RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

Comunicação Destaque Notícias

A variação cambial foi responsável por um forte aumento nos custos de produção no mês de maio. O acréscimo de 2,19% teve grande influência dos fertilizantes que sofreram reajuste de 7% na comparação com abril. Os dados são do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), divulgado pelo Sistema Farsul nesta quinta-feira, dia 21. A taxa de câmbio também afetou o IICP acumulado em 12 meses, que registrou inflação de 4,49%. Entre as lavouras acompanhadas, todas apresentaram alta, com a de trigo atingindo 7%.

Já os preços recebidos pelos produtores tiveram nova valorização. Em maio, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou 3,42%. O resultado teve influência do trigo (17%), frango (8%) e arroz irrigado (5%). Com o resultado, o acumulado em 12 meses marcou 22,16%. Na comparação com outros índices é percebido um movimento semelhante entre o IICP e o IPCA, que atingiu 2,86% no acumulado. Já na relação entre IIPR e IPCA Alimentos, novamente há um descolamento, com o segundo apresentando queda de -1,46%.

Confira o relatório dos índices de inflação do agronegócio na íntegra.

Agronegócio: Colheita do arroz chega a 73,3% no RS

Agronegócio: Colheita do arroz chega a 73,3% no RS

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A colheita de arroz no Rio Grande do Sul até o período está em 73,3%, ou 785.838 hectares do total semeado de 1.072.395 ha no Estado. A Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou na quinta-feira (19) o levantamento da evolução da colheita, baseado nos dados fornecidos pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates). Até o momento a produtividade média no RS é de 7.998 quilos por hectare.

A região produtora da Fronteira Oeste continua sendo a mais avançada, com 267.120 ha (84,3%) de área colhida, produtividade de 8.268 kg/ha, seguida pelas regionais da Planície Costeira Externa, com 95.987 ha (72,8%) de área colhida, produtividade de 7.116 kg/ha; Zona Sul, 124.444 ha (70,9%) de área colhida, produtividade de 8.331kg/ha; Campanha, 112.354 ha (69,4%) de área colhida, produtividade de 8.053 kg/ha; Planície Costeira Interna, 98.583 ha (69,2%) de área colhida, produtividade de 7.600 kg/ha; e Depressão Central, 87.350 ha (60,7%) de área colhida, produtividade de 8.044 kg/ha.

Com a segunda maior área colhida até agora, a região da Planície Costeira Externa compreende os Nates dos municípios de Capivari do Sul, Mostardas, Palmares do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres e Viamão. De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa, engenheiro agrônomo Vagner Martini dos Santos, a melhora nas condições climáticas no mês de abril contribui para o avanço significativo na colheita. Já que em março, devido ao grande volume de chuvas, o colhimento do grão foi prejudicado. Leia mais

Parceria entre Agas, Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS qualifica produtores gaúchos de hortifrutigranjeiros.

Parceria entre Agas, Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS qualifica produtores gaúchos de hortifrutigranjeiros.

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Em 2018 segue a parceria entre Agas Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS para qualificar gratuitamente produtores de hortifrutigranjeiros em todo o Rio Grande do Sul através do programa Juntos para Competir. No dia 8, foi realizada a primeira reunião do ano para a divulgação do cronograma de ações da campanha, no Sebrae/RS em Porto Alegre. O objetivo é qualificar a produção e a comercialização conforme as necessidades e exigências legais do mercado, garantindo ao consumidor a procedência do produto.

O programa também visa aumentar o nível de gestão dos horticultores através da implementação de ferramentas de gestão, melhorar a qualidade dos produtos entregues aos fornecedores e manter ou aumentar os canais de comercialização. O projeto pretende obter aumento no percentual de clientes (empresas) que registram as informações referentes ao processo produtivo visando a rastreabilidade. Entre as abordagens referentes às boas práticas agrícolas estão ações que proporcionem segurança das pessoas (trabalhadores e consumidores) e alimentar, meio ambiente e bem-estar animal. Dentro do processo ocorrerão atividades coletivas, encontros nas propriedades rurais, entregas de planos de ação e avaliação de conformidade.

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos.  Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos. Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

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Morreu neste sábado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Carlos Rivaci Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).  Sperotto tinha 79 anos e lutava contra um câncer no esôfago desde 2016. Ele deixa a esposa e quatro filhos.

Natural de Palmeira das Missões, no Noroeste do Estado, Sperotto era formado em medicina veterinária. Produtor de grãos e criador de ovinos, ele estava na presidência da Farsul desde 1997.

Em 2015, Carlos Sperotto foi eleito presidente da Farsul para seu sétimo mandato. Ele recebeu 104 votos de um total de 133 sindicatos que participaram do pleito, contra 29 do oposicionista João Batista Silveira. O atual mandato de Sperotto na Farsul ia até o final de 2018. Sperotto também era líder do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS.

Em agosto deste ano, Carlos Sperotto concedeu entrevista ao Correio do Povo pouco antes da Expointer. Ele lembrou grandes momentos da feira e se mostrou confiante em um crescimento da pecuária no Estado.

“O momento da pecuária só tem a melhorar. O produtor rural está apreensivo e consciente de que o produto que ele tem na mão é para outros valores, e não os que estão sendo praticados. A recuperação é lenta, mas já está ocorrendo. É fruto da qualidade do produto que nós temos para comercializar”, destacou.

O velório de Sperotto vai ocorrer a partir das 17h deste sábado na Farsul, na Praça Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. A previsão é de que a cerimonia ocorra até às 11h de domingo, quando o corpo irá para o Crematório Metropolitano. (Felipe Vieira com informações do Correio do Povo)

 Em 2015, ele me concedeu uma entrevista na TV Record/RS

 

RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

Agronegócio Destaque

Os preços recebidos pelos produtores rurais registraram um forte declínio no mês de abril. O Índice de Preços recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR), divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta quarta-feira, dia 17, aponta uma queda de 8,98%, a segunda maior da série histórica. No acumulado do ano, o resultado é de -18,11%.

Arroz (-11%), Soja (-10%), Milho (8%) e Suínos (-8%), foram os principais responsáveis pelo resultado. Tradicionalmente abril é um mês de redução nos preços por uma maior oferta de produtos, pressionando os valores pelo alto volume de comercialização. Os números reforçam o argumento da Farsul da não existência de uma relação direta entre os preços no campo e nos supermercados.

Por serem mercados diferentes, as composições dos valores também são.  Isso pode ser comprovado na comparação entre o IIPR e o IPCA Alimentos e Bebidas, divulgado pelo IBGE. No acumulado dos últimos doze meses, os produtores receberam -18,14%, num movimento totalmente oposto ao das prateleiras que registraram aumento de 3,51% no mesmo período.

Os custos de produção também apresentam queda. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) atingiu -1,63. Este é o terceiro mês consecutivo com deflação, mesmo com leve aumento na taxa de câmbio. Os fertilizantes são os principais responsáveis pelo resultado, além de acentuada queda nos tributos de comercialização. Pela segunda vez o IICP acumulado do ano e em 12 meses também apresenta resultado negativo de -2,9% e -1,6%, respectivamente. Os agroquímicos, no entanto, não trazem o mesmo resultado por não acompanhar a variação cambial.

 

Confira o relatório completo

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Agenda Agronegócio Destaque Economia Mundo Negócios Plano Safra Poder Política Tecnologia

Com R$ 2,13 bilhões desembolsados no ano passado, a participação da agropecuária nas liberações do BNDES para o Rio Grande do Sul aumentou de 22,6% em 2015 para 30,1% em 2016 – quase o dobro da participação do setor no total nacional de desembolsos. Para a safra de 2016/2017 no Rio Grande do Sul, os programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento operados pelo Banco fecharam dezembro com o valor comprometido de R$ 1,2 bilhão – crescimento de 85% em relação a igual período da safra anterior. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram comprometidos R$ 371 milhões – expansão de 6%.

No primeiro semestre do ano agrícola 2016/17, de julho a dezembro de 2016, o BNDES aprovou R$ 9,5 bi em recursos direcionados ao crédito rural, no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal, 58% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O orçamento para o ano agrícola 2016/2017 é de R$ 16,8 bilhões.

A participação da agropecuária nunca foi tão grande no total de desembolsos do BNDES, tendo passado de 10% em 2015 para 16% em 2016. As aprovações, que vão se refletir em desembolsos no período seguinte, cresceram mais ainda: 13% para 20%.

Em todo o Brasil, em 2016, as aprovações nos programas agrícolas operados pelo BNDES somaram R$ 17,8 bilhões, para um total de 77 mil beneficiários. Para a agricultura familiar, foram aprovados R$ 2,3 bilhões, para 44 mil beneficiários.

Novidades para o setor – Atento às demandas do agronegócio e da agricultura familiar, o Banco lançou no ano passado o BNDES Agro, um aplicativo para plataformas móveis que orienta o produtor rural a encontrar a modalidade de crédito mais adequada às suas necessidades e simula as condições de financiamento. O programa tem versões para os sistemas iOS, da Apple, e Android, da Google.

No segundo semestre de 2017 será lançada uma versão Agro do Cartão BNDES com foco nos produtores rurais (pessoas físicas), possibilitando o apoio financeiro para o custeio da safra, aquisição de implementos agrícolas e contratação de serviços técnicos.

Nº de Beneficiários, Nº de Operações Aprovadas e Valor das Operações Aprovadas para os Programas Agrícolas em 2015 e 2016:

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Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Destaque Economia Negócios

Depois de um crescimento constante nas exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul no primeiro semestre, o fim do ano apresenta recuo. O mês de novembro registrou queda nas vendas do setor para o mercado internacional, sendo o pior resultado do ano desde março. Na comparação com outubro, a retração é de 11,1% no valor e 8,7% no volume exportado. A soja foi a principal responsável pelo resultado, com redução de 38,7% (US$ 147 milhões).  As informações estão no Relatório de Comércio Exterior do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

 

Em boa parte, o resultado se deve as vendas do grão na primeira metade do ano, resultando em estoques mais baixos e menor oferta. Ainda na comparação com outubro, carnes, puxado pelo frango, apresentou aumento de 2,2% no seu valor exportado (US$ 166 milhões). Produtos florestais também registraram crescimento de 33,1% (US$ 93 milhões). Em relação a novembro de 2015, o Rio Grande do Sul exportou -12,3% (US$ 104 milhões), também por influência da soja (- 49,6%), além de carnes (- 6,1%), cereais (- 69,6%) e produtos florestais (- 1,9). O fumo compensou com um crescimento de 86,8%.

 

No acumulado do ano, as exportações gaúchas atingiram US$ 10,318 bilhões. Ao contrário da primeira metade de 2016, que registrou crescimento contínuo, tendo o seu pico em junho, o segundo semestre iniciou um processo de retração que chegou a -34,5% em setembro. Comparado com 2015, há uma queda de 6,13% no valor e de 7,5% no volume comercializado.

 

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 740 milhões, o correspondente a 46% do total do estado. Ao todo, foram 937 mil toneladas. A balança comercial do setor fechou com saldo positivo de US$ 617 milhões. A China se mantém como principal comprador, com 38,2% do total comercializado. Os Estados Unidos foram o segundo principal destino do produto gaúcho (4,6%) e o Irã em terceiro (3,58%).

 

Confira o Relatório Completo.

 

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Destaque Economia

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) mantém sua preocupação com o comportamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relação ao trigo. Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo sem que a pasta tenha apresentado alguma proposta concreta de apoio ao produtor e reversão do cenário nesses dois meses. A entidade aproveitou a visita do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, para entregar um ofício pedindo maior atenção à situação do cereal. A carta reforça a necessidade de intervenção da pasta para solucionar o problema vivido pelo produtor que já se prolonga por mais de 60 dias.

Em outubro, a Farsul já havia procurado o Mapa com propostas para a aplicação dos mecanismos de comercialização de trigo. Em documento entregue pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto,  ao Secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a Federação propôs que 1,5 milhão de toneladas do produto gaúcho, fossem divididas nas operações AGF, Pepro e PEP.

Passado um mês, o secretário acenou apenas com os leilões com volumes bem abaixo do que foi pedido e sem a efetivação dos mesmos. Atualmente, o saco de trigo de 60 kg está sendo comercializado por R$ 28,30 (cotação do dia 21/11), quando o preço mínimo determinado pela Conab é de R$ 38,65.

Sperotto lembra que o Ministério teve tempo de elaborar um plano para evitar a situação. “Cansamos de avisar sobre o cenário que se formava por meio da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do próprio Ministério. O que foi ensaiado até então pelo Mapa é bem inferior ao que o setor pediu. Contamos com a sensibilidade do secretário Novacki para reverter o quadro”, afirma o presidente. “Enquanto isso, o produtor não tem a quem vender, se colocar o trigo por esse preço no mercado ele quebra”, completa Sperotto.

Farsul pede segurança e exige punição em incêndio de Sananduva

Destaque Poder Política

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul manifesta sua preocupação e indignação com os fatos ocorridos em Sananduva. A queima de lavouras por um grupo de indígenas é a consequência de um quadro de tensão que domina a região há bastante tempo e já havia sido alertado pela Farsul. A entidade exige que seja garantida a segurança dos produtores locais e que os responsáveis sejam judicialmente punidos.

O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Paulo Ricardo Dias, destaca que, além do prejuízo financeiro, está a preocupação com a vida das pessoas. “Há muito vínhamos colocando a grave situação que existe na área e agora ocorre mais essa agressão aos produtores rurais. Além de uma perda considerável, eles estão retidos nas suas propriedades, proibidos de sair de casa e sem que ninguém possa entrar também”, informa. Ele lembra que ainda há a ameaça de que as próprias casas sejam queimadas. Dias demonstra preocupação com o fato de até mesmo a Brigada Militar e os Bombeiros terem seus acessos impedidos. “Estamos levando, mais uma vez, às autoridades constituídas a necessidade de estarem presentes. O Estado não pode se ausentar, pois é preciso evitar uma situação de maior gravidade que é a questão da vida”, ressalta.

A Farsul já conversa com Polícia Federal, Secretaria de Segurança do RS, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura. O principal pleito é o aumento do efetivo policial na região e a identificação e punição dos responsáveis. “Não admitimos que grupos de qualquer etnia ou viés político ou ideológico venham causar esse tipo de prejuízo aos nossos produtores”, afirma o dirigente.

A Federação esclarece que o acontecimento não tem nenhuma relação com a questão agrária, que está sub judice. “O que existe lá é um ato de terrorismo de algumas poucas famílias indígenas que extorquem os produtores e que, neste caso específico, fazem uma represália à ação da Polícia Federal que foi cumprir mandato de prisão contra três indivíduos”, explica Dias. Ele lembra que a região é predominantemente de pequenos produtores. “Imagina um produtor ver toda sua área queimada depois de todo investimento e suor do seu trabalho. O prejuízo é muito grande financeira e psicologicamente falando e nós estamos cobrando uma solução para esse cenário”, reforça o diretor.

Boas práticas na produção de trigo é tema de seminários promovidos pela Farsul

Boas práticas na produção de trigo é tema de seminários promovidos pela Farsul

Agenda Agronegócio Destaque Expointer Negócios Poder Política

O trigo será tema de quatro etapas do Fórum Permanente do Agronegócio. Ijuí (27/09), Santa Rosa (28/09), Passo Fundo (04/10) e Cruz Alta (21/10) recebem o seminário Boas Práticas na Produção de Trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola. A finalidade do evento é desencadear um processo que garanta segurança ao produtor e à sociedade desse produto que está presente diariamente na alimentação humana.

Nos últimos dois anos, o excesso de chuva, além de incidência de geada, fizeram com que alguns produtores utilizassem a técnica de dessecação para a uniformização da lavoura às vésperas da colheita. Entretanto, além de não aconselhado, o método só pode ser feito com produtos recomendados. Se não for feito de forma correta, o procedimento corre o risco de deixar contaminantes no processo de manipulação do trigo.

Preocupados com isso, o Ministério Público junto com Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura, irão realizar forte fiscalização nas plantações com o objetivo de coibir a prática da dessecação com produtos não recomendados. Procedimento semelhante já vem acontecendo no Paraná, onde já há registro de triticultores que foram autuados e lavouras interditadas.

Para evitar situações semelhantes no Rio Grande do Sul, a Farsul, apoiada por outras entidades, promoverá as quatro edições do evento. O presidente da Comissão do Trigo da Federação, Hamilton Jardim, destaca que “A Farsul saiu na frente, ainda em tempo de corrigir algum problema nesta safra, o que particularmente não acredito que exista. Neste ano ela vem numa condição bem melhor do que foram as duas últimas. Talvez essa prática não seja tão usada”, comenta.

O dirigente destaca que, com a programação que inicia na próxima semana e encerra durante a edição da Fenatrigo, o objetivo é “alertar o produtor rural e os formadores de opinião de que nós deveremos, se não estancar esse processo, diminuir drasticamente. Para isso se fez uma programação junto com a Câmara Setorial Estadual do Trigo e demais apoiadores”, explica Jardim.

Cada edição do fórum terá a presença de auditores fiscais do Ministério e Secretaria da Agricultura, técnicos da Embrapa Trigo e Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas, além representantes da Acergs, Fecoagro e Sinditrigo. Eles falarão sobre o controle de contaminantes, tecnologia de produção e manejo e segregação. “A gente espera chegar aos produtores rurais justamente num ano que a safra está se configurando bastante boa. Mas é uma safra preocupante, porque nós teremos excesso de oferta tanto no estado, quanto no Paraná e Mercosul. Se o produtor não primar pela qualidade, ele pode ter preços bastante baixos que é um risco já inerente a toda a cadeia do trigo”, .

Os eventos acontecem sempre no turno da manhã com início às 9 horas e entrada gratuita e sem a necessidade de inscrição antecipada. Mais informações podem ser obtidas nos sindicatos rurais locais. O Fórum Permanente do Agronegócio é uma realização do Sistema Farsul. O seminário Boas Práticas na Produção de Trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola tem o apoio da Embrapa, Fecoagro, Acergs, Emater, Seapi, Fetag, SDR, Mapa, Crea, Sargs, Sinditrigo e Senai.

 

Calendário:

27 de setembro – Ijuí

Casa do Produtor – Parque de Exposições Vanderlei Burmann

 

28 de setembro – Santa Rosa

Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson

 

04 de outubro – Passo Fundo

Embrapa Trigo

 

21 de outubro – Cruz Alta

Parque de Exposições do Sindicato Rural