RS: Ministério Público de Contas entrega Comenda Guilhermino Cesar a jornalistas e defende a liberdade de expressão

RS: Ministério Público de Contas entrega Comenda Guilhermino Cesar a jornalistas e defende a liberdade de expressão

Comunicação Destaque Direito

O Ministério Público de Contas do RS, entregou nesta quinta-feira a Comenda Ministro Guilhermino Cesar pela liberdade de expressão. a jornalistas com atuação relacionado ao controle e transparência na administração pública. O mineiro Guilhermino Cesar, que leva o nome da premiação viveu 50 anos em Porto Alegre e atuou como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, jornalista, escritor, professor da Ufrgs e teve forte participação na comunidade cultural de Porto Alegre.

D8aCbqlW4AEKtoi
Marcelo Rech Foto: MPC

Foram agraciados os jornalistas: Marcelo Rech, Telmo Flor, Juremir Machado da Silva, Taline Oppitz, Graciliano Rocha, Fernando Albrecht, Elmar Bones, Leandro Demori, Adriana Irion, André Machado, Carlos Etchichury, Paulo Sérgio Pìnto e Felipe Vieira. O presidente da Associação Nacional de Jornais, Marcelo Rech, falou em nome dos jornalistas e lembrou a frase dita há mais de um século por Louis Brandeis, ex-juiz da Suprema Corte dos EUA, “O melhor desinfetante é a luz do sol.”.

D8aClzlXoAId4z0
Geraldo Da Camino Foto: MPC

Segundo o procurador geral do MPC-RS, Geraldo Da Camino, “O Ministério Público de Contas e a imprensa são parceiros no controle da administração pública, ao lado da sociedade civil. Vivemos em um momento, no mundo e no Brasil, de ameaças à liberdade de expressão, então, o MPC achou oportuno, na véspera do dia da liberdade de imprensa, homenagear alguns dos tantos jornalistas que tem colaborado com a instituição e com a sociedade no controle da administração”.

Ao comemorar 30 anos, Jornal JÁ apresenta projetos para 2016

Ao comemorar 30 anos, Jornal JÁ apresenta projetos para 2016

Cidade Comunicação Economia Negócios Notícias Porto Alegre

Os 30 anos de existência do Jornal JÁ serão comemorados nesta quarta-feira, 9, em encontro a ser realizado no Solar do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), na Rua General Canabarro, 363, no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento será voltado para colaboradores e apoiadores da publicação que fizeram e fazem parte da história nessas três décadas.

O diretor do jornal, Elmar Bones, apresentará um panorama dos 30 anos da publicação. “Ultimamente temos passado por tempos difíceis, nossas atividades estavam combalidas, e, nos últimos três anos, editamos apenas quatro livros”, disse Elmar, em entrevista ao Coletiva.net.

Entretanto, segundo o diretor, 2015 já representou uma melhora significativa para o jornal, com a reformulação do site e o lançamento do Kit Antiditadura, em setembro. Dando continuidade ao processo de produções próprias, no próximo dia 18 será lançada uma edição comemorativa das três décadas do JÁ. O material contará com entrevistas de personalidades importantes, como Gabriel Garcia Marquez, Erico Verissimo e Eduardo Galeano, além de reportagens de valor histórico. “A nossa expectativa é ter as atividades normalizadas para o próximo ano”, revelou Elmar. (Coletiva.net)

No debate do JÁ, críticas à imprensa e ao regime militar

No debate do JÁ, críticas à imprensa e ao regime militar

Comunicação Cultura Direito Notícias Poder Política

Avaliações sobre o desempenho da imprensa brasileira e uma revelação surpreendente sobre o destino de documentos do DOPS durante a ditadura pontuaram o debate promovido no sábado, 26, pelo jornal JÁ. O jornalista Flávio Tavares afirmou que os meios de comunicação são responsáveis “por toda esta balbúrdia e inoperância política que existe hoje no País”. E o advogado Jair Krischke revelou que os arquivos do DOPS, que foram queimados publicamente em 1986, foram antes microfilmados e hoje “estão no quinto andar do QG do Comando Militar do Sul”.

O debate foi realizado na ARI (Associação Riograndense de Imprensa) sob a coordenação do diretor da JÁ Editores, Elmar Bones, que lançou o Kit Antiditadura – três edições especiais da revista JÁ sobre o ciclo militar de 1964. “Posso dizer que vivi um dia histórico”, escreveu Elmar no site da publicação. “Tive a honra de ter a meu lado na mesa dois dos maiores lutadores pela democracia no Brasil, o jornalista Flávio Tavares e o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Kritschke”. Elmar registrou que o que mais o impressionou foi que nenhuma das cerca de 80 pessoas que estavam no auditório se ausentou durante as duas horas de conversa.

Flávio Tavares trouxe a ideia que norteou os debates: a prática de simulação introduzida pelo regime militar (era uma ditadura que simulava que era democracia) é o vírus que contamina até hoje o organismo político do País. “Até hoje vivemos isso, todos simulam que defendem o interesse público, mas cada um só defende seu próprio interesse”, disse. Ele também sustentou que os cronistas da imprensa brasileira tratam a política como se fosse a francesa ou a alemã. “É um erro porque não desmistificam o que existe. Por exemplo, este Ministério da Dilma tem oito políticos respondendo a processo e ninguém ressalta isso. Daí o desconhecimento da população e esta sensação de que o eleitor não sabe votar”.

O jornalista, que tem uma coluna semanal em Zero Hora, afirmou que Xuxa, Ratinho, Gugu e Faustão “são os ministros da Educação no Brasil e são eles os responsáveis pela deseducação da população brasileira”. Segundo ele, “os meios de comunicação atuam como caixas registradoras. O importante não são as ideias e sim seus balanços . Por isso são diretamente responsáveis pelo quadro político que temos aí”.

Jair Krischke, por sua vez, deu um exemplo concreto do que seria “a prática da simulação introduzida pelo regime militar”, apontada por Flávio: os documentos da polícia política do Rio Grande do Sul. O então governador, Amaral de Souza, anunciou publicamente em 1982 que eles foram queimados. Na verdade, revelou Jair, foram queimados os registros em papel, que antes foram microfilmados e estão mantidos em sigilo até hoje. “Estão no QG do Comando Militar do Sul”, assegurou. “Estão supostamente bem guardados, mas não podem ser consultados por ninguém. Por lógica e lei, deveriam estar no Arquivo Público do Estado”. (Coletiva.net)