Delegados querem coordenadora da Lava Jato no comando da Polícia Federal. Ela é um dos nomes que compõem a lista tríplice a ser encaminhada ao presidente da República interino, Michel Temer, pela Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal

Delegados querem coordenadora da Lava Jato no comando da Polícia Federal. Ela é um dos nomes que compõem a lista tríplice a ser encaminhada ao presidente da República interino, Michel Temer, pela Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal

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A delegada Erika Mialik Marena, responsável por coordenar as investigações da Operação Lava Jato na Polícia Federal (PF) de Curitiba, foi a mais votada pelos delegados da PF para assumir a direção da entidade. Ela é um dos nomes que compõem a lista tríplice a ser encaminhada ao presidente da República interino, Michel Temer, pela Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF), que organizou a votação.

Atualmente, a nomeação para o cargo é uma atribuição do presidente da República, mas a ADPF sustenta que a escolha por meio da lista tríplice, mesma prática adotada na seleção do procurador-geral da República, é o modo mais seguro de garantir gestão técnica e autonomia à Polícia Federal.

Por meio da PEC 412/2009, que que vai ter parecer votado ainda hoje pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), os delegados querem que a lista tríplice se torne lei. A ADPF defende também um mandato de três anos para o diretor-geral, renovável apenas uma vez por igual período, de modo a impedir que o ocupante do cargo seja destituído de forma intempestiva.

O atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello, está no cargo desde o início de 2011, ainda no primeiro mandato da presidente afastada Dilma Rousseff, e deixa o posto após o fim das Olimpíadas do Rio 2016, segundo a associação, motivo pelo qual a categoria resolveu se antecipar e apresentar uma lista tríplice.

Votaram no pleito mais 1.338 delegados da PF, que soma 1,7 mil delegados em atividade. (Agência Brasil)