FHC: líder de Temer é insustentável. ‘Se o governo errar o PSDB sai’

FHC: líder de Temer é insustentável. ‘Se o governo errar o PSDB sai’

Cultura Notícias Poder Política

FH: líder de Temer é insustentável

Em entrevista pelo lançamento do segundo volume de “Diários da Presidência”, o ex-presidente FH disse que o Legislativo não pode “montar no cangote” de Temer e que o novo líder do governo, imposto por Eduardo Cunha, é “insustentável”. (O Globo)

‘Se o governo errar o PSDB sai’

No segundo volume de Diários da Presidência, Fernando Henrique Cardoso se queixa da pressão do PMDB para obter cargos. Agora, como PSDB na base aliada, o tucano fala sobre a atuação do partido na administração federal. “Se o governo for para um caminho errado, então o PSDB sai.” Ele avalia que José Serra ganhou força para se candidatar em 2018. (O Estado de São Paulo)

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

Direito Economia Negócios Notícias Poder
O ex-ministro Pedro Parente confirmou a amigos gaúchos que vai aceitar o desafio de presidir a Petrobras. O convite será oficializado ainda hoje pelo presidente em exercício Michel Temer.

Parente foi ex-ministro da Casa Civil no governo de Fernando Henrique Cardozo. Também foi ministro interino de Minas e Energia no governo FHC. Hoje é conselheiro de várias empresas, entre elas a RBS, onde já foi vice-presidente executivo.

Atualmente, o presidente da Petrobras é Almir Bendine, nomeado em fevereiro do ano passado. Bendine substituiu Graça Foster, que renunciou ao cargo após o surgimento da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na estatal.

FHC fala de ‘estelionato eleitoral’ na eleição de 1998; por Fernando Canzian/Folha de São Paulo

FHC fala de ‘estelionato eleitoral’ na eleição de 1998; por Fernando Canzian/Folha de São Paulo

Notícias Poder Política

Fernando Henrique Cardoso admite em “Diários da Presidência – 1997-1998”, segundo volume de suas memórias, que seu governo omitiu o maior problema a abalar as finanças do Brasil durante sua campanha à reeleição: o real estava sobrevalorizado, mas falar nisso poderia causar dano eleitoral ao tucano.

Dez dias antes de vencer em primeiro turno a eleição de 1998, com 53% dos votos válidos, FHC registra em suas gravações o que chama de “reflexão ultrassecreta”.

“Há um ponto que os críticos não pegaram, só um ou outro economista percebeu. Tudo isso que digo –deficit fiscal e tudo mais– é um pouco meia verdade. Não que não exista deficit a ser combatido, mas a questão que nunca foi posta [pelo governo] é a cambial. É a questão central”.

Nas 870 páginas do novo volume da Companhia das Letras, que chega às livrarias no dia 23, FHC realimenta uma das maiores polêmicas de seus dois mandatos. Houve o chamado “estelionato eleitoral” em 1998?

FHC venceu em 4 de outubro daquele ano em meio a uma forte crise externa, fuga de dólares do país (que chegou a US$ 600 milhões ao dia) e juros básicos do Banco Central em 42% ao ano. A taxa hoje, considerada muito elevada, é de 14,25%.

Além de sofrer efeitos do terremoto externo, com epicentro na Rússia, o Brasil padecia com a política de manter sua moeda valorizada desde o Plano Real. O programa vinha estabilizando a inflação desde 1994, evitando que a cotação do real se distanciasse muito da do dólar.

Para manter a moeda americana barata, e o poder de compra do real elevado, a gestão FHC subiu radicalmente os juros, na tentativa de atrair capitais externos e de desestimular a sua fuga.

A estratégia teve forte impacto na dívida pública e exigiria cortes de despesas e altas de impostos à frente.

No livro, fica clara a estratégia de FHC de só passar a falar abertamente da necessidade de ajuste fiscal, com mais impostos, quando as pesquisas (em setembro de 1998) mostravam que ele venceria no primeiro turno. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

FHC pede que PSDB repudie declarações de Bolsonaro sobre torturador

FHC pede que PSDB repudie declarações de Bolsonaro sobre torturador

Economia Notícias Poder Política

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) classificou como “estapafúrdia” a declaração do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara, no último domingo. O deputado exaltou a ditadura militar e a memória do coronel reformado Carlos Brilhante Ustra, que foi chefe do Doi-Codi de São Paulo, um dos mais sangrentos centros de tortura do regime militar, e morreu no ano passado. Para FHC, o PSDB deve “repudiar” as declarações.  “É inaceitável que tantos anos após a Constituição de 1988 ainda haja alguém com a ousadia de defender a tortura e, pior, elogiar conhecido torturador. O PSDB precisa repudiar com clareza essas afirmações, que representam uma ofensa aos cidadãos do País e, muito especialmente, aos que sofreram torturas”, disse FHC. Durante a votação do impeachment, Bolsonaro disse: “Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim.”

FHC se manifestou na quarta-feira. “O processo do impeachment começa agora a tramitar no Senado. Esperamos que os trâmites legais sejam todos cumpridos, sem delongas. E quando chegar o momento da decisão dos senadores, que a votação se processe de forma conveniente, sem declarações estapafúrdias como algumas que testemunhamos na Câmara dos Deputados. Especialmente uma me desagradou, aquela proferida pelo deputado Bolsonaro.”

Ustra comandou o Doi-Codi entre 1971 e 1974. Nos últimos anos, procuradores da República em São Paulo vinham tentando processá-lo pela tortura e morte de vários militantes que foram encarcerados nas dependências daquela unidade militar do antigo II Exército em São Paulo. Há sete anos, Ustra é declarado torturador pela Justiça, após decisão do TJ de São Paulo. A reportagem completa está no Correio do Povo.

“A noite não foi das mais fáceis para mim”, diz FHC

“A noite não foi das mais fáceis para mim”, diz FHC

Notícias Poder Política

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que a noite deste domingo, quando ocorreu a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, não foi “fácil” para ele. Ao pedir desculpas por causa de um possível abatimento, FHC, que participa nesta segunda-feira de evento sobre Estado do Direito, em São Paulo, disse que a última noite foi “bastante agitada”. “E o dia também será agitado”, ponderou o ex-presidente, sem fazer referência direta ao processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, que agora segue para análise no Senado.

FHC afirmou, em sua palestra, que a corrupção se agravou no País à medida que deixou de ser má conduta de uma pessoa para se tornar uma medida organizada, de fortalecimento de partidos. “O fluxo de recursos hoje é para a manutenção de poder, de partido e, eventualmente, escorrega algum dinheiro para o bolso das pessoas”, afirmou, em referência a escândalos como o desvio de dinheiro da Petrobras investigado pela operação Lava Jato. O político ressaltou, contudo, que os órgãos responsáveis para coibir a corrupção também passaram a se organizar.

No início de sua palestra, o ex-presidente relembrou o histórico da democracia brasileira, que, para ele, não é tão nova quanto parece. “Com a Regência vimos uma aproximação entre a ideia, a lei e o povo. E começou a se construir um jogo, e aí passou a se acreditar na lei. O jogo de alternância de poder começou a existir. Se Dom Pedro II fez algo de mais notável, de alguma maneira ele organizou o Estado brasileiro”, afirmou.

FHC também relembrou, durante sua apresentação, o trabalho dos integrantes da Constituinte e da elaboração da Constituição de 1988. “Fui membro da Assembleia Constituinte e foi um momento muito rico. Nós vínhamos de um Estado militar e só aspirávamos à liberdade. Na época o sentimento era incorporar mais pessoas à sociedade brasileira”, falou. Para ele, na época, houve uma judicialização saudável.

O ex-presidente tucano participa da conferência “Desafios ao Estado de Direito na América Latina – Independência Judicial e Corrupção”, promovido pela FGV Direito SP, o Bingham Centre for the Rule of Law (Londres) e o escritório global de advocacia Jones Day. (Correio do Povo)

Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

Notícias Poder Política

Em nota enviada à “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou que tenha utilizado a empresa Brasif S/A Exportação e Importação para enviar ao exterior recursos para a jornalista Miriam Dutra e Tomás.

Fernando Henrique afirma que mantém contas no exterior e que de fato presenteou Tomás com o apartamento mencionado por Miriam.

Acrescenta, porém, que os recursos enviados a Tomás provêm de rendas legítimas em contas legais declaradas ao Imposto de Renda.

Citou que os recursos saíram de contas no Banco do Brasil, em Nova York e Miami, do Novo Banco, em Madri, e de contas em bancos do Brasil.

Explicou que o repasse de recursos para que Tomas comprasse um apartamento foi feito por meio de transferências de sua conta bancária no Bradesco, com o conhecimento do Banco Central Brasileiro. Repetiu que, mesmo diante de dois testes de DNA negativos provando que ele não era o pai biológico de Tomás, procurou manter as mesmas relações afetivas e materiais com o Tomás.

Em nota enviada à TV Globo, o ex-presidente acrescentou que, em relação aos exames de DNA, sempre se dispôs a fazer qualquer outro teste que os interessados julgassem conveniente. Disse ainda que, após os resultados dos dois testes, continuou a pagar matrícula e sustento de Tomás em prestigiada universidade americana. Da mesma forma, doou a ele recentemente, além do apartamento, recursos para fazer os estudos de mestrado. Sobre o contrato fictício de trabalho que Miriam Dutra afirma ter assinado, Fernando Henrique disse que se trata de um contrato feito há mais de 13 anos, sobre o qual, afirma, não tem condições de se manifestar enquanto a referida empresa não fizer os esclarecimentos que considerar necessários.

Nota da TV Globo
A TV Globo não interfere na vida privada de seus colaboradores. Esclarece, porém, que jamais foi avisada por Miriam Dutra sobre o contrato fictício de trabalho e que, se informada, condenaria a prática. A emissora informa ainda que em junho de 2004 (e não em 2002) o contrato de colaboradora de Miriam Dutra foi alterado, com mudanças em suas atribuições, o que acarretou nova remuneração, tudo segundo a lei vigente no país em que trabalhava. Por último, a TV Globo jamais foi informada por Miriam Dutra sobre seu desejo de regressar ao Brasil. Ao contrário, ela sempre manifestou o interesse de permanecer no exterior. Durante os anos em que colaborou com a TV Globo, Miriam Dutra sempre cumpriu suas tarefas com competência e profissionalismo.

Miriam Dutra afirma para Polícia Federal que FHC usou empresa para bancá-la no exterior. Amante do ex-presidente confirma declarações que fez via imprensa, do G1/SP

Miriam Dutra afirma para Polícia Federal que FHC usou empresa para bancá-la no exterior. Amante do ex-presidente confirma declarações que fez via imprensa, do G1/SP

Negócios Notícias Poder Política
A jornalista Miriam Dutra chega ao prédio da PF, na Lapa, em São Paulo, para depoimento a respeito da remessa de dinheiro que afirmou ter recebido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no exterior. Ela chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A jornalista Miriam Dutra chega ao prédio da PF, na Lapa, em São Paulo, para depoimento a respeito da remessa de dinheiro que afirmou ter recebido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no exterior. Ela chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A jornalista Miriam Dutra depôs durante cerca de cinco horas na sede da Polícia Federal em São Paulo nesta quinta-feira (7). Miriam chegou no início da tarde acompanhada de seu advogado e, por volta das 19h45, deixou o prédio na Lapa, na Zona Oeste. Ela não falou com a imprensa.

O advogado José Diogo Bastos, que defende Miriam, disse ao G1 que a jornalista estava muito cansada após o depoimento. “Ela foi depor apenas como testemunha e esclareceu os fatos que lhe foram perguntados de forma satisfatória”, afirmou. Questionado sobre o conteúdo do depoimento, o advogado disse: “As dúvidas do delegado foram todas dirimidas”.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, em fevereiro, a jornalista, que até 31 de dezembro do ano passado foi colaboradora da TV Globo por 35 anos, fez denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e comentou o relacionamento extraconjugal que manteve com ele entre os anos de 1985 e 1991.

O Ministério da Justiça informou no dia 26 de feveiro que a Polícia Federal determinou a abertura de um inquérito para investigar “eventuais ilícitos criminais” que tenham sido cometidos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Miriam disse ao jornal, a empresa Brasif Exportação e Importação, concessionária à época das lojas duty free nos aeroportos brasileiros, ajudou o ex-presidente a enviar dinheiro para ela entre 2002 e 2006. Em nota, a assessoria de Fernando Henrique Cardoso informou que todas as operações financeiras internacionais do ex-presidente foram feitas com recursos próprios e por meio de contas bancárias declaradas, sem o uso de empresas para isso.

A jornalista vive no exterior desde 1991. A transferência, segundo ela, foi feita por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho.

Segundo tal contrato, que a “Folha” publicou, a jornalista teria de fazer análise de mercado em lojas convencionais e de duty free. Miriam admite ao jornal, porém, que jamais pisou em uma loja para trabalhar. Mesmo assim, recebia a quantia de US$ 3 mil mensais. Miriam disse que precisou desse dinheiro quando teve uma redução salarial na TV Globo, em 2002, passando a ganhar US$ 4 mil. A jornalista disse que o dinheiro que recebia da Brasif saía do bolso do ex-presidente, que teria depositado US$ 100 mil na conta da Brasif.

Jonas Barcelos, dono da Brasif, não negou ao jornal o acerto, mas diz não se lembrar dos detalhes e pediu tempo para pesquisar.

Pela primeira vez, Miriam Dutra fala de seu filho Tomás, que, até 2011, Fernando Henrique Cardoso acreditava ser dele.

Em 2009, o ex-presidente declarou à “Folha” que, naquele ano, reconheceu a paternidade do rapaz e disse que sempre cuidara dele.

Em 2011, porém, dois testes de DNA revelaram que o filho não era dele. À época, Fernando Henrique disse também à Folha que, mesmo sabendo que não era o pai biológico de Tomás, não mudaria seu relacionamento com ele. Miriam Dutra nega que Fernando Henrique tenha reconhecido Tomás.

Questionada pela “Folha” sobre os exames de DNA, Miriam Dutra gargalhou e disse: “É óbvio que é dele”. Questionada se o ex-presidente havia forjado o exame, ela afirmou: “Não estou afirmando nada, mas tudo me parece muito estranho. Além do mais, uma mulher sabe quem é o pai”.

Na entrevista à “Folha”, Miriam revela que, em 1991, decidiu por vontade própria sair do país e ir trabalhar em Portugal. Ela afirma, sem especificar o ano, que quando estava em Barcelona decidiu voltar para o Brasil, mas não lhe permitiram. Explicou que o pedido partiu de Antônio Carlos Magalhães e do filho dele Luís Eduardo Magalhães, ambos já falecidos.

Na entrevista, Miriam Dutra diz que Fernando Henrique Cardoso tem contas no exterior e pergunta por que nunca ninguém as investigou. E revela que em 2015 o ex-presidente deu a Tomás um apartamento de 200 mil euros.

Contra-ponto: Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

Jornalista Mirian Dutra depõe na sede da PF em São Paulo no inquérito que investiga FHC

Jornalista Mirian Dutra depõe na sede da PF em São Paulo no inquérito que investiga FHC

Notícias Poder Política

A jornalista Mirian Dutra, que teve um relacionamento com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), chegou no início da tarde de hoje (7) à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em São Paulo. Mirian chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos, mas eles não falaram com a imprensa.

Ela deve prestar depoimento nesta quinta-feira sobre as declarações que fez a revistas brasileiras em que acusa o ex-presidente de ter enviado dinheiro para o exterior, usando uma empresa chamada Brasif, para pagamento de despesas do filho que ela diz ter tido com FHC. O inquérito para descobrir sobre o suposto uso da empresa por FHC para enviar dinheiro para Mirian Dutra foi aberto em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.

índice Em entrevista à revista BrazilcomZ , Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele se tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990, e afirmou que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, atualmente com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse ainda que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior.

À Folha de São Paulo, a jornalista disse que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal. Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista disse que “está na hora das pessoas começarem a saber a verdade”.

À EBC, em fevereiro, a Brasif confirmou ter contratado a jornalista Mirian Dutra, em 2002, mas negou a participação do ex-presidente na contratação ou no depósito de dinheiro na conta da empresa para ser repassado a ela.

O outro lado: FHC, Lula, Aécio, Nardes, Itaú… falam sobre as denuncias de Pedro Correa

O outro lado: FHC, Lula, Aécio, Nardes, Itaú… falam sobre as denuncias de Pedro Correa

Notícias Poder Política

O jornal Folha de São Paulo afirma que, apesar das revelações, há pouca prova documental apresentada pelo ex-parlamentar. Pedro Corrêa, depois de uma longa negociação, deve começar a prestar depoimentos e a apresentar as provas que tem a partir da semana que vem.

Augusto Nardes afirmou ao jornal que o envolvimento de seu nome na delação é “uma retaliação pela oposição que fazia dentro do PP. Diz que foi candidato independente e não contou com o apoio de Pedro Corrêa, na época presidente do partido”.

O senador Aécio Neves declarou à Folha que Andrea Neves, irmão dele, não conhece e jamais teve contato com Pedro Corrêa. O senador também enfatizou que repudia as falsas acusações mais uma vez repetidas sem indícios que possam minimamente comprová-las.

Ao tomar conhecimento da citação envolvendo a compra de votos na emenda de reeleição em seu governo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou o relato como “ridículo”.

O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, disse ao jornal que fica “profundamente indignado” ao ver o nome do pai dele, Olavo Setúbal, “absurdamente envolvido em uma história sem comprovações”. Setúbal disse que ele era um homem absolutamente ético e que tem  convicção de que jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado descreveu. Setúbal declarou ainda ao jornal que o pai dele não participava de qualquer atividade politico partidária desde 1986 e que não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento.

O Instituto Lula disse que não comenta falatórios e “quem quiser levantar suspeitas provas em relação a Lula que apresente provas”.

A defesa de Pedro Corrêa não quis se manifestar. (JG)

Advogado-geral da União ataca fala de FHC pró-impeachment

Advogado-geral da União ataca fala de FHC pró-impeachment

Direito Economia Notícias Poder Política

Em resposta a entrevista do ex-presidente ao Estado, advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que “impeachment sem fato imputável não pode acontecer”. Cardozo e lideranças governistas do Congresso criticaram as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Estado publicada na edição de ontem, FHC defendeu o impeachment da presidente como o caminho da superação da crise por que passa o País, postura comemorada por parlamentares da oposição. Para advogado-geral da União, posição é ‘lamentável’ para quem tem ‘passado de defesa da democracia’; oposição comemora adesão e postura de ‘estadista’ A repercussão está em O Estado de São Paulo.