David Coimbra lança “Hoje eu venci o câncer”. Livro com relatos inéditos sobre como o jornalista enfrentou a doença chega às livrarias na segunda-feira

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Escrever que David Coimbra é um dos grandes jornalistas brasileiros da atualidade, um cronista de mão cheia e um amigo dos amigos, é o óbvio. Mas e daí? Porque é óbvio não vou escrever? Ok! David  não é uma unanimidade. Todavia, não é porque há burros no planeta. Mas, normalmente até eles, o meu amigo trata com gentileza. Olha, ser David em época de intolerância nas redes sociais, requer uma dose extra de generosidade e paciência. Ainda bem que ele as têm em quantidade ilimitada. Convivi muito com o David nas quadras de futebol de salão (Futsal é coisa moderna) entre bolachas de chope, sanduíches abertos, filés,  churrascos, vários “xises” (ele já descreveu em sua coluna a experiência de traçar um cheeseburger ao meu lado) e tenho algumas longas horas em filas esperando o autógrafo do menino do IAPI. Houve uma época que ele lançou vários livros em um pequeno espaço de tempo. Sou tão fã, que tenho dedicatórias em edições diferentes de Jô na Estrada e A Mulher do Centroavante. Alguém me perguntou: Tu vai na sessão de autógrafos do David? E eu sem saber que livro… fui. Só me flagrei que já tinha devorado o livro, quando li o nome da obra na página autografada pelo David. Cometi o erro uma segunda vez, até aprender a olhar o cartaz do lançamento. Afinal de contas, “Herrar é umano, persistir… “.

Quando soube da notícia do câncer no rim, fiquei abalado como todos que conviviam com o craque das letras, mesas e quadras. Foi a força e a determinação do David em enfrentar a doença, que melhorou o ânimo dos que estavam em torno dele. É claro que o filho da D.Diva e pai do Bernardo, se abalou com a notícia(quem não se abalaria), mas encarou o desafio de ser cobaia. Apoiado pela Marcinha, amigos mais próximos e por Duda Melzer – poucos sabem, mas ele acompanhou tudo de perto – David foi a luta e venceu o monstro. Mas, para um cara que leu os “Tesouros da Juventude”e escreve crônicas e reportagens como poucos, a vitória física não basta. Ele tinha que passar e repassar psicologicamente cada momento que viveu. Por isso, chega às livrarias na próxima semana: HOJE EU VENCI O CÂNCER.

29852916_2074250996127226_1472937266_nDavid já tratou do assunto em colunas, no jornal Zero Hora. Em 18 de maio de 2013, iniciou a série: A má notícia. Na abertura do capítulo 1:  “Quando descobri que estava com câncer, desmaiei. Que decepção comigo mesmo, eu que me achava tão forte. Hoje as coisas estão diferentes, e logo você vai entender por quê. Naquele dia, 8 de março, uma sexta-feira azul e amarela de fim de verão, minha preocupação era uma misteriosa dor no peito que vinha sentindo havia algumas semanas. Os médicos fizeram todo tipo de investigação e não descobriam do que se tratava. Estava tudo bem com o coração, tudo bem com os pulmões, mas a dor aumentava a cada dia, até se tornar quase insuportável (…) Um rim tinha o dobro do tamanho do outro, e o rim grande tinha uma área escura no centro, uma mancha que lhe tomava quase todo o território. Arregalei os olhos e constatei, em voz baixa: – É câncer… Os médicos e técnicos em volta tentaram ser otimistas. – É preciso fazer mais testes – disse um deles. Mas eu sabia que era câncer. Não precisava ser médico para perceber o óbvio.”  Em outubro de 2016, no artigo: “Eu virei cobaia de um remédio contra o câncer”, ele tratou do assunto nas páginas da revista Superinteressante, que dedicou toda uma edição a doença.

“… Tinha câncer de rim com metástase e sofri um bocado, de lá para cá. Meu rim esquerdo foi extraído, e agora descobri que isso é mais uma das coisas que tenho em comum com Pelé, além da minha categoria como ponta-direita recuado. Tomei algumasdas drogas existentes no Brasil contra câncer de rim. A maioria funcionou por três ou quatro meses, mas logo as espertas células mutantes do câncer aprenderam como voltar a se reproduzir. A folhas tantas, um médico me informou:

– Se tudo der certo, você tem, no máximo, mais cinco anos.

Se tudo der certo…

Foi nesse momento que descobri o maravilhoso mundo das cobaias. Vou contar como é: agora mesmo, há cientistas que estão estudando uma única e minúscula molécula, a mesma molécula que observam já há 20 ou 30 anos de suas vidas. Esse estudo paciencioso e criterioso, somado a outros tantos igualmente pacienciosos e criteriosos, resulta na confecção de drogas com poder suficiente para derrotar vários tipos de câncer. Em breve, e espero que seja realmente em breve, eles descobrirão a cura de todos os cânceres, que o câncer não é um só, é legião, porque são muitos.

Ocorre que, em determinada etapa desses estudos, o remédio precisa ser testado em seres humanos. É aí que entramos nós, as cobaias felizes. Quando você é selecionado para participar de um desses estudos, recebe otratamento mais avançado de que a ciência dispõe. Uma dona de casa que mora em Bangu, na Zona Norte do Rio, por exemplo, recebe, gratuitamente,o mesmo tratamento pelo qual pagarão xeiques sauditas, industriais alemães ou executivos japoneses.O problema é que a dona de casa de Bangu dificilmente terá acesso a esses experimentos, por causa da burocracia do Estado brasileiro.”

Agora, depois de escrever crônicas e artigos sobre o que viveu, David concluiu seu livro um relato longo sobre tudo o que viveu nos últimos anos. Eu conversei com ele rapidamente sobre o livro, via whatsapp:

Felipe Vieira: Quando tu decidiu escrever o livro ?

David Coimbra: Tinha pensado em escrever esse livro pro Bernardo. Depois, vi que seria um livro que poderia ajudar muita gente. Gente que, de alguma forma, convive com males assim e até quem não convive, mas que pode compreender algo a respeito e usar para si mesmo. Não posso dizer que estou curado, porque esse tipo de doença sempre pode voltar. Por isso coloquei o “hoje” no título. Hoje estou curado, não sei como será amanhã, mas o que me importa é hoje.

Felipe Vieira: Como foi receber a notícia da doença?

David Coimbra: Foi terrível. Um dos piores momentos da minha vida. Lembro de cada detalhe, descrevi tudo no livro e, ao descrever, cheguei a sentir de novo aquela péssima sensação.

Felipe Vieira: Tu pensou que ia morrer?

David Coimbra: Claro. E foi por isso que decidi escrever esse livro. Decidi escrever algo pra deixar pro meu filho. Mas, depois, como continuei vivo, mudei um pouco o projeto.

Felipe Vieira: Como foi a decisão de se atirar de cabeça em um tratamento experimental?

David Coimbra: Eu não tinha alternativa. Tinha que tentar.

Felipe Vieira: Tu te sentiu uma cobaia?

David Coimbra: Eu era uma cobaia. Sou ainda. Com muito orgulho.

Felipe Vieira: O livro está restrito aos anos da doença ou tu coloca outras memórias?

David Coimbra: Escrevo sobre os anos da doença, mas recuo várias vezes, conto muitas partes da minha vida, falo de pessoas e situo os personagens. Muito do que vivi está ali.

Felipe Vieira: Como pai, adorei ler o teu livro: Meu Guri. Como foi dar a notícia para o Bernardo?

David Coimbra: Eu não dei a notícia pro Bernardo, porque ele era muito pequeno, mas houve um momento em que tive de expressar a ele claramente o que estava acontecendo. Contei isso no livro.

 

No release do livro está escrito e eu concordo plenamente. Enfrentar uma situação-limite e sair inteiro é para poucos. Após o auge da dor – seja ela física ou espiritual –, vem o depois, o dia a dia. Em Hoje eu venci o câncer, David Coimbra nos mostra como ele lidou com seus próprios medos ao enfrentar uma doença que colocou sua vida de cabeça para baixo. Logo em seguida a um diag­nóstico assustador por sua gravidade, o autor se mudou para os Estados Unidos com sua família para tentar um tratamento experimental que foi sua salvação.

Em textos por vezes crus de tão hones­tos sobre sua saga para recobrar a saúde, o autor nos pega pela mão numa viagem que intercala presente e passado. Para entender de onde tira tanta determinação, retornamos com ele à sua infância, precisa­mente ao momento em que sua mãe, com três filhos pequenos, foi abandonada pelo marido, e seguimos por sua vida adulta, por seu início no jornalismo, pelas grandes coberturas e principalmente pelos laços de amizade que foi construindo, amigos esses fundamentais para enfrentar a doença.

Ao intercalar sua narrativa com as crônicas que publicou nos momentos mais difíceis da sua vida – como o texto supreendentemente leve que escreveu no dia que teve o aterrador diagnóstico ou o angustiante relato de quando se viu inter­nado para mais uma cirurgia nos Estados Unidos, à qual se seguiram delírios em função dos opiáceos receitados –, o autor nos mostra como seguir em frente sempre, mesmo nos momentos mais assustadores. Porque para David Coimbra só existe o presente, o tempo gerúndio, o que está acontecendo. O futuro é inconfiável. E o passado se constrói a cada dia que passa.

 

Quer saber mais? Reserve um tempo na próxima semana, passe em uma livraria ou entre  no site da L&PM e baixe o e-book. Lá você vai encontrar um trecho da obra.

 

Título:

HOJE EU VENCI O CÂNCER

Preço:

34,90

Gênero:

Biografias
Saúde Memórias Crônica

Formato:

14×21

Páginas:

208

Edição:

abril de 2018
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Governo dos EUA derruba veto contra transexuais no Exército

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, anunciou hoje o fim da proibição de transexuais nas Forças Armadas. A medida já havia sido antecipada pela imprensa local na semana passada, mas foi confirmada oficialmente nesta quinta-feira. ‘Nosso dever é defender o país. Não podemos impedir o recrutamento de pessoas que podem realizar tal missão’, afirmou.

Comissão

Uma comissão trabalhou durante um ano para resolver todos os potenciais problemas decorrentes da mudança. As Forças Armadas terão até 45 dias para se adaptar, embora reservadamente alguns militares achem que o prazo é muito curto.

Homossexuais declarados já eram permitidos no Exército desde 2011, quando uma decisão revogou a política do chamado ‘não pergunte, não responda’, mas os transexuais continuaram sujeitos à dispensa.

No país, existem soldados que trocaram de sexo, mas eles não podiam comentar o assunto abertamente e nem tinham direito a serviços médicos relativos à condição.

WikiLeaks

O veto a transexuais era baseado na ideia de que esse grupo sofre de transtornos psicológicos. O caso mais famoso de troca de sexo nas Forças Armadas dos EUA é o do soldado Bradley Manning, que, em 2014, mudou de nome para Chelsea Manning.

Ela cumpre pena de 35 anos de prisão por ter revelado segredos militares ao site WikiLeaks e se submete a tratamento hormonal para passar pela cirurgia. (Agência Brasil)

Serra propõe ‘atualizar’ o Mercosul

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O chanceler José Serra vai discutir mudanças no Mercosul, em sua primeira viagem internacional, hoje, à Argentina. Ele quer mudar as regras do bloco para facilitar a negociação de acordos comerciais. Além disso, Serra pretende melhorar a relação do Brasil com os EUA, informa Eliane Cantanhêde. (O Estado de São Paulo)

Projeto Comprador da Movelsul Brasil prevê US$ 35 milhões em exportações

Agenda Economia Negócios Notícias

Trinta compradores da Argentina, Bulgária, Catar, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, França, Marrocos, México, Moçambique, Panamá, Paraguai e São Martinho desembarcam em Bento Gonçalves na próxima semana para rodadas de negócios do Projeto Comprador da 20ª Movelsul Brasil, principal feira de móveis e complementos da América Latina. Assim como na última edição, em 2014, a estimativa é gerar US$ 35 milhões em negócios. “Em relação à importação mundial de móveis, de um valor de aproximadamente US$ 160 bilhões, o Brasil detém menos de 0,5% desse mercado. Existe um grande potencial e as exportações brasileiras ainda tem muito espaço para crescer. Além disso, a desvalorização do real em frente ao dólar coloca o Brasil em um momento muito mais competitivo. Por isso, estamos apostando bastante no mercado externo como forma de impulsionar os negócios desta edição”, avalia o presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio.

Iniciativa do Sindmóveis Bento Gonçalves, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o projeto ocorre desde 2000 entre empresas brasileiras e compradores estrangeiros. Além das marcas expositoras, as rodadas deste ano terão a participação de indústrias do Projeto Brazilian Furniture, iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e da Apex-Brasil para incentivar as exportações brasileiras de móveis. A feira acontece entre os dias 14 e 18 de março, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

 

Localização na feira: Pavilhão E

Fábio Jr diz que políticos roubaram o Brasil e público xinga a presidente Dilma nos EUA. Protesto aconteceu durante o Brazilian Day, festa anual de brasileiros nos Estados Unidos.

Comunicação Cultura Mundo Notícias Poder Política

https://www.youtube.com/watch?v=iMKXFb2vQzM

Neste domingo, 06, aconteceu o ‘Brazilian Day’, realizado na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O evento é a maior festa feita por e para brasileiros fora do Brasil. Durante a apresentação, os rumos políticos do país não foram esquecidos. O cantor Fábio Jr. fez um desabafo emocionante ao pegar a bandeira nacional. O pai de Fiuk e Cléo Pires protestou contra o que chamou de “roubalheira”. O momento foi exibido pela TV Globo Internacional em todo o mundo e aqui no Brasil foi exibido pelo canal a cabo Multishow.

A celebridade questionou às milhares de pessoas que estavam assistindo ao show sobre o que estava escrito na bandeira nacional. Fábio Jr. depois afirmou que o que os brasileiros realmente precisam é de ordem e progresso, mas que o que está acontecendo é algo totalmente diferente. “Temos uma desordem de roubalheira. Isso é uma quadrilha”, falou o cantor. Em seguida, o intérprete de ‘Pai’ disse que tinha orgulho de vestir a bandeira nacional, mas que esse orgulho entra em um conflito diário com a vergonha pelos governantes do país.

Em seguida, o cantor disse que os políticos estão roubando o povo. “Eles estão metendo a mão”, argumentou Fábio, que ainda citou diversos nomes conhecidos da política nacional, insinuando que eles estão roubando o país. Dentre os nomes manifestados pelo cantor está o da presidente da república Dilma Rousseff. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi lembrado, além do já preso José Dirceu e de toda a bancada do PMDB. “Vocês não tem o que fazer”, bradou Fábio Jr, que ainda seguiu a pergunta de um palavrão.

Fábio Junior ainda disse que isso tudo dá pena, que é uma judiação com o povo brasileiro, que é muito humilde, mas ao mesmo tempo muito bom. O cantor ainda falou que era preciso mudar tudo o que acontece no país, falando outro palavrão em seguida.

Os palavrões foram seguidos pela plateia, que xingaram em coro a presidente Dilma Rousseff. Fábio, entretanto, não chegou a xingar Dilma, mas fez questão de colocar o microfone perto das pessoas que faziam o gesto, para que o mundo inteiro ouvisse os gritos de protesto.