Ex-deputado estadual Carlos Araújo ataca tese de eleições em 2016 e fala em desrespeito com Dilma

Ex-deputado estadual Carlos Araújo ataca tese de eleições em 2016 e fala em desrespeito com Dilma

Comunicação Notícias Poder Política
Ex-marido da presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-deputado estadual do PDT Carlos Araújo declarou, nesta terça-feira, discordar da realização de novas eleições, tese que passou a ser defendida por parte da oposição ao governo. Araújo foi entrevistado pelos jornalistas Taline Oppitz e Juremir Machado, no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Para ele, a oposição está dividida. “Parte das forças conservadoras defende o impeachment sob qualquer argumento. Outra quer o poder, mas pensa nas consequências políticas do impeachment sem justa comprovação de crime. Em meio a esta divisão surge como nova a tese de realização de eleições gerais. Discordo dela, pois seria um desrespeito com a decisão popular”, analisou o ex-deputado.

Araújo acrescentou que a livre expressão também deve ser respeitada: “Quem discorda de um governo deve reclamar, sacudir a poeira para ser ouvido, mas não pode tentar derrubar um governo eleito pela força, porque daí é golpe”.

Para o ex-deputado pedetista, o avanço de “forças conservadoras”, como Araújo descreveu, deve-se em grande parte à incapacidade do PT em criar alternativa capaz de contemplar os interesses da sociedade, em sua amplitude. “O PT não soube conduzir uma nova aliança de classes”, criticou.

Araújo manifesta, ainda, forte preocupação com a tensão social provocada pela atual situação política. “Estou preocupado demais, porque os ânimos estão muito acirrados na sociedade. Posicionamento político está separando pessoas numa mesma família, causando tensão no trabalho e na escola. Há muita violência verbal. Espero que a gente tenha uma resposta democrática para isso”, concluiu. (Correio do Povo e Rádio Guaíba)

Lasier Martins responde críticas ao seu trabalho no Senado

Notícias Poder Política

 

Entrevistei hoje no Agora/Rádio Guaíba, o Senador Lasier Martins(PDT/RS). Ele respondeu a crítica feita pelo ouvinte Joacir Talasca, ao trabalho que realiza no Parlamento. Segundo Lasier, mesmo em seu primeiro ano de mandato, a atuação foi intensa. Ele falou sobre o que fez, respondeu perguntas sobre projetos, impeachment de Dilma, Operação Zelotes, outros assuntos e críticas de outros ouvintes da Guaíba.

 

 

Exclusivo: Ministro do Supremo critica Congresso por entrar em recesso sem definir processo de impeachment de Dilma

Direito Entrevistas Notícias Poder Política

Entrevistei hoje(16.12.15) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. Para ele não há lógica que o Congresso Nacional entre em recesso (até 02 de fevereiro) sem votar o rito do julgamento do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, enquanto o país vive um contexto de paralisação e insegurança. Disse ter tomado conhecimento pela imprensa que o voto do relator, o colega Luiz Edison Facchin, sobre a definição do tema, que será apresentado hoje à tarde, tem cem folhas. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o ministro destacou que não imaginava um voto tão extenso, pois há outros processos aguardando no pregão.

Para Mello, não dá para continuar com ao total falta de diálogo entre o Executivo nacional e o Legislativo, enquanto a crise financeira do país se aprofunda, prejudicando a vida do cidadão. Disse que seria ideal que a prestação de contas do processo fosse feita hoje, mas disse não acreditar na celeridade do rito.

O ministro do STF disse que são oito ou nove temas a serem discutidos nesse julgamento e cada integrante da corte poderia se debruçar sobre um tópico, que seria avaliado a partir do poder de síntese a cada um. Para ele, o ideal seria entregar a prestação jurisdicional ainda hoje, mas o período ainda pode ser estendido até amanhã, em sessões extraordinárias, sem prejuízo ao andamento do processo. Mello afirmou que o objetivo é encerrar o trabalho antes do recesso do Judiciário.