responderam que o mais importante é gerar empregos. Em segundo lugar, veio como mais importante a melhoria da saúde, que deve ser prioridade em termos de ações governamentais para 41,4% dos entrevistados. O combate à corrupção é o que deve ser priorizado para 30,6% das pessoas consultadas pela pesquisa. A melhoria dos resultados da economia é prioridade para 24,7%; e a redução de gastos do governo, para 15,5%. Em seguida, apareceram como prioridades a melhoria da segurança (14,8%) e as reformas necessárias ao Estado (6,8%). (Agência Brasil)

Manutenção da Selic dificultará recuperação econômica, aponta CNI. Comunicado da entidade diz que a taxa em 14,25% ao ano restringirá o crédito às empresas

Manutenção da Selic dificultará recuperação econômica, aponta CNI. Comunicado da entidade diz que a taxa em 14,25% ao ano restringirá o crédito às empresas

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A manutenção dos juros básicos no maior nível em quase dez anos dificultará a recuperação da economia, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em comunicado, a entidade informou que a taxa Selic em 14,25% ao ano restringirá o crédito às empresas no segundo ano seguido de recessão.

Para a confederação, a autoridade monetária poderia aproveitar o agravamento da crise econômica, que diminui a produção e o consumo, e a queda do dólar para cortar os juros básicos. “Na avaliação da indústria, a decisão do Banco Central provavelmente reflete o ambiente de incerteza política que domina a economia. Isso porque o aprofundamento da recessão, a valorização do real frente ao dólar e a desaceleração da inflação justificariam o início do processo de queda dos juros”, destacou a nota.

A CNI pediu rigor com o ajuste fiscal para acelerar a convergência da inflação oficial para a meta, cujo teto está em 6,5% neste ano. “O controle sustentado dos preços e a consequente convergência da inflação para a meta depende da combinação da política monetária com uma política fiscal austera. A concretização do ajuste fiscal efetivo ajudará a controlar a demanda e restabelecer a confiança dos agentes econômicos, afastando o risco de uma trajetória insustentável da dívida pública”, concluiu o comunicado. (Agência Brasil)

Entidades dizem que governo Dilma “não tem legitimidade” para aumentar impostos

Entidades dizem que governo Dilma “não tem legitimidade” para aumentar impostos

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Um manifesto contra a criação ou aumento de tributos foi lançado hoje (19) pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional de Saúde (CNS), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). As entidades pedem o “cumprimento dos compromissos do governo apresentados pela Presidente da República em seu programa de campanha eleitoral”.

As instituições alegam que o aumento da carga tributária ou a criação de tributos não foram tratados durante a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. “Falta legitimidade política para a Presidência da República propor medidas que aumentem a carga tributária no Brasil, seja criando a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] ou aumentando a alíquotas dos tributos existentes”, diz o texto.

O manifestado é lançado em meio à expectativa de votação, no Congresso Nacional, da proposta do governo de recriação da CPMF. O tributo, conhecido como imposto do cheque, foi extinto em 2007. No Orçamento Geral da União de 2016, o governo prevê a arrecadação de pelo menos R$ 10,3 bilhões com a CPMF.

Para as instituições que assinam o manifesto, o equilíbrio das contas públicas “será encontrado com os cortes de despesas e com o incremento da atividade econômica, com a redução dos juros e o estímulo à atividade produtiva”. O grupo diz que a manutenção de empregos deve ser prioridade do governo e que o aumento da carga tributária não contribui para que este propósito seja alcançado.

Segundo o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo.

“Está na hora do Estado usar com eficiência os recursos que arrecada e não criar ou aumentar tributos. A OAB se coloca contra este tipo de ação por parte do governo da presidente Dilma”, afirmou. “É chegada a hora de cortar despesas e não de sufocar o crescimento econômico da nação”.

No texto, OAB, CNI e demais entidades convocam a sociedade e as forças políticas do país a “pronunciarem um rotundo não a qualquer aumento da carga tributária no Brasil”.

Governo

Procurada, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República ainda não comentou o manifesto. Já o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), ao sair de reunião no Palácio do Planalto, disse que a “preocupação da OAB e da CNI é legítima” e precisa ser ouvida pelo governo.

Segundo Teixeira, a criação de novos tributos “tem que ser pensada no contexto do debate de uma reforma que pode, inclusive, rever outros impostos”. O deputado se reuniu nessa tarde com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, para pedir que o governo trabalhe pela aprovação do projeto que tributa grandes fortunas.

“Se for necessário criar imposto, que não se aumente o conjunto da carga tributária. Você pode fazer compensações em outros impostos”, ponderou o vice-líder do governo. (Agência Brasil – Foto:Foto Lula Marques/Agência PT)