Gedeão Silveira Pereira é eleito presidente da Farsul

Gedeão Silveira Pereira é eleito presidente da Farsul

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A 42ª eleição realizada pela Farsul desde sua fundação, em 1927, conduziu Gedeão Silveira Pereira à presidência da Federação. Dos 137 sindicatos aptos a votar, 119 compareceram e apenas um votou em branco. O pleito foi realizado nesta quarta-feira, dia 31, e elegeu a próxima diretoria responsável pela gestão da federação de agricultura mais antiga do país, com 91 anos. O mandato de Gedeão inicia no dia primeiro de janeiro de 2019 e vai até 31 de dezembro de 2021.

Gedeão será o 24º presidente da Farsul. Ele, juntamente com mais trinta diretores, todos produtores rurais, terão a responsabilidade de defender os interesses setoriais, representando milhares de produtores rurais do estado. É missão da Farsul, honrar a vocação de produzir, de defender o direito de propriedade, a livre iniciativa, a economia de mercado e os interesses do País.
Médico veterinário, formado em 1971 pela Universidade Federal de Santa Maria, Gedeão Silveira Pereira é produtor rural, proprietário e administrador da Estância Santa Maria com produções de Pecuária de Corte (raças hereford e polled hereford) com manejo em pastagens de azévem, trevo e cornichão e agricultura de arroz, soja e sorgo e florestamento de eucaliptos. Já realizando viagens de estudos em pecuária à Nova Zelândia, Austrália, USA, Argentina, Chile, Paraguai, França, Espanha e Rússia.

Foi diretor da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford e presidente do Sindicato/Associação Rural de Bagé por dois mandatos. Presidiu a Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, onde, também, foi vice-presidente por quatro mandatos e vice-presidente da CNA. Preside a Federação, desde dezembro de 2017, após o falecimento de Carlos Sperotto. Pela mesma razão, é presidente do Sebrae/RS e vice-presidente do Fundesa. É o responsável pelas negociações de comércio exterior da CNA e presidente do Fórum Mercosul da Carne.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

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A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

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Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

Agronegócio Destaque Expointer

Nesse último final de semana de Expointer, participei da entrega do Troféu Cabanheiros, um prêmio muito legal que valoriza quem trabalha o ano inteiro junto aos animais no campo. O evento, organizado pela equipe da Farsul, sob coordenação do grande Francisco Schardong,  presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, que comandou a entrega de prêmios e ressaltou que o trabalho de um ano todo desempenhado pelo cabanheiros é o que determina a qualidade da exposição de animais. Schradong, era sem dúvida nenhuma o mais contente entre os presentes pelo sucesso da promoção. que movimentou a pista de ovinos. A premiação, promovida pela Federação da Agricultura, SBT e  Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, sorteou prêmios e distribuiu brindes a dezenas de profissionais que cuidaram dos animais durante a 41ª Expointer.

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Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul
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Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul

Tiago Silva, de Cachoeira do Sul, não perdeu tempo: deixou o palco da premiação pedalando a bicicleta que ganhou no sorteio. “A turma do Limousin é pequena, mas é de sorte”, concluiu o cabanheiro que já havia visto outros conhecidos serem chamados ao palco. Também foram sorteadas uma TV, um forno elétrico, fornos de micro-ondas, rádios e outros eletro portáteis. A novidade foi uma obra de arte representativa da vida do campo que a vencedora Jéssica Cavalheiro já imaginava pendurada na parede de sua casa antes mesmo de ouvir o seu número ser chamado: “Amei. Assim que cheguei, coloquei os olhos no quadro e disse que aquele prêmio seria meu”. Apesar de a maioria do público ser composta por homens, as mulheres estavam com sorte. Além de Jéssica, Natalie Scherer, de Bagé, também recebeu uma premiação no evento.
38587633506132O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, falou sobre a ligação entre produtores rurais e cabanheiros e, falando de sua experiência pessoal, lembrou que esta é uma amizade que estabeleceu desde a juventude, quando procurava o galpão da fazenda da família para tomar mate com os trabalhadores todas as manhãs. “Patrões e peões não existem um sem o outro. Hoje nós vibramos juntos pelas nossas conquistas”, afirmou. Participaram da entrega de prêmios o secretário da Agricultura, Odacir Klein, o apresentador Felipe Vieira e a repórter Alessandra Bergmann, do SBT-RS  além de diretores da Farsul. A festa teve show de Ênio Medeiros.

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

Comunicação Destaque Notícias

A variação cambial foi responsável por um forte aumento nos custos de produção no mês de maio. O acréscimo de 2,19% teve grande influência dos fertilizantes que sofreram reajuste de 7% na comparação com abril. Os dados são do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), divulgado pelo Sistema Farsul nesta quinta-feira, dia 21. A taxa de câmbio também afetou o IICP acumulado em 12 meses, que registrou inflação de 4,49%. Entre as lavouras acompanhadas, todas apresentaram alta, com a de trigo atingindo 7%.

Já os preços recebidos pelos produtores tiveram nova valorização. Em maio, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou 3,42%. O resultado teve influência do trigo (17%), frango (8%) e arroz irrigado (5%). Com o resultado, o acumulado em 12 meses marcou 22,16%. Na comparação com outros índices é percebido um movimento semelhante entre o IICP e o IPCA, que atingiu 2,86% no acumulado. Já na relação entre IIPR e IPCA Alimentos, novamente há um descolamento, com o segundo apresentando queda de -1,46%.

Confira o relatório dos índices de inflação do agronegócio na íntegra.

Agronegócio: Colheita do arroz chega a 73,3% no RS

Agronegócio: Colheita do arroz chega a 73,3% no RS

Agenda Agronegócio Comunicação Destaque Direito do Consumidor Economia Negócios Plano Safra Poder Política Previsão do Tempo Trabalho

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul até o período está em 73,3%, ou 785.838 hectares do total semeado de 1.072.395 ha no Estado. A Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou na quinta-feira (19) o levantamento da evolução da colheita, baseado nos dados fornecidos pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates). Até o momento a produtividade média no RS é de 7.998 quilos por hectare.

A região produtora da Fronteira Oeste continua sendo a mais avançada, com 267.120 ha (84,3%) de área colhida, produtividade de 8.268 kg/ha, seguida pelas regionais da Planície Costeira Externa, com 95.987 ha (72,8%) de área colhida, produtividade de 7.116 kg/ha; Zona Sul, 124.444 ha (70,9%) de área colhida, produtividade de 8.331kg/ha; Campanha, 112.354 ha (69,4%) de área colhida, produtividade de 8.053 kg/ha; Planície Costeira Interna, 98.583 ha (69,2%) de área colhida, produtividade de 7.600 kg/ha; e Depressão Central, 87.350 ha (60,7%) de área colhida, produtividade de 8.044 kg/ha.

Com a segunda maior área colhida até agora, a região da Planície Costeira Externa compreende os Nates dos municípios de Capivari do Sul, Mostardas, Palmares do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres e Viamão. De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa, engenheiro agrônomo Vagner Martini dos Santos, a melhora nas condições climáticas no mês de abril contribui para o avanço significativo na colheita. Já que em março, devido ao grande volume de chuvas, o colhimento do grão foi prejudicado. Leia mais

Parceria entre Agas, Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS qualifica produtores gaúchos de hortifrutigranjeiros.

Parceria entre Agas, Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS qualifica produtores gaúchos de hortifrutigranjeiros.

Destaque Negócios

Em 2018 segue a parceria entre Agas Sebrae/RS, Farsul e Senar/RS para qualificar gratuitamente produtores de hortifrutigranjeiros em todo o Rio Grande do Sul através do programa Juntos para Competir. No dia 8, foi realizada a primeira reunião do ano para a divulgação do cronograma de ações da campanha, no Sebrae/RS em Porto Alegre. O objetivo é qualificar a produção e a comercialização conforme as necessidades e exigências legais do mercado, garantindo ao consumidor a procedência do produto.

O programa também visa aumentar o nível de gestão dos horticultores através da implementação de ferramentas de gestão, melhorar a qualidade dos produtos entregues aos fornecedores e manter ou aumentar os canais de comercialização. O projeto pretende obter aumento no percentual de clientes (empresas) que registram as informações referentes ao processo produtivo visando a rastreabilidade. Entre as abordagens referentes às boas práticas agrícolas estão ações que proporcionem segurança das pessoas (trabalhadores e consumidores) e alimentar, meio ambiente e bem-estar animal. Dentro do processo ocorrerão atividades coletivas, encontros nas propriedades rurais, entregas de planos de ação e avaliação de conformidade.

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos.  Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos. Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

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Morreu neste sábado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Carlos Rivaci Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).  Sperotto tinha 79 anos e lutava contra um câncer no esôfago desde 2016. Ele deixa a esposa e quatro filhos.

Natural de Palmeira das Missões, no Noroeste do Estado, Sperotto era formado em medicina veterinária. Produtor de grãos e criador de ovinos, ele estava na presidência da Farsul desde 1997.

Em 2015, Carlos Sperotto foi eleito presidente da Farsul para seu sétimo mandato. Ele recebeu 104 votos de um total de 133 sindicatos que participaram do pleito, contra 29 do oposicionista João Batista Silveira. O atual mandato de Sperotto na Farsul ia até o final de 2018. Sperotto também era líder do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS.

Em agosto deste ano, Carlos Sperotto concedeu entrevista ao Correio do Povo pouco antes da Expointer. Ele lembrou grandes momentos da feira e se mostrou confiante em um crescimento da pecuária no Estado.

“O momento da pecuária só tem a melhorar. O produtor rural está apreensivo e consciente de que o produto que ele tem na mão é para outros valores, e não os que estão sendo praticados. A recuperação é lenta, mas já está ocorrendo. É fruto da qualidade do produto que nós temos para comercializar”, destacou.

O velório de Sperotto vai ocorrer a partir das 17h deste sábado na Farsul, na Praça Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. A previsão é de que a cerimonia ocorra até às 11h de domingo, quando o corpo irá para o Crematório Metropolitano. (Felipe Vieira com informações do Correio do Povo)

 Em 2015, ele me concedeu uma entrevista na TV Record/RS

 

RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

RS: Preços recebidos pelos produtores apresentam queda no mês de abril

Agronegócio Destaque

Os preços recebidos pelos produtores rurais registraram um forte declínio no mês de abril. O Índice de Preços recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR), divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta quarta-feira, dia 17, aponta uma queda de 8,98%, a segunda maior da série histórica. No acumulado do ano, o resultado é de -18,11%.

Arroz (-11%), Soja (-10%), Milho (8%) e Suínos (-8%), foram os principais responsáveis pelo resultado. Tradicionalmente abril é um mês de redução nos preços por uma maior oferta de produtos, pressionando os valores pelo alto volume de comercialização. Os números reforçam o argumento da Farsul da não existência de uma relação direta entre os preços no campo e nos supermercados.

Por serem mercados diferentes, as composições dos valores também são.  Isso pode ser comprovado na comparação entre o IIPR e o IPCA Alimentos e Bebidas, divulgado pelo IBGE. No acumulado dos últimos doze meses, os produtores receberam -18,14%, num movimento totalmente oposto ao das prateleiras que registraram aumento de 3,51% no mesmo período.

Os custos de produção também apresentam queda. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) atingiu -1,63. Este é o terceiro mês consecutivo com deflação, mesmo com leve aumento na taxa de câmbio. Os fertilizantes são os principais responsáveis pelo resultado, além de acentuada queda nos tributos de comercialização. Pela segunda vez o IICP acumulado do ano e em 12 meses também apresenta resultado negativo de -2,9% e -1,6%, respectivamente. Os agroquímicos, no entanto, não trazem o mesmo resultado por não acompanhar a variação cambial.

 

Confira o relatório completo

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Expansão agropecuária impulsiona demanda por recursos do BNDES

Agenda Agronegócio Destaque Economia Mundo Negócios Plano Safra Poder Política Tecnologia

Com R$ 2,13 bilhões desembolsados no ano passado, a participação da agropecuária nas liberações do BNDES para o Rio Grande do Sul aumentou de 22,6% em 2015 para 30,1% em 2016 – quase o dobro da participação do setor no total nacional de desembolsos. Para a safra de 2016/2017 no Rio Grande do Sul, os programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento operados pelo Banco fecharam dezembro com o valor comprometido de R$ 1,2 bilhão – crescimento de 85% em relação a igual período da safra anterior. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram comprometidos R$ 371 milhões – expansão de 6%.

No primeiro semestre do ano agrícola 2016/17, de julho a dezembro de 2016, o BNDES aprovou R$ 9,5 bi em recursos direcionados ao crédito rural, no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal, 58% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O orçamento para o ano agrícola 2016/2017 é de R$ 16,8 bilhões.

A participação da agropecuária nunca foi tão grande no total de desembolsos do BNDES, tendo passado de 10% em 2015 para 16% em 2016. As aprovações, que vão se refletir em desembolsos no período seguinte, cresceram mais ainda: 13% para 20%.

Em todo o Brasil, em 2016, as aprovações nos programas agrícolas operados pelo BNDES somaram R$ 17,8 bilhões, para um total de 77 mil beneficiários. Para a agricultura familiar, foram aprovados R$ 2,3 bilhões, para 44 mil beneficiários.

Novidades para o setor – Atento às demandas do agronegócio e da agricultura familiar, o Banco lançou no ano passado o BNDES Agro, um aplicativo para plataformas móveis que orienta o produtor rural a encontrar a modalidade de crédito mais adequada às suas necessidades e simula as condições de financiamento. O programa tem versões para os sistemas iOS, da Apple, e Android, da Google.

No segundo semestre de 2017 será lançada uma versão Agro do Cartão BNDES com foco nos produtores rurais (pessoas físicas), possibilitando o apoio financeiro para o custeio da safra, aquisição de implementos agrícolas e contratação de serviços técnicos.

Nº de Beneficiários, Nº de Operações Aprovadas e Valor das Operações Aprovadas para os Programas Agrícolas em 2015 e 2016:

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Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Soja volta a puxar queda das exportações do agronegócio gaúcho

Destaque Economia Negócios

Depois de um crescimento constante nas exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul no primeiro semestre, o fim do ano apresenta recuo. O mês de novembro registrou queda nas vendas do setor para o mercado internacional, sendo o pior resultado do ano desde março. Na comparação com outubro, a retração é de 11,1% no valor e 8,7% no volume exportado. A soja foi a principal responsável pelo resultado, com redução de 38,7% (US$ 147 milhões).  As informações estão no Relatório de Comércio Exterior do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

 

Em boa parte, o resultado se deve as vendas do grão na primeira metade do ano, resultando em estoques mais baixos e menor oferta. Ainda na comparação com outubro, carnes, puxado pelo frango, apresentou aumento de 2,2% no seu valor exportado (US$ 166 milhões). Produtos florestais também registraram crescimento de 33,1% (US$ 93 milhões). Em relação a novembro de 2015, o Rio Grande do Sul exportou -12,3% (US$ 104 milhões), também por influência da soja (- 49,6%), além de carnes (- 6,1%), cereais (- 69,6%) e produtos florestais (- 1,9). O fumo compensou com um crescimento de 86,8%.

 

No acumulado do ano, as exportações gaúchas atingiram US$ 10,318 bilhões. Ao contrário da primeira metade de 2016, que registrou crescimento contínuo, tendo o seu pico em junho, o segundo semestre iniciou um processo de retração que chegou a -34,5% em setembro. Comparado com 2015, há uma queda de 6,13% no valor e de 7,5% no volume comercializado.

 

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 740 milhões, o correspondente a 46% do total do estado. Ao todo, foram 937 mil toneladas. A balança comercial do setor fechou com saldo positivo de US$ 617 milhões. A China se mantém como principal comprador, com 38,2% do total comercializado. Os Estados Unidos foram o segundo principal destino do produto gaúcho (4,6%) e o Irã em terceiro (3,58%).

 

Confira o Relatório Completo.