STF divulga por engano minuta de voto incluindo Temer no processo de impeachment

STF divulga por engano minuta de voto incluindo Temer no processo de impeachment

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Uma minuta de um voto do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi divulgada por equívoco hoje (1º) pela Corte.  Na decisão, o ministro determinava que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitasse pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. De acordo com a assessoria de comunicação do STF, trata-se de uma minuta do voto que não foi assinada pelo ministro e que foi divulgada por um erro de comunicação entre as áreas técnicas do tribunal.

No voto divulgado, o ministro aceitava pedido de um advogado que pretendia incluir Temer no processo de impedimento em curso contra a presidenta Dilma Rousseff na Câmara.

No texto,  Marco Aurélio chegou a dizer que não analisou a conduta do vice-presidente. “Não se está a emitir qualquer juízo quanto a conduta do vice-presidente da República, revelada na edição dos decretos mencionados na petição inicial e no acervo probatório que a acompanha.”

O pedido foi protocolado na terça-feira (29) pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais. O advogado sustentou que Temer deveria ser incluído no processo de impeachment da presidenta, por entender que há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade. Ele tinha feito o mesmo pedido de abertura à Mesa da Câmara dos Deputados, mas a abertura foi rejeitada pelo presidente, Eduardo Cunha. (Agência Brasil)

Capoteiro rouba cena em audiência da Lava Jato; por Julia Affonso e Ricardo Brandt / O Estado de São Paulo

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Um homônimo roubou a cena da maior investigação contra a corrupção no Brasil na semana passada, frente à Justiça Federal do Paraná. Na sexta-feira, 4, por volta das 10h, enquanto o País se virava para acompanhar a condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e liberado – do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o capoteiro de veículos Jorge Washington Blanco, de Belo Horizonte, prestava depoimento, por videoconferência, ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato.

Blanco havia sido arrolado como uma das testemunhas de acusação, no processo em que é réu o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. A outra era o administrador Sandro Tordi, ex-presidente do Banco Schahin.

De camiseta azul, Jorge Blanco respondeu a todas as perguntas. A primeira foi do Ministério Público Federal.

O procurador Diogo Castor de Mattos. “O sr pode esclarecer sua atividade profissional durante o ano de 2009?”

“Eu sou capoteiro”, respondeu Jorge Blanco.

“Capoteiro?”, questionou Castor. “O sr trabalhou durante algum período no Banco Schahin?”

“Não”, disse o capoteiro.

“O sr esteve alguma vez com Jorge Luiz Zelada?”, perguntou o procurador.

“Não conheço”, afirmou Blanco.

“Sem mais perguntas, Excelência”, assinalou Castor.

O juiz federal Sérgio Moro prosseguiu a audiência, perguntando se o assistente de acusação ou os defensores que estavam tinham perguntas.

“Se trata de outra pessoa, seria um uruguaio, um argentino”, disse um dos defensores, que não aparece no vídeo.

“Não tenho ideia, a testemunha é da acusação”, afirmou Moro. “Talvez o sr tenha sido chamado por engano, por alguma questão de homônimo. Eu declaro encerrado seu depoimento, também não tenho indagações.”