Medo do desemprego aumenta e é o maior em 17 anos

Medo do desemprego aumenta e é o maior em 17 anos

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O índice de Medo do Desemprego subiu 1,9% em junho na comparação com março e alcançou 108,5 pontos. É o maior valor desde maio de 1999, quando começou a ser pesquisado. “O maior valor da série, até então, havia sido verificado em maio de 1999, em meio à crise de desvalorização do real”, diz a pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice, que aumentou 4,2% frente a junho do ano passado, está muito distante da média histórica de 89 pontos.

De acordo com a economista da CNI Maria Carolina Marques, o aumento do medo do desemprego indica que a economia terá mais dificuldades para se recuperar. “O Índice do Medo do Desemprego é importante porque antecipa o comportamento de consumo. Uma pessoa com medo de perder o emprego procura guardar dinheiro para se sustentar em caso de demissão e adiar as compras, principalmente as de bens de maior valor, que demandam financiamento. Isso deprime a demanda e acaba prolongando a crise econômica”, afirma Maria Carolina.

A pesquisa da CNI mostra ainda que o Índice de Satisfação com a Vida aumentou 0,8% em junho em relação a março e ficou em 93,2 pontos. No entanto, na comparação com junho de 2015, o indicador teve queda de 2,6% e está abaixo da média histórica que é de 101,3 pontos. “O índice teve uma pequena reação, mas não recuperou a forte retração de 2,8% registrada no trimestre anterior”, avalia Maria Carolina. A pesquisa mostra que o Índice de Satisfação com a Vida de junho é o segundo menor desde 1999, quando começou a série histórica. O menor, de 92,4 pontos, foi registrado em março deste ano.

Esta edição da pesquisa, que é trimestral, ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios de 24 a 27 de junho de 2016.

84% dos consumidores inadimplentes pretendem adiar as compras depois de quitar dívidas, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. 42% não conseguiram pagar as contas em dia em função do desemprego

84% dos consumidores inadimplentes pretendem adiar as compras depois de quitar dívidas, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. 42% não conseguiram pagar as contas em dia em função do desemprego

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Após limparem o nome, 84% dos consumidores não pretendem fazer novas compras nos próximos meses. O resultado é da Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente da Boa Vista SCPC referente ao 2º trimestre do ano. No levantamento realizado no 1º trimestre, 76% dos respondentes não tinham a intenção de ir às compras após a quitação das dívidas. Assim, aumentou em 8 p.p. (pontos percentuais) a fatia dos consumidores que se dizem mais criteriosos para gastar, compatível com o período de instabilidade econômica, altas taxa de desemprego e de inflação.

Entre os consumidores que pretendem voltar às compras, 37% planejam comprar carro zero, 9 p.p. a menos em relação trimestre anterior. A compra da casa própria aparece em segundo lugar, com 21% das menções, 3 p.p. a mais se comparado ao 1º trimestre de 2016.

Gastos com o pagamento de contas diversas – como as de educação e saúde – seguidos das compras de itens de vestuário e calçados, são os principais causadores da inadimplência, ambos com 19% das menções dos entrevistados. Os gastos com contas de concessionárias (água, luz e gás) aparecem em terceiro lugar, com 17% das menções, o que representa um aumento de 2 p.p. em comparação ao 1º trimestre do ano.

Dos inadimplentes, 42% afirmam que não conseguiram pagar suas contas em dia em função do desemprego, um crescimento de 11 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2015. O desemprego afeta mais as famílias que ganham até dez salários mínimos: citado por 46% dos entrevistados que recebem até 3 salários mínimos e 37% que ganham de 3 a 10 salários. O segundo motivo foi o descontrole financeiro, com 24% das menções.

Já o percentual de consumidores que declaram possuir apenas uma conta como causa da restrição aumentou de 49% para 52%. 13% possuem quatro contas ou mais em atraso, contra 12% registrados no trimestre anterior.

34% dos inadimplentes dizem que o valor devido nas contas em atraso não ultrapassa R$ 500,00. Para 16% deles, as contas vencidas já ultrapassam R$ 5.000,00. De modo geral, considerando todas as dívidas mencionadas, o valor médio devido neste segundo trimestre de 2016 é de R$ 1.750,00.

Entre os meios de pagamento utilizados para efetuar as compras cujas dívidas não foram pagas estão as despesas com carnês ou boletos, que cresceram 13 p.p. em comparação ao mesmo trimestre de 2015, passando de 29% para 42% das menções. As compras realizadas com o cartão de crédito surgem em segundo lugar, com 30% das menções.

Quanto à percepção de endividamento, a pesquisa da Boa Vista SCPC mostrou que 23% dos consumidores afirmam estar muito endividados, 42% mais ou menos e 35% pouco endividado. 42% declararam estar com até 25% da renda comprometida com o pagamento de dívidas, esse percentual dobra para 19% dos entrevistados.

Ainda de acordo com a Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, sobe de 20% para 33% o percentual de consumidores que afirmam ter uma situação financeira pior neste trimestre em comparação ao de 2015. Para 44% deles a situação está igual e para 23% está melhor.

Perfil dos respondentes

Dentre os consumidores inadimplentes entrevistados pela Boa Vista SCPC, na Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, do 2º trimestre de 2016, 64% são homens. 40% dos consumidores com restrição no segundo trimestre de 2016 têm mais de 45 anos, e outros 29% têm entre 36 a 45 anos e 31% possuem 35 anos ou menos. Entre os consumidores com até 35 anos é maior a concentração de mulheres inadimplentes, 38% contra 27% dos homens. Na faixa de 46 anos ou mais, predominam os homens com 41% das menções, contra 38% das mulheres. 44% dos inadimplentes são casados.

Metodologia

A Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente – 2º trimestre, da Boa Vista SCPC, utiliza metodologia quantitativa para realização da coleta das informações, por meio de entrevistas pessoais realizadas trimestralmente com consumidores que procuram o atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A pesquisa foi realizada de 23 de maio a 3 de junho de 2016, com 1.014 respondentes.

Encalha um sonho de gigante

Encalha um sonho de gigante

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Planejada pelo governo em 2011 como um projeto para incentivar a indústria e gerar empregos, a reativação do setor naval teve fôlego curto. Nos 36 estaleiros em funcionamento hoje no Brasil, não há encomendas novas. No auge dos investimentos, o setor estimou que empregaria 100 mil trabalhadores. Mas, hoje, são só 37 mil. Os estaleiros que não fecharam as portas tentam se dedicar a outras atividades, como o reparo de embarcações. O setor sentiu o golpe da crise na Petrobras e do escândalo da Lava-Jato. O pedido de recuperação judicial da Sete Brasil, empresa criada para intermediar a construção de sondas do pré-sal, agrava a situação. No Rio, principal polo do país, a arrecadação com ICMS da indústria naval despencou 44%. (O Globo)

Desemprego cresce de novo e Brasil tem 11,1 milhões sem trabalho. Taxa de desocupação atinge 10,9% no 1º trimestre de 2016, e o salário médio fica em R$ 1.966

Desemprego cresce de novo e Brasil tem 11,1 milhões sem trabalho. Taxa de desocupação atinge 10,9% no 1º trimestre de 2016, e o salário médio fica em R$ 1.966

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O desemprego bateu à porta de mais 2 milhões de brasileiros nos primeiros três meses de 2016 e atingiu 10,9% da população, de acordo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (29).

Com isso, a população desocupada no País atingiu a marca de 11,1 milhões de pessoas em março.

Na passagem do trimestre encerrado em dezembro de 2015 para os três meses terminados em março, houve um aumento de 22,2% no número de desempregados.

Já na comparação entre o trimestre terminado em março de 2016 com o do ano anterior, houve um crescimento de 3,2 milhões de pessoas desempregadas na força de trabalho — 39,8% a mais.

Enquanto o contingente de desempregados aumenta, a população ocupada — que permanecera estável durante praticamente todo o ano de 2015 — começou a diminuir. Em março de 2016, o número de empregados no Brasil chegou a 90,6 milhões — 1,7% a menos que os 92,2 milhões registrados em dezembro de 2015.

Entre os brasileiros empregados, 34,6 milhões tinham carteira assinada em março deste ano — uma redução de 2,2% em relação a dezembro de 2015. Já quando se compara o emprego formal do primeiro trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, pelo menos 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada perderam essa condição (queda de 4%).

Salários

Se as notícias são ruins quanto aos números gerais, o rendimento médio do brasileiro permaneceu estável no trimestre terminado em março. Em média, o salário do empregado brasileiro é de R$ 1.966 — praticamente os mesmos R$ 1.961 registrados em dezembro de 2015. Porém, quando comparado ao mesmo trimestre de 2015, houve queda de 3,2%, já que chegava a R$ 2.031 naquela ocasião. (R7)

Brasil: Cerca de 120 mil pessoas foram demitidas em março, diz Caged

Brasil: Cerca de 120 mil pessoas foram demitidas em março, diz Caged

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O Brasil teve a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos, segundo dados divulgados hoje (22) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.

Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 milhões de vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.

Maioria

O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de vagas, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 vagas.

Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram São Paulo (-32.616 vagas), Rio de Janeiro (-13.741) e Pernambuco (-11.383). Apenas quatro estados contrataram mais que demitiram: Rio Grande do Sul (4.803 vagas criadas), Goiás (3.331), Roraima (220) e Mato Grosso do Sul (187 postos criados). Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.

Trabalhador tem menor ganho em 11 anos

Trabalhador tem menor ganho em 11 anos

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Os trabalhadores conseguiram, ano passado, reajuste médio de apenas 0,23% nos acordos coletivos acompanhados pelo Dieese, no pior resultado desde 2004. Ontem, dezenas de pessoas fizeram fila na estação do metrô da Carioca para tentar uma das mais de 8 mil vagas oferecidas para as Olimpíadas. A empresa recebeu 1.606 inscrições esta semana. (O Globo)

Crise provoca fechamento de 4,4 mil fábricas em SP. Número de 2015 é 24% superior ao de 2014

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A crise que paralisa a economia brasileira deixa um rastro de empresas desativadas. Somente no Estado de São Paulo, 4.451 indústrias de transformação fecharam as portas em 2015, número 24% superior ao de 2014, quando 3.584 fabricantes deixaram de operar, segundo a Junta Comercial. O quadro se estende por todo o País, formando um cemitério de fábricas de variados setores, muitas delas fechadas definitivamente, algumas em busca de alternativas para voltar a operar e outras à espera de compradores, informa Cleide Silva. Muitos trabalhadores demitidos não receberam salários e rescisões. De acordo com o IBGE, entre novembro e janeiro, a indústria brasileira fechou 1,131 milhão de vagas, número recorde para um trimestre. Algumas das fabricantes foram líderes em seus segmentos, mas não resistiram à queda da demanda, aos custos elevados e à falta de investimentos.


Desalento no País
A produção industrial brasileira acumula queda de 8,7% em 12 meses, até janeiro. É o maior recuo desde novembro de 2009, segundo o IBGE, e não há esperanças de recuperação consistente para 2016. (O Estado de São Paulo)

Desemprego chega aos trabalhadores mais qualificados

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A rápida deterioração do mercado de trabalho já atinge os trabalhadores mais qualificados. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que 115 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no ano passado para brasileiros com ensino superior incompleto ou completo. A retração marca uma virada. De 2004 a 2014, o País sempre criou empregos para os mais escolarizados. No auge, em 2010,quando o PIB cresceu 7,6%, 306 mil empregos com carteira assinada foram abertos para trabalhadores com ensino superior. A demanda das empresas foi tão grande que houve apagão de mão de obra qualificada no País até o início de 2014. O cenário começou a mudar com a Operação Lava Jato e os sinais de que a crise seria mais forte que o esperado. Tanto para 2015 quanto para 2016, economistas estimam que a atividade econômica deve recuar 4%. Se os números se confirmarem, será o pior desempenho desde 1901. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

RS fecha 2015 como quarto estado que mais eliminou postos de trabalho; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

RS fecha 2015 como quarto estado que mais eliminou postos de trabalho; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

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O Rio Grande do Sul encerrou o ano de 2015 como o quarto estado que mais fechou postos de trabalho no Brasil. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o pior resultado – e 0 único negativo – apresentado pelo Rio Grande do Sul desde 2003. O saldo nacional também foi o pior dos últimos 14 anos, com mais de 1,5 milhões de vagas fechadas com carteira assinada.

Os gaúchos perderam, no total, 95.173 empregos no ano passado. Desse total, 48.547 vagas foram eliminadas na região Metropolitana. Entre os principais motivos da retração, está o desempenho negativo do emprego nos setores da indústria de transformação, da construção civil, do comércio e de serviços. Apenas em dezembro foram extintos 34.372 postos de trabalho.

No total geral, foram admitidos 1.220.998 de trabalhadores e dispensados 1.316.171 no Rio Grande do Sul. No Brasil, foram 17.707.267 de empregos criados e 19.249.638 e demissões. A melhor média desde 2003 foi registrada em 2010, quando o Brasil fechou o ano com cerca de 2,5 milhões de empregos criados, 180 mil deles no Rio Grande do Sul.

O que disse o ministro

Ao analisar os números, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, reconheceu que o resultado de 20156 foi pior que o esperado pelo governo, porém não suficiente para reverter as conquistas obtidas pelo trabalhador brasileiro no passado recente. Segundo Rossetto, o governo segue trabalhando para retomar a atividade econômica e, por consequência, a geração de empregos e a expansão do crédito no País, como motivador de ampliação da demanda. (Ananda Muller/Rádio guaíba – Foto: José Cruz/ Agência Brasil)