Eleições 2016: Gasparotto vai ser candidato a vereador em Porto Alegre

Eleições 2016: Gasparotto vai ser candidato a vereador em Porto Alegre

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O mais conhecido colunista social do Rio Grande do Sul decidiu mesmo ser candidato a vereador em Porto Alegre.O assunto ocupa faz algum tempo blogs e colunas de jornais. Pois em 2016, o Cidadão Emérito de Porto Alegre, jornalista Paulo Raymundo Gasparotto, poderá ser votado e eleito. Antes de se decidir Gasaparotto fez uma “consulta informal” via perfil do Facebook.

Independentemente do veículo em que trabalhou, Gasparotto sempre imprimiu sua personalidade nas colunas que escreve, deixando a indelével marca de seu bom gosto, de suas convicções políticas e de suas posições firmes. Em meio ás notícias sobre festas, casamentos e badalações, ele preserva espaço para dicas culturais, alfinetadas políticas e pitadas de cultura e conhecimento.

13012744_984700201613222_3609385674940709373_nCom passagens pelas faculdades de Ciências Sociais e Direito, foi na prática do Jornalismo que ele encontrou sua vocação. A carreira teve início na TV Piratini, aos 24 anos de idade. Entre 1965 e 1978 ele se dedicou ao colunismo social no jornal Zero Hora. Passou pelo Correio do Povo e retornou à ZH em 1980 onde ficou até 2001. Hoje, é colunista do Jornal O Sul.

Além da atividade jornalística, Paulo Gasparotto é um homem dedicado às artes e às antigüidades. Leiloeiro disputado no Estado, ele desenvolveu seu apego à preservação das obras de arte, móveis e peças de decoração quando conseguiu resgatar um livro de mapas após o incêndio de uma livraria e passou a emoldurar os mapas que considerava interessantes.

A Ecologia é um capítulo à parte em sua formação. Sempre ligado à natureza, sua residência no bairro Farroupilha é um oásis repleto de vegetação e alguns animais a quem ele dedica especial atenção. Nesta entrevista ao programa Trajetórias, que encontrei via Google, ele disse a jornalista Tatiana Rockenbach que gostaria de ser jardineiro. Gasparotto tem cerca de 50 anos de jornalismo ininterruptos e é uma personalidade das mais cultas e elegantes da cidade. Defensor dos animais e meio ambiente, estas devem ser bandeiras da sua candidatura. Simpatizante do PT por muito tempo, ele no entanto irá se candidatar por outro partido.

“Sobre a legenda? Bem, quem me conhece há mais tempo sabe que já tive meus momentos de utopia. Mas o mundo evoluiu, e o papel do agente público também deve acompanhar este movimento à frente. Acredito no conceito de um estado mais moderno, enxuto e focado nas questões estratégicas. Pela identificação de ideias, minha escolha foi o PSDB.”  (Felipe Vieira com Facebook, e site Encontros com o Professor)

Moisés Mendes deixa Zero hora

Moisés Mendes deixa Zero hora

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O jornalista Moisés Mendes anunciou hoje que está deixando o jornal Zero Hora. Nesta sexta-feira ele enviou um e-mail a amigos e leitores explicando os motivos da saída: “Solicitei meu afastamento em 29 de fevereiro, dias após ter sido informado de que a Zero juntaria as edições de sábado e domingo em uma superedição com o melhor de ZH. Eu deixaria de escrever no espaço que ocupava no domingo e seria mantido como articulista em outros três dias da semana.

Moisés ocupava espaço na edição dominical desde o final de 2014

No final de 2014, o jornalista já havia pedido demissão, após o anuncio de mudanças entre colunistas. Daquela vez o motivo foi a comunicação que Moisés deixaria de escrever no espaço que compartilhava Paulo Sant’Ana. Ele ocupava a penúltima página nas edições de terças e sextas. Moisés, pediu demissão, mas foi demovido de sua ideia em função do apelo de leitores e colegas de redação. Naquela época ele disse ao blog Jornalistas/RS: “Fiquei comovido, não imaginava que teria tanto apoio. Agora tenho uma responsabilidade ainda maior com o leitor”. Da minha parte quero agradecer ao Moisés, na década de 90, quando foi editor de Economia de ZH abriu amplos espaços para reportagens que produzi para a Rádio Gaúcha. Ouvinte atento do Rádio e sem que o jornal tivesse coberto o assunto me chamava junto com a Bela Hammes e mandava eu baixar o texto. depois eles corrigiam os erros de pontuação e gramática e estampavam no jornal. O ápice foi uma manchete principal de capa na cobertura da privatização da Aços Finos Piratini, hoje Gerdau.
Moisés tinha grande admiração de parte dos leitores de Zero Hora. Em um de seus textos de maior repercussão, QUEM TEM MEDO DE BOLSONARO?  Recebeu elogios de Tarso Genro, ainda exercendo o cargo Governador do RS. Após ler o texto, Tarso publicou em suas redes sociais: “Artigo de Moisés Mendes sobre Bolsonaro, na ZH de hoje, dignifica o jornalismo de opinião. Orgulha todos os que são democratas e humanistas. Defendi, quando era Ministro da Justiça, que não era preciso mudar a Lei da Anistia, para punir quem torturou, matou e estuprou. Bastaria o Supremo dizer que esta mesma Lei da Anistia não se aplica a estes crimes, que não podem ser compreendidos como crimes políticos. A discussão foi distorcida por setores da mídia, cúmplices do Regime, como se quiséssemos mudar a lei para agredir as instituições militares e, assim, intimidar os que defendem a punição, na verdade, de crimes hediondos ou comuns mesmo dentro do direito formal do próprio regime. Hoje, o STF passa a reconhecer que Lei da Anistia deve ter nova interpretação, não para julgar instituições, mas indivíduos criminosos.”

Confira na íntegra a mensagem que Moisés Mendes enviou a amigos e leitores, na manhã desta sexta-feira, explicando sua saída da Zero.

Agradecimento
Esse e-mail é para agradecer pelo convívio, no momento em que comunico meu desligamento de Zero Hora. Agradeço a leitura, o reconhecimento e a crítica, nesses 27 anos em que atuei em muitas áreas do jornal.
Solicitei meu afastamento em 29 de fevereiro, dias após ter sido informado de que a Zero juntaria as edições de sábado e domingo em uma superedição com o melhor de ZH. Eu deixaria de escrever no espaço que ocupava no domingo e seria mantido como articulista em outros três dias da semana.
É óbvio que tais deliberações são da natureza e das prerrogativas de qualquer comando em qualquer atividade. Mas ainda tentei defender minha permanência na edição nobre do jornal, certo de que o espaço não era meu, mas do leitor de ZH. Não obtive êxito, procurei entender o contexto da decisão tomada pela direção e optei por sair. Aprendemos, nas mais variadas situações, que é preciso saber a hora de ir embora.
Faço esse breve esclarecimento porque só agora, após minhas férias, foi formalizada minha saída. Os que me acompanharam e contribuíram para o meu trabalho merecem pelo menos uma despedida.
Obrigado pelos questionamentos, pelos alertas e até pela total discordância com o que escrevo. Sempre acolhi com respeito as observações de quem me lê e continuarei defendendo com radicalidade, como obrigação de jornalista, a ampla liberdade de expressão.
Pluralidade, diversidade e livre circulação de ideias, no jornalismo e em todas as áreas que contribuem para a propagação de informações e de opiniões, não podem ser meros recursos mercadológicos. Somente serão efetivas se estiverem a serviço do debate, dos avanços civilizatórios e da democracia.
Abraço
Moisés Mendes
(Aos que perguntarem, não tenho nenhum projeto no momento. Este é meu e-mail pessoal, que ofereço aos leitores e amigos sem restrições).

12884594_1734198536799142_1091046480_nEm uma breve nota publicada, na página 4, da edição de hoje(25.03.2016), o vice-presidente editorial da RBS, Marcelo Rech trata do assunto, lamentando a decisão em caráter pessoal da saída do profissional com 27 anos de casa. Rech garante ainda que: “Zero Hora convidará articulistas de perfil similar ao de Moisés para colaborar com colunas e comentários que mantenham a diversidade de opiniões que caracteriza o jornal.