Feira do Livro terá distribuição de senhas para evento com Divaldo Franco

Feira do Livro terá distribuição de senhas para evento com Divaldo Franco

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A partir das 13h de amanhã, 13/11, serão distribuídas 350 senhas para a atividade com o médium Divaldo Franco. A distribuição das senhas acontece no Balcão de Informações da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, instalado ao lado do Memorial do RS. Divaldo Franco é considerado o sucessor de Chico Xavier, e vem à Feira para lançar sua biografia “Divaldo Franco – a trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos”, escrita por Ana Landi, que também estará presente. A atividade acontece às 20h no Teatro Carlos Urbim. Abaixo, o texto sobre o livro escrito por  Maria Helena Marcon , publicado no site Mundo Espírita:

Ana Cláudia Landi é historiadora pela Universidade de São Paulo (USP). Como jornalista, atuou no Grupo Folha, Jornal da Tarde e Valor Econômico. Desde dezembro de 2013, dirige a Bella Editora. Segundo ela, autora da recente biografia de Divaldo Pereira Franco, a abordagem inicial do médium não foi fácil. Acostumado aos holofotes e às grandes plateias, Divaldo sempre resistiu em colaborar com obras que o tivessem como protagonista. Para ele, o importante são os resultados obtidos em seus quase setenta anos de trabalho, e não a personificação de seu realizador. Depois de alguns e-mails em que declinou educadamente do projeto, acabou se rendendo a um primeiro contato pessoal (…)

Foi em maio de 2012, véspera do seu aniversário de oitenta e cinco anos. Ao  se apresentar, a repórter teve, novamente, sua ideia recusada. Isso porque, segundo ele, um perfil jornalístico exigiria um dispêndio de tempo muito grande – algo impossível a quem passa mais de duzentos dias por ano em palestras. Mas, ela o convenceu a colaborar para reportagens em grandes veículos e  surgiram várias na revista Contigo!, Folha de São Paulo, Rádio CBN, The Guardian, BBC, entre outras. A relação foi se estreitando, algumas conversas, em intervalos de viagens e congressos aconteceram. Muitas visitas de Ana Landi à Mansão do Caminho e, finalmente, a ideia do livro foi aprovada. Na noite de 23 de fevereiro, uma noite de emoção, beleza e alegria, segundo Julio Zacarchenco, foi lançada a obra na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista. A fila começou a se formar às 16h. Os autógrafos começaram às 18h e, durante quatro horas, foram dois mil e seiscentos livros autografados. O tempo médio de espera por um autógrafo foi de duas horas. Ninguém reclamou, não houve tumulto. A obra constitui-se a primeira biografia jornalística sobre o espírita baiano, reconhecido como o maior divulgador do Espiritismo no mundo.

A autora, Ana Landi, sempre ao lado de Divaldo e externando grande simpatia, também autografou os livros e cumprimentou a todos. Os direitos autorais foram integralmente doados em cartório para a instituição socioeducativa “Mansão do Caminho”, criada por Divaldo na cidade de Salvador (BA), há mais de 60 anos. Todos os que adquiriram o livro, receberam também um DVD institucional da “Mansão do Caminho” e uma garrafinha de água personalizada. A parceria perfeita entre biógrafa e biografado resultou em um excelente trabalho literário e um evento de grande estilo, profunda harmonia e muita alegria, que surpreendeu positivamente a todos.

O livro é baseado em entrevistas realizadas em mais de dois anos com Divaldo.

Retrata, desde a vida familiar, em Feira de Santana, na Bahia, ao problema de paralisia que sofreu, aos dezessete anos, depois de assistir à morte do irmão José, a primeira ida a um centro espírita, a primeira psicografia, as dificuldades em  se manter na capital baiana, passando por alguns lances, possivelmente desconhecidos de muitos os que acompanham a trajetória do médium, ao longo dos anos, como o do namoro, que acabou antes de começar, os problemas ocorridos, especialmente nas primeiras viagens ao Exterior, e as benéficas intervenções espirituais de Marcelo Ribeiro, o jovem carioca desencarnado.

Também revelações de algumas das suas reencarnações anteriores. Como em Paris, visitando um enorme mosteiro, falando um francês provençal, onde se identifica para a monja mestra como o fundador daquela instituição, no ano de 1625.

Sua vinda ao Paraná, em 1954, convidado pelo então Presidente da Federativa, João Ghignone, seu primeiro encontro espiritual com Lins de Vasconcellos, ainda no avião, antes de aterrissar, é outro fato curioso narrado, com riqueza de detalhes.

As peripécias que o envolveram ao dormir no apartamento do albergue da FEP, o frio que o surpreendeu, em Curitiba, levando-o a se envolver, discretamente, entre as cortinas do auditório da antiga sede da FEP, hoje transformada em Sede Histórica, sempre em relato agradável.

Enfim, a biografia, sem endeusamento ou exageros, retrata a vida do baiano, que se comunica e interage com os Espíritos desde o quatro anos; que foi acusado de louco, charlatão e plagiador; que quase se suicidou; que sofreu diversas tentativas de assassinato no Brasil e no Exterior; que foi proibido de entrar em Portugal e Espanha, durante certo período.

Também registra os feitos notáveis desse brasileiro ilustre como o ter acolhido, na Mansão do Caminho, seiscentos e oitenta e cinco órfãos, que o presentearam com netos e bisnetos, que se transformaram em cidadãos, em homens de bem;

o ter proferido mais de quinze mil palestras no Brasil e no Exterior; ter levado o Espiritismo a países onde nunca se havia falado sobre  Doutrina Espírita; ter psicografado cerca de trezentos livros que, juntos, venderam dez milhões de exemplares.

E toda renda das suas obras mediúnicas é doada para obras assistenciais, principalmente a Mansão do Caminho.

O livro, de trezentas e duas páginas é enriquecido com fotografias de Divaldo, seus familiares, colaboradores, trabalhadores da Mansão, as primeiras crianças acolhidas, a primeira sede da Mansão e do Centro Espírita Caminho da Redenção. Também fotos de Joanna, enquanto Clara de Assis e Juana Inés de la Cruz.

Em tudo, uma obra apaixonante, escrita de forma leve, que nos conduz ao conhecimento da jornada desse ser que peregrina entre nós, esparzindo luz há tantas décadas.