MANIFESTO GAÚCHO SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

SESCON

Deputados e representantes de SESCON-RS, Fecomercio-RS, Fiergs, Farsul, Federasul, Famurs e Sistema Ocergs estão reunidos na Assembleia Legislativa para análise do conteúdo da “Carta de Esteio”. Documento com Proposições sobre a Reforma Tributária será entregue na semana que vem ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e ao Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O Sistema Farsul realiza a entrevista coletiva de balanço da Expointer 2019 neste domingo (01/09), 12h, na Casa da Farsul no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Estarão presentes o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, e diretoria da Farsul, Senar-RS e Casa Rural.

 

RS: Alegrete e Santiago dão início a novo ciclo de interiorização Sistema Farsul em Campo

RS: Alegrete e Santiago dão início a novo ciclo de interiorização Sistema Farsul em Campo

Agronegócio Destaque Economia

O Sistema Farsul iniciou um novo ciclo de interiorização. Com a proposta de estreitar ainda mais a relação com os Sindicatos Rurais, o“Sistema Farsul em Campo” irá realizar reuniões em todas as regionais da Federação apresentando o trabalho da Farsul, Senar-RS e Casa Rural e ouvindo sindicatos e produtores sobre questões que envolvam a região. Nesta semana, duas reuniões já foram realizadas. Na terça-feira (23/7), o encontro aconteceu em Alegrete com integrantes da Regional 1, na quarta-feira (24/7) foi a vez de Santiago reunir a Regional 12.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu os dois encontros destacando qual o objetivo do sistema sindical, “estamos aqui para servir e não para sermos servidos”, afirmou. Ele explicou que o processo de interiorização significa levar o Sistema Farsul ao seu lugar de origem “A ideia de vir ao interior é porque viemos do interior. Fui produtor a vida inteira, agora que me tiraram da fazenda”, comentou.

Uma novidade desta etapa é a participação da CNA em todo o roteiro. Nestes dois primeiros encontros, a Confederação foi representada pela superintendente Técnica Adjunta, Natália Fernandes. Ela apresentou a estrutura do Sistema CNA, áreas de atuação, a representatividade garantida ao produtor por meio da Confederação e a importância da participação dos produtores no sistema sindical. O protagonismo da CNA nas negociações de comércio exterior pela superintendência de Relações Internacionais, que tem Gedeão Pereira como diretor, também foi destacado por Natália, além da participação gaúcha nas câmaras e comissões da CNA e Ministério da Agricultura.

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Superintendente Eduardo Condorelli e a diretora de Administração e Finanças do Senar-RS, Fabiana Flores, em Alegrete. Foto:Gerson Raugust/ Sistema Farsul

Natália vê na interiorização a demonstração do interesse da Farsul em fortalecer o sistema sindical por meio de uma aproximação com a base. “É ir até o produtor, mostrar o que está fazendo e ver o que ele acha disso, ouvir sindicato e produtor”, avalia. Ela pretende levar o formato à CNA para buscar formas de incentivar as demais federações a desenvolverem projetos semelhantes.

Nos encontros, que tiveram duração de um dia, o Senar-RS recebeu atenção especial. O superintendente Eduardo Condorelli, acompanhado dos diretores Cláudio Rocha e Fabiana Flores apresentaram a nova estrutura da entidade, atividades de cada setor e o projeto de implantação da ATeG (Assistência Técnica e Gerencial) no início de 2020, com projeção de atender dez mil propriedades no estado. “Depois dessa reorganização, já esperamos ter muito para mostrar no fim do ano. Mas, iremos mergulhar na ATeG. Temos dados que apenas 20% dos produtores tem algum tipo de assistência técnica,”, explica Condorelli.

O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, mostrou como funciona a atual política agrícola e apresentou a proposta de um novo formato, elaborado pela Farsul, adotado e ampliado pela CNA e bem recebida pelo Governo Federal. A proposição é baseada na otimização e uso eficiente dos recursos do orçamento, concentrando no Seguro Rural. Isso garantiria, além do próprio seguro, o acesso ao crédito com juro baixo e controle ao mau endividamento. Questões tributárias, as assimetrias do Mercosul, gestão de propriedades e endividamento também foram temas tratados pelo economista.

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Em Alegrete o Sistema Farsul em Campo reuniu sindicatos da regional 1 da Farsul. Foto:Gerson Raugust/Sistema Farsul

Ainda compõe o quadro de apresentações, o protagonismo jovem e a formação de novas lideranças sindicais, feita pelo assessor da Presidência, Luis Fernando Cavalheiro Pires. Os jovens também receberam destaque do secretário das Comissões, Rodrigo Rizzo, que, ao falar da reinstalação das comissões da Farsul, destacou a importância da participação deles nos demais grupos, não ficando restritos apenas a Comissão Jovem. O assessor Álvaro Moreira comentou sobre a gestão jurídica das propriedades. O advogado apontou os principais itens que merecem especial atenção dos produtores como questões trabalhistas, contratos de arrendamentos, entre outros.

O assessor técnico, Marcelo Camardelli, falou sobre a importância da participação dos sindicatos nos comitês de bacias hidrográficas e deu especial atenção à questão do 2,4-D e os oito itens da proposta elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEADPR). 2,4-D também foi tema da apresentação do coordenador de Programas Especiais do Senar-RS, Alexandre Prado, com o Deriva Zero, programa voltado para orientação e treinamento de produtores e colaboradores na aplicação de agroquímicos para evitar a deriva.

Também participaram dos eventos, o vice-presidente da Federação, Elmar Konrad, os diretores administrativo, Francisco Schardong, financeiro, José Alcindo de Souza Ávila, os diretores vice-presidentes, Carlos Simm e José Aurélio Silveira, o diretor Hermes Ribeiro de Souza Filho, o assessor da presidência, Derly Girard, e o assessor jurídico da superintendência do Senar-RS, Daniel Jung.

RS: Jovens em Campo reuniu mais de 300 líderes da nova geração do agro

RS: Jovens em Campo reuniu mais de 300 líderes da nova geração do agro

Agenda Agronegócio Economia Negócios Notícias

Prestar mais atenção ao cotidiano, estabelecer conexões, encarar as mudanças e imperfeições como oportunidades e seguir os melhores mentores foram alguns conselhos valiosos que mais de 300 jovens do agronegócio receberam no seminário Jovens em Campo, a 100ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio. O evento terminou neste sábado (15), no Centro de Convenções do Hotel Wish Serrano, em Gramado/RS, após dois dias de rica troca de conhecimentos, palestras técnicas, dinâmica de grupo e debates sobre a importância da representação do produtor rural nas mais diversas frentes.

Atração bastante aguardada pelo público, o escritor e especialista em agronegócio, marketing e new media pelas universidades norte-americanas de Harvard, Pace e MIT, José Luiz Tejon Megido, deu uma aula sobre as atitudes mais importantes para o crescimento pessoal e profissional. “O fundamento da sucessão é a mentoria. A melhor coisa que eu posso fazer hoje é decidir com quem eu vou enfrentar as vicissitudes do futuro”, afirmou o painelista, para logo acrescentar que nem sempre os mentores mais adequados estão na família genética.

Megido também sugeriu aos jovens uma nova visão acerca da imperfeição, que seria a única maneira de alavancar a vida. Depois, defendeu a meta de praticamente dobrar o tamanho da agropecuária brasileira até 2024, prevendo que em breve o agronegócio consistirá em um “algoritmo a ser desvendado” e incentivando as novas gerações a prestarem atenção às diferentes realidades e ideias que acessam no dia a dia.

48064285607_a855124658_zA diretora técnica da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e líder de Impacto Social do Tecnopuc, Gabriela Ferreira, mostrou alguns exemplos nesse sentido, como startups que tentam mudar a realidade tecnológica das propriedades rurais e desafios e oportunidades do agro neste século — entre eles o elevado índice de desperdício de alimentos no Brasil, 1 bilhão de toneladas por ano, e o crescimento no consumo de produtos saudáveis, 98% entre 2009 e 2014, com projeção de mais 4% anuais até 2021. “Mais do que os pontos, é a maneira como eles são conectados que faz a diferença”, disse. “Temos que olhar para o que a organização sabe fazer, o que o mercado valoriza e o que é viável. É isso que gera inovação e resultados.”

Outro palestrante no painel de inovação foi o agrônomo e jornalista Donário de Almeida, que apresentou conceitos da agricultura 4.0. Depois de apresentar tecnologias de automação, big data, internet das coisas, biotecnologia e monitoramento inteligente para a agropecuária, argumentou que a tendência é de que os lançamentos sejam rápidos e ininterruptos nos próximos anos. Ele convidou o vice-presidente de marketing e vendas da AGCO, Werner Santos, para completar o raciocínio.

Na sequência, o Jovens em Campo apresentou três casos de sucessão rural com um aspecto relevante em comum: filhos que saem e depois voltam para casa, para tocar o negócio da família. Para Gedeão Avancini Pereira, de Bagé, foram as experiências longe da propriedade que o fizeram valorizar mais o negócio. Fernanda Costabeber, de São Sepé, quis provar ao pai que era capaz de colocar a fazenda em outro patamar. E Fernanda Gehling, de Camaquã, lembrou da paixão da família pela terra, desde a infância, na hora de tomar a decisão. Hoje, garantem que não trocam o trabalho por nada.

Durante a tarde, os três participantes do CNA Jovem 2019 — Etapa Nacional falaram sobre a experiência no programa de formação de jovens lideranças do setor. Natacha Lüttjohann, Paula Hofmeister e Edilberto Farinha foram até para as ruas de Vila Madalena, em São Paulo, defender a importância da agropecuária brasileira no dia a dia da população. Quem introduziu o assunto foi a assessora de comunicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Camila Telles.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou na sequência as agendas políticas “do passado” e “do futuro” da entidade, que participa de um total de 215 grupos em nível nacional com o objetivo de firmar a posição do setor tanto em discussões antigas (endividamento, assuntos fundiários, infraestrutura) quanto para trabalhar tendências (novas tecnologias, formas de comercialização, fontes de crédito, seguro). “O agro brasileiro é sustentável, gera divisas e tem problemas muito menores do que as pessoas pensam”, disse.

A atividade final do evento teve protagonismo dos jovens, a partir de uma dinâmica de grupo proposta pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae/RS), o Work Café. Os participantes foram divididos em várias mesas pelo salão, cada uma contendo uma pergunta secreta diferente num envelope, e tinham 10 minutos para discutir o problema e lançar ideias, rabiscando cartazes e abusando da criatividade. Quando o cronômetro chegava no zero, eles trocavam de mesa, conforme planilha entregue individualmente. Os únicos fixos em seus lugares eram os anfitriões, que terminada a dinâmica, apresentaram os insights no palco. Os temas foram liderança, sustentabilidade, gestão, sucessão, comunicação, associativismo, inovação e institucional.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, encerrou o evento garantindo que os “quadradinhos coloridos” chegariam à mesa da diretoria da entidade, porque o trabalho da Federação é um “somatório de inteligências”. “Precisamos que vocês voltem para casa e provoquem as nossas bases, com esse manancial de informações que antes não tinham. Levem aquilo que representamos para o país, para o consumo da população, com vistas para o mundo inteiro, que nos olha como solução para os seus problemas alimentares”.

RS: Preços recebidos pelo produtor registram primeira alta no ano

RS: Preços recebidos pelo produtor registram primeira alta no ano

Agronegócio Destaque Economia Negócios

Após cinco meses de quedas consecutivas, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) fechou março em alta. O indicador registrou 1,95%, tendo os preços da soja, trigo e suínos como destaques. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 23, pelo Sistema Farsul. O relatório também aponta aumento no Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) de 0,32%, movimento contrário aos resultados dos três meses anteriores. Mesmo com a queda nos preços dos fertilizantes, o resultado teve a influência do aumento nos custos dos defensivos agrícolas.

No acumulado em 12 meses, o IICP registra alta de 7,32%. Resultado bem acima do IPCA no mesmo período que ficou em 4,58%. Os insumos que tiveram forte participação no aumento dos custos de produção foram fertilizantes e agroquímicos, especialmente pela variação cambial. Mas, se os custos no campo apresentam inflação superior ao índice de preço ao consumidor, movimento inverso acontece na relação entre os preços pagos aos produtores e os praticados nas gôndolas dos mercados. Enquanto, em 12 meses, o IIPR ficou em 5,74%, o IPCA Alimentos atingiu 6,74%.

 

Confira o Relatório dos Índices de Inflação na Íntegra.

Gedeão Pereira defende criação do seguro agrícola rural contra intempéries. Cerimônia marca posse da nova diretoria da Farsul

Gedeão Pereira defende criação do seguro agrícola rural contra intempéries. Cerimônia marca posse da nova diretoria da Farsul

Agenda Agronegócio

Uma cerimônia muito prestigiada ocorrida na noite de sexta-feira (14/4) no sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul marcou a posse da nova diretoria da entidade. A solenidade que empossou Gedeão Silveira Pereira como presidente da Farsul contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do governador do RS, Eduardo Leite, e do presidente da CNA, João Martins de Souza Júnior, o escolhido para dar posse aos integrantes da nova gestão. Também participaram os senadores Lasier Martins e Luis Carlos Heinze, o prefeito do Porto Alegre, Nelson Marchezan, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira, entre outras autoridades e representes de federações da agricultura de todo o País e de sindicatos rurais e produtores do Estado.

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Diretoria da Farsul Foto: Tiago Francisco/Farsul

Gedeão centrou o seu discurso no desafio de o País retomar o caminho da competitividade, que exige muito trabalho e eficiência. O presidente ressaltou sobre a necessidade de se fazer as reformas e trabalhar por elas. “Esse direcionamento exige muita coragem para o enfrentamento. Parte importante dessa mudança está nas mãos dos deputados federais”, disse. Em relação ao setor, pontuou mudanças importantes como a criação do seguro agrícola rural contra intempéries, o que certamente também impactaria na redução do custo do financiamento para o setor.

Em seu pronunciamento, Ricardo Salles destacou que o governo está comprometido a ajudar o setor produtivo continuar como o principal motor do desenvolvimento do Brasil. “O presidente Jair Bolsonaro é entusiasta e apoiador do agronegócio”, afirmou. Salles ressaltou que o meio ambiente tem a agricultura como o seu principal parceiro. “É o homem do campo que cuida do meio ambiente no Brasil. E o nosso País deu exemplo de sustentabilidade para todo o mundo.
O governador Eduardo Leite reforçou que o agronegócio é a sustentação da balança comercial do RS e que o papel do governo é se dedicar aos fatores externos que permitam melhor condição de competitividade para quem produz. Entre as iniciativas do governo para aumentar o apoio ao setor listadas por Leite, estão concessão de rodovias e hidrovias no Estado para a iniciativa privada . “Assim, será possível acelerar investimentos em dragagem e sinalização dos rios e melhorar as estradas que fazem o escoamento da produção. A cerimônia também marcou a apresentação na nova logomarca do Senar feita pelo superintendente do Senar Administração Central, Daniel Carrara, e a posse do dos novos conselhos Administrativo e Fiscal e da nova diretoria executiva do Senar-RS, que tem como superintendente Eduardo Condorelli.

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Cerimônia de posse de Gedeão Pereira, na Farsul Foto: Tiago Francisco/Farsul

 

Gedeão Silveira Pereira é eleito presidente da Farsul

Gedeão Silveira Pereira é eleito presidente da Farsul

Agronegócio Destaque Poder Política

A 42ª eleição realizada pela Farsul desde sua fundação, em 1927, conduziu Gedeão Silveira Pereira à presidência da Federação. Dos 137 sindicatos aptos a votar, 119 compareceram e apenas um votou em branco. O pleito foi realizado nesta quarta-feira, dia 31, e elegeu a próxima diretoria responsável pela gestão da federação de agricultura mais antiga do país, com 91 anos. O mandato de Gedeão inicia no dia primeiro de janeiro de 2019 e vai até 31 de dezembro de 2021.

Gedeão será o 24º presidente da Farsul. Ele, juntamente com mais trinta diretores, todos produtores rurais, terão a responsabilidade de defender os interesses setoriais, representando milhares de produtores rurais do estado. É missão da Farsul, honrar a vocação de produzir, de defender o direito de propriedade, a livre iniciativa, a economia de mercado e os interesses do País.
Médico veterinário, formado em 1971 pela Universidade Federal de Santa Maria, Gedeão Silveira Pereira é produtor rural, proprietário e administrador da Estância Santa Maria com produções de Pecuária de Corte (raças hereford e polled hereford) com manejo em pastagens de azévem, trevo e cornichão e agricultura de arroz, soja e sorgo e florestamento de eucaliptos. Já realizando viagens de estudos em pecuária à Nova Zelândia, Austrália, USA, Argentina, Chile, Paraguai, França, Espanha e Rússia.

Foi diretor da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford e presidente do Sindicato/Associação Rural de Bagé por dois mandatos. Presidiu a Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, onde, também, foi vice-presidente por quatro mandatos e vice-presidente da CNA. Preside a Federação, desde dezembro de 2017, após o falecimento de Carlos Sperotto. Pela mesma razão, é presidente do Sebrae/RS e vice-presidente do Fundesa. É o responsável pelas negociações de comércio exterior da CNA e presidente do Fórum Mercosul da Carne.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Agronegócio Destaque Direito do Consumidor Economia Expointer Negócios Plano Safra Poder Política

A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

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Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

Agronegócio Destaque Expointer

Nesse último final de semana de Expointer, participei da entrega do Troféu Cabanheiros, um prêmio muito legal que valoriza quem trabalha o ano inteiro junto aos animais no campo. O evento, organizado pela equipe da Farsul, sob coordenação do grande Francisco Schardong,  presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, que comandou a entrega de prêmios e ressaltou que o trabalho de um ano todo desempenhado pelo cabanheiros é o que determina a qualidade da exposição de animais. Schradong, era sem dúvida nenhuma o mais contente entre os presentes pelo sucesso da promoção. que movimentou a pista de ovinos. A premiação, promovida pela Federação da Agricultura, SBT e  Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, sorteou prêmios e distribuiu brindes a dezenas de profissionais que cuidaram dos animais durante a 41ª Expointer.

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Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul
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Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul

Tiago Silva, de Cachoeira do Sul, não perdeu tempo: deixou o palco da premiação pedalando a bicicleta que ganhou no sorteio. “A turma do Limousin é pequena, mas é de sorte”, concluiu o cabanheiro que já havia visto outros conhecidos serem chamados ao palco. Também foram sorteadas uma TV, um forno elétrico, fornos de micro-ondas, rádios e outros eletro portáteis. A novidade foi uma obra de arte representativa da vida do campo que a vencedora Jéssica Cavalheiro já imaginava pendurada na parede de sua casa antes mesmo de ouvir o seu número ser chamado: “Amei. Assim que cheguei, coloquei os olhos no quadro e disse que aquele prêmio seria meu”. Apesar de a maioria do público ser composta por homens, as mulheres estavam com sorte. Além de Jéssica, Natalie Scherer, de Bagé, também recebeu uma premiação no evento.
38587633506132O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, falou sobre a ligação entre produtores rurais e cabanheiros e, falando de sua experiência pessoal, lembrou que esta é uma amizade que estabeleceu desde a juventude, quando procurava o galpão da fazenda da família para tomar mate com os trabalhadores todas as manhãs. “Patrões e peões não existem um sem o outro. Hoje nós vibramos juntos pelas nossas conquistas”, afirmou. Participaram da entrega de prêmios o secretário da Agricultura, Odacir Klein, o apresentador Felipe Vieira e a repórter Alessandra Bergmann, do SBT-RS  além de diretores da Farsul. A festa teve show de Ênio Medeiros.

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

Comunicação Destaque Notícias

A variação cambial foi responsável por um forte aumento nos custos de produção no mês de maio. O acréscimo de 2,19% teve grande influência dos fertilizantes que sofreram reajuste de 7% na comparação com abril. Os dados são do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), divulgado pelo Sistema Farsul nesta quinta-feira, dia 21. A taxa de câmbio também afetou o IICP acumulado em 12 meses, que registrou inflação de 4,49%. Entre as lavouras acompanhadas, todas apresentaram alta, com a de trigo atingindo 7%.

Já os preços recebidos pelos produtores tiveram nova valorização. Em maio, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou 3,42%. O resultado teve influência do trigo (17%), frango (8%) e arroz irrigado (5%). Com o resultado, o acumulado em 12 meses marcou 22,16%. Na comparação com outros índices é percebido um movimento semelhante entre o IICP e o IPCA, que atingiu 2,86% no acumulado. Já na relação entre IIPR e IPCA Alimentos, novamente há um descolamento, com o segundo apresentando queda de -1,46%.

Confira o relatório dos índices de inflação do agronegócio na íntegra.