Temer cobra privatizações para RS adotar o Regime de Recuperação Fiscal. Presidente, em entrevista para a Rádio Guaíba, elogiou a decisão da Assembleia Legislativa

Temer cobra privatizações para RS adotar o Regime de Recuperação Fiscal. Presidente, em entrevista para a Rádio Guaíba, elogiou a decisão da Assembleia Legislativa

Destaque

O presidente Michel Temer deixou bem claro. Sem contrapartidas por parte do governo do Rio Grande do Sul. não há chance de ser efetivada a adoção do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Em entrevista ao programa Bom Dia, da Rádio Guaíba nesta sexta-feira, o presidente disse que o RRF criado pelo governo federal para ajudar a recuperar os estados endividados exige certas garantias sob pena de violar leis como a da responsabilidade fiscal. “Numa reunião aqui em Brasília com o governador (José Ivo) Sartori, o (Henrique) Meirelles (ministro da Fazenda) ficou estabelecido que as empresas necessitam ser privatizadas”, afirmou.

No caso do RS, as contrapartidas são as privatizações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Temer elogiou a postura da Assembleia gaúcha que aprovou a adesão do Estado ao programa. “Seguramente essa decisão dos deputados gaúchos facilita, foi uma boa coisa para o Rio Grande do Sul. Agora a União vai poder entrar e ajudar de forma mais efetiva o Estado do governador Sartori”, destacou.

Temer aproveitou para dizer que o endividamento dos Estados está centrado na questão da previdência. Aproveitou, então, para reforçar a importância da aprovação da Reforma da Previdência. “Nossa reforma está baseada no princípio da igualdade entre os servidores públicos e privados, sem retirar benefícios.”

Questionado sobre que nota ele daria para a esperança em aprovar o projeto no Congresso, Temer se mostrou otimista: ” Eu dou nota 7, mas sigo trabalhando para chegar na nota 10. Estou conversando e convencendo os deputados. Aliás, fiz do legislativo brasileiro um parceiro do governo e por isso acredito que vamos conseguir aprovar a reforma.”

Retomada do crescimento

Temer voltou a frisar que seu governo está fazendo a retomada do crescimento econômico. Ele citou a redução do desemprego, a queda dos juros e a inflação baixa como fatores desta saída da crise.

“Estamos caminhando bem. Pois, pela primeira vez o País adotou um programa de governo. Lá atrás, quando eu lancei o Ponte para o Futuro, muitos viram como um documento de oposição, mas sempre foi uma medida de colaboração. Então, muitas das medidas que adotamos agora já estavam lá”.

Governo das reformas

“Sem dúvida esta é a marca do governo: reformas. Fizemos isto com o teto dos gastos, Ensino Médio, Trabalhista e agora estamos batalhando pela da Previdência para em seguida atacar a questão tributária, coisas que ninguém tinha coragem para mexer.”

Combustíveis

“Estou determinando que o Cade e a Polícia Federal fiscalizem estes postos que não reduzem os preços quando estabelecido pela Petrobras.” Temer explicou que a Petrobras faz diariamente, através da cotação internacional, o reajuste ou a redução dos preços.

Segurança pública

“Talvez na próxima semana tenha novidade sobre a consolidação do Plano Nacional de Segurança, pois é angustiante que todas as demandas de segurança venham parar na União.” (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Impeachment de Dilma: Bruno Lima Rocha analisa a troca de poder

Impeachment de Dilma: Bruno Lima Rocha analisa a troca de poder

Destaque Economia Poder Política

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba com o Cientista Político, Bruno Lima Rocha sobre o que pode acontecer a partir da saída de Dilma Rousseff da presidência da República nesta quarta-feira. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deixou para hoje a votação final do impeachment de Dilma Rousseff, após dia de discursos de senadores e advogados de defesa e acusação. Até o início da madrugada, o Placar do Impeachment do Estado indicava 55 votos a favor da cassação e 20 contra. São necessários 54 para que a petista perca o cargo. Ofensiva do governo Michel Temer assegurou o apoio de três senadores do Maranhão: Edison Lobão (PMDB), Roberto Rocha (PSB) e João Alberto Souza (PMDB). Cargos entraram no acerto. Apesar do discurso de neutralidade, o governo também tentou sem sucesso acelerar o julgamento para que, caso o impeachment seja aprovado, Temer tome posse no Congresso ainda hoje, faça reunião com ministros e líderes da base e possa viajar para a China. Para tentar evitar a perda de direitos políticos de Dilma, sua defesa deve pedir fatiamento da votação. (Felipe Vieira com informações de O Estado de São Paulo)

Comandante da BM garante que alguém será responsabilizado por PMs baleados por colegas.  Tiros atingiram soldados que estavam em viatura discreta em Porto Alegre

Comandante da BM garante que alguém será responsabilizado por PMs baleados por colegas. Tiros atingiram soldados que estavam em viatura discreta em Porto Alegre

Cidade Comportamento Destaque Direito Entrevistas Porto Alegre Segurança Vídeo

 

 

 

 

O incidente que terminou com dois soldados do Serviço de Inteligência (P2) do 20º Batalhão da Brigada Militar (BM) feridos à bala na zona Norte de Porto Alegre está em processo de investigação. O caso ocorreu nesse domingo na Avenida Bernardino Silveira Amorim. Dois PMs do 20º BPM foram baleados por colegas do 26º BPM, de Cachoeirinha. Conforme informações preliminares, os policiais do 26º BPM estavam perseguindo um veículo Hyundai HB 20 com suspeita de furto. O comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas, disse que as ações necessárias para apurar o episódio foram tomadas e garantiu que alguém será responsabilizado.

“O que nós temos é que houve um problema de comunicação entre duas guarnições e todas as medidas foram tomadas para nós buscarmos as circunstâncias e os responsáveis. Queremos saber o que motivou os disparos e se as viaturas ostensivas e discretas adotaram os procedimentos corretos na ação. Houve um problema e alguém deve ser responsabilizado”, disse Freitas.

O coronel destacou, no entanto, que não se pode julgar a situação de maneira precipitada. “Há uma série de problemas acontecendo e, quando soubermos de todo o cenário esclarecido, aí vamos solucionar. Nunca houve ordem para atirar antes e perguntar depois. Não vamos condenar ninguém antes de esclarecer o que aconteceu”, explicou Alfeu Freitas.

Freitas tentou tranquilizar a população ao argumentar que a BM é preparada para qualquer tipo de abordagem. “Não sei o que houve e, talvez, para os policiais que estavam na viatura ostensiva, as pessoas que estavam no outro carro discreto pareciam ‘meliantes’. Houve um problema e um erro, mas a BM não sairá atirando em qualquer um. Não podemos é julgar com antecipação”, reiterou. (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Criador da Lei Rouanet admite falhas na medida e defende revisão do programa

Criador da Lei Rouanet admite falhas na medida e defende revisão do programa

Cultura Notícias Política

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, Sérgio Paulo Rouanet admite falhas na Lei Rouanet, defende uma revisão do programa e crítica a política de “condenar grandes espetáculos” para tentar beneficiar ações que – na verdade – “são uma máquina de fazer dinheiro”. O criador da Lei Rouanet é professor, diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras. Ele foi o responsável por elaborar o projeto que virou lei em 1991, quando era secretário de Cultura do governo Fernando Collor.

Sérgio Paulo Rouanet destacou que a versão original – que completará 25 anos em dezembro – foi alterada, mas reconheceu as principais críticas à medida, como a burocratização e baixa democratização no acesso aos recursos, além das falhas na fiscalização.

Segundo ele, a própria Lei Rouanet prevê mecanismos que não são usados ou acabam virando secundários, como o Fundo de Cultura com dinheiro que pode ser destinado diretamente aos beneficiados e a renúncia fiscal de pessoas físicas: “Se fala muito em doações feitas por empresas. Se ampliasse o leque de doadores poderíamos aproveitar melhor”.

Questionado sobre as acusações de que a lei é utilizada para beneficiar grandes artistas e megaeventos, o professor não negou que “a lei poderia ser mais democrática”, mas condenou as tentativas de beneficiar determinados segmentos e “condenar grandes espetáculos”.

“A lei permitiu que grandes artistas, que já eram grandes, ficassem mais eficazes. Não se deve diminuir o acesso dos grandes, mas sim tornar (o recurso) mais extensivo à população inteira”, pontuou o professor.

Ele ainda criticou ações que são identificadas como “cultura popular”, mas que – na verdade – são “uma verdadeira máquina de fazer dinheiro”.

Sérgio Paulo Roanet ressaltou que é essencial minimizar uma “ação estatal direta que possa imprimir rumos à política cultural brasileira”, ao explicar que a cultura brasileira é uma “colcha de retalhos” que deve ser tratada dessa forma, sem uma ideologia específica por parte do Estado.

Por fim, ele defendeu que as empresas também sejam cobradas no quesito fiscalização: “Certamente é uma das coisas que precisariam ser objeto de uma releitura critica muito importante, sobretudo no momento de grandes preocupações com probidade”, afirmou o idealizador da lei, que reafirmou que é preciso “melhorar e não deletar” a Lei Rouanet.

Entrevista de Dilma para Rádio Guaíba repercute nos principais sites, jornais e telejornais

Entrevista de Dilma para Rádio Guaíba repercute nos principais sites, jornais e telejornais

Comunicação dilma Notícias Poder Política

Impressionante a repercussão da entrevista que a presidente afastada Dilma Roussef concedeu à Rádio Guaíba nesta segunda-feira. Telejornais como o Jornal Nacional, da Rede Globo e Jornal da Cultura, TV Cultura/SP deram destaque ao que disse Dilma. O mesmo aconteceu com sites como: Globo.com, Revista Exame, R7, IG, Estadão, Folha, UOL, ZH, El País…

A  entrevista exclusiva à Rádio Guaíba foi concedida no programa Esfera Pública. Dilma falou em primeira mão, que a perícia do Senado comprova que ela não cometeu crime. Na conversa com  os jornalistas Juremir Machado da Silva e Taline Oppitz. Ela destacou o espírito democrático da Rádio Guaíba desde sempre e agradeceu a oportunidade para explicar todo o processo que levou ao seu afastamento da presidência. A presidente afastada revelou ainda que estuda a possibilidade de se defender pessoalmente diante da Comissão Processante do Senado.

‘É uma guerra’, diz Temer após um mês de governo. À Folha presidente fala em avanços de sua gestão, apesar da crise e da Lava Jato

‘É uma guerra’, diz Temer após um mês de governo. À Folha presidente fala em avanços de sua gestão, apesar da crise e da Lava Jato

Notícias Poder Política

“É uma guerra, tem sido uma guerra”, afirmou o presidente interino, Michel Temer, em entrevista a Valdo Cruz e Gustavo Uribe sobre o primeiro mês de governo. Perdeu dois ministros após delação de político ligado a líderes do PMDB e recuou em decisões como o fim do Ministério da Cultura. Sob pressão popular, de aliados e de adversários, Temer trocou o estilo reservado e paciente por desabafos e manifestações de irritação.

À Folha ele disse que a situação fiscal foi a maior surpresa negativa. Mesmo com desdobramentos da Lava Jato como pedidos de prisão de quatro caciques de sua sigla. “As contas [deixadas pelo governo Dilma Rousseff estão muito piores do que imaginávamos, a Petrobras quebrada, os Correios quebrados, a Eletrobras quebrada.” Apesar do cenário adverso, Temer considera o mês um sucesso por ter mudado a equipe econômica e retomado o diálogo com Congresso. Ele cita a mudança da meta fiscal e a prorrogação da DRU, mecanismo que flexibiliza os gastos federais.
“Votamos projetos com ampla maioria e estamos retomando a confiança no país, não é pouca coisa para um começo de governo.”  Confira a íntegra na Folha de São Paulo.

Dilma defende consulta popular para que população decida se quer novas eleições. Presidente afastada concedeu entrevista para Luis Nassif na TV Brasil

Entrevistas Notícias Poder Política

 

 

 

Entrevista_Dilma_RousseffA presidenta afastada Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira(9), em entrevista especial concedida à TV Brasil, uma consulta popular caso o Senado não decida pelo seu impedimento. Ao apresentador Luís Nassif, Dilma disse que é a população que tem que dizer se quer a continuidade de seu governo ou a realização de novas eleições. “O pacto que vinha desde a Constituição de 1988 foi rompido e não acredito que se recomponha esse pacto dentro de gabinete. Acredito que a população seja consultada”, disse.

Para ela, o país não conseguirá superar a crise com o governo interino. Dilma acredita que o povo não terá confiança no comando de Temer pelo fato de ele não ter passado pelo crivo das urnas. “Como você acha que alguém vai acreditar que os contratos serão mantidos se o maior contrato do país, que são as eleições, foi rompido?”, indagou. “Não acho possível fazer pacto nenhum com o governo Temer em exercício”, completou.

Dilma criticou uma vez mais a admissibilidade do processo de afastamento usando como o argumento o fato de que, embora a Constituição preveja o impeachment, ela também estipula que é preciso haver crime para que se categorize o impedimento. “Não é possível dar um jeitinho e forçar um pouquinho e tornar esse artigo elástico e qualificar como crime aquilo que não é crime. Os presidentes que me antecederam fizeram mais decretos do que eu. O senhor Fernando Henrique [Cardoso] fez entre 23 e 30 decretos do mesmo tipo”, disse, referindo-se aos decretos de suplementação orçamentária que embasaram o pedido de impeachment feito pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.

“Não é o meu mandato, mas as consequências que tem sobre a democracia brasileira tirar um mandato. Isso não afeta só a Presidência da República, afeta todos os Poderes”, disse ela.

Dilma disse que reivindica voltar ao posto por compreender que não cometeu crime. Ela criticou os que defendem um semiparlamentarismo, ou eleição indireta, por considerar que isso traria um grande risco ao país. A presidenta afastada defendeu que haja uma reforma política que discuta o tema. “Não temos que acabar com o presidencialismo, temos que criar as condições pela reforma política”.

Nesse contexto, ela defendeu novamente a consulta popular. “Só a consulta popular para lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer”. Segundo ela, nos momentos de crise pelo qual o Brasil passou, na história da democracia recente, foi com o presidencialismo que o país superou as crises. “Foi sempre através do presidencialismo que o país conseguiu dar passos em direção à modernidade e à inclusão”.

Eduardo Cunha

Para Dilma, no final do seu primeiro mandato, começou a se desenhar, especialmente na Câmara dos Deputados, um movimento político “do centro para a direita”, com o surgimento de pautas conservadoras, processo, segundo ela, comandado pelo então líder do PMDB e hoje presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (RJ). “Ele é o líder da direita no centro. O processo culmina na eleição dele”, disse.

Com a ascensão de Cunha à presidência da Câmara, a interlocução do governo com o Casa ficou inviabilizada, de acordo com ela, porque o peemedebista tem “pauta própria”. “O grande problema de compor com o Eduardo Cunha é que ele tem pauta própria. No momento em que o centro passa ter pauta própria, uma pauta conservadora, a negociação fica difícil”. Dilma voltou a defender a tese de que o peemedebista acatou a denúncia dos advogados contra ela em retaliação ao fato de o PT não ter se comprometido a votar, no Conselho de Ética, contra a abertura do processo de cassação do mandato de Cunha.

“Atribui-se a mim não querer conversar com parlamentares. Agora, não tem negociação com certo tipo de práticas. Quando começa o aumento da investigação que a Procuradoria-Geral da República faz sobre ele [Cunha], qual a reação dele? Ou você me dá três votos ou eu aceito a questão do impeachment. E a imprensa relata. Trata-se de uma chantagem explícita.”

Política externa

A presidenta afastada também criticou as ações tomadas pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, em relação a alguns países vizinhos. Ela defendeu a aproximação do Brasil com países da região e com a África, iniciada no governo Lula e mantida na sua gestão. “Fomos capazes de refazer nossas relações com a América Latina e com a África. Ter uma visão de fechar embaixada é ter uma visão minúscula da política externa”.

Lava Jato

Perguntada sobre a Operação Lava Jato e os casos de corrupção deflagrados no país recentemente com a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, Dilma que disse que o grande problema da corrupção é o controle privado que se faz das verbas do Estado. “Não se pode fazer a escandalização de investigações sobre o crime de corrupção. O que tem que se fazer é, doa a quem doer, investigar e punir. Quando for as empresas é aplicar multas. Há uma hipocrisia imensa em relação a essa questão das investigações”.

Celso Kamura

Sobre as denúncias de que teve despesas com cabeleireiro pagas com dinheiro de propina, Dilma disse ter comprovantes de todas gastos que teve com o cabeleireiro Celso Kamura e a cabeleireira particular que a acompanha até hoje.

Dilma contou que conheceu Kamura após o fim do tratamento a que se submeteu para combater um linfoma, em 2009, por meio da empresa responsável por sua campanha à presidência. Kamura, segundo ela, a ajudou na fase em que seus cabelos voltaram a crescer. Para ela, esse tipo de acusação é uma tentativa intimidá-la. “Eles não vão me calar porque vão falar do meu cabelo. A sorte é que tenho todos os comprovantes do pagamento, de transporte dele [Kamura] e da minha cabeleireira particular. Também disseram que comprei um teleprompter. Já viu alguém ter um teleprompter pessoal? Para que eu quero um teleprompter? Essa eu achei fantástica”, ironizou, referindo-se ao aparelho usado pelas TVs que mostra o texto a ser falado por apresentadores de telejornais e programas jornalísticos. (Agência Brasil)

Vocalista do Fundo de Quintal morre vítima de linfoma no Rio

Cultura Notícias

 

O vocalista do conjunto de samba Fundo de Quintal Mário Sérgio morreu, na manhã deste domingo, em um hospital de Nilópolis, onde passou seis dias internado para tratar um linfoma, na Baixada Fluminense. no Rio. O cantor tinha 58 anos e também era cavaquinista do grupo, que surgiu a partir do bloco Cacique de Ramos e é considerado um dos mais antigos do Brasil.

No Facebook, o Fundo de Quintal informou o falecimento do “amigo e parceiro Mário Sérgio”. O Cacique de Ramos se manifestou através de nota e informou que “em respeito à dor da família”, o cancelamento da roda de samba do Cacique de Ramos da noite de hoje.

Depois de 18 anos no grupo, Mário Sérgio deixou o Fundo de Quintal em 2008, retornando em 2013. Ainda não há informações sobre o velório e enterro do artista.  Acima uma entrevista de Mario Sérgio com Jô Soares. (Rádio Guaíba, com R7)

Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

Negócios Notícias Poder Política

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), disse agora que vai se licenciar do cargo a partir de amanhã (24) até o Ministério Público Federal se manifestar sobre as denúncias contra ele.

“Vamos aguardar a manifestação do Ministério Público com toda a tranquilidade, porque estou consciente que não cometi nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato, apoiei a Lava Jato”, disse em entrevista no Congresso Nacional, após o presidente interino Michel Temer entregar a proposta de meta fiscal revisada. “Enquanto o MP não se manifestar, aguardo fora do ministério. Depois disso, caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não, ele vai discutir o que vai fazer”, afirmou.

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem hoje (23) que diz que em conversas, gravadas em março, o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do ministro.

Jucá disse que vai protocolar hoje um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie se há alguma ilegalidade na gravação que comprometa a permanência dele no ministério. No período da licença, Jucá reassumirá o mandato de senador e permanecerá na presidência do PMDB. O Ministério do Planejamento ficará sob comando do secretário-executivo Dyogo de Oliveira.

Romero Jucá disse que a decisão de se licenciar foi pessoal. Segundo ele, o presidente interino Michel Temer deu um voto de confiança, mas preferiu se licenciar para não ser usado “como massa de manobra”.

Entrevista

Mais cedo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tenha tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Jucá disse ainda que não iria pedir afastamento do cargo. O ministro afirmou que não teme ser investigado.

“Nunca cometi e nem cometerei qualquer ato para dificultar qualquer operação, seja Lava Jato, ou qualquer outra”, disse Jucá, em entrevista coletiva à imprensa. “Da minha parte, sempre defendi e explicitei e apoiei com atos a Operação Lava Jato. A política terá uma outra história depois da Operação Lava Jato”.

De acordo com a reportagem, em um dos trechos da gravação Jucá disse que “tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Ao ser questionado sobre o trecho, Jucá disse que estava se referindo ao cenário da economia do país, e não a uma paralisação da Lava Jato.

“Estava falando em delimitar as responsabilidades, que é dividir quem tem culpa e não tem culpa. Delimitar responsabilidade não é parar a investigação. Não tem esse diálogo, nessa conversa”, disse, argumentando que o jornal usou “frases soltas dentro de um diálogo”.

“A análise que fiz e comentários que fiz com o senador Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras] são de domínio público. Disse o que tenho dito permanentemente a jornalistas, em entrevistas e debates”, afirmou.

Denúncia

A Folha de S.Paulo divulgou nesta segunda-feira (23) trechos de gravações obtidas pelo jornal que mostram conversas entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nas gravações, segundo o jornal, o ministro sugere que seria preciso mudar o governo para “estancar” uma “sangria”. Segundo as informações do jornal, o ministro estaria se referindo à Operação Lava Jato, que investiga fraudes e irregularidades em contratos da Petrobras.

Segundo a reportagem publicada pela Folha, os diálogos ocorreram em março deste ano. As datas não foram divulgadas e o jornal diz que as conversas ocorreram semanas antes da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. De acordo com o textp, Machado teria procurado líderes do PMDB por temer que as apurações sobre ele, que estão no Supremo Tribunal Federal (STF), fossem enviadas para o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Nos trechos publicados, Machado diz que está preocupado com as possíveis delações premiadas que podem ser feitas. “Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho”.

Jucá responde que Machado precisava ver com seu advogado “como é que a gente pode ajudar” e cita que é preciso haver uma resposta política e mudança no governo. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse o ministro, segundo o jornal.

No diálogo publicado, Machado diz que a “solução mais fácil” era ter o então vice-presidente Michel Temer na presidência e que seria preciso fazer um acordo. “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional” e Jucá responde: “Com o Supremo, com tudo”. Logo em seguida Machado diz: “Com tudo, aí parava tudo” e o ministro concorda: “É. Delimitava onde está, pronto”.

Ainda segundo o jornal, Machado imagina que o envio do caso para Moro poderia ser uma estratégia para que ele faça uma delação premiada. A matéria diz ainda que ele teria feito uma ameaça velada e pedido uma estrutura para dar proteção. “Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer…”. Em outro trecho, o ex-presidente da Transpetro diz estar preocupado com ele mesmo e com “vocês” e que uma saída tem que ser encontrada.

De acordo com a Folha, Machado disse ainda que novas delações na Operação Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. O jornal diz que Jucá concorda com Machado de que o caso dele não pode ficar com Moro.

Jucá orienta ainda que Machado se reúna com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e também com José Sarney.

Nas gravações divulgadas pelo jornal, o ministro afirmou que teria mantido conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram citados nomes e, segundo o jornal, Jucá disse que são poucos os ministros da Corte aos quais ele não tem acesso. Machado diz que seria necessário ter alguém com ligação com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Jucá diz que não tem uma pessoa e que Zavascki é “um cara fechado”.

O Supremo Tribunal Federal ainda não divulgou declarações a respeito das declarações divulgadas na reportagem. Segundo a Folha de S. Paulo, as gravações feitas somam mais de uma hora e estão com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Procurada pela Agência Brasil, a PGR disse que não irá se manifestar sobre a reportagem. (Agência Brasil)

Confira o que Lula diz nas entrevistas aos veículos estrangeiros

dilma Direito Economia Mundo Negócios Notícias Poder Política Vídeo

 

O ex-presidente Lula, não concede entrevistas aos jornalistas brasileiros. Mas, se dispõe a todo momento a falar com veículos estrangeiros. Nesta entrevista para a Telesur/Venezuela ele assegura que a elite brasileira sempre foi submissa aos EUA. Lula fala ainda ainda da possibilidade de concorrer a Presidência em 2018. Se você preferir conferir a reportagem escrita em ESPAÑOL confira no site da Telesur.