Greve dos caminhoneiros faz indústria gaúcha cair 11% em maio

Greve dos caminhoneiros faz indústria gaúcha cair 11% em maio

Economia Negócios Notícias

A produção industrial do Rio Grande do Sul recuou 11% em maio frente a abril, em mais um indicador negativo do período e que é associado à greve dos caminheiros. A queda do segmento gaúcho foi levemente maior que a do Brasil, que teve redução de 10,9% no mesmo mês. No confronto com o mesmo mês de 2017, a indústria regional cai também com força, cravando 10,8%. Nessa comparação, o Rio Grande do Sul ficou muito pior que a média brasileira, que apresentou queda de 6,6%.  Os dados da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14 dos 15 estados tiveram queda. Apenas Pará teve alta na produção frente ao mês anterior, de 9,2%, depois de cair 8,5% em abril. O IBGE confirmou que a paralisação dos caminhoneiros, que começou no fim de maio e teve efeitos ainda nos primeiros dias de junho, afetou o processo de produção no País. A maior queda foi no Mato Grosso (-24,1%), depois vem Paraná (-18,4%), Bahia (-15%), Santa Catarina (-15%) e São Paulo (-11,4%). O Rio Grande do Sul teve a sexta maior queda.

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Queda na confiança da indústria gaúcha é a maior desde 2015. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, chega a 50,4 pontos em junho

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Destaque Direito do Consumidor Economia Negócios

A incerteza em relação ao futuro da economia brasileira e à situação das empresas aumentou após a crise provocada pela paralisação dos caminhoneiros no mês passado. É o que revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de junho, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao apontar uma queda de 6,2 pontos, a mais acentuada desde fevereiro de 2015, e atingir 50,4, o menor nível em dois anos. O resultado foi a terceira redução consecutiva, bem próxima da marca neutra de 50 pontos que separa presença ou ausência de confiança entre as 237 consultadas pela pesquisa.
Nos índices avaliados pelo ICEI-RS, o maior recuo ficou com o das Condições Atuais, 11 pontos, ao passar de 53,8 em maio para 42,8 em junho. O empresário gaúcho não percebia piora nas condições atuais, expressa pelo resultado abaixo dos 50 pontos, desde agosto de 2017. A principal influência veio da forte deterioração das Condições da Economia Brasileira, cujo recuo alcançou 15,6 pontos ante maio e chegou a 35,1. Nos últimos três meses, o percentual de empresários que percebem piora na economia brasileira subiu de 13% para 28,8%.
O Índice de Condições Atuais das Empresas também mostrou contração significativa em relação ao mês passado, de 8,6 pontos, e chegou a 46,8. A dimensão dessas quedas só encontra paralelo em janeiro de 2009, sob o impacto da crise de 20018, quando o ICEI/RS ainda era calculado em bases trimestrais.

PERSPECTIVAS – Este cenário de crise fez os empresários gaúchos reverem para baixo as perspectivas para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas (IE) de junho recuou 3,8 pontos sobre maio, para 54,1, mas seguiu na faixa de otimismo. Mais uma vez, foram sobre a economia brasileira que incidiram as revisões mais profundas, com o otimismo cedendo lugar ao pessimismo: o índice caiu de 53,4 para 46,6 pontos. As expectativas sobre as empresas recuaram de 60,5 para 58 pontos entre maio e junho, sustentando o índice geral no campo otimista.
Diante de tamanha incerteza, o percentual de industriais que projetam melhora na economia brasileira caiu de 45,9% para 19,1% entre março e junho.
O período de coleta da pesquisa ocorreu entre 1º e 14 de junho, e foram consultadas 56 empresas pequenas, 87 médias e 94 grandes.

Mais informações no site da FIERGS.

Indicador de atividade da Indústria Gaúcha sobe 3,6% em abril.

Indicador de atividade da Indústria Gaúcha sobe 3,6% em abril.

Economia Negócios Notícias

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta quinta-feira (7), cresceu – com ajuste sazonal – 3,6% em abril ante março, quando havia registrado queda de 2,5%. Todos os indicadores aumentaram, mas a maior contribuição para a atividade veio das compras industriais, que saltaram 12,9%. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), o faturamento real e as horas trabalhadas na produção subiram 0,8 p.p. (para 81,6%), 0,7% e 0,5%, respectivamente. O emprego aumentou 0,3% e a massa salarial real, 1,6%. Parte da influência no resultado, porém, se deve ao fato de, este ano, o feriado de Sexta-Feira Santa ter caído em março, influenciando a atividade nos dois meses.

No acumulado do quadrimestre, o IDI-RS fechou em alta de 3,7%, em comparação com mesmo período de 2017, desempenho compartilhado por cinco de seus seis componentes: compras industriais (9,8%), faturamento real (7,8%), capacidade instalada utilizada (2,1 p.p.), horas trabalhadas na produção (1%) e emprego (0,7%). Apenas a massa salarial real caiu: -2,3%.
A elevação da atividade industrial gaúcha nos quatro primeiros meses, porém, não é generalizada, ocorrendo em somente oito dos 17 setores pesquisados. Veículos automotores (20,5%), Tabaco (8%) e Produtos de metal (6,3%) forneceram as principais contribuições positivas. Os recuos mais importantes foram em Químicos e derivados de petróleo (-1,8%) e em Máquinas e equipamentos (-1,1%).  Segundo a pesquisa da FIERGS, os resultados mostram que a recuperação da atividade do setor em abril manteve a característica de volatilidade, isto é, dados positivos alternando com negativos, assim como a tendência de crescimento lento e gradual.
Na relação com o mesmo mês do ano anterior, o índice de atividade aumentou 7% em abril, a 10ª taxa positiva seguida e a mais alta desde setembro de 2013 (8,2%). Parte disso se explica pelo fato de abril de 2018 ter três dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado.

INCERTEZAS – Segundo a FIERGS, a greve dos caminhoneiros, que travou a atividade industrial no final do mês passado, será refletida nos resultados dos indicadores industriais de maio, que serão divulgados no início de julho. Os impactos da greve devem ir além daqueles diretos na produção, antecipa a entidade. Diante disso, a confiança e a expectativa dos empresários para os próximos meses podem ser abaladas.  Mais informações sobre o resultado do IDI-RS podem ser obtidos no site da Fiergs. 

Fiergs quer imediata suspensão da tabela de fretes

Fiergs quer imediata suspensão da tabela de fretes

Comunicação Destaque Notícias

 “O setor industrial está na iminência de paralisar a produção. Não se trata de uma nova greve do transporte rodoviário, mas sim como decorrência da edição pela ANTT da Tabela de Preços Mínimos de Frete que traz enormes distorções nos custos de logística das fábricas.” Este é o início da carta que a FIERGS enviou nesta quarta-feira (6) ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, solicitando a imediata suspensão da Tabela dos Fretes. A entidade também sugere que após essa decisão o Governo Federal convoque as entidades da indústria e dos demais setores para, em conjunto, encontrar uma solução viável e realista.
O posicionamento foi assinado pelo presidente em exercício da Federação, Cezar Müller, que igualmente encaminhou a correspondência a todos os deputados do Rio Grande do Sul para que gestionem junto ao Governo Federal a suspensão da Tabela.
Abaixo, a carta enviada ao ministro Padilha e aos parlamentares :

cezar-muller
Cezar Luiz Müller

“Sr. Ministro
O setor industrial está na iminência de paralisar a produção. Não se trata de uma nova greve do transporte rodoviário, mas sim como decorrência da edição pela ANTT da Tabela de Preços Mínimos de Frete que traz enormes distorções nos custos de logística das fábricas.

Além dos valores exorbitantes comparativamente aos que vinham sendo praticados – há registros de elevações superiores a 150% – o tabelamento é uma desastrosa intervenção na economia do País.

Diante dessa nova crise que se abre no Brasil, propomos a imediata suspensão da Tabela dos Fretes. Após esta urgente decisão, sugerimos que o Governo Federal e a ANTT convoquem as entidades da indústria e dos demais setores para debater uma solução viável e realista.

O momento é crítico e confiamos na ação rápida de V. Exa. para que se estabeleça novamente a normalidade das relações econômicas no País.

Atenciosamente,

Cezar Luiz Müller,
presidente em exercício.”

Petry tem audiência com Padilha em Brasília sobre a greve

Petry tem audiência com Padilha em Brasília sobre a greve

Comunicação Notícias
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e vice-presidente eleito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gilberto Porcello Petry, tem audiência nesta quarta-feira (30), em Brasília, com o ministro da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha. Representando a FIERGS e a CNI, Petry aborda a urgência de medidas que garantam o retorno à normalidade dos transportes no País. Segundo levantamento da Federação das Indústrias, as perdas estimadas para o setor no RS, após 10 dias de paralisação, já chegam a R$ 2,9 bilhões.
No levantamento, não está incluso o custo que muitas indústrias terão para a retomada das suas atividades, tais como aquecimento de caldeiras e fornos, limpeza e manutenção de máquinas que não poderiam parar. Também não inclui o impacto nas indústrias exportadoras, cujas perdas não significam apenas redução de faturamento por não embarcar os seus produtos, mas também cancelamentos e multas pelo atraso na entrega.
Ao mesmo tempo, hoje, a FIERGS divulgou uma nota apelando “Pelo Retorno à Ordem”, na qual destaca que, embora “sejam justificadas as reivindicações dos caminhoneiros, a greve iniciada pela categoria atinge neste momento um alto grau de irresponsabilidade, abrindo espaço para grupos que tentam manobras com objetivos meramente ideológicos neste ano eleitoral”.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul afirma ainda que, diante do grave cenário atual e da ameaça de desabastecimento, os 114 sindicatos filiados à entidade manifestam publicamente:· As autoridades devem atuar com eficácia e rapidez na desobstrução das vias públicas, inclusive pelo uso autorizado das forças policiais e militares;· O Judiciário deve respaldar as ações impetradas para garantir o direito constitucional de ir e vir, além de condenar esse verdadeiro sequestro de cargas e pessoas que o País vem assistindo através dos bloqueios nas rodovias;
· Os políticos devem agir com bom senso a fim de ajudar no retorno à normalidade, pois quando faltar comida na mesa dos seus eleitores, isto será lembrado nas urnas;

· E os caminhoneiros devem voltar a circular com seus veículos e cargas separando-se, assim, das minorias desordeiras que estão tentando tomar conta do movimento da categoria.

A nota encerra destacando: “Pelo retorno à ordem, com respeito às decisões das autoridades constituídas”.

Porto Alegre: Expoagas 2017 vai movimentar R$ 497 milhões em negócios. Feira acontece de 22 a 24 de agosto, no Centro de Eventos Fiergs

Porto Alegre: Expoagas 2017 vai movimentar R$ 497 milhões em negócios. Feira acontece de 22 a 24 de agosto, no Centro de Eventos Fiergs

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Projetada para receber varejistas dos mais diferentes portes e de diversos segmentos da economia, a 36ª Convenção Gaúcha de Supermercados – Expoagas 2017 irá congregar 44 mil pessoas ligadas ao varejo, ao setor atacadista, ao segmento produtivo e à indústria no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, entre os dias 22 e 24 de agosto, para a maior feira do setor no Cone Sul. A exposição e o ciclo de palestras, oficinas práticas e visitas técnicas vão oportunizar networking, novas parcerias, qualificação e negócios para toda a cadeia do abastecimento, em um evento cada vez mais voltado para a concretização de negócios: realizadora da Expoagas 2017, a Associação Gaúcha de Supermercados projeta a movimentação de R$ 497 milhões em transações entre visitantes e os 347 expositores somente nos três dias de feira, volume 6% superior ao da edição passada. Tradicional termômetro de vendas para o setor supermercadista gaúcho, o encontro vai oportunizar aos expositores o lançamento de pelo menos 800 novos produtos, equipamentos e serviços que chegarão ao alcance dos consumidores cerca de 15 dias após o encerramento da feira.

Presidente da Agas, o supermercadista Antônio Cesa Longo aposta na qualificação e na diversificação do público visitante para alavancar o crescimento dos negócios desta edição. Segundo ele, a Associação desenvolveu um trabalho de prospecção de novas empresas varejistas para conhecerem a feira, ampliando cada vez mais o leque de setores impactados pela Expoagas – neste ano, as inscrições realizadas até 18 de agosto mais uma vez são gratuitas para supermercadistas e para representantes de padarias, farmácias, bares, restaurantes, lojas de conveniência, açougues, bazares, lojas de 1,99, petshops e hotéis. Os valores para visitantes de outros setores vão variar de R$ 30,00 a R$ 150,00 para os três dias de evento. “Queremos desmistificar a ideia de que a feira é para grandes empresas. O pequeno comerciante que visitar a Expoagas 2017 certamente sairá melhor e mais preparado para os desafios do mercado, seja pelo ciclo de palestras proporcionado no evento ou pelas parcerias comerciais que estarão à disposição na feira”, projeta Longo.

Longo
Antônio Cesa Longo, presidente da AGAS

Participação de gaúchos entre os expositores caiu – Realizada há 17 anos consecutivos no Centro de Eventos Fiergs, a Expoagas 2017 mais uma vez contará com pequenos espaços de 4m² e de 9m², com valores reduzidos, para que pequenos expositores participem. “A feira estava praticamente 100% comercializada há um ano, o que nos deu a tranquilidade de cuidarmos dos detalhes e da programação”, explica o presidente da Agas. Majoritária, a participação de empresas gaúchas entre os 347 expositores é de 72% neste ano, enquanto em 2016 era de 76%. “É um dado que nos preocupa, já que queremos alavancar o crescimento da indústria regional. O varejo só terá um crescimento consistente e sustentável se a indústria e os demais setores também crescerem no mesmo ritmo. Uma economia só é forte se sua indústria for pujante, e por isso fazemos questão de realizar a Expoagas no Centro de Eventos Fiergs, justamente a casa da indústria gaúcha”, sublinha o dirigente. Além de empresas gaúchas, os estandes serão formados por companhias paulistas, catarinenses, pernambucanas, paranaenses, goianas, cearenses e argentinas.

Entre as 347 empresas expositoras, 81,9% já participaram de outras edições da Expoagas. O presidente da Associação comemora, entretanto, uma renovação de 18,1% nos expositores, que estarão estreando no evento nesta edição. “É importante oportunizarmos a cada vez mais empresas este grande palco de negócios e de novas parcerias, já que teremos varejistas de 25 estados da Federação visitando a feira”, lembra Longo. Reflexos das mudanças do setor, dois novos segmentos ganham destaque e aparecem pela primeira vez entre os estandes: em 2017, estrearão na Expoagas expositores dos ramos de eficiência energética e de engenharia. “A feira é um grande espelho das necessidades do setor varejista, cada vez mais atento aos custos e à minimização de desperdícios, sem abrir mão de reformas e inaugurações”, observa Longo. Também ganham destaque entre os expositores as empresas com soluções em segurança, prestadoras de sérvios administrativos e indústrias que apostam em linhas de alimentos com apelo saudável, garantindo aos consumidores a preocupação com sua qualidade de vida e bem-estar.

Na área da tecnologia e equipamentos, softwares que garantem a segurança da gestão e robôs que podem auxiliar no atendimento das lojas estarão novamente em destaque. Empresas fornecedoras de alimentos, materiais de higiene e limpeza, beleza, bebidas e equipamentos seguem, entretanto, sendo majoritárias entre os estandes da Expoagas 2017.

Para fomentar a participação de varejistas do Interior do Estado, a Agas está subsidiando 50% dos custos de viagem para caravanas que contemplarem pelo menos três empresas varejistas. “São 90 núcleos regionais que alugam um ônibus e vêm à feira dos mais diferentes pontos do Estado”, explica o presidente da entidade.

Carro será sorteado entre os compradores – Para estimular que os negócios sejam concretizados durante os três dias da Expoagas 2017, a Agas sorteará seis notebooks e um automóvel HB20 zero quilômetro entre os visitantes que efetuarem pelo menos R$ 1 mil em compras junto aos expositores. “Muitas negociações são levantadas na feira e concluídas posteriormente. Os sorteios são incentivos para que o fechamento das transações ocorra já durante o evento”, justifica Longo.

Prêmio aos estandes mais destacados é uma das novidades – Em uma iniciativa inédita na história do evento, a Agas concretizou uma parceria com a Popai Brasil para premiar os expositores que mais criarem diferenciais para atrair os visitantes durante os três dias da Expoagas 2017. Serão agraciados os três melhores estandes nas categorias Melhor design de estande, Melhor ação promocional e Melhor exposição de produtos, subdivididos nas classificações Médio Porte (até 50 m²) e Grande Porte (mais de 50 m²). Para a avaliação dos destaques, cada participante terá seu estande visitado por uma comissão de jurados no primeiro dia da Expoagas. Este comitê julgador deverá atribuir, baseado nos critérios referidos e nas categorias escolhidas, notas de zero a dez. A somatória das notas dará a pontuação final do participante e determinará a sua classificação e premiação. No segundo dia da Expoagas, os estandes mais bem classificados serão marcados como finalistas e receberão a informação sobre a divulgação da premiação, que será entregue às 20h30 do dia 24 de agosto, após o sorteio do automóvel entre os compradores do evento.

 

Inscrições:

Até 18 de agosto em www.agas.com.br

Varejista – Gratuito

Fornecedor Sócio Agas – R$ 30,00

Fornecedor não sócio Agas/ Visitante – R$ 150,00

 

Após 18 de Agosto – Na secretaria do evento

Varejista sócio Agas – R$ 30,00

Varejista não sócio Agas – R$ 80,00

Fornecedor sócio Agas – R$ 50,00

Fornecedor não sócio Agas/ Visitante – R$ 150,00

Indústria gaúcha entra 2017 mais confiante que nos dois anos anteriores. Setor não exibia otimismo em um início de ano desde 2014

Indústria gaúcha entra 2017 mais confiante que nos dois anos anteriores. Setor não exibia otimismo em um início de ano desde 2014

Agronegócio Cidade Destaque Economia Negócios Poder Política Porto Alegre Tecnologia

O setor produtivo gaúcho virou o ano demonstrando maior otimismo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta segunda-feira, subiu de 50,5 para 51,7 pontos entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. É o maior nível de confiança para o mês nos últimos três anos. Para o presidente da Fiergs, Heitor Müller(foto), o resultado mostra que a confiança da indústria passa por um processo de acomodação, embora ainda em um nível baixo, um pouco acima dos 50 pontos. A escala vai de 0 a 100. Quanto mais os valores estiverem acima de 50, maior o otimismo e quanto mais abaixo, maior o pessimismo.

No entanto, em janeiro os empresários gaúchos percebem piora na situação dos negócios em comparação com os últimos seis meses. Isso é revelado pelo Índice de Condições Atuais, que recuou 0,6 ponto na margem e começou 2017 com 45 pontos. Em janeiro de 2016, porém, a situação era ainda pior, e o índice era de 30. Os índices da economia brasileira e das empresas mudaram pouco, caindo, respectivamente, de 41,6 para 41,2 pontos e de 47,6 para 47 na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017.

“Embora seja comum para o começo do ano, a maior confiança reflete a percepção dos empresários gaúchos de que há uma política econômica mais eficiente, que pode levar à melhora do quadro fiscal e à redução da inflação e dos juros, além de um empenho do governo para encaminhar as reformas estruturais”, comentou Müller.

Já o indicador de expectativas para os próximos meses passou de 53,1 pontos em dezembro para 55 em janeiro. A indústria gaúcha não exibia otimismo em um início de ano desde 2014 (54,7 pontos). O índice foi puxado, principalmente, pelo item relativo à própria empresa, que passou de 56,4 para 58,1 pontos. No mesmo sentido, a expectativa com a economia brasileira teve uma expansão de dois pontos: de 46,8 para 48,8 no mesmo período, mas permanece no campo negativo. (Rádio Guaíba)

RS: Queda do PIB gaúcho de 2016 é de 3,2%. Para Fiergs indústria é decisiva para retirar a economia da crise

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Destaque Poder Política

A atual capacidade ociosa nas linhas de produção, os baixos níveis de estoque e a força exportadora colocam o setor industrial em uma posição decisiva para retirar a economia brasileira da atual crise sem precedentes na história do País. A afirmação foi feita pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS/CIERGS), Heitor José Müller, durante a entrevista coletiva de Balanço 2016 e Perspectivas 2017, nesta terça-feira (6), na sede da entidade. Ele defendeu a urgência do início de um movimento sustentado de reindustrialização no Brasil, a partir de políticas governamentais simplificadoras da gigantesca burocracia nacional e de acesso ao crédito com programas que incentivem um novo ciclo de investimentos privados. Juntamente com medidas de concessões e privatizações, ainda há tempo de começar a reverter os números negativos e cenários preocupantes para o próximo ano, reforçou Müller. “Precisamos pensar em oxigenar a economia brasileira, por meio de medidas pontuais. A começar pela enorme carga burocrática. Não é apenas a questão tributária, é a burocracia exagerada também”, afirmou o presidente.
O Balanço 2016 e Perspectivas 2017 foi um trabalho elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da FIERGS. Aponta para a possibilidade de um lento início de processo de reabilitação da economia brasileira a partir do próximo ano.  “A indústria de transformação tem perdido participação no PIB nacional. Atualmente, com 9,8%, é a menor desde 1947”, alertou o economista-chefe da FIERGS, André Francisco Nunes de Nunes. Esta demorada recuperação se dará, especialmente, pelas taxas de crescimento, que serão tímidas nos primeiros trimestres de 2017. Mas, para a FIERGS, se a melhora no ambiente para trabalhar e empreender, a busca pelo equilíbrio das contas públicas e o controle da inflação persistirem, o Brasil pode ingressar em um novo ciclo de expansão nos próximos anos.
Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, diferentemente das crises anteriores, a atual não foi provocada por choques negativos de eventos ocorridos no exterior. Portanto, a saída passa pela melhora dos fundamentos internos, incluindo a crise política. “O grande problema é a incerteza. Cada empresário faz a sua análise, aí não investe, não cresce, falta confiança. Não há previsão para a semana que vem, para o mês que vem. Isso é muito ruim para nossa economia, principalmente para a indústria”, disse Müller.
A FIERGS traça três cenários possíveis para 2017. O cenário base considera que a economia brasileira se estabilizará já nos dois primeiros trimestres do ano e apresentará um pequeno crescimento de 0,5% no PIB, mas sobre uma base de comparação deprimida de 2016. A conjuntura do Rio Grande do Sul não será muito diferente: a recuperação lenta acompanhará a melhora gradual do cenário, gerando um baixo crescimento de 0,4%. Ainda, a taxa de inflação (5,5%) deverá ficar mais próxima da meta, e os juros em queda (11,50% a.a.).
O cenário superior antevê um crescimento determinado pela recuperação acima do esperado dos investimentos e da demanda interna (1,7%). Entretanto, é difícil quantificar qual a demanda reprimida após três anos de resultados negativos. A economia do Estado também acabará afetada pela recuperação mais robusta do cenário nacional (1,5%).
Na possibilidade de um cenário inferior não está descartada uma nova queda do PIB (-2%) no País. A recuperação pode ocorrer tardiamente, levando à estagnação ou à queda anual. Além disso, os riscos políticos ainda estão presentes. No Rio Grande do Sul (-1,8%), mesmo que com baixa probabilidade, existe o temor de que condições climáticas adversas se reflitam numa queda da produtividade na agricultura.
O ANO DE 2016
Segundo estimativa da FIERGS, a economia brasileira deve registrar contração de 3,5% em 2016, fechando o segundo ano em recessão. É a crise mais profunda da história: em dois anos, o PIB encolheu 7,1% e o número de desempregados chegou a 12 milhões. A combinação das crises política e econômica potencializou o cenário já deteriorado dos últimos dois anos, na medida em que todos os setores foram afetados.
No Rio Grande do Sul, a retração seguiu o ritmo da economia brasileira e também sofreu com o encolhimento na demanda interna. A queda esperada para o PIB de 2016 no Estado é de 3,2% e todos os setores apresentarão recuo neste ano. Ao todo, o Estado soma 500 mil desempregados. Será a terceira queda anual consecutiva da economia gaúcha, a mais longa crise já registrada.
Para presidente da Fiergs: ” Fim do impeachment é o início de uma nova etapa no Brasil”

Para presidente da Fiergs: ” Fim do impeachment é o início de uma nova etapa no Brasil”

Destaque Negócios Notícias Poder Política

Para o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, “O impeachment é um processo político. Por isto, o julgamento sempre é político. Assim como foi eminentemente político o pronunciamento de defesa da presidenta afastada. Se quisermos aprofundar as questões nessa área, então temos que olhar para a frente, e colocar alguns novos temas na pauta das discussões nacionais. É o caso de uma Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política. É o caso de rediscutir a governança política do Brasil, debatendo o parlamentarismo. Enfim, precisamos que o ambiente político não complique o crescimento econômico. Ao contrário: o ambiente político deve favorecer, estimular e promover a expansão da economia, pois só assim o cidadão terá melhores oportunidades de evolução social. E convém frisar que o impeachment não é um fim. É um meio destinado a resolver crises políticas na democracia. Portanto, o término do impeachment na verdade é o começo de uma nova etapa no Brasil, que irá se desdobrar até 2018. Esperamos que o governo do presidente Temer , resolvida a crise política, adote medidas efetivas para a retomada do crescimento econômico.

São medidas simples, mas de grande efeito, como a dinamização das exportações; uma política cambial ajustada; taxas de juros equilibradas; simplificação de procedimentos internos; adiamento da enorme carga regulatória que atinge as empresas, como a NR 12, o e-Social, o Bloco K, e outras tantas normas; atualização das faixas de financiamento do BNDES e acesso simplificado ao crédito; um novo Refis; enfim, essas decisões são o núcleo para um novo começo da vida nacional. Além de medidas pontuais, o governo deve criar um canal sistemático de interlocução com as entidades empresariais. A CNI, por exemplo, já entregou a ele 109 propostas.

Esse canal é importante porque a retomada da economia só acontecerá com a elevação da confiança do empresariado nas políticas e programas oficiais. Confiança esta que repercute também na atração de investimentos do exterior. Portanto, estamos iniciando uma nova etapa na vida dos brasileiros, na qual os setores produtivos precisam ser rapidamente estimulados para gerar empregos, renda e oportunidades de evolução social.”

 

Após dois meses de alta, exportações do RS caem 5,1% em julho.  Soja evitou retração ainda maior, indicou FEE; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Após dois meses de alta, exportações do RS caem 5,1% em julho. Soja evitou retração ainda maior, indicou FEE; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Destaque Economia Negócios

Ao contrário dos últimos dois meses, as exportações gaúchas tiveram retração de 5,1% no mês de julho, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Ao todo, em valores, foram exportados 1,734 bilhões de dólares, o que representou uma retração de 92,1 milhões de dólares na comparação com o mesmo mês em 2015. Em volume, a retração foi de 4,4% e os preços médios dos produtos encolheram 0,7%.

A soja em grão, principal item da categoria de produtos básicos, teve uma contribuição decisiva para o resultado e evitou que a queda das receitas do RS não fosse maior. O crescimento de 11,9% do preço do grão no mês, mesmo com um recuo de 1,5% no volume embarcado, contribuiu para o crescimento de 65,9 milhões de dólares (+10,2%) das suas receitas, atingindo o maior valor exportado para o mês. Na prática, a soja representou 41,1% de tudo o que foi vendido pelo Rio Grande do Sul em julho.

Segundo o pesquisador do Núcleo de Dados e Estudos Conjunturais da FEE, Tomás Torezani, o ponto positivo é que a intensa retração dos preços, que teve início em 2014, começa a apresentar sinais de desaceleração. “Ainda assim, foi a menor receita em dólar para um mês de julho desde 2010”, explica o economista.

Apesar das retrações nos dados, o Rio Grande do Sul ganhou participação nas exportações nacionais, passando de 9,9% (2015) para 10,6% (2016). Torezani explica que isso deve-se porque outros estados tiveram retrações maiores no mesmo período.

Os produtos manufaturados foram os responsáveis pela redução no valor exportado pelo Estado. A retração foi de 20,5% em valor e 7% a menos de volume. Os produtos básicos e semimanufaturados tiveram crescimento, respectivamente, de 36,1 milhões de dólares e de 9,2 milhões de dólares das vendas.

O destaque dos produtos básicos foi a elevação de 7,8% dos seus preços de exportação em relação a julho de 2015. Desconsiderando o crescimento do mês passado (de 0,8%), o último aumento verificado nos preços tinha sido em agosto de 2014, de 2,3%.