Manifestantes fazem protesto em frente à casa de Jair Bolsonaro, no Rio

Manifestantes fazem protesto em frente à casa de Jair Bolsonaro, no Rio

Notícias Poder Política

Manifestantes fizeram, neste domingo (24), um protesto em frente à casa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), na Barra Tijuca, Rio de Janeiro. Os ativistas seguiram pela orla, chamando o deputado de “Bolsomonstro”. Um dos manifestantes estava fantasiado de Hitler.

No ato, os manifestantes cantavam: “Bom dia Bolsomonstro, como vai? Bom dia Bolsomonstro, como vai? Não aceito retrocesso, muito menos seu fascismo. Bom dia Bolsomonstro, como vai?”

O deputado se manifestou pelas redes sociais, escrevendo: “Minha propriedade privada é sagrada. Se um dia invadirem, não sairão”. “Bolsonaro ameaça o Levante [Levante Popular da Juventude]. Não nos intimidaremos!”, responderam os manifestantes.

Bolsonaro prosseguiu: “LPJ – Levante Popular da Juventude a serviço das ditaduras comunistas!”, dizia um dos posts do deputado. Ou ainda, na sua conta no Twitter: “Meu condomínio está cercado por simpatizantes do PT. Estão ameaçando invadi-lo! Espero que não cometam essa loucura!”. O ato terminou por volta das 12 horas.

Bolsonaro causou polêmica no dia da votação do impeachment, na Câmara de Deputados (domingo, 17), quando dedicou seu voto a favor ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – chefe do DOI-Codi acusado de tortura durante a ditadura militar. No momento do voto, Bolsonaro exaltou a ditadura e a memória de Ustra.

A manifestação ocorreu sob o forte calor que predomina na cidade neste domingo. No ato, os integrantes do grupo seguraram uma grande faixa com a frase “Bolsonaro Golpista”. Havia ainda um retrato do deputado com o símbolo nazista (suástica) carimbado na testa.

Na última terça, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) anunciou que iria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato de Bolsonaro após sua homenagem. (JB)

Goergen diz que oposição já tem 35 dos 65 parlamentares da Comissão Especial favoráveis ao impeachment de Dilma. Deputado falou sobre a investigação do seu nome pela operação Lava Jato

Notícias Poder Política

O deputado federal gaúcho Jerônimo Goergen (PP-RS), que trabalha na Comissão Especial do Impeachment, disse que atualmente 35 votos dos 65 parlamentares titulares se mostram favoráveis à saída de Dilma. Em entrevista ao Programa Agora, Goergen lembrou que ainda faltam cinco sessões para começar a contar o prazo que a presidente Dilma entregar sua defesa. Para ele o processo de impeachment foi acelerado para que o Brasil possa retomar a economia e criar meios de criar uma estabilidade econômica para o País.

Ao ser questionado sobre a fragilidade do argumento das pedaladas fiscais, Goergen admitiu que o motivo pode ser fraco, mas o ato está errado. Disse que, para a saída da mandatária, é preciso um embasamento técnico, mas que os votos terão essencialmente um teor político, com base no que ele chamou de irregularidades que existem no Brasil. Admitiu que não se sabe o que vai acontecer com o vice Michel Temer, destacando que também há a intenção de tirar Eduardo Cunha e Renan Calheiros das presidências da Câmara e do Senado, ambos são do PMDB. Para Goergen uma nova eleição é a única forma de dar legitimidade ao país.

Ele apoia o desembarque do Partido Progressista do governo ainda em março. Goerjen é um dos liíders grupo de parlamentares contrários a Dilma e coletou a assinatura 22 deputados e 4 senadores para que um reunião do PP fosse convocada. Ele acredita que na reunião do dia 29, os parlamentares Progressistas já definam pela entrega de cargos no Governo Federal. Ele quer que a definição aconteça antes da decisão da Comissão Especial do Impeachment.  O deputado ainda falou do momento atual sobre a investigação da Lava Jato. Goerjen que teve o nome denunciado, aguarda a decisão final segundo ele de forma tranquila por um novo depoimento do doleiro, Alberto Yousseff, o inocenta.

Após bloqueio de bens, advogado de Basegio reclama de divulgação seletiva de informações pelo MP

Após bloqueio de bens, advogado de Basegio reclama de divulgação seletiva de informações pelo MP

Direito Notícias Poder Política

O advogado que defende o deputado Diógenes Basegio (PDT) na esfera política criticou hoje a forma como o Ministério Público gaúcho libera as informações sobre os processos envolvendo o cliente. Nesta segunda-feira, o MP divulgou a informação de que a Justiça aceitou, no dia 1º de outubro, o pedido liminar de bloqueio das contas do deputado. Para Ricardo Giuliani, defensor do deputado, a escolha da data de divulgação do bloqueio de bens teve relação com o fato de que, na manhã desta terça, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa deve analisar o processo político de cassação de mandato de Basegio.

“A única coisa que eu estranho são essas coincidências. Como amanhã existe sessão na Assembleia, hoje tem mais uma nota do Ministério Público. Como da outra vez já havia o Ministério Público feito uma entrevista coletiva em cima do dia da sessão (da Comissão de Ética). A decisão judicial é normal, é da vida, a gente tem que cumprir. O que me incomoda são esses aparatos de mídia que certas instituições adotaram para jogar para a torcida”, disse Giuliani.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, a informação não foi divulgada antes porque a decisão da Justiça seguia em processo de execução, com as instituições bancárias ainda recebendo informações sobre o bloqueio dos valores. Na declaração de bens à Justiça Eleitoral, em 2014, Basegio apontou 2,2 milhões em bens, sendo R$ 169 mil em contas bancárias.

A decisão liminar da Justiça, atendendo a pedido do MP, implicou no bloqueio dos bens do deputado e de cinco dos ex-assessores. Entre eles, está Neuromar Gatto, que acusou o deputado de recolher parte do salário dos servidores do gabinete, de coordenar um esquema de adulteração do odômetro dos veículos e de contratar uma funcionária fantasma. Os crimes, segundo as denúncias, ocorreram entre 2011 e 2014.

Na ação proposta pela promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, o deputado e os ex-assessores são acusados de enriquecimento ilícito, lesão aos bens do Estado e perda patrimonial à Assembleia Legislativa. Segundo o MP, os fatos que deram origem à ação de improbidade envolvem delitos de peculato, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme o MP, os danos ao erário podem chegar a R$ 2,4 milhões. Considerando as multas por Improbidade Administrativa (de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial), a decisão da Justiça congela R$ 7,5 milhões que, em tese, terão de ser devolvidos ao poder público.

O deputado ficou sabendo do bloqueio dos bens na última quinta-feira, ao consultar um extrato bancário. Felipe Oliveira, advogado do deputado na esfera criminal e no processo de improbidade, explica que ainda não teve acesso à decisão, mas que vai ingressar com recurso judicial. Em nota à imprensa, apontou: “Em virtude do fechamento do Fórum na quinta e na sexta-feira, o deputado Dr. Basegio ainda não teve acesso ao pedido do Ministério Público, mas, desde já, é possível afirmar que os valores bloqueados são discrepantes em relação aos que o próprio MP apresentou na ação penal”. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)