Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

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O COAF é um dos inúmeros subprodutos da mentalidade coletivista estatista que assola o mundo.

Ele existe porque o governo acha que liberdade e privacidade se subordinam à vigilância e segurança.

Claro, vigilância e segurança dele, o governo.

O governo quer saber o que fazemos com o que é nosso porque, como ele mesmo tem muito poder para intervir nas nossas relações, se dá ao luxo de seguir o dinheiro para ver quem não está dentro dos conformes estabelecidos por ele mesmo.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a corrupção dos agentes do próprio governo e o enriquecimento ilícito, ele quer também, principalmente, xeretar na vida das pessoas e combater o tráfico de drogas, a sonegação fiscal e mesmo o enriquecimento privado do qual o governo sempre ambiciona um naco.

Terrorismo e corrupção são as únicas atividades violentas nesse rol, as demais são indivíduos ou grupo de indivíduos interagindo para produzir, comerciar ou consumir o que contratam livremente.

Só a existência do COAF, de leis que obrigam os bancos e outras instituições a informarem o que deveriam manter sob sigilo, mostra que vivemos num estado de sítio, onde os direitos individuais, entre os quais à liberdade e à propriedade, são violados sistematicamente.

Interessante é saber que a sociedade não apenas não crítica a existência dessa aberração cívica, como a aplaude.

De novo, não se resolve problemas como corrupção ou enriquecimento ilícito atuando sobre as consequências, devemos tratar das causas, entre elas, a necessidade da redução drástica dos poderes do estado para proteger nossos direitos.

O COAF é mais um enxugador de gelo que ajuda a produzir água congelada.

O dia em que uma investigação criminal batesse à porta de um banco, caberia aos investigadores obterem autorização judicial para vasculharem o que estivesse relacionado com o crime investigado. Isso é estado de direito. Qualquer coisa fora disso, é estado policialesco.

Discussão profunda não é se o COAF vai ficar com A ou B. Devemos discutir se o COAF deveria existir, se tem valor, para quem e para o quê.

Roberto-Rachewsky*Roberto Rachewsky, Empresário

 

 

 

 

ASSISTA: Liberalismo – o empresário Roberto Rachewsky no Programa BahTchêPapo com Felipe Vieira

ASSISTA: 21h30/TVU: Felipe Vieira entrevista Roberto Rachewsky, um liberal em Cuba

 

 

 

Governo pretende digitalizar mais de mil serviços para a população

Governo pretende digitalizar mais de mil serviços para a população

Comunicação Destaque Notícias

Para dar sequência à proposta de simplificar os serviços ao cidadão, o governo federal firmou ontem (21) com a Dinamarca um acordo para aprender boas práticas de digitalização e desburocratização de serviços. O objetivo é descobrir a melhor forma de economizar e facilitar o acesso das pessoas a serviços essenciais.

“Nós temos hoje no Brasil a questão do pagamento de impostos federais, estaduais e municipais, temos uma burocracia regulatória muito grande. E isso dificulta muito a vida dos empresários e empreendedores e impacta na geração de emprego, renda e oportunidades. Então, certamente é uma área em que temos muito a melhorar”, disse o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

Segundo Uebel, a meta do governo federal é digitalizar mais de mil serviços em dois anos. Ele disse, porém, que a sociedade poderá sentir a diferença bem antes, em cerca de um ano. Algo que já mudou, segundo ele, foi o certificado internacional de vacinação, necessário para viagens ao exterior. Antes, era preciso ir ao aeroporto fazer a requisição e depois voltar lá para buscar o documento, tarefa que não é tão simples para quem não mora perto do aeroporto.

“Hoje você pode fazer sem sair de casa. Precisamos pegar esse mesmo exemplo e levar para outras áreas, principalmente aquelas que afetam a vida das pessoas mais vulneráveis, o dia a dia do trabalhador, dos aposentados”, disse Uebel.

O embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz, reconhece que as realidades dos dois países são diferentes – enquanto o país europeu tem pouco mais de 5 milhões de habitantes, o Brasil passa de 200 milhões –, mas diz que é possível o Brasil tirar lições úteis.

Atualmente, a Dinamarca é lidera o ranking dos países com maior índice de digitalização do mundo. Segundo Prytz, foi um caminho longo, de 15 anos, até o país chegar ao patamar atual. “Nosso caminho não foi fácil. Hoje somos líderes mundiais em [matéria de] governo digital, mas a gente cometeu muitos erros no caminho. Então, queremos dividir nossas experiências com o governo brasileiro. Porque vocês podem não cometer os mesmos erros que nós”, disse o embaixador.

Ele afirmou ainda que existem exemplos aplicáveis à realidade brasileira e que o país “sairá ganhando” se adotar as mesmas práticas. “O Brasil vê as vantagens nisso, tanto na economia quando no combate à corrupção. Ele sairá ganhando se seguir esse caminho, com certeza.”

A cooperação entre os dois países no setor de inovação vem desde 2015 e a transformação digital é o início da segunda etapa desse projeto, junto com o fortalecimento das competências na área de direitos de propriedade intelectual no Brasil. De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Cláudio Furtado, a quantidade de registros vem aumentando desde o ano passado, e a ideia é mais do que dobrar.

“Já estamos processando 2.500 registros de software por ano em um prazo médio de sete dias corridos para cada decisão. E nós temos uma meta ambiciosa para 2021, de processar 6 mil registros de software por ano”, acrescentou Furtado. (Agência Brasil)

Feliz aniversário Rádio Sobral !! A Voz da Região Carbonífera completa 40 anos no ar e de alguma forma eu também

Feliz aniversário Rádio Sobral !! A Voz da Região Carbonífera completa 40 anos no ar e de alguma forma eu também

Comunicação Destaque

 

No fim do ano de 1978, Butiá foi agitada pelo início dos testes experimentais da novidade, e eu deixava um radinho de pilha  com o “dial cravado” no 1140 AM. Não importava se havia ou não transmissão, o aparelho ficava ligado. D. Ilda não gostava muito: “Desliga isso, tá  gastando pilha. Dinheiro não dá em árvore”. De tempos em tempos, o silêncio era quebrado por algum teste, na maioria das vezes, o som de um vinil do Harpo tocando “San Franciscan Nights” ecoava pela casa. Cada vez que ouço a canção, lembro imediatamente da “Voz da Região Carbonífera”. Veio o natal, a virada de ano e finalmente, no dia 16 de janeiro de 1979, às 6h da manhã, a Rádio Sobral entrou no ar com o Programa Roda de Chimarrão, comandado pelo grande Heron Oliveira. Claro que naquele dia, diferente de todos outros da minha vida, acordei feliz às 05h50.

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Trabalhando na cobertura do encontro A Região Carbonífera em luta pelo mercado de carvão da Jacuí I, Clube Butiá, 21/12/90.

A rádio tinha uma programação totalmente popular, com a participação dos ouvintes pelo telefone. Naquela época, Butiá tinha cerca de 15 mil habitantes e 250 telefones de magneto. O sistema chamado de magneto funcionava com uma fonte de alimentação, sempre próxima ao equipamento para alimentar a transmissão de voz. A gente tirava o “telefone de gancho” e uma corrente elétrica era produzida, acionando a telefonista de plantão na CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações), que conectava os usuários com quem eles queriam conversar. Pois Seu Romeu era o feliz proprietário de um telefone, e o filho dele, um louco por participar. Inaugurei a interatividade da emissora.

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Greve da Busato, 1986: Grevistas espalharam “miguelitos”, com dois pneus furados e sem macaco, a solução foi levantar o carro na mão.

Heron, Luis Carlos Oliveira, Sérgio Fernandes, Alfeu Oliveira… todos promoviam um “quiz”, e lá ia eu responder. Como eram perguntas fáceis, o índice de acerto era alto, e eu, um aficionado pela rádio, me tornei um inconveniente ou, no popular, uma mala sem alça. Foi então que, em meados de fevereiro, me chamaram na Sobral, fizeram vários elogios e, para me afastar do telefone, propuseram que eu virasse uma espécie de “repórter mirim”. Aos 13 anos, eu iria cobrir os eventos esportivos da quadra da Brigada Militar, onde a gurizada jogava futebol de salão, e relataria na programação esportiva noturna chefiada pelo sargento Brasil de Oliveira Lucas. Convite feito, convite aceito. Missão dada, missão cumprida.

O vírus do rádio estava inoculado, e eu nunca quis saber de vacina para ele. Aos 16 anos, me tornei operador de áudio – como aprendiz do Pedro Rosa – e aí uma história curiosa: na primeira semana, José de Oliveira me levou para uma transmissão externa, com o objetivo de ensinar a montar os aparelhos que permitiam realizar programas de fora do estúdio. Era um sábado, e as Lojas Lebes haviam comprado uma ação de merchandising. O âncora da rádio se deslocava até a filial e lá entrevistava clientes e falava nas ofertas. Fomos para o local, e nada do colega chegar. O pessoal na sede começou a ficar nervoso. Uma série de intervenções teriam que ser feitas e não daria tempo porque havia uma jornada esportiva pela frente. O Zé me explicou o que estava acontecendo, e eu disse que faria. Ele parou, pensou… e como não tinha mais ninguém, vai tu mesmo. Fiz, fui elogiado e nunca mais deixei o microfone. Hoje, sou apresentador do SBT Rio Grande – Segunda Edição, adoro TV, mas sigo apaixonado pelo rádio.

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Transmitindo um pronunciamento do diretor da CRM, Jorge Gavronski.

Da Sobral, fui para a Charqueadas FM e, de lá, para a RBS ( Rádios Gaúcha, CBN e Itapema FM, RBS TV e TVCOM), a Band RS (Rádios Band AM, Bandnews FM e Band TV) e a Rádio Guaíba, onde apresentei um dos programas de maior credibilidade e longevidade do rádio brasileiro, o “Agora”. Aquele menino que escutava a Guaíba na casa do tio João enquanto ele lia o velho Correio do Povo fez o programa do Flávio Alcaraz Gomes, Adroaldo Streck, Amir Domingues… trabalhou com Ranzolin, Ruy, Lauro, Belmonte, Lasier, Copstein, Glênio Reis, Paulo Denis… e, bem ou mal, em maior ou menor grau, substituí todos eles.

Eu não seria quem sou se não fosse a emissora fundada pelo Padre Frederico Antonio Assmann, Zeferino Gonçalves, Romeu Carlos Leite, Walter Coiado e vários outros sócios que formaram a Sociedade Butiaense de Radiodifusão Ltda. No início, sua potência era de 250w, passou para 1 Kw e atualmente tem a potência de 2 Kw, atingindo além de Butiá as cidades de Minas do Leão, Arroio dos Ratos, São Jerônimo, Charqueadas, Eldorado do Sul, Barão do Triunfo, General Câmara, Triunfo, Venâncio Aires, Taquari, Estrela, Pantano Grande, Encruzilhada do Sul,  Rio Pardo e on-line em qualquer lugar do planeta. Quarenta anos após sua fundação a emissora continua firme e forte sob o comando de Antonio Correa (Jajá) e Francisco Garcia (Quico), cumprindo com o que uma emissora regional tem que fazer: informar o seu público sobre o que acontece na comunidade.

 

Hoje, a Rádio Sobral completa 40 anos de comunicação e, de alguma forma, eu também.

 

 

 

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Estúdio antigo, antena de transmissão e prédio da Sobral. Fotos: Facebook da Rádio Sobral
Emoção na entrega da Medalha Alberto André 2018 pela Associação Riograndense de Imprensa

Emoção na entrega da Medalha Alberto André 2018 pela Associação Riograndense de Imprensa

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Com o Salão Nobre lotado, a ARI entregou a Medalha Alberto André a 11 jornalistas, na noite de 10 de dezembro. Ruy Carlos Ostermann e João Egydio Gamboa foram os decanos homenageados, junto a outros nove profissionais, Adriana Irion, Felipe Vieira, Ana Cássia Hennrich, Carla Seabra, Renato Panatieri, Wilson Rosa, Carlinhos Rodrigues, Luiz Artur Ferraretto e Alice Bastos Neves. O clima foi de reencontros e homenagens individuais a diversas pessoas que se misturavam a mestres e colegas de várias épocas.

O professor Ruy Carlos Ostermann destacou que o jornalismo lhe deu a oportunidade de praticar muitas atividades, mas a principal delas foi fazer amigos. Luiz Artur Ferraretto registrou a honra em receber a medalha justamente ao lado do professor Ruy, com quem trabalhou e pesquisou sobre a história do rádio gaúcho, e com o legado de Alberto André a quem entrevistou muitas vezes. Alice Bastos Neves e Adriana Irion destacaram a distinção como uma homenagem ímpar em suas carreiras. Renato Panatieri, Carlinhos Rodrigues e Ana Cássia Hennrich citaram suas ligações históricas com a ARI e seus dirigentes de várias épocas. Carla Seabra, Wilson Rosa e Felipe Vieira foram unânimes em agradecer seus professores e colegas da ARI. Felipe Vieira disse que a medalha era uma honra maior ainda por ser recebida ao lado do grande homenageado Ruy Carlos Ostermann. O presidente do Inter Marcelo Medeiros presenteou a ARI com uma camiseta do Internacional alusiva aos 83 anos da ARI. Diversos jornalistas consagrados estiveram presentes entre eles Flávio Tavares, Carlos Bastos e Ivo Czamanski.

O presidente da ARI destacou a colaboração de sua diretoria durante o ano de 2018 e reforçou que a Casa do Jornalista é a casa da amizade, reconhecendo o trabalho de colegas que fizeram e fazem a história da entidade  fundada em 1935. Na oportunidade convidou os associados a prestigiarem a associação que completa dezoito meses de nova diretoria, com vários projetos para 2019. No calendário de 2018 há a entrega do Prêmio ARI dia 19/12.

Participaram da entrega das medalhas aos onze agraciados a vice-presidente Cristiane Finger e o presidente do Conselho Deliberativo João Batista de Melo Filho e os diretores Antônio Goulart, Flavio Dutra, Mario Rocha, Nilson Souza, Thamara de Costa Pereira, Ayres Cerutti, José Nunes e a homenageada de 2017  Alice Urbim.

A cerimônia foi conduzida pelos jornalistas Daniela Sallet e Antônio Czamanski e contou com a participação da banda Deadline com Ricardo Azeredo, Elio Bandeira e Daniel Soares. (ARI)

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

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“Pelo jornalismo faria tudo de novo”, a frase é de Alberto André, poderia ser minha ou de milhares de outros apaixonados pela profissão que escolhemos. O ano de 2018, já tinha entrado para minha vida profissional, com a volta ao comando de um telejornal, o SBT Rio Grande – Segunda Edição. O desafio proposto pelo gerente de jornalismo da emissora, Danilo Teixeira, me encantou e acredito que estejamos no rumo certo. A busca da qualidade é uma obsessão diária da equipe e a resposta dos telespectadores, mostra uma audiência crescente no programa que apresento com Luciane Kohlmann,  ou seja estamos acertando mais que errando. Nem tudo é perfeito, a ida para o SBT me tirou do veículo Rádio – o que espero seja temporário -, sinto saudade da interatividade dos ouvintes. A compensação vem através de encontros com o público nas minhas andanças pelas ruas, no Zaffari da Otto, no açougue do Zanini, no Beira-Rio… e algumas vezes em forma de troféus e medalhas. Fiquei muito contente ao receber o Prêmio Press de Melhor Apresentador de TV 2018, eu estava afastado da televisão aberta – por vontade própria -, desde 2012. Já havia conquistado a premiação 7 vezes, mas esse ano teve um “gosto especial”, ainda mais que minha indicação foi feito pelos colegas de profissão. No segundo semestre incentivado por Guaracy Andrade, Ricardo Orlandini e Zento Kulczynski colocamos no ar, no BAH TV, o programa de entrevistas BahTchêPapo! que tem me oportunizado conversar com personalidades gaúchas. Por tudo isso, o ano profissional já seria maravilhoso.

Todavia, o ano só termina dia 31 de dezembro, eis que para coroar 2018, recebo o telefonema do meu professor e amigo, Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da nossa ARI – Associação Riograndense de Imprensa -,  comunicando que serei um dos homenageados com a medalha Alberto André. Quem me conhece sabe o que aconteceu pós despedida do Luiz Adolfo, chorei de alegria e emoção. Receber uma honraria de uma entidade do tamanho e história da nossa ARI e entrar para um seleto grupo onde estão grandes profissionais e amigos como: Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani; me deixa contente demais. Lembro daquele 16 de janeiro de 1979, inauguração da Rádio Sobral / Butiá, que mudou minha vida. Sim,  na quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, se completarão 40 anos da primeira vez que falei em uma Rádio,  ainda como ouvinte. Mas logo depois em fevereiro de 1979, eu já atuava à convite de Heron oliveira, como repórter mirim na programação esportiva comandada por Brasil Oliveira Lucas. Aos 13 anos, o “vírus da comunicação” entrou pelo ouvido e tomou conta do corpo inteiro. Nunca me curei da “doença” e espero literalmente morrer trabalhando em jornalismo e comunicação, ativo como o homem que da nome a medalha que receberei.

imageConvivi pouco, mas o suficiente para conhecer a retidão, o caráter e a paixão pelo jornalismo de Alberto André. Por isso, a honra de receber uma distinção destas me deixa com a responsabilidade de tentar todos os dias fazer um jornalismo ético e de relevância para quem acompanha o meu trabalho. Em 29 de dezembro de 2015, o jornalista e pesquisador da Comunicação Social, Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, na edição 883 do Observatório da Imprensa, resumiu assim a vida de um dos grandes jornalistas do Rio Grande do Sul, cujo centenário de nascimento havia acontecido dia 02 de dezembro de 2015:

Há 100 anos, no dia 2 de dezembro de 1915, sob o signo de Sagitário, nascia um dos maiores expoentes do jornalismo gaúcho: Alberto André (1915 – 2001). Filho dos imigrantes libaneses, Miguel e Sada André, ele nasceu em Porto Alegre. Ao longo de sua existência, desenvolveu um importante trabalho no campo do jornalismo, da política e da cultura, destacando-se como um exemplo de cidadania, dedicação e amor por sua terra.

Embora seu pai o incentivasse a formar-se em Medicina, Alberto André já sonhava, desde cedo, com o universo de uma sala de redação. Sua base educacional foi construída na Escola Lassalista de São João, no Colégio das Dores e no Colégio Júlio de Castilhos.

O profissional do jornalismo

Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Sociedade Gaúcha, com o apoio do diretor da emissora, Nilo Ruschel (1911-1975), tendo apenas cinco minutos, duas vezes por semana, para falar acerca dos problemas de Porto Alegre, à qual devotou um amor incondicional. No ano seguinte, iniciaria sua vida acadêmica no Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas sem abandonar sua paixão pelo jornalismo.

A sua primeira experiência na redação de um periódico foi no Jornal da Noite. Tratava-se de um jornal vespertino e político, sob a orientação de Flores da Cunha (1880-1959) e seu Partido Republicano Liberal. Com a criação do Estado Novo (1937-1945), o periódico encerrou a sua circulação. Nele, Alberto André redigia matérias muito ricas sobre a cidade de Porto Alegre.

Ainda em 1937, começou a trabalhar no jornal A Nação que pertencia à Tipografia do Centro e à Cúria Metropolitana de Porto Alegre, ganhando experiência em assuntos internacionais. Nesse período, ele teve o primeiro contato com a violência de origem ideológica contra a imprensa. O jornal A Nação, de origem germânica, acabou, em 1942, sendo depredado durante a II Guerra Mundial. Este episódio ficou conhecido, em nosso jornalismo, como a “Noite do Quebra-Quebra”. Alberto André trabalhou também no Correio da Noite, na Agência Brasileira de Notícias e colaborou no jornal, ligado ao Partido Libertador, O Estado do Rio Grande, fundado, em 1929, pelo médico e jornalista Raul Pilla (1892-1973).

O Estado Novo de Getúlio Vargas e o jornalismo

Em 1940, Alberto André recebeu o convite de Manoelito de Ornellas (1903-1969) – figura de destaque em nossas letras – para trabalhar como censor de notícias sobre a II Guerra Mundial (1939-1945), do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, ligado Alberto-Andreao DIP. A princípio isso parece ir de encontro a sua figura democrática, porém, como censor, poupou jornais de empastelamento e avisou colegas acerca do risco de uma prisão iminente. A liberdade de informação foi o foco e a razão principal de sua carreira, como jornalista, ao longo dos anos.

Em 1941, Alberto André passou a lecionar Contabilidade no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Na condição de professor, Alberto André assumiu a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, um dos núcleos da futura PUCRS, lecionando em várias matérias durante 45 anos.

O jornalista do Correio do Povo

No ano em que ocorreu a famosa “Enchente de 41”, inundando de forma trágica a cidade, Alberto André se casou com Lourdes Cafruni, cuja união permaneceu sólida até a sua morte em 2001. O casal teve três filhos: Marlene (já falecida), Roberto e Fernando. Em 1941, Alberto André ingressou na redação do mais antigo e tradicional jornal da capital gaúcha, o Correio do Povo, onde trabalhou por 43 anos, atuando também como articulista na Folha da Tarde e na Folha da Tarde Esportiva que pertenciam à Empresa Jornalística Caldas Júnior. De 1942 a 1956 era Alberto André que dava a ordem para a rodagem do Correio do Povo. No ano de 1941, publicou o seu primeiro livro: Aspectos da Vida Internacional, pela Editora A Nação.

O presidente da ARI e sua visão democrática

Em 1943, formou-se em Direito pela UFRGS, atuando, por 15 anos, nessa área. Cinco anos depois, ele se filiou à Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ocupando alguns cargos administrativos. Devido à insistência dos amigos da redação do Correio do Povo, Alberto André se candidatou à presidência da ARI, em 1956, e ganhou de forma excepcional o pleito por um voto de diferença. Dirigiu a entidade por 34 anos, posto no qual enfrentou o período do regime militar (1964-1985), auxiliando, principalmente, durante “os anos de chumbo” vários jornalistas e intelectuais, a exemplo de Flávio Tavares e Reinaldo Moura (1900-1965), então, diretor da Biblioteca pública do Estado, a escapar dos tentáculos do regime de força e repressão que havia se estabelecido no Brasil em 1964. Neste ano de 2015, no dia 19 de dezembro, a ARI comemora 80 anos de existência.

O homem político

Eleito, em 1951, para a Câmara Municipal de Porto Alegre, foi reeleito três vezes seguidas até 1963. Na condição de vereador, dedicou-se a buscar soluções para os problemas urbanos e sociais da nossa cidade, considerando isso um dever ético. Ainda em 1956, consegue seu registro, como professor, na Secretaria de Educação. Elege-se também para deputado estadual, no período de 56/60, exercendo o cargo por apenas dois meses. No ano seguinte, assumiu o cargo de Delegado Conselheiro da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), permanecendo por dois anos. Nesse ano, publicou o livro Coletânea de Legislação Tributária Municipal pela Editora Sulina.

O professor universitário

No ano de 1962, Alberto André começou a lecionar na cadeira de Direito Aplicado à Economia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, aposentando-se ao completar 70 anos, após 31 anos de trabalho como professor adjunto e chefe de departamento dessa universidade Ainda, em 1962, ele assumiu a presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, exercendo, com dignidade e altruísmo, essa importante função.

Em 1966, Alberto André é homenageado com a Medalha do Porto de Bremen na Alemanha Ocidental, que havia visitado em 1956. Um ano depois, publica, pela Editora Sulina, o livro Alemanha Hoje, no qual narra as duas viagens que fez a esse país.

No ano em que o Brasil ganhou a Copa Jules Rimet, em 1970, ele é escolhido, para assumir a direção da Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS (Famecos). Ele permaneceu no cargo função até o ano de 1975. Ainda nesse ano, publica Ética e Códigos da Comunicação nos Cadernos de Comunicação da PUCRS. Em 1972, recebe o prêmio Destaques do Diário de Notícias e Medalha da Assembleia Legislativa. Passados dois anos, recebe o título de Comendador da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Secção Rio grande do Sul.

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Medalha Alberto André: ​Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani já receberam a homenagem Foto Luiz Ávila

O apoiador cultural

Durante o período nevrálgico da nossa política, que sucedeu ao golpe militar de 64, ele se envolveu em campanhas de interesse público, a exemplo da criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (Musecom), em 10 de setembro de 1974, em plena ditadura militar. O jornalista Sérgio Dillenburg – fundador e idealizador dessa instituição – teve o apoio incondicional da ARI e de seu presidente, em exercício, o jornalista e escritor Alberto André. Essa instituição prestou a sua homenagem, criando, no espaço do Musecom, a Sala Alberto André, na qual ocorrem diversos eventos culturais ligados à Comunicação. A campanha, para que fosse criada também a Casa de Cultura Mário Quintana, no prédio em que funcionou o famoso Hotel Majestic e morou o nosso poeta maior, teve a fundamental participação de Alberto André, então, representante da ARI no Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre,

Porto Alegre reconhece Alberto André

No ano de 1977, Alberto André recebe o título de professor Emérito da PUC, Ao iniciar a década de 80, Alberto André é agraciado com o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre – fato que se repetiu em 1982.

Em 1980, é também escolhido Membro do Conselho Municipal do Plano Diretor de Porto Alegre, além de ser eleito chefe de Departamento de Direito Econômico e do Trabalho da UFRGS, aposentando-se em 1985. Em 1988, ele é homenageado como Patrono da 34ª Feira do Livro de Porto Alegre, em reconhecimento pelo seu trabalho, em prol da cultura gaúcha, e também por ter oficializado, por meio da criação de uma lei, esse tradicional evento cultural a céu aberto, criado, em 1955, pelo jornalista Say Marques do Diário de Notícias. A Feira do Livro ocorre, anualmente, na Praça da Alfândega no centro da capital gaúcha.

Em 1992, Alberto André publica 50 anos de imprensa, pela Editora FEPLAM. Um ano depois, ele recebe o título de Patrono das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul. Em 1995, o Jockey Club institui o Páreo Alberto André, sendo sua figura escolhida Decano dos Jornalistas do RS. O jornalista é homenageado pela Biblioteca da Câmara Municipal de Porto Alegre, cujo nome é Alberto André, localizando-se no terceiro andar do Legislativo.

Alberto André teve uma trajetória profissional notável, cuja palavra escrita foi utilizada, como instrumento, para o bem social e engrandecimento da cidade de Porto Alegre e do nosso estado. Esse exemplar profissional desenvolveu tantas atividades, no decorrer de sua existência, que é impossível enumerá-las nesse breve texto. A intenção, que me moveu a escrever, acerca da vida desse importante jornalista, foi a de prestar uma homenagem em seu centenário de nascimento. Alberto André fez escola, em nosso jornalismo, pela sua postura ética e tão cosmopolita em sua forma de pensar, ver e atuar como cidadão.

A presença do presidente Alberto André, na Associação Riograndense de Imprensa, foi tão marcante e significativa que recebeu o apelido de “Seu ARI”. Embora tenha se aposentado, ele jamais deixou de colaborar com artigos para jornais de todo o Rio Grande do Sul, escrevendo em sua velha e companheira máquina de escrever Remington.

A morte do ícone

O presidente de Honra e do Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) faleceu, em 06 de setembro de 2001, em sua residência, devido a uma insuficiência hepática, após anos de dedicação ao jornalismo, ao magistério, à advocacia e à política. Seu velório ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado. O prefeito de Porto Alegre, na época, Tarso Genro assinou o decreto N° 13.379, determinando luto oficial, por três dias, na capital gaúcha.

Em abril de 2010, A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), inaugurou o Laboratório de Recuperação do Acervo que contempla a vida e o legado cultural do Jornalista Alberto André.

O amor pelo jornalismo, que está presente em sua alma, não desapareceu com sua morte, aos 85 anos, pois, com certeza, transcende, noutra dimensão, o seu legado cultural e a intensa influência de seu trabalho na área da Comunicação Social, eternizado em sua amada Porto Alegre.

A medalha será recebida em conjunto com outros colegas – que ainda não tive acesso aos nomes -, pois muitos estão sendo comunicados da homenagem hoje. A cerimônia acontece na próxima segunda-feira(10.12.2018 ), na sede da ARI, em Porto Alegre.

BahTchê Papo estreia hoje às 21h no canal Bah! E o convidado do meu primeiro programa é o jornalista David Coimbra

BahTchê Papo estreia hoje às 21h no canal Bah! E o convidado do meu primeiro programa é o jornalista David Coimbra

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Eu estreio hoje (05.08) o BahTchê Papo, programa semanal de entrevistas no Canal Bah!. O programa irá ao ar aos domingos, a partir das 21h,  além de reprises durante a semana na grade do canal. A ideia é conversar com pessoas dos mais diferentes ramos sem que a pauta se prenda só na especialidade do entrevistado. Meu convidado do primeiro programa é o jornalista David Coimbra, que recentemente lançou o livro. Hoje eu venci o câncer,  onde escreve como lidou com seus próprios medos ao enfrentar uma doença que colocou sua vida de cabeça para baixo. Logo em seguida a um diag­nóstico assustador por sua gravidade, o autor se mudou para os Estados Unidos com sua família para tentar um tratamento experimental que foi sua salvação.

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O programa terá a agenda social da semana com Guaracy Andrade.

Nós vamos conversar sobre os  textos por vezes crus de tão hones­tos e sobre sua luta para recobrar a saúde, mas não só sobre isso. Por sinal, o meu amigo e entrevistado me surpreendeu ao escrever uma crônica na Zero Hora, onde relata parte do nosso encontro. Confira abaixo. Eu já tinha conversado com David tão logo fiquei sabendo que o livro estava pronto para ser lançado. Desta vez aprofundamos outros temas.

 

A programação ainda conta com a participação especial de outro grande amigo, o jornalista Guaracy Andrade, que fará uma retrospectiva dos eventos sociais acontecidos na semana e adiantará o que deve ser notícia.  O Canal Bah! está nas frequências 20 e 520 da NET. Para a região do Vale do Sinos, pode ser conferido nos canais 26 e 526. A programação também pode ser acompanhada, em tempo real, pela página do Facebook:  https://www.facebook.com/canalBahtv/ e pelo site www.bahtv.com.br.

 

LEIA MAIS: David Coimbra lança “Hoje eu venci o câncer”. Livro com relatos inéditos sobre como o jornalista enfrentou a doença chega às livrarias na segunda-feira

 

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TV: SBT RS tem o melhor mês de maio desde 2008; da Coluna do Nenê

TV: SBT RS tem o melhor mês de maio desde 2008; da Coluna do Nenê

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O SBT marcou excelentes índices e apresentou o melhor mês de maio desde 2008. Na média das 24 horas, o SBT é vice-líder pelo 11º mês seguido. A emissora obteve a maior média dos últimos 113 meses, desde dezembro de 2008. Em maio teve um crescimento de 14% e marcou 4,6 pontos, contra 3,9 da terceira colocada e 15,8 da primeira.

No período matutino, no ar das 6h às 12h, a emissora cresceu 14%, comparando ao mês de abril, e conquistou a vice-liderança pelo 18º mês consecutivo. Marcou 4,1 pontos, contra 3,1 da terceira colocada e 9,0 da primeira. No período da tarde, o SBT cresceu 15% comparando com o mês anterior. Foi a maior média desde agosto de 2008. Em maio, cravou 6,0 pontos, contra 5,7 da terceira colocada e 16,6 da primeira.

Já na faixa noturna, o SBT manteve a vice-liderança pelo 11º mês consecutivo. Cresceu 11% em relação ao mês anterior, atingindo a maior média desde agosto de 2016. Em maio, marcou 5,9 pontos, contra 5,5 da terceira colocada e 31,2 da primeira.

A emissora permanece na vice-liderança na faixa horária da madrugada, das 24h às 30h. Nesta faixa, o SBT cresceu 17% em relação à abril de 2018. No mês de maio, obteve 2,6 pontos, contra 1,4 da terceira colocada e 6,3 da primeira colocada. Foi sua maior média desde agosto de 2013. Vale lembrar que, em maio de 2018, a emissora atingiu 3,2 milhões de telespectadores.

Na programação local, os destaques do mês foram:

– Anonymus Gourmet conquistou a vice-liderança isolada com 6,6 pontos, contra 4,0 da terceira colocada e 21,9 da primeira. O programa obteve um crescimento de 19% comparado ao mês de abril. O Anonymus alcançou 618 mil telespectadores neste mês.

– O Masbah! registrou a maior audiência desde a sua estreia. Manteve a vice-liderança com 6,7 pontos, contra 1,8 da terceira colocada e 24,4 da primeira. O programa atingiu, em maio, 665 mil telespectadores.

– SBT Rio Grande 2ª edição alcançou 865 mil de telespectadores no mês de maio e obteve 4,1 pontos de audiência.

– Já o SBT Rio Grande deu um banho na concorrência e obteve um crescimento de 12%, marcando 6,5 pontos, contra 5,1 da terceira colocada e 17,7 da primeira. O jornal alcançou 1,5 milhão telespectadores em maio.

– O SBT Esporte cresceu 15% no mês de maio e cravou 5,8 pontos de audiência.

(Coluna do Nenê/Nenê Zimmermann)

Brasil está indo tão bem ou melhor do que no governo Lula, diz Meirelles; por Elizabeth Lopes/ Broadcast Estadão

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Entrevista completa do Ministro Henrique Meirelles ao programa Agora/Rádio Guaíba, com Felipe Vieira.

 

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira. 13, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, apostar na vitória de um candidato, nas eleições presidenciais do ano que vem, que priorize uma agenda de mudanças modernizantes na economia brasileira, mudanças que gerem emprego, reduzam a inflação e juros, melhorem a qualidade de vida da população, foquem nas reformas necessárias que o País precisa e fujam das bandeiras populistas.

Indagado se seria este candidato, já que vem pregando pelo País, como condutor da economia brasileira, um discurso baseado nessas premissas, Meirelles voltou a dizer que tomará uma decisão a esse respeito apenas entre final de março e começo de abril do próximo ano.

“Agora é foco total na economia, gosto de olhá-la com números e estamos na direção certa”, destacou Meirelles na entrevista. Ao falar de suas ações para a criação empregos, manutenção da inflação e juros em níveis mais baixos e consolidação do crescimento, ele disse que a atual agenda econômica é liberal e vem contribuindo para reduzir o tamanho do Estado. “Com o estabelecimento do teto dos gastos públicos, o tamanho governo federal – que já foi superior a 20% – chegará a 15% do PIB.” E disse que isso contribui para muitos avanços, inclusive a redução de impostos. “O brasileiro não aguenta pagar mais imposto; mas agora estamos no caminho certo, da modernização da economia.”

Quesrtionado sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, tendo como concorrente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem foi presidente do Banco Central, Meirelles disse que mantém uma relação cordial e de amizade com o petista, que o convidou pra ser a autoridade monetária de seu governo. Apesar de manter uma relação de amizade com Lula, Meirelles pontuou que os dois têm pontos de vista diferentes. “Não concordo com a atual retórica de Lula”, disse, reiterando que sob sua batuta, o País está voltando ao rumo certo, depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história.

O ministro da Fazenda respondeu também como seria uma eventual disputa entre “criatura e criador”, no caso Lula, que o alçou à vida pública como presidente do BC de sua gestão. Meirelles refutou tal comparação e deixou claro que ao ser convidado para integrar a equipe do então governo petista, como presidente do Banco Central, já tinha uma carreira bem consolidada, inclusive a nível internacional. “E quando Lula me chamou, me deu total autonomia para resolver os problemas do País, o que foi bom para ele e para o governo dele, pois sempre respeitou minhas decisões no BC, mesmo não concordando às vezes.” E alfinetou: “Agora o Brasil está indo tão bem ou melhor (do que na gestão de Lula).”

Sobre o debate que estará em pauta no pleito presidencial do ano que vem, Meirelles disse que “é simples”: “Ou vamos manter a presente política que está dando certo, de crescimento e geração de emprego ou vamos voltar atrás em políticas recessivas e gerar desemprego.” E citou que o governo Temer está sob fogo direto da oposição, “o que é normal, faz parte da democracia”. Meirelles aproveitou a entrevista para alfinetar outro potencial concorrente, o deputado Jair Bolsonaro, dizendo que até o momento ele não esclareceu qual será o seu projeto econômico. “Não está clara linha econômica de Bolsonaro, espero que ele coloque isso com clareza.”

Histórias de Paulo Sant’Ana: Dexheimer e revólver em Erechim, a volta para RBS, o Senado, a camisa colorada no Jornal do Almoço

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Durante o programa da Rádio Guaíba, a repórter Vitória Famer fez registros com várias das personalidades que passaram pela Arena durante o velório de Paulo Sant’Ana. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr falou sobre o torcedor fanático e a quase candidatura ao senado. Lasier Martins lembrou o dia que Sant’Ana vestiu a camisa do Inter no Jornal do Almoço. Claro Gilberto, recordou a volta para RBS depois de um período na TV Difusora e ainda de uma viagem a Erechim onde Sant’Ana, que como ex-delegado de polícia andava armado, sacou o revólver e colocou embaixo da mesa ao ver o prefeito da cidade, Antonio Dexheimer, suspeito da morte do jornalista e ex-deputado José Antonio Daudt se aproximar de onde estavam.   Confira !!

 

Presidente da OAB se mantém cauteloso ao falar de condução coercitiva de Lula. Claudio Lamachia disse que o ex-presidente e qualquer outro cidadão estão sujeitos às mesmas leis

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O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, se manteve cauteloso sobre qualquer posicionamento sobre o ato de condução coercitiva do ex-presidente Lula à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato e destacou que a lei é clara para todos e que o procedimento ocorre quando uma testemunha se recusa a prestar esclarecimentos à autoridade policial.  Disse que a sociedade não suporta mais essa crise ética e exige posicionamento imediato das instituições.

Em entrevista ao programa Agora, da Rádio Guaíba, Lamachia informou que, em relação a Delcídio do Amaral, pediu em nome do Conselho Federal da OAB para que a entidade tenha acesso a essa ‘suposta’ delação premiada, pois segundo ele o próprio senador deixou a entender que o documento talvez não exista. Disse que se for confirmada a existência do documento, disse que pode se tratar de um atentado contra o estado democrático de direito e as instituições brasileiras.

Lamachia afirmou que não podemos acreditar que delações de extrema gravidade contra Lula e Dilma, além de outros políticos importantes, possam ter sido alvo de ‘vazamento seletivo de informações’. Disse que tão logo tivesse conhecimento desses fatos para examinar tecnicamente este tema, na medida em que a OAB tem a responsabilidade de representar a sociedade brasileira. Disse que precisa de fatos concretos para chamar uma reunião extraordinária do pleno da Conselho Federal da OAB.  Lembrou que após assumir a presidência da entidade, já se manifestou sobre diversos temas de interesse de forma técnica e isenta de paixões partidárias. Ao ser questionado sobre a mobilização pela volta da CPMF, disse que foi realizado ato extraordinário em Brasília com mais de cem entidades da sociedade civil organizada (www.agorachega.com.br) contra a ativação de mais um imposto para buscar no bolso do cidadão mais um sacrifício econômico. (Rádio Guaíba)