Morre o ex-deputado Ariosto Jaeger

Morre o ex-deputado Ariosto Jaeger

Notícias Poder Política

Faleceu nesta madrugada em Santa Maria, aos 93 anos, o ex-deputado estadual Ariosto Jaeger. Ele ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa por cinco mandatos consecutivos, durante 20 anos. No Parlamento gaúcho, participou de comissões técnicas como a de Educação e de Constituição e Justiça. “Foram nesses momentos que aprendi a respeitar as ideias dos colegas e a ser reconhecido pelos mesmos pelo papel que me coube na história da política do nosso Estado”, dizia.

Advogado por formação, Jaeger foi também secretário estadual de Educação por duas vezes, secretário estadual de Justiça e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Gaúcho de Tupanciretã, era casado com Gelci Jaeger. O velório está ocorrendo no Cemitério Parque Jardim Santa Rita de Cássia, em Santa Maria. O enterro ocorrerá amanhã.

Ariosto Jaeger: no Parlamento gaúcho por 20 anos
Em novembro de 2007, ele concedeu uma entrevista a jornalista Vanessa Canciam sobre sua trajetória política e os 20 anos no parlamento gaúcho.
Ariosto Jaeger também exerceu cargos no Poder Executivo e Tribunal de Contas
Deputado estadual por cinco mandatos, durante vinte anos consecutivos (1951 a 1971), Ariosto Jaeger é um importante personagem da história política recente do Rio Grande do Sul. No Parlamento gaúcho, participou de comissões técnicas como a de Educação e Constituição e Justiça. “Foram nesses momentos que aprendi a respeitar as idéias dos colegas e a ser reconhecido pelos mesmos quanto ao papel que me coube na história da política do nosso Estado”. Advogado por formação, Jaeger foi também secretário estadual de Educação por duas vezes, secretário estadual de Justiça e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Aos 85 anos, o gaúcho de Tupanciretã é casado com Gelci Jaeger.

Como o senhor iniciou a vida política?
Iniciei a carreira me filiando ao PSD (Partido Social Democrático) e participando das campanhas, na cidade de Santa Rosa, mais precisamente no distrito de Cinqüentenário. Concorri ao cargo de vereador e fui eleito com boa votação. Na época, na localidade de Cinqüentenário, aquela era a segunda legislatura para a Câmara Municipal. Foi então que iniciei meu primeiro mandato como vereador de 1947 a 1950. Em 1951, concorri para deputado estadual pelo PSD e tive uma grande votação em todas as regiões.

O senhor esteve na Assembléia durante 20 anos. No total, foram cinco legislaturas. Nas quatro primeiras, esteve filiado ao PSD e na última, à Arena. Quais foram os motivos que o fizeram escolher o PSD?
Escolhi o PSD pelo fato de que os procedimentos e práticas políticas do partido correspondiam rigorosamente à minha forma de proceder e agir, em qualquer circunstância.

Como era o espaço físico do Casarão da Rua Duque de Caxias?
Embora fosse chamado de casarão, o espaço físico era restrito, mal conservado. Não havia espaço para diversas atividades nele exercidas. As comissões funcionavam em salas pouco numerosas. No máximo, uma para cada comissão. Na época, as instalações eram precárias. Atualmente, no prédio novo, elas foram bastante melhoradas para atender ao fim a que se destinam.

No Casarão havia muitas manifestações populares? O senhor se recorda de alguma?
Não ocorriam muitas manifestações populares, mas o povo ia até a Assembléia para suas reivindicações. Me recordo de uma ocasião em que os deputados foram obrigados a permanecer por 48 horas na AL, pelo fato de haver uma única saída do Casarão. A solução foi permanecer no recinto para evitar agressões, até mesmo de natureza física, pelos manifestantes.

Ainda no Casarão da Rua Duque de Caxias, como era o relacionamento e a convivência entre parlamentares de diferentes partidos?
A convivência era boa, mas haviam divergências, críticas mútuas e, eventualmente, agressões verbais. As discussões na tribuna eram sobre assuntos políticos e administrativos.

Quais eram os deputados mais dados ao debate?
Eram Liberato Salzano Vieira da Cunha, Pedro Simon, Sereno Chaise, Paulo Brossard de Souza Pinto, Leonel de Moura Brizola, Gudbem Castanheira. Não posso perder a oportunidade de citar meu nome, Ariosto Jaeger, pois também era assíduo ao bom debate na tribuna. Lembro de um episódio quando eu apartei o deputado Brizola, na época da última guerra. Brizola me perguntou: qual é mesmo seu nome? Nós convivíamos há muitos anos na Assembléia e na política do Rio Grande do Sul, mas mesmo assim respondi: Ariosto Jaeger. Brizola, bem de acordo com sua forma de agir, procurando explorar o fato do meu sobrenome ser de origem alemã – numa época tão polêmica de guerra – ainda repetiu: como é mesmo o seu nome? Eu retornei, dizendo somente deputado Jaeger, com muita honra. Só então ele encerrou a conversa.

A atividade parlamentar daquela época era diferente da atual?
Na minha opinião era diferente pelas suas características. Segundo os especialistas e analistas da nossa história política, mudou sim.

O senhor acompanhou a mudança de sede da AL. Como foram os primeiros anos na casa nova, o Palácio Farroupilha?
As novas condições arquitetônicas e materiais permitiram um aperfeiçoamento nas atividades parlamentares.

Morre Larry Pinto de Faria. Velório começa às 15 horas, na Capela Nossa Senhora das Vitórias no Beira-Rio

Morre Larry Pinto de Faria. Velório começa às 15 horas, na Capela Nossa Senhora das Vitórias no Beira-Rio

Esporte Notícias
craques_larry2
Larry atuando pelo Inter

A família comunicou no início da manhã, a morte de Larry Pinto de Faria. O velório será realizada das 15 horas desta sexta-feira(06.05) até 15 horas do sábado (07.05), na Capela Nossa Senhora das Vitórias, no Complexo Beira-Rio.  Após o velório, o corpo será levado para o Crematório de Viamão, onde acontecerá a cerimônia de despedida. Nascido em Nova Friburgo, 3 de novembro de 1932, é um ex-futebolista e político brasileiro. Começou a carreira no Fluminense, onde jogou de 1951 a 1954, sendo campeão do Campeonato Carioca de 1951 e da Copa Rio (Internacional) de 1952, ano em que também foi o artilheiro da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Verão de 1952, quando marcou quatro gols em três jogos. Em 1954 ele transferiu-se para o Internacional onde jogou até 1961, quando encerrou a sua carreira.

Era um centroavante elegante e técnico, que nem sequer trombava com os zagueiros. Conquistou a torcida colorada no segundo Gre-Nal que disputou, quando marcou quatro gols na goleada de 6 a 2. Foi campeão Pan-Americano em 1956, quando a seleção gaúcha representou o Brasil.

hqdefault
Larry no vestiário do Beira-Rio. Foto: Dulce Helfer

Mas o Cerebral Larry, como era chamado pela torcida colorada, não é tão lembrado pela capacidade de fazer gols quanto pelo estilo clássico, refinado, raro entre os centroavantes da época e de qualquer tempo. Com outro centroavante, o pernambucano Bodinho, Larry formou uma dupla infernal, capaz de tabelinhas só comparáveis às dos santistas Pelé e Coutinho. No Campeonato Gaúcho de 1955, Larry marcou 23 gols em apenas dezoito partidas. Só não foi o artilheiro porque Bodinho chegou aos 25. Larry tinha tanta moral com a torcida colorada que, mesmo perdendo os dois pênaltis contra o Renner que tiraram o Inter da disputa do título gaúcho de 1958, saiu de campo aplaudido. Anos depois, quando abandonou o futebol, foi eleito deputado estadual.

download (1)
Larry no Estádio dos Eucaliptos. Foto: Dulce Helfer

Como jogador Larry conquistou o Campeonato Gaúcho de 1954 e o de 1961 pelo Internacional e o Pan-Americano de 1956 pela Seleção Brasileira, além dos títulos conquistados pelo Fluminense.

Atuou como comentarista esportivo na extinta TV Difusora, canal 10 de Porto Alegre, nos programas Portovisão e Meio-Dia – A Hora Local.

Larry também foi o primeiro jogador que marcou um gol do Brasil em olimpíadas, acontecendo isso em 1952 em Helsinque.

Corregedor acredita que Jardel foi vítima de armação, mas não isenta deputado; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Corregedor acredita que Jardel foi vítima de armação, mas não isenta deputado; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Direito Notícias Poder Política

O corregedor-geral da Assembleia Legislativa (AL) gaúcha, Marlon Santos, entregará nesta terça-feira (22) o resultado de suas investigações sobre o deputado Mário Jardel (PSD), suspeito de ter praticado uma série de crimes em seu gabinete. Segundo o corregedor, o conjunto das investigações aponta para a tese de que Jardel foi alvo de uma armação de servidores comissionados de seu gabinete. Entretanto, o entendimento preliminar do corregedor é de que parlamentar também tem responsabilidade nos fatos, uma vez que poderia ter reagido à suposta armação.

“Temos que partir do princípio de que alguém que se elege deputado não pode ser bobo. Ao se eleger, a pessoa demonstra também com clareza que de bobo também não tem nada. Existem coisas que um cargo de deputado, infelizmente, oferece de limites e de poderes. Então, se é verdade que tem armação, nenhum daqueles que armaram se elegeram deputado. Fato é que ousa se ter certa inteligência para eleger-se deputado e seria suficiente para saber se tem armação ou não. Não tenho dúvida de que teve armação, mas não posso pensar que alguém que é vítima de armação não consegue se ver livre ou pelo menos reparar”, disse Marlon.

Oficialmente, o corregedor ouviu quatro depoimentos, sendo três de defesa de Jardel e um de acusação. O pedetista também entrevistou mais de dez pessoas de fora da Assembleia para apuração, em especial, da suspeitas de que Jardel mantinha funcionários fantasmas em seu gabinete. O resultado da investigação do corregedor será apresentada à Comissão de Ética ainda hoje, em reunião após a sessão plenária. A conclusão dos trabalhos pode indicar dois caminhos: denúncia contra Jardel ou arquivamento da sindicância.

Segundo o Ministério Público, há provas de que Jardel cometeu crimes de concussão, falsidade documental, lavagem de dinheiro e peculato, comandando um esquema fraudulento no gabinete, com objetivo de obter benefícios financeiros. Por enquanto, ele segue suspenso apenas pelo PSD, onde responde a processo na Comissão de Ética da sigla. A Justiça reviu a decisão de suspender Jardel das funções de deputado, por seis meses, depois de ser questionada pela Assembleia, que sustentou ter a prerrogativa exclusiva para esse tipo de punição. (Foto e reportagem: Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Corregedor da AL pede que Jardel se apresente à Comissão de Ética nesta quinta. Advogado ainda não confirmou agenda (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)

Corregedor da AL pede que Jardel se apresente à Comissão de Ética nesta quinta. Advogado ainda não confirmou agenda (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)

Notícias Poder Política

O advogado Amadeu Weinmann, que representa o deputado estadual Mario Jardel (PSD), esteve hoje, pela primeira vez, na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa. Ele foi questionado pelo corregedor da Casa, Marlon Santos (PDT), que salientou ser fundamental a presença de Jardel para prestar esclarecimentos à Casa. “Para nós, já está claro o problema de drogadição de Jardel, que pode ter afetado até a capacidade de discernimento e a força para suportar pressões externas. Essas funções são essenciais a um deputado e queremos saber a interpretação do próprio deputado sobre os fatos que vieram a público”, argumentou o pedetista.

Hoje, a Assembleia recorreu da decisão judicial que suspende o deputado, investigado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato, concussão, falsidade documental e lavagem de dinheiro

Marlon ponderou à defesa de Jardel a urgência em ouvir o parlamentar e solicitou que ele compareça, nesta quinta, às 11h, à sessão da Comissão de Ética. Weimann, porém, optou por não confirmar a agenda sem antes manter contato com o cliente. “Primeiro, temos que saber as condições emocionais de Jardel. Já foi externado o abalo em que ele e toda a família se encontram. Se estiver bem, ele vem. Senão, resta esperar até a próxima semana”, analisou.

Weimann ainda esteve reunido com o presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum, do PMDB, para ficar a par das medidas jurídicas já adotadas pelo Parlamento no caso. A procuradoria da Assembleia Legislativa recorreu do pedido da Justiça para suspender Jardel, por seis meses, mas a defesa do deputado reiterou que não vai adotar qualquer ação sem antes conhecer todos os detalhes das denúncias do Ministério Público.

Deputado Basegio renuncia ao mandato ao vivo na Rádio Guaíba

Deputado Basegio renuncia ao mandato ao vivo na Rádio Guaíba

Notícias

O deputado estadual Diógenes Basegio (PDT) renunciou ao cargo na Assembleia Legislativa ao vivo no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, nesta sexta. “Renuncio em respeito a minha trajetória pessoal e profissional e aos meus familiares.” Ele leu o documento intitulado “Carta ao Povo Gaúcho”, composto por 14 páginas, onde apresentou os motivos que o levaram a tomar a decisão de abandonar o parlamento gaúcho. Em vários momentos durante a leitura chegou a chorar. Disse que sofreu um linchamento moral e que a renúncia serviu para “dar sangue a quem queria ver sangue”.

Médico de formação, Basegio afirmou que nunca abandonou a Medicina. “Tenho para onde voltar e volto com orgulho para a Medicina”. Destacou que trabalhou durante todo o tempo do mandato para melhorar a vida das pessoas.

O parlamentar se queixou de não ter tido espaço em outros veículos de comunicação para ser ouvido. Disse que sofreu ataques pessoais de forma injusta. “A partir de um ato solerte e covarde, fui citado em matéria de âmbito nacional e jamais tive espaço para o contraditório. Fui alvo de uma campanha sórdida pela minha cassação”.

No lugar de Basegio, Juliana Brizola assume a cadeira na Assembleia Legislativa e Vinicius Ribeiro entra como suplente.

O ex-deputado revelou que agora vai buscar se defender na Justiça Comum. Relatou que vai fazer vir à tona “as verdades que não deixaram mostrar”.

Processos contra Basegio

No último dia 10 de novembro um novo processo foi aberto pelo Corregedor-Geral da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, Marlon Santos (PDT), contra Basegio. Os dados levantados pelo Ministério Público envolvem os cargos de confiança (CCs) e uma lista feita pelo deputado. A suspeita é de que esses novos valores apresentados sejam relativos ao pagamento de parte dos salários dos CCs a Basegio.

CCJ rejeita relatório que pedia suspensão de Basegio

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa rejeitou na terça-feira da semana passada o relatório do deputado Ciro Simoni (PDT) que solicitava a suspensão do deputado Diógenes Basegio (PDT). Foram dez votos pela não suspensão e dois a favor. Apenas os deputados do PDT votaram pela aprovação do parecer.

Justiça determina bloqueio dos bens de Basegio e ex-assessores

Em outubro, a Justiça havia determinado o bloqueio dos bens do deputado estadual e seus cinco ex-assessores. A ação por improbidade administrativa foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MP). Entre os ex-assessores citados, está Neuromar Gatto. Na ação proposta pela promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, o deputado e os ex-assessores são acusados de enriquecimento ilícito, lesão aos bens do Estado e perda patrimonial à Assembleia Legislativa. Segundo o MP, os fatos que deram origem à ação de improbidade tem relação com os delitos de peculato, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os danos aos cofres públicos podem chegar a R$ 2,4 milhões. O que, considerada a multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial, atingiria a cifra de R$ 7,4 milhões. Assim, conforme compreensão do Superior Tribunal de Justiça, o valor do dano e da multa civil, somaria a importância total de R$ 7,5 milhões a ser levada em conta para fins de decretação de indisponibilidade de bens.

Denúncias

Basegio foi acusado, pelo ex-chefe de gabinete Neuromar Gatto, de recolher parte dos salários dos servidores do gabinete, de contratar uma funcionária fantasma, que supostamente recebia sem trabalhar, e de coordenar a alteração dos odômetros dos veículos do gabinete, fazendo o ressarcimento ser maior que o custo da gasolina realmente utilizada. O deputado disse que exonerou Gatto pelo fato de o servidor ter se envolvido em um esquema de fraude no uso do cartão para abastecimento.

Segundo Basegio, as acusações são infundadas e o assessor o chantageou depois que ter sido denunciado ao Ministério Público (MP), por uso indevido de dinheiro público. O pedetista também salienta que o caso só chegou à imprensa porque Gatto queria se vingar da exoneração.

O julgamento da cassação de mandato de Basegio estava previsto para a próxima terça-feira. (Correio do Povo e Rádio Guaíba/ Fotos: Bruna Cabreira/Correio do Povo)