Reajuste acertado no dissídio não será cumprido, afirma Seopa; Fernanda Pugliero / Correio do Povo

Reajuste acertado no dissídio não será cumprido, afirma Seopa; Fernanda Pugliero / Correio do Povo

Cidade Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT4) não reconhecer o pedido do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) para a suspensão do dissídio, o advogado do grupo de concessionários do transporte público da Capital, Alceu Machado, adiantou: “A tarifa de R$ 3,25 impossibilita o cumprimento do dissídio deste ano.” Ele explicou que a intenção da petição, protocolada no final da tarde de terça-feira no TRT, era apenas comunicar ao órgão trabalhista que não haverá condições financeiras para honrar o acordado no dissídio com a categoria, assinado em 5 de fevereiro.

Segundo Machado, o objetivo de repercutir a situação foi alcançado. O advogado afirmou ainda que a decisão do judiciário de barrar o reajuste da tarifa prejudicará não apenas a categoria, mas também todo o acordo firmado na licitação do transporte público de Porto Alegre. Ele não descartou a possibilidade de devolução dos ônibus novos, que começaram a circular no dia 22 de fevereiro, quando a passagem passou a custar R$ 3,75 – valor derrubado por liminar judicial três dias depois. “Os ônibus novos, que estão circulando aí, foram financiados, não estão pagos”, informou.

Uma reunião entre os empresários, que ocorrerá hoje ou amanhã, deve bater o martelo sobre o pagamento do dia 15. Nessa quarta-feira, após reunião com a patronal, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários ameaçou paralisar a operação do transporte público caso o reajuste definido em dissídio não seja pago. Sobre o descumprimento do acordo, o representante do Seopa reconhece que trata-se de “locaute” (quando há recusa por parte da patronal em ceder aos trabalhadores os instrumentos de trabalho necessários para a atividade ou não cumprimento de decisão proferida em dissídio coletivo).