RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

Agronegócio Destaque

Os preços recebidos pelos produtores rurais registraram um forte declínio no mês de abril. O Índice de Preços recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR), divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta quarta-feira, dia 17, aponta uma queda de 8,98%, a segunda maior da série histórica. No acumulado do ano, o resultado é de -18,11%.

Arroz (-11%), Soja (-10%), Milho (8%) e Suínos (-8%), foram os principais responsáveis pelo resultado. Tradicionalmente abril é um mês de redução nos preços por uma maior oferta de produtos, pressionando os valores pelo alto volume de comercialização. Os números reforçam o argumento da Farsul da não existência de uma relação direta entre os preços no campo e nos supermercados.

Por serem mercados diferentes, as composições dos valores também são.  Isso pode ser comprovado na comparação entre o IIPR e o IPCA Alimentos e Bebidas, divulgado pelo IBGE. No acumulado dos últimos doze meses, os produtores receberam -18,14%, num movimento totalmente oposto ao das prateleiras que registraram aumento de 3,51% no mesmo período.

Os custos de produção também apresentam queda. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) atingiu -1,63. Este é o terceiro mês consecutivo com deflação, mesmo com leve aumento na taxa de câmbio. Os fertilizantes são os principais responsáveis pelo resultado, além de acentuada queda nos tributos de comercialização. Pela segunda vez o IICP acumulado do ano e em 12 meses também apresenta resultado negativo de -2,9% e -1,6%, respectivamente. Os agroquímicos, no entanto, não trazem o mesmo resultado por não acompanhar a variação cambial.

 

Confira o relatório completo

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Agenda Agronegócio Destaque Economia Mundo Negócios Plano Safra Poder Política Tecnologia

Com R$ 2,13 bilhões desembolsados no ano passado, a participação da agropecuária nas liberações do BNDES para o Rio Grande do Sul aumentou de 22,6% em 2015 para 30,1% em 2016 – quase o dobro da participação do setor no total nacional de desembolsos. Para a safra de 2016/2017 no Rio Grande do Sul, os programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento operados pelo Banco fecharam dezembro com o valor comprometido de R$ 1,2 bilhão – crescimento de 85% em relação a igual período da safra anterior. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram comprometidos R$ 371 milhões – expansão de 6%.

No primeiro semestre do ano agrícola 2016/17, de julho a dezembro de 2016, o BNDES aprovou R$ 9,5 bi em recursos direcionados ao crédito rural, no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal, 58% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O orçamento para o ano agrícola 2016/2017 é de R$ 16,8 bilhões.

A participação da agropecuária nunca foi tão grande no total de desembolsos do BNDES, tendo passado de 10% em 2015 para 16% em 2016. As aprovações, que vão se refletir em desembolsos no período seguinte, cresceram mais ainda: 13% para 20%.

Em todo o Brasil, em 2016, as aprovações nos programas agrícolas operados pelo BNDES somaram R$ 17,8 bilhões, para um total de 77 mil beneficiários. Para a agricultura familiar, foram aprovados R$ 2,3 bilhões, para 44 mil beneficiários.

Novidades para o setor – Atento às demandas do agronegócio e da agricultura familiar, o Banco lançou no ano passado o BNDES Agro, um aplicativo para plataformas móveis que orienta o produtor rural a encontrar a modalidade de crédito mais adequada às suas necessidades e simula as condições de financiamento. O programa tem versões para os sistemas iOS, da Apple, e Android, da Google.

No segundo semestre de 2017 será lançada uma versão Agro do Cartão BNDES com foco nos produtores rurais (pessoas físicas), possibilitando o apoio financeiro para o custeio da safra, aquisição de implementos agrícolas e contratação de serviços técnicos.

Nº de Beneficiários, Nº de Operações Aprovadas e Valor das Operações Aprovadas para os Programas Agrícolas em 2015 e 2016:

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Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Destaque Economia Negócios

Depois de um crescimento constante nas exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul no primeiro semestre, o fim do ano apresenta recuo. O mês de novembro registrou queda nas vendas do setor para o mercado internacional, sendo o pior resultado do ano desde março. Na comparação com outubro, a retração é de 11,1% no valor e 8,7% no volume exportado. A soja foi a principal responsável pelo resultado, com redução de 38,7% (US$ 147 milhões).  As informações estão no Relatório de Comércio Exterior do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

 

Em boa parte, o resultado se deve as vendas do grão na primeira metade do ano, resultando em estoques mais baixos e menor oferta. Ainda na comparação com outubro, carnes, puxado pelo frango, apresentou aumento de 2,2% no seu valor exportado (US$ 166 milhões). Produtos florestais também registraram crescimento de 33,1% (US$ 93 milhões). Em relação a novembro de 2015, o Rio Grande do Sul exportou -12,3% (US$ 104 milhões), também por influência da soja (- 49,6%), além de carnes (- 6,1%), cereais (- 69,6%) e produtos florestais (- 1,9). O fumo compensou com um crescimento de 86,8%.

 

No acumulado do ano, as exportações gaúchas atingiram US$ 10,318 bilhões. Ao contrário da primeira metade de 2016, que registrou crescimento contínuo, tendo o seu pico em junho, o segundo semestre iniciou um processo de retração que chegou a -34,5% em setembro. Comparado com 2015, há uma queda de 6,13% no valor e de 7,5% no volume comercializado.

 

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 740 milhões, o correspondente a 46% do total do estado. Ao todo, foram 937 mil toneladas. A balança comercial do setor fechou com saldo positivo de US$ 617 milhões. A China se mantém como principal comprador, com 38,2% do total comercializado. Os Estados Unidos foram o segundo principal destino do produto gaúcho (4,6%) e o Irã em terceiro (3,58%).

 

Confira o Relatório Completo.

 

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Agronegócio: Sperotto mantém cobrança por ações do Ministério da Agricultura em relação ao trigo

Destaque Economia

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) mantém sua preocupação com o comportamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relação ao trigo. Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo sem que a pasta tenha apresentado alguma proposta concreta de apoio ao produtor e reversão do cenário nesses dois meses. A entidade aproveitou a visita do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, para entregar um ofício pedindo maior atenção à situação do cereal. A carta reforça a necessidade de intervenção da pasta para solucionar o problema vivido pelo produtor que já se prolonga por mais de 60 dias.

Em outubro, a Farsul já havia procurado o Mapa com propostas para a aplicação dos mecanismos de comercialização de trigo. Em documento entregue pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto,  ao Secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a Federação propôs que 1,5 milhão de toneladas do produto gaúcho, fossem divididas nas operações AGF, Pepro e PEP.

Passado um mês, o secretário acenou apenas com os leilões com volumes bem abaixo do que foi pedido e sem a efetivação dos mesmos. Atualmente, o saco de trigo de 60 kg está sendo comercializado por R$ 28,30 (cotação do dia 21/11), quando o preço mínimo determinado pela Conab é de R$ 38,65.

Sperotto lembra que o Ministério teve tempo de elaborar um plano para evitar a situação. “Cansamos de avisar sobre o cenário que se formava por meio da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do próprio Ministério. O que foi ensaiado até então pelo Mapa é bem inferior ao que o setor pediu. Contamos com a sensibilidade do secretário Novacki para reverter o quadro”, afirma o presidente. “Enquanto isso, o produtor não tem a quem vender, se colocar o trigo por esse preço no mercado ele quebra”, completa Sperotto.

Farsul pede segurança e exige punição em incêndio de Sananduva

Destaque Poder Política

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul manifesta sua preocupação e indignação com os fatos ocorridos em Sananduva. A queima de lavouras por um grupo de indígenas é a consequência de um quadro de tensão que domina a região há bastante tempo e já havia sido alertado pela Farsul. A entidade exige que seja garantida a segurança dos produtores locais e que os responsáveis sejam judicialmente punidos.

O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Paulo Ricardo Dias, destaca que, além do prejuízo financeiro, está a preocupação com a vida das pessoas. “Há muito vínhamos colocando a grave situação que existe na área e agora ocorre mais essa agressão aos produtores rurais. Além de uma perda considerável, eles estão retidos nas suas propriedades, proibidos de sair de casa e sem que ninguém possa entrar também”, informa. Ele lembra que ainda há a ameaça de que as próprias casas sejam queimadas. Dias demonstra preocupação com o fato de até mesmo a Brigada Militar e os Bombeiros terem seus acessos impedidos. “Estamos levando, mais uma vez, às autoridades constituídas a necessidade de estarem presentes. O Estado não pode se ausentar, pois é preciso evitar uma situação de maior gravidade que é a questão da vida”, ressalta.

A Farsul já conversa com Polícia Federal, Secretaria de Segurança do RS, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura. O principal pleito é o aumento do efetivo policial na região e a identificação e punição dos responsáveis. “Não admitimos que grupos de qualquer etnia ou viés político ou ideológico venham causar esse tipo de prejuízo aos nossos produtores”, afirma o dirigente.

A Federação esclarece que o acontecimento não tem nenhuma relação com a questão agrária, que está sub judice. “O que existe lá é um ato de terrorismo de algumas poucas famílias indígenas que extorquem os produtores e que, neste caso específico, fazem uma represália à ação da Polícia Federal que foi cumprir mandato de prisão contra três indivíduos”, explica Dias. Ele lembra que a região é predominantemente de pequenos produtores. “Imagina um produtor ver toda sua área queimada depois de todo investimento e suor do seu trabalho. O prejuízo é muito grande financeira e psicologicamente falando e nós estamos cobrando uma solução para esse cenário”, reforça o diretor.

Boas práticas na produção de trigo é tema de seminários promovidos pela Farsul

Boas práticas na produção de trigo é tema de seminários promovidos pela Farsul

Agenda Agronegócio Destaque Expointer Negócios Poder Política

O trigo será tema de quatro etapas do Fórum Permanente do Agronegócio. Ijuí (27/09), Santa Rosa (28/09), Passo Fundo (04/10) e Cruz Alta (21/10) recebem o seminário Boas Práticas na Produção de Trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola. A finalidade do evento é desencadear um processo que garanta segurança ao produtor e à sociedade desse produto que está presente diariamente na alimentação humana.

Nos últimos dois anos, o excesso de chuva, além de incidência de geada, fizeram com que alguns produtores utilizassem a técnica de dessecação para a uniformização da lavoura às vésperas da colheita. Entretanto, além de não aconselhado, o método só pode ser feito com produtos recomendados. Se não for feito de forma correta, o procedimento corre o risco de deixar contaminantes no processo de manipulação do trigo.

Preocupados com isso, o Ministério Público junto com Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura, irão realizar forte fiscalização nas plantações com o objetivo de coibir a prática da dessecação com produtos não recomendados. Procedimento semelhante já vem acontecendo no Paraná, onde já há registro de triticultores que foram autuados e lavouras interditadas.

Para evitar situações semelhantes no Rio Grande do Sul, a Farsul, apoiada por outras entidades, promoverá as quatro edições do evento. O presidente da Comissão do Trigo da Federação, Hamilton Jardim, destaca que “A Farsul saiu na frente, ainda em tempo de corrigir algum problema nesta safra, o que particularmente não acredito que exista. Neste ano ela vem numa condição bem melhor do que foram as duas últimas. Talvez essa prática não seja tão usada”, comenta.

O dirigente destaca que, com a programação que inicia na próxima semana e encerra durante a edição da Fenatrigo, o objetivo é “alertar o produtor rural e os formadores de opinião de que nós deveremos, se não estancar esse processo, diminuir drasticamente. Para isso se fez uma programação junto com a Câmara Setorial Estadual do Trigo e demais apoiadores”, explica Jardim.

Cada edição do fórum terá a presença de auditores fiscais do Ministério e Secretaria da Agricultura, técnicos da Embrapa Trigo e Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas, além representantes da Acergs, Fecoagro e Sinditrigo. Eles falarão sobre o controle de contaminantes, tecnologia de produção e manejo e segregação. “A gente espera chegar aos produtores rurais justamente num ano que a safra está se configurando bastante boa. Mas é uma safra preocupante, porque nós teremos excesso de oferta tanto no estado, quanto no Paraná e Mercosul. Se o produtor não primar pela qualidade, ele pode ter preços bastante baixos que é um risco já inerente a toda a cadeia do trigo”, .

Os eventos acontecem sempre no turno da manhã com início às 9 horas e entrada gratuita e sem a necessidade de inscrição antecipada. Mais informações podem ser obtidas nos sindicatos rurais locais. O Fórum Permanente do Agronegócio é uma realização do Sistema Farsul. O seminário Boas Práticas na Produção de Trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola tem o apoio da Embrapa, Fecoagro, Acergs, Emater, Seapi, Fetag, SDR, Mapa, Crea, Sargs, Sinditrigo e Senai.

 

Calendário:

27 de setembro – Ijuí

Casa do Produtor – Parque de Exposições Vanderlei Burmann

 

28 de setembro – Santa Rosa

Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson

 

04 de outubro – Passo Fundo

Embrapa Trigo

 

21 de outubro – Cruz Alta

Parque de Exposições do Sindicato Rural

Vitrine do Leite na Expointer apresenta ações para excelência e desenvolvimento do setor

Vitrine do Leite na Expointer apresenta ações para excelência e desenvolvimento do setor

Agronegócio Cultura Economia Expointer Notícias

Durante a programação da Expointer 2016, será realizada a terceira edição da Vitrine do Leite, um estande de 110 m² onde produtores e consumidores terão acesso a informações sobre técnicas empregadas na cadeia leiteira gaúcha para promoção de sua excelência e qualidade. Localizado dentro do Pavilhão do Gado Leiteiro, a iniciativa conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do RS (SINDILAT) e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS (FUNDESA).

Aberto entre as 8h e 18h, o espaço tem como objetivo mostrar aos visitantes da feira como o leite é produzido, detalhando o caminho percorrido entre o campo e sua chegada à mesa do consumidor. Para isso, serão promovidas diariamente quatro oficinas, divididas em dois momentos. O primeiro consiste na exibição de um vídeo, que explica todas as etapas de produção, como o manejo de pastagem para alimentação do gado leiteiro, ordenha mecanizada, armazenamento e o processamento na indústria. Durante essa parte da oficina, haverá a consultoria de instrutores do SENAR a fim de sanar dúvidas do público presente. As exibições do vídeo estão previstas para as 10h, 12h, 14h e 16h.

A segunda etapa da oficina também será conduzida por técnicos da entidade, que apresentarão 26 receitas elaboradas a partir do leite, entre iogurte, queijos, ambrosia e outras. Os profissionais darão ainda informações sobre os valores nutricionais e propriedades do alimento. As oficinas ocorrem às 10h, 12h, 14h e 16h. Todas as ações serão gratuitas.

Mimosa na Expointer

45176119784278_miniNovidade para feira deste ano, a Vitrine do Leite contará com a “Mimosa na Expointer”, uma peça teatral voltada ao público infantil. A obra conta a história da Vaquinha Mimosa e sua turma, explorando de forma lúdica e divertida os benefícios do leite e das boas práticas na produção, além de mostrar parte da rotina do produtor rural. A iniciativa é uma promoção do SINDILAT, FUNDESA e SENAR-RS. As apresentações ocorrerão em quatro horários diferentes: 9h20, 11h, 13h20 e 15h.

Oficina de Guasqueiro na Expointer 2016

Oficina de Guasqueiro na Expointer 2016

Agronegócio Destaque Educação Expointer

O público da Expointer 2016 poderá conhecer a Oficina de Guasqueiro, que acontece próxima à pista do Freio de Ouro. A ação apresenta a arte de desenvolver a partir do couro cru utensílios para o trabalho no campo, destacando parte do conteúdo trabalhado pelo SENAR-RS em seus cursos regulares oferecidos no Estado.

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Oficina de Guasqueiro Foto: Emerson Foguinho/Sistema Farsul

A oficina acontece das 9h às 18h30, e serão direcionadas especialmente para os trabalhadores da lida diária com os equinos. Haverá no local em tempo integral um instrutor do SENAR-RS, que explicará os princípios básicos da profissão de guasqueiro – técnicas de preparação do couro e confecção de utensílios como laços, bainhas de facas, arreios, encilhas, entre outros.

A proposta das oficinas é valorizar a profissão do guasqueiro, uma das mais antigas do Rio Grande do Sul. Esta atividade esteve presente nas etapas gaúchas do Freio de Ouro de 2016 de Vacaria e Bagé, numa parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Programação – Oficina de Guasqueiro

Local: próximo à pista do Freio de Ouro

Horário: tempo integral, durante os nove dias de Expointer

Após dois meses de alta, exportações do RS caem 5,1% em julho.  Soja evitou retração ainda maior, indicou FEE; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Após dois meses de alta, exportações do RS caem 5,1% em julho. Soja evitou retração ainda maior, indicou FEE; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Destaque Economia Negócios

Ao contrário dos últimos dois meses, as exportações gaúchas tiveram retração de 5,1% no mês de julho, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Ao todo, em valores, foram exportados 1,734 bilhões de dólares, o que representou uma retração de 92,1 milhões de dólares na comparação com o mesmo mês em 2015. Em volume, a retração foi de 4,4% e os preços médios dos produtos encolheram 0,7%.

A soja em grão, principal item da categoria de produtos básicos, teve uma contribuição decisiva para o resultado e evitou que a queda das receitas do RS não fosse maior. O crescimento de 11,9% do preço do grão no mês, mesmo com um recuo de 1,5% no volume embarcado, contribuiu para o crescimento de 65,9 milhões de dólares (+10,2%) das suas receitas, atingindo o maior valor exportado para o mês. Na prática, a soja representou 41,1% de tudo o que foi vendido pelo Rio Grande do Sul em julho.

Segundo o pesquisador do Núcleo de Dados e Estudos Conjunturais da FEE, Tomás Torezani, o ponto positivo é que a intensa retração dos preços, que teve início em 2014, começa a apresentar sinais de desaceleração. “Ainda assim, foi a menor receita em dólar para um mês de julho desde 2010”, explica o economista.

Apesar das retrações nos dados, o Rio Grande do Sul ganhou participação nas exportações nacionais, passando de 9,9% (2015) para 10,6% (2016). Torezani explica que isso deve-se porque outros estados tiveram retrações maiores no mesmo período.

Os produtos manufaturados foram os responsáveis pela redução no valor exportado pelo Estado. A retração foi de 20,5% em valor e 7% a menos de volume. Os produtos básicos e semimanufaturados tiveram crescimento, respectivamente, de 36,1 milhões de dólares e de 9,2 milhões de dólares das vendas.

O destaque dos produtos básicos foi a elevação de 7,8% dos seus preços de exportação em relação a julho de 2015. Desconsiderando o crescimento do mês passado (de 0,8%), o último aumento verificado nos preços tinha sido em agosto de 2014, de 2,3%.

Agronegócio tem novo recorde de participação nas exportações do RS

Agronegócio tem novo recorde de participação nas exportações do RS

Agenda Agronegócio Destaque Economia Negócios Plano Safra

As exportações do agronegócio representaram 76% do total comercializado com o exterior pelo Rio Grande do Sul em julho de 2016. Este é o segundo mês consecutivo com recorde de participação desde o início do levantamento realizado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, em 2014. O estado atingiu US$ 1,733 bilhão, sendo US$ 1,321 bilhão provenientes do setor, que teve saldo da Balança Comercial de US$ 1,225 bilhão e volume de 2,435 milhões de toneladas. Os dados estão no Relatório de Comércio Exterior, divulgado nesta quinta-feira (11/08) pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Apesar da marca histórica, na comparação com junho de 2016 houve uma queda de 2,35% no valor e 4,5% no volume exportado. O resultado teve como maior influência o grupo Carnes, com uma redução de 22,6% no valor e 19,8% no volume. Já em relação a julho de 2015, o valor comercializado é 1,88% maior. Os principais responsáveis pelo aumento são os grupos Complexo Soja (7,8%), Fumo e seus Produtos (17,9%) e Produtos Florestais (23,7%).

Este é o terceiro mês em sequência com resultado positivo na comparação entre 2015 e 2016. “Os últimos meses têm sido maiores do que no ano passado porque iniciamos o primeiro trimestre abaixo de 2015, o que vemos agora é um processo de recuperação”, explica o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. No acumulado do ano, o total exportado é de US$ 6,739 bilhões, queda de 1,5% em relação ao mesmo período. Entre janeiro e abril a diferença era de -14,8%. Em relação ao volume, até agora 2016 superou 2015 em 2,1%.

A China continua sendo o principal destino dos produtos do agronegócio gaúcho, respondendo por 39,7% do total exportado, chegando a US$ 2,635 bilhões. A importância do mercado chinês é percebida quando comparada ao segundo maior comprador do setor, os EUA, com US$ 324 milhões (4,8%). A Coréia do Sul, com US$ 212 milhões tem 3,2%, ficando na terceira colocação. Já nas importações, a Argentina mantém a primeira posição, com US$ 201 milhões e 38% de participação. Em seguida vem o Uruguai com US$ 135 milhões (25%) e o Chile com US$ 40,7 milhões (7,7%).

 

Confira o Relatório de Comércio Exterior julho 2016 na íntegra.