Grendene tem lucro líquido ajustado de R$ 603 milhões, crescimento de 22,1% em 2015

Grendene tem lucro líquido ajustado de R$ 603 milhões, crescimento de 22,1% em 2015

Economia Negócios Notícias

A Grendene – uma das maiores fabricantes mundiais de calçados – mesmo com queda de 1,4% na receita líquida registrou lucro operacional (EBIT) ajustado de R$ 454,7 milhões, crescimento de 13,7% versus o ano anterior. As margens apresentaram variações positivas de 2,5 p.p. (Bruta), 2,8 p.p. (Ebit), 3,0 p.p. (Ebitda), e 5,3 p.p. (Líquida).

De acordo com Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene (foto), estes resultados devem ser analisados tendo em mente que a empresa estima que o consumo de calçados no Brasil teve queda entre 8% e 10% e a Grendene apresentou uma queda no volume de pares vendidos de 12%, tanto no mercado interno como nas exportações – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita líquida de 1,4%.

De fato, o ambiente econômico não favoreceu as empresas em 2015 e piorou no 4T15, segundo o diretor, quando a Grendene registrou R$ 674,9 milhões de receita líquida, resultado 8,9% menor do que o mesmo período de 2014. O EBIT do trimestre também apresentou leve recuo de 1,8% e foi de R$ 171,1 milhões. Ainda assim, houve melhora no lucro líquido de 22,7%, que chegou a R$ 240,3 milhões. Os resultados também apresentaram avanços nas margens Bruta, Ebit, Ebitda e Líquida, com alta de 1,8 p.p., 1,9 p.p., 1,9 p.p., e 9,1 p.p, respectivamente.

O mercado externo segue contribuindo para os bons resultados e a Grendene se manteve na liderança das exportações do setor pelo 13º ano consecutivo, com 37% do volume total de pares de calçados brasileiros exportados (45,9 milhões de pares).

Francisco Schmitt ressalva que todos os números nas análises da empresa foram ajustados com a exclusão dos efeitos provocados pelos prejuízos e perdas no investimento na controlada A3NP (controlada no setor de móveis) nos resultados da Grendene, que são não recorrentes, no valor total de R$ 52 milhões reconhecidos no ano de 2015.

Esta exclusão dos efeitos para análise do desempenho da Grendene decorre da decisão da Companhia em não fazer novos investimentos neste negócio, excetos os que sejam necessários para vender sua participação ou encerrar as atividades desta controlada.

No setor de calçados, segundo o diretor da Grendene, a empresa vem buscando com muito esforço e criatividade adaptar-se às condições adversas de mercado e mostra bastante flexibilidade ao obter resultados crescentes, ainda que enfrentando a conjuntura desfavorável no País. “Continuamos batendo recordes de produtividade e controlando os custos e despesas de forma a nos tornarmos cada dia mais eficientes”, declara Schmitt.

O executivo avalia que em 2016 o aumento de margens terá que vir do aumento na produtividade e racionalização de custos uma vez que do aumento de volumes será difícil. Nos últimos seis anos, o consumo aparente de calçados no Brasil caiu 1,6% a.a. (CAGR) ao passo que a Grendene cresceu suas vendas em número de pares em 3,2% a.a. (CAGR) superando o mercado e apresentando importantes ganhos no market share em todas as linhas que atua.

Por outro lado, no mercado externo, favorecido por taxas de câmbio melhores, a estratégia de fugir da exportação de “commodities” vem dando certo, observa Schmitt. A empresa cresce com boas margens e com a desvalorização da moeda brasileira as exportações contribuíram para o resultado com margens melhores, o que deve continuar.

“No mercado interno, o desejo dos consumidores pelos produtos da Grendene não diminuiu, mas seu poder de compra sim”, avalia o diretor da Grendene. Desta forma, o desafio será continuar a atender às expectativas dos consumidores com produtos que caibam em seu orçamento.

Para o executivo, a Grendene enfrentará o cenário que se apresenta como sempre fez, com determinação, coragem e lucidez, obtendo resultados fortes como é de hábito. A empresa deve reforçar a execução da sua estratégia em 2016 com especial atenção ao crescimento de market share e manutenção de margens, melhorando a comunicação com o mercado, entendendo as necessidades dos canais de distribuição, inovando em produtos, reforçando suas marcas com marketing agressivo por meio de múltiplas mídias e buscando a excelência na operação através das melhorias contínuas. O objetivo é reforçar o relacionamento com os clientes e atender de uma forma cada vez mais focada as suas necessidades. A Companhia entende que a remuneração dos acionistas depende disto.

Por estas razões, apesar do grande pessimismo que se verifica no noticiário, a empresa manteve suas metas traçadas em 2008, para o período 2008 a 2018, que até 2015 foram razoavelmente atingidas e sua política de pagamento trimestral de dividendos declarando adicionalmente ao valor já distribuído durante o ano de 2015, como dividendos antecipados de R$ 165 milhões, o valor de R$ 110 milhões a ser pago em abril de 2016, sendo que destes R$ 100 milhões brutos como juros sobre capital próprio, totalizando o valor de R$ 275 milhões de dividendos no ano de 2015.

Metas para o período de 2008-2018:

· Crescimento da receita bruta a uma taxa composta média (CAGR) entre 8% e 12%.

· Crescimento do lucro líquido a uma taxa média composta (CAGR) entre 12% e 15%.

· A Grendene tem por objetivo manter neste período as despesas de propaganda e publicidade em média entre 8% a 10% de receita líquida.

Sicredi fecha 2015 com saldo positivo no Rio Grande do Sul e projeta expansão para 2016

Sicredi fecha 2015 com saldo positivo no Rio Grande do Sul e projeta expansão para 2016

Economia Negócios Notícias Poder Política

O Sicredi encerrou 2015, no Rio Grande do Sul, com um cenário diferenciado da realidade atual da economia brasileira. A operação acumulada do ano fechou com saldo positivo, somando ativos totais administrados acima de R$ 26,350 bilhões, que representam 21,59% de crescimento sobre igual período de 2014. A instituição cooperativa vislumbra perspectivas de muito trabalho para 2016, com cautela, mas otimista. “Justamente em situações onde a economia mostra dificuldades é que deveremos ter olhos para perceber as oportunidades. Ou saber cria-las. É importante que nesse período de recessão econômica, se faça a leitura correta do mercado e não se generalize perdas e retrações, justamente para não se gerar crise onde ela não se instalou”, ressalta o diretor executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld. As sobras totais (distribuída aos associados no final de cada ano fiscal) somaram mais de R$ 754,544 milhões, tendo crescido 67,39 % sobre o ano passado.

Por essas razões, que o dirigente aponta que as oportunidades de expandir em 2016 são reais e viáveis. Fruto do perfil empreendedor do Sicredi que, segundo ele, vem da sua capacidade de adaptação nas dificuldades, e do planejamento rigoroso de cada processo de crescimento. “Não há mágica. Há muito trabalho e um entendimento das cooperativas e associados para se engajarem na preservação da integridade do negócio, na qual eles são os donos. Essa é a fórmula assertiva do Sicredi para conseguir manter crescimento e desempenho positivos frente as adversidades econômicas que o mercado passa atualmente”, pondera Seefeld.

E nesta lógica, as 39 cooperativas do Rio Grande do Sul filiadas ao Sistema Sicredi, que possuem 574 pontos de atendimento com cobertura em 452 municípios (92%), obtiveram aumento de 5,41% no número de associados Pessoa Física e 6,74% em Pessoa Jurídica somando mais de 1,508 milhão de associados.

O patrimônio líquido ficou acima dos R$ 3,928 bilhões, representando uma evolução de 21,38% sobre o ano passado. Os depósitos totais cresceram 17,78%, somando mais de R$ 12,263 bilhões (com share de 16,8%). E na carteira de poupança a evolução foi de 22,06%, apresentando mais de R$ 2,744 bilhões (e share de 5,09%). Já nas operações de crédito totais o avanço foi de 6,77%, totalizando mais de R$ 13,386 bilhões (share de 8,01%).

Conheça algumas das razões do Sicredi ter crescido no RS em 2015:

– Consolidação do desenvolvimento das 39 cooperativas filiadas no RS nas suas áreas de cobertura, que deflagrou crescimento e expansão no Rio Grande do Sul;

– Intensificação do relacionamento e de parcerias estratégicas com as Cadeias Produtivas de vários segmentos do RS;

– Investimento direto com foco na capacitação dos associados, em parceria com o Sebrae/RS e com o Banco Central, para implantação de formação continuada e cursos de educação financeira;

– Processo contínuo de construção do relacionamento direto com as comunidades tendo como cerne os sete princípios do cooperativos.

 

RESUMO Sicredi no Rio Grande do Sul:

 

CATEGORIA DESEMPENHO CRESCIMENTO PREVISÃO 2016
Poupança R$ 2,744 bilhões(share de 5,09%) 22,06% 19,10%
Associados 1,508 milhão PF 5,41% e PJ 6,74% 4,22%
Patrimônio Líquido R$ 3,928 bilhões 21,38% 16,7%
Ativos Totais ADM R$ 26,350 bilhões 21,59% 9,57%
Crédito Total + Financiamento RURAL R$ 13,386 bilhões(share de 8,01%) 6,77% 8,82%
Depósitos Totais R$ 12,263 bilhões(share de 16,80%) 17,78% 11,74%
Sobras R$ 754,544 milhões 67,39%%
Unidades de Atendimento Inauguraram 10 UAs novas PREVISTAS17 novas UAs

 

RESUMO NACIONAL

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3,2 milhões de associados e 1.394 pontos de atendimentos, em 11 Estados do País*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 95 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais regionais, acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

  • Mais de 3,2 milhões de associados |cresceu 7,9%
  • R$ 52,6 bilhões de ativos totais | cresceu 14,2%
  • R$ 30,6 bilhões em operações de crédito total | cresceu 10,1%
  • R$ 8,1 bilhões de patrimônio líquido | cresceu 21,1%
  • 18,8 mil colaboradores
  • São 95 cooperativas no Brasil
  • 1.394 pontos de atendimento | foram 60 novos pontos abertos em 2015
  • R$ 1,442 bilhão em sobras | cresceu 14,1%

(Dados Base/Dez 2015)

 

Aumenta número de postos de trabalho na construção e serviços na Região Metropolitana de Porto Alegre

Aumenta número de postos de trabalho na construção e serviços na Região Metropolitana de Porto Alegre

Cidade Economia Notícias Poder Política

Novembro registrou aumento no número de postos de trabalho nos setores de serviços (1%: mais 9 mil) e construção (0,8%). Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA), divulgada na manhã desta terça-feira (22), na sede da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), pela coordenadora da pesquisa na FGTAS, Michele Bohnert. A coordenadora da pesquisa na Fundação de Economia e Estatística (FEE), Iracema Castelo Branco, ressalta que 2015 tem sido um ano atípico, marcado pela recessão econômica e a crise política. “Apesar de ser um período caracterizado pela contratação de temporários, o mês de novembro foi desfavorável em comparação ao mesmo período de 2014, contabilizando uma redução de 49 mil trabalhadores”. Ela explica que a queda nas vendas e na ocupação no comércio também pode ser relacionada à massa de rendimentos, ou seja, ao montante de renda do total de ocupados, que reduziu – 3,6% em comparação à setembro e 10,8% ao mesmo período de 2014.

Por outro lado, houve redução no número de postos de trabalho nos setores de indústria de transformação (menos 9 mil ocupados ou -3,3%) e no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 14 mil ou -4,4%). A taxa de desemprego foi estimada em 10,2% da População Economicamente Ativa (PEA) no período, que representa 189 mil pessoas.

Com relação à posição na ocupação, apenas o segmento de empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais apresentou crescimento (mais 4 mil ou 2,2%). Em novembro, houve redução do emprego assalariado (menos 7 mil empregos ou -0,6%), do nível ocupacional dos trabalhadores autônomos (menos 14 mil indivíduos ou -6,4%) e dos empregados domésticos (menos 1 mil empregos ou -1,2%). No setor privado, ocorreu retração no assalariamento com carteira assinada (menos 5 mil empregos ou -0,6%) e no sem carteira assinada (menos 6 mil empregos ou -7,1%).

Em outubro, os rendimentos médios reais passaram a corresponder a R$ 1.825 para ocupados, R$ 1.775 para assalariados e R$ 1.520 para trabalhadores autônomos.

A apresentação da PED-RMPA contou com a presença do diretor-administrativo da FGTAS, Gilberto Francisco Baldasso. A pesquisa é desenvolvida pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão vinculado à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), em parceria com a Secretaria do Planejamento, via Fundação de Economia e Estatística (FEE), em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Fundação Seade de São Paulo. Conta com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e recursos financeiros do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). (Foto: Alex Rocha/Palácio Piratini)

Poker supera crise e cresce 30% até aqui em 2015. Empresa prepara lançamento de livro comemorativo dos 30 anos

Poker supera crise e cresce 30% até aqui em 2015. Empresa prepara lançamento de livro comemorativo dos 30 anos

Comunicação Negócios Notícias Publicidade Saúde

A Poker, empresa gaúcha de material esportivo, com mais de dez linhas de produtos, comemora ( até setembro) um aumento de 30% nas vendas com relação ao mesmo período do ano passado. Segundo um dos sócio-diretores da marca, Rogério Cauduro, o grupo acaba de se reunir em Canela, na serra gaúcha , onde analisou um planejamento estratégico que prevê ações até 2018. “Considero nossa empresa de média a pequena, com faturamento de 50 milhões por ano, por isso temos agilidade para responder rapidamente à crise”, afirma. “Estamos baseados em três pilares que, acredito, fazem a diferença no nosso negócio : produto de qualidade, solidez financeira e investimento em pessoas”, complementa Rogério.

Com grande atuação no mercado nacional e internacional, a empresa completa 30 anos em 2016 com mais de 3.000 clientes e 400 colaboradores que fazem parte das 14 unidades de produção.

Sempre em movimento. Este é o princípio da Poker, marca de artigos esportivos do Grupo Cauduro. Uma marca em constante evolução, sempre em busca das mais modernas tecnologias e materiais para a prática esportiva. De 2006 pra cá, é líder de mercado no segmento luvas para goleiros no Brasil. Com a ajuda de profissionais renomados como Rogério Ceni, do São Paulo, desenvolve o material de acordo com as necessidades específicas dos atletas. Para 2016, a ideia é intensificar a atuação em outras modalidades esportivas, como natação, bike e fitness. “Queremos falar com os atletas, atendê-los de forma exemplar”, ressalta Rogério Cauduro.

Como a Poker encarou as gigantes estrangeiras e conquistou a liderança do mercado esportivo de goleiros estará em breve no livro de 20 capítulos que vai contar a história dos 30 anos da empresa localizada em Montenegro, todos os percalços e conquistas. O lançamento será no dia 16 de novembro, a partir das 19h no Centro de Eventos CIEE ( sala 03), em Porto Alegre.  A foto que ilustra esta página é de João Castellano e faz parte de uma reportagem da IstoÉ Dinheiro, que conta um pouco da  bonita história da Poker.

Sicredi registra crescimento da carteira de Poupança no RS e SC

Sicredi registra crescimento da carteira de Poupança no RS e SC

Economia Negócios Notícias

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Sicredi vem registrando crescimento desde o início do ano. O desempenho total da caderneta de poupança do Sicredi de janeiro a setembro de 2015 foi maior que o registrado em igual período na operação de 2014 e também na comparação com o desempenho médio do mercado, somando a captação geral das 42 cooperativas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O saldo de poupança em carteira, no fechamento de setembro, totalizou mais de R$ 2,8 bilhões, tendo um incremento de R$ 463 milhões, o que significa que o Sicredi cresceu +19,9 % no período.

O incremento nesses nove meses é 38,8% maior que o registrado no mesmo período de 2014. “Estamos trabalhando com foco nos associados para manter nosso crescimento e contrapor o cenário de saídas líquidas registrada na poupança pelo mercado, conforme comunicou o Banco Central. Este desempenho é o reflexo do engajamento e do trabalho desenvolvido pelas nossas cooperativas junto aos associados”, afirma o diretor executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld(foto).

Para o diretor, o grande diferencial da poupança do Sicredi é a sua relação direta com o desenvolvimento que gera, isto porque, os recursos alocados ficam nas comunidades, são catados e reinvestidos nas localidades onde o Sicredi está presente. “Além de reforçar nossa credibilidade e mostrar a solidez do nosso empreendimento, a carteira de poupança nos possibilita viabilizar o financiamento do agronegócio, por exemplo”. Seefeld explica que o grande desafio estratégico do Sicredi é o fortalecimento da captação em poupança para o custeio do crédito rural, e para novas oportunidades de financiar projetos e atividades dos associados.