Vídeo mostra depoimento de Lula com ângulo ampliado

Vídeo mostra depoimento de Lula com ângulo ampliado

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A Justiça Federal liberou, hoje, filmagens com ângulo ampliado da audiência em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é interrogado pela primeira vez como réu da Operação Lava Jato, em Curitiba, pelo juiz federal Sérgio Moro.

Separados apenas pela mesa do juiz, que iniciou os processos relativos aos escândalo na Petrobras, na sala de audiências da 13ª Vara Federal, em Curitiba, Lula falou por cerca de cinco horas.

Assista o material:

 

Lula reclama de operação do MP: “Espero que alguém peça desculpas”

Lula reclama de operação do MP: “Espero que alguém peça desculpas”

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Em depoimento à Polícia Federal no dia 4 de março, data em que foi conduzido de forma coercitiva na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou da investigação do Ministério Público de São Paulo que apura o caso tríplex. Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araujo sustentam que o apartamento 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá, é de Lula. O ex-presidente foi denunciado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica pelos promotores, que também pediram sua prisão preventiva.

Na parte final do depoimento, o delegado da PF cita o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). O tríplex que seria de Lula faz parte de uma lista de imóveis da Bancoop, adquiridos pela empreiteira OAS. “Está ótimo. Eu espero que quando terminar isso aqui alguém peça desculpas. Alguém fale: ‘Desculpa, pelo amor de Deus, foi um engano'”, afirmou Lula.

À Polícia Federal, o ex-presidente reclamou ainda da intimação feita à ex-primeira-dama Marisa Leticia. A mulher do petista foi convocada para prestar depoimento no caso tríplex. “Porque, é o seguinte, eu tenho uma história de vida, eu tenho uma história de vida, a minha mulher com 11 anos de idade já trabalhava de empregada doméstica e minha mulher prestar um depoimento sobre uma porra de um apartamento que não é nosso?! Manda a mulher do procurador vir prestar depoimento, a mãe dele. Por que que vai minha mulher?”, questionou Lula.

Em outro trecho do depoimento, o petista desabafou. “Eu acho que eu estou participando do caso mais complicado da história jurídica do Brasil, porque tenho um apartamento que não é meu, eu não paguei, estou querendo receber o dinheiro que eu paguei, um procurador disse que é meu, a revista Veja diz que é meu, a Folha diz que é meu, a Polícia Federal inventa a história do tríplex que foi uma sacanagem homérica, inventa história de tríplex, inventa a história de uma off­shore do Panamá que veio pra cá, que tinha vendido o prédio, toda uma história pra tentar me ligar à Lava Jato (…), porque foi essa a história do tríplex”.

E continuou: “Ou seja, aí passado alguns dias descobrem que a empresa off­shore não era dona do tríplex, que dizem que é meu, mas era dona do tríplex da Globo, era dono do helicóptero da Globo. Aí desaparece o noticiário da empresa de off­shore. A empresária panamenha é solta rapidamente (…) porque não era dona do Solaris que dizem que é do Lula, ela é dona do Solaris que dizem que é do Roberto Marinho, lá em Paraty. E desapareceu do noticiário”.

“E eu fico aqui que nem um babaca respondendo coisas de um procurador, que não deve estar de boa fé, quando pega a revista Veja a pedido de um Deputado do PSDB do Acre e faz uma denúncia. Então eu não posso me conformar. Como cidadão brasileiro, eu não posso me conformar com esse gesto de leviandade”, disse o ex-presidente. (Correio do Povo)

Bumlai pede dispensa de Lula como testemunha de defesa

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Brasília - O pecuarista José Carlos Bumlai, depõe na CPI do BNDES (Valter Campanato/Agência Brasil)
O pecuarista pediu ao juiz Sérgio Moro que dispense Lula de prestar depoimento Arquivo/Agência Brasil
A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai pediu hoje (11) ao juiz federal Sérgio Moro dispensa do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como testemunha de defesa do empresário. O depoimento foi marcado para segunda-feira (14), às 9h, por meio de videoconferência, na Justiça de São Paulo.

Em troca do depoimento presencial, Lula mandou esclarecimentos por escrito ao juiz. O ex-presidente disse que é amigo de Bumlai desde 2002 e que nunca tratou de assuntos políticos com o pecuarista. Lula também informou que nunca teve conhecimento de que Bumlai tenha usado a amizade com ele para obter vantagens em qualquer tipo de negócio.

Os depoimentos ocorrem na ação penal em que Bumlai e mais 10 investigados na Operação Lava Jato foram denunciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a acusação do Ministério Público Federal (MPF), Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin. Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Desde o surgimento das primeiras denúncias, o PT sustenta que todas as doações obtidas pelo partido foram feitas de forma legal e declaradas às autoridades. A Schahin afirma que o modelo de contratação dos navios-sonda foi o mesmo praticado pela Petrobras com todas as concorrentes que prestaram igual serviço.

Confira a íntegra das informações prestadas por Lula ao juiz Sérgio Moro;

“Conheço o Sr. José Carlos da Costa Marques Bumlai desde 2002. A partir daí tornamo-nos amigos, amizade que se estendeu a nossas famílias. Mantivemos convívio próximo em diversas ocasiões”.

Posso assegurar com toda certeza que, durante todo esse período de convivência, nas inúmeras vezes em que estivemos juntos, jamais tratamos de assuntos políticos, muito menos de eventuais interesses do Sr. Bumlai junto ao governo, órgãos estatais ou empresas públicas.

Jamais tive conhecimento de eventual interesse do Sr. Bumlai em negócios relativos a sondas de prospecção de petróleo, seja através do grupo Schahin, seja de outros, assim como jamais manifestei a quem quer que fosse que esse assunto pudesse causar-lhe problemas ou pedi ajuda para ‘protege-lo’ de um mal cuja existência desconheço.

Nunca tive notícia de que o Sr. Bumlai pudesse ter se valido de sua relação pessoal comigo para obter qualquer vantagem ou benefício em qualquer tipo de negócio, com contraparte pública ou privada.”

Considero o Sr. José Carlos da Costa Marques Bumlai um homem de bem, honesto e pai de família exemplar, tendo-o na mais alta conta.” (Agência Brasil)

Capoteiro rouba cena em audiência da Lava Jato; por Julia Affonso e Ricardo Brandt / O Estado de São Paulo

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Um homônimo roubou a cena da maior investigação contra a corrupção no Brasil na semana passada, frente à Justiça Federal do Paraná. Na sexta-feira, 4, por volta das 10h, enquanto o País se virava para acompanhar a condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e liberado – do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o capoteiro de veículos Jorge Washington Blanco, de Belo Horizonte, prestava depoimento, por videoconferência, ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato.

Blanco havia sido arrolado como uma das testemunhas de acusação, no processo em que é réu o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. A outra era o administrador Sandro Tordi, ex-presidente do Banco Schahin.

De camiseta azul, Jorge Blanco respondeu a todas as perguntas. A primeira foi do Ministério Público Federal.

O procurador Diogo Castor de Mattos. “O sr pode esclarecer sua atividade profissional durante o ano de 2009?”

“Eu sou capoteiro”, respondeu Jorge Blanco.

“Capoteiro?”, questionou Castor. “O sr trabalhou durante algum período no Banco Schahin?”

“Não”, disse o capoteiro.

“O sr esteve alguma vez com Jorge Luiz Zelada?”, perguntou o procurador.

“Não conheço”, afirmou Blanco.

“Sem mais perguntas, Excelência”, assinalou Castor.

O juiz federal Sérgio Moro prosseguiu a audiência, perguntando se o assistente de acusação ou os defensores que estavam tinham perguntas.

“Se trata de outra pessoa, seria um uruguaio, um argentino”, disse um dos defensores, que não aparece no vídeo.

“Não tenho ideia, a testemunha é da acusação”, afirmou Moro. “Talvez o sr tenha sido chamado por engano, por alguma questão de homônimo. Eu declaro encerrado seu depoimento, também não tenho indagações.”

Lula não está imune à investigação, diz Sergio Moro

Lula não está imune à investigação, diz Sergio Moro

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Acuado pela avalanche de evidências de que recebeu vantagens indevidas de empreiteiras ligadas ao escândalo do petrolão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva forjou em janeiro a pérola “não tem uma viva alma mais honesta do que eu”. Na manhã desta sexta-feira, porém, na mais recente fase da Operação Lava Jato, o petista foi levado para prestar depoimento à Polícia Federal e esclarecer as suspeitas de que pode ter recebido dinheiro do esquema de corrupção instalado na Petrobras e ter atuado diretamente para que os crimes perpetrados contra a maior estatal do país tivessem continuidade por anos a fio.

Na decisão judicial que determinou a condução coercitiva do ex-presidente, o juiz Sergio Moro, considerado implacável na condução dos processos relacionados Operação Lava Jato, ressaltou, porém, o que o petista parece não acreditar: “ele não está imune à investigação”. “Embora o ex-presidente mereça todo o respeito, em virtude da dignidade do cargo que ocupou (sem prejuízo do respeito devido a qualquer pessoa), isso não significa que está imune à investigação, já que presentes justificativas para tanto”, ressaltou Moro em seu despacho.

Embora o cerco contra o ex-presidente venha se fechando nos últimos tempos, em especial com a deflagração da fase Triplo X, em janeiro, o Ministério Público Federal informou nesta sexta-feira que, nas investigações contra o petista, pouco importa “o significado histórico dessa personalidade”. “Dentro de uma República, mesmo pessoas ilustres e poderosas devem estar sujeitas ao escrutínio judicial quando houver fundada suspeita de atividade criminosa, a qual se apoia, neste caso, em dezenas de depoimentos e ampla prova documental”, diz o MP. (Reportagem: Laryssa Borges – Foto: Lailson Santos/Veja)

PF põe 18 vezes nome de Lula em interrogatório de Bumlai

PF põe 18 vezes nome de Lula em interrogatório de Bumlai

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A Polícia Federal lançou dezoito vezes o nome do ex-presidente Lula no termo do novo interrogatório do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do petista desde 2002. O interrogatório é o terceiro em série a que foi submetido Bumlai desde que a PF o prendeu dia 24 de novembro na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato que investiga o emblemático empréstimo de R$ 12 milhões tomado pelo pecuarista junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004 – o real destinatário do dinheiro foi o PT, segundo Bumlai. O inquérito é dirigido pelo delegado da PF Filipe Hille Pace.

Um longo trecho do interrogatório, realizado nesta segunda-feira, 21, é dedicado às relações do pecuarista com Lula, que teve seu nome registrado dezoito vezes no termo. O Instituto Lula, criado pelo ex-presidente quando deixou o Palácio do Planalto, no início de 2003, foi citado três vezes.

A linha de questionamentos da PF a Bumlai revela que os investigadores buscam algum indício de envolvimento do ex-presidente e do PT nos negócios do pecuarista. Em todas as vezes em que a PF o indagou sobre Lula, o prisioneiro blindou o ex-presidente – como já o fizera nos relatos anteriores. Sobre o capítulo Schahin, o pecuarista disse que o empréstimo foi negociado na presença do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares – mais tarde réu e condenado no processo do Mensalão.

A PF também questionou Bumlai sobre e-mail dele para o secretário da Embaixada do Catar em Brasília, em fevereiro de 2014, em que o pecuarista demonstra empenho em agendar uma reunião com o ex-presidente. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo. (Foto/Arquivo: Lula Marques/Agência PT)

Depoimento de Lula sobre “venda” de medidas provisórias é adiado, por Andreza Matais e Fábio Fabrini/O Estado de São Paulo

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Em seu último dia de mandato, Lula recusou o pedido da extradição feito pela Itália. Foto: JF Diorio/Estadão.
Lula prestaria depoimento nesta quinta à PF. Foto: JF Diorio/Estadão.

Foi adiado o depoimento que seria prestado à Polícia Federal pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 17, sobre suposto esquema de “venda” de medidas provisórias em seu governo. O pedido foi feito pela defesa do petista e aceito por investigadores da Operação Zelotes. Mandado de intimação expedido no último dia 3 definiu que Lula teria de comparecer nesta quinta, na sede da PF em Brasília, para dar explicações sobre “fatos relacionados ao lobby realizado para a obtenção de benefícios fiscais”, por meio das MPs, que favoreceram montadoras de veículos. O caso foi revelado pelo Estado em série de reportagens publicada em outubro.

Conforme apurou o Estado, não há data marcada para que a oitiva ocorra.

Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, é investigado na Zelotes por ter recebido R$ 2,5 milhões de um dos lobistas investigados pela “compra” das MPs. O ex-ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula, também é alvo da operação por suspeita de atuar em “conluio” com os investigados para, supostamente, atender a interesses das empresas do setor automotivo no Palácio do Planalto. Ambos negam veementemente ter participado de irregularidades. Luís Cláudio diz que recebeu por serviços de consultoria prestados por uma de suas empresas, a LFT Marketing Esportivo.

Em nota divulgada na semana passada, Lula disse que não tem relação com os fatos investigados, mas que está à disposição das autoridades para contribuir com o “esclarecimento da verdade”. Ele ressaltou que a MP 627, de 2013, que foi editada e aprovada no período em que seu filho recebeu dinheiro do lobista, não é de sua gestão, mas do governo da aliada e sucessora Dilma Rousseff.

Lula viajou a Brasília e prestou, no entanto, depoimentos sobre outras investigações na última quarta-feira, 16. Num deles, falou sobre o esquema de corrupção na Petrobrás, investigado na Operação Lava Jato. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki autorizou que ele fosse ouvido como “informante” em inquérito que apura formação de quadrilha por políticos de PP, PT e PMDB para desviar recursos da estatal.

Também na quarta, o ex-presidente deu explicações ao Ministério Público Federal sobre seu suposto envolvimento com um empresário italiano. Trata-se de Valter Lavitola, operador de negócios do ex-primeiro ministro da Itália Silvio Berlusconi. Atualmente, ele cumpre pena em Nápoles após ser condenado por tentar extorquir Berlusconi em 5 milhões de euros .

O pedido para que Lula fosse ouvido foi feito pelo Ministério da Justiça da Itália. É baseado numa carta enviada por Lavitola a Berlusconi em 13 de dezembro de 2011. Nela, comenta sobre uma concessão para exploração de madeira na Amazônia que teria adquirido. No texto, o ex-presidente Lula é citado em como tendo atuado para favorecê-lo em uma disputa legal quando vendia parte da concessão para uma segunda empresa, de nacionalidade chinesa.

“Ele (Lula) só conseguiu obter da direção da companhia compradora que, com uma sentença da corte arbitral, venha a impor a ales um acordo comigo”, escreveu. Lavitola comenta, no entanto, que naquele momento Lula não estaria colaborando mais.

As autoridades italianas requerem a oitiva de Lula para esclarecer sobre a suposta relação com Lavitola, além da eventual influência do ex-presidente nas tratativas para a exploração de madeira e sua interferência na disputa legal. O conteúdo das declarações de Lula não foi divulgado.

Lula presta depoimento no principal inquérito da Operação Lava Jato

Lula presta depoimento no principal inquérito da Operação Lava Jato

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido nesta quarta-feira (16) dentro do principal inquérito da Operação Lava Jato em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não é investigado no caso e prestou depoimento na condição de informante, conforme autorização proferida em outubro pelo ministro Teori Zavascki, relator das investigações. Procurado pelo Jornal Nacional, o Instituto Lula, que fala em nome do ex-presidente, não se manifestou sobre o teor do depoimento.

O inquérito investiga se políticos formaram uma organização criminosa para fraudar contratos da Petrobras. Dentro desse inquérito, há 39 investigados, entre parlamentares e operadores suspeitos de formar uma organização criminosa para desvio de dinheiro público e pagamento de propina a políticos.

Embora Lula não tenha mais o chamado foro privilegiado, o pedido da PF foi enviado ao STF porque o inquérito envolve políticos que só podem ser investigados pelo tribunal. O depoimento foi pedido pela Polícia Federal em setembro e teve o aval da Procuradoria Geral da República (PGR).

No pedido, o delegado Josélio Sousa apontou que o ex-presidente pode ter se beneficiado, obtendo vantagens para si, para o seu partido, o PT, ou mesmo para o seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada às custas de negócios ilícitos na Petrobras.

Ainda em setembro, p procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concordou com o pedido, porém ressaltando que não havia nada de objetivo até aquele momento que justificasse a inclusão de novos nomes na investigação. Isso, segundo o procurador, não impedia que as pessoas fossem ouvidas como testemunhas. (Do G1, com informações do Jornal Nacional – Foto: Heinrich Aikawa/ Instituto Lula)

Corregedor da AL pede que Jardel se apresente à Comissão de Ética nesta quinta. Advogado ainda não confirmou agenda (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)

Corregedor da AL pede que Jardel se apresente à Comissão de Ética nesta quinta. Advogado ainda não confirmou agenda (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)

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O advogado Amadeu Weinmann, que representa o deputado estadual Mario Jardel (PSD), esteve hoje, pela primeira vez, na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa. Ele foi questionado pelo corregedor da Casa, Marlon Santos (PDT), que salientou ser fundamental a presença de Jardel para prestar esclarecimentos à Casa. “Para nós, já está claro o problema de drogadição de Jardel, que pode ter afetado até a capacidade de discernimento e a força para suportar pressões externas. Essas funções são essenciais a um deputado e queremos saber a interpretação do próprio deputado sobre os fatos que vieram a público”, argumentou o pedetista.

Hoje, a Assembleia recorreu da decisão judicial que suspende o deputado, investigado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato, concussão, falsidade documental e lavagem de dinheiro

Marlon ponderou à defesa de Jardel a urgência em ouvir o parlamentar e solicitou que ele compareça, nesta quinta, às 11h, à sessão da Comissão de Ética. Weimann, porém, optou por não confirmar a agenda sem antes manter contato com o cliente. “Primeiro, temos que saber as condições emocionais de Jardel. Já foi externado o abalo em que ele e toda a família se encontram. Se estiver bem, ele vem. Senão, resta esperar até a próxima semana”, analisou.

Weimann ainda esteve reunido com o presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum, do PMDB, para ficar a par das medidas jurídicas já adotadas pelo Parlamento no caso. A procuradoria da Assembleia Legislativa recorreu do pedido da Justiça para suspender Jardel, por seis meses, mas a defesa do deputado reiterou que não vai adotar qualquer ação sem antes conhecer todos os detalhes das denúncias do Ministério Público.

José Carlos Bumlai depõe hoje na CPI do BNDES

José Carlos Bumlai depõe hoje na CPI do BNDES

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O empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal, depõe nesta terça-feira (1º), a partir das 14h30, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES. A informação foi confirmada pela secretaria da CPI.  Bumlai deveria ter deposto na CPI na terça-feira (24) da semana passada, mas foi preso em Brasília na Operação Passe Livre, nova fase da Operação Lava Jato. Ele é acusado de ter recebido propina para mediar negócios com a Petrobras.

Na sexta-feira (27) da semana passada, os advogados de defesa do pecuarista enviaram um ofício à CPI pedindo a dispensa do comparecimento de Bumlai ao depoimento. A presença do empresário à CPI foi acertada pelo presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) com o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

No ofício, os advogados de defesa afirmaram que o depoente exercerá o direito de permanecer calado e que só falará em juízo. Os advogados também alegaram que a viagem de Bumlai, que está preso em Curitiba (PR), à Brasília, representaria “gastos desnecessários à administração pública”.

“O convocado poderá decidir se responde ou não a respeito do conteúdo que será perguntado, podendo inclusive contar com o apoio dos advogados, sempre considerando os limites do que pode ser base a sua autoincriminação e apenas isso”, disse o presidente da comissão. Rotta informou, ainda, que a convocação conta com a anuência do juiz Sérgio Moro. (Agência Brasil)