MANIFESTO GAÚCHO SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

SESCON

Deputados e representantes de SESCON-RS, Fecomercio-RS, Fiergs, Farsul, Federasul, Famurs e Sistema Ocergs estão reunidos na Assembleia Legislativa para análise do conteúdo da “Carta de Esteio”. Documento com Proposições sobre a Reforma Tributária será entregue na semana que vem ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e ao Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Exportações da indústria recuam no RS. Queda foi de 2,7% na comparação com agosto de 2018

Exportações da indústria recuam no RS. Queda foi de 2,7% na comparação com agosto de 2018

Destaque Economia Mundo Negócios
As exportações da indústria do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1 bilhão em agosto, recuo de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2018. Dos 23 setores industriais no RS que registraram vendas externas no período, 17 caíram, especialmente Químicos (-32,1%), Veículos automotores (-30,6%) e Couro e calçados (-16,6%) “A queda nas exportações foi disseminada entre os setores da indústria. A desaceleração da economia mundial e a crise na economia argentina têm contribuído para a diminuição na demanda externa por muitos produtos industrializados”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Segundo análise da FIERGS, a diminuição nas vendas de produtos químicos para a Coreia do Sul (-US$ 21 milhões) e China (-US$ 8 milhões) foi determinante para o resultado negativo deste segmento. Já as exportações de Veículos automotores voltaram a recuar no mês passado por conta do agravamento da crise argentina (-US$ 42 milhões). Quanto ao setor de Couro e calçados, as vendas externas da matéria-prima sofreram uma queda de 27,7% ante agosto de 2018, enquanto o valor exportado de calçados foi praticamente o mesmo registrado no igual período.

Já entre os setores que registraram aumento das exportações, Celulose e papel se destacou, com 316,9% de crescimento, seguido de Coque e derivados do petróleo (+109,7%) e Produtos alimentícios (+13,3%). Enquanto o desempenho dos dois primeiros deve-se, exclusivamente, à pequena base de comparação, as exportações do complexo carne (especialmente frango e suína in natura), com alta de quase 40% em agosto, seguem impulsionando a indústria de Alimentos, que já assinala o quarto crescimento mensal consecutivo. Por conta de problemas fitossanitários com a peste suína africana, juntamente com a Guerra Comercial com os Estados Unidos, os chineses têm aumentado a demanda por produtos agrícolas no mercado brasileiro, beneficiando diretamente o segmento de proteína animal do Rio Grande do Sul.
 
No acumulado do ano, porém, o resultado das exportações industriais do RS é diferente da análise mensal. De janeiro a agosto de 2019, totalizaram US$ 8,4 bilhões, crescimento de 1,8% ante o mesmo período do ano anterior. A principal contribuição positiva para o resultado veio de Celulose e papel, US$ 1 bilhão, incremento de 63% até o momento.

IMPORTAÇÕES – Por sua vez, as importações do Estado somaram US$ 928 milhões em agosto, queda de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre as grandes categorias econômicas, Bens de consumo (-47,1%), Combustíveis e lubrificantes (-21,6%) e Bens de capital (-11,8%) recuaram na comparação mensal. Os Bens intermediários, com alta de 15,5%, compensaram quase integralmente o resultado negativo dos importados, principalmente por conta da aquisição de produtos que compõem o grupo de Adubos e fertilizantes (+US$ 185 milhões). Já nos últimos oito meses, o montante importado pelo RS atingiu US$ 6,5 bilhões, retração de 10,2% no acumulado.

FIERGS firma posição pela extinção do Piso Regional. Entidade apresentou sua proposta em audiência pública na AL

FIERGS firma posição pela extinção do Piso Regional. Entidade apresentou sua proposta em audiência pública na AL

Agenda Destaque Direito Economia Negócios
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) reiterou, em audiência pública na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo na Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Tiago Simon, nesta quarta-feira (15), sua posição pela extinção do Piso Regional, cujo reajuste poderá ser votado pelos deputados estaduais na próxima semana. O coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) da FIERGS, Thômaz Nunnenkamp, representante da entidade na audiência, destacou que não se promove o crescimento e desenvolvimento econômico com este tipo de intervencionismo do Estado. “O governo intervém sem criar o estímulo que imagina com melhoria do consumo da população”, afirmou.
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Nunes apresentou números que mostram a realidade do Piso Regional. Foto: Dudu Leal

Para Nunnenkamp, para que este crescimento de fato ocorra o governo deveria reduzir a carga tributária, aliviando, por exemplo, o peso da mão de obra e desonerando as empresas. O economista-chefe da FIERGS, André Nunes de Nunes, apresentou um trabalho feito em conjunto com as Federações do Comércio (Fecomércio) e a da Agricultura (Farsul), mostrando a realidade do Piso Regional no Estado, que, mesmo em sua menor faixa (R$ 1.196,47), está muito acima do Salário Mínimo Nacional (R$ 998). O economista lembrou que o contexto que motivou a criação do piso regional, em 2001, mudou completamente, e que os ganhos do Piso Regional estão descolados da realidade econômica do Rio Grande do Sul, tendo sido superiores à inflação do período. Enquanto o Piso Regional cresceu 692,4% entre 2001 e 2018, o nacional subiu 531,8%. Ao mesmo tempo, os índices IGP-M, INPC e IPCA tiveram uma variação de 261,3%, 211,9% e 203%, respectivamente.

O argumento de que o Piso Regional traz crescimento e dinamismo para a economia é “falacioso”, segundo o trabalho apresentado. Entre 2003 e 2016, entre todos os estados do País, o PIB do RS aumentou 27,6%, à frente apenas do Rio de Janeiro (25%). O Brasil cresceu 40,6% no mesmo período. O Piso gaúcho também não fez o Rio Grande do Sul gerar mais empregos em relação aos demais. Entre 2001 e 2017, o aumento de vagas com carteira assinada no Estado foi de 53,3%, novamente à frente apenas do RJ (49%) entre as 27 unidades da Federação.
Além disso, a FIERGS entende que essa política representa uma interferência nas negociações coletivas de salários e o esvaziamento do papel do sindicalismo, bem como abrange categorias sindicalmente organizadas, que possuem piso salarial definido por negociação coletiva.
Brasil conquista prêmios no Campeonato Mundial de Robótica e se consolida como referência internacional

Brasil conquista prêmios no Campeonato Mundial de Robótica e se consolida como referência internacional

Economia Negócios Notícias Tecnologia

O bom trabalho em robótica feito pelo Brasil foi reconhecido no principal campeonato do gênero, realizado pela FIRST entre os dias 17 e 20 de abril em Houston, nos Estados Unidos. O mundial , que reuniu mais de 15 mil estudantes de 74 países, terminou neste sábado. Os alunos brasileiros levam para casa prêmios em diversas categorias. Na FIRST LEGO League (FLL), em que competem jovens de 9 a 16 anos dos ensinos fundamental e médio, o país conquistou três troféus importantes: ficou em primeiro lugar nas categorias Mechanical Design (Design do Robô) e Gracious Professionalism (Profissionalismo Gracioso) e em segundo em Strategy and Innovation (Estratégia e Inovação).

Na FIRST Robotics Competition (FRC), com jovens de 14 a 18 anos do ensino médio, duas equipes levaram o Rookie All Star, premiação máxima concedida aos iniciantes da disputa (eram mais de 60 concorrentes estreantes). Assim, das 10 equipes brasileiras presentes em Houston, cinco foram premiadas. De acordo com o diretor de operações do SESI Nacional, Paulo Mól, os prêmios conquistados mostram o potencial dos jovens brasileiros. “Os alunos que participam de torneios de robótica ficam muito mais preparados para o mercado de trabalho, aprendem a lidar com projetos, a discutir, a falar, a trabalhar em equipe. Isso transforma a vida deles e é extremamente importante para a construção de um país com mais tecnologia e riqueza”, ressalta.

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Maior delegação brasileira da história do mundial, formada por 10 equipes com 106 estudantes, conquistou troféus e foi finalista nas três modalidades da disputa. Evento foi realizado em Houston, nos Estados Unidos. Foto: CNI

FIRST LEGO LEAGUE – A equipe Red Rabbit, da escola SESI de Americana (SP), foi reconhecida por ter o melhor Design do Robô entre as 108 equipes que participaram da FLL no mundial de Houston. Nesta categoria, os juízes avaliam a estrutura do robô desenvolvido pelos competidores e os conceitos de engenharia utilizados.

Entre os itens analisados estão a inovação, durabilidade, velocidade, mecanização, força e execução das missões pelo robô. No caso da Red Rabbit, vencer esta categoria teve um significado especial: a equipe modificou todo o robô depois do Festival SESI de Robótica, em março, no Rio de Janeiro. O bom desempenho na etapa brasileira classificou os alunos para o internacional.

“Ao receber o resultado no Brasil da avaliação do nosso robô, nós vimos o nosso ponto fraco e o que tinha que melhorar. Percebemos, pelo feedback dos juízes, que o nosso robô não teria condições de competir em Houston”, explica Dênis Santana, técnico da Red Rabbit. “Iniciamos um novo robô, desmontamos aquele e fizemos esse novo em 23 dias. Um robô totalmente diferente daquele que competiu no Rio de Janeiro, com um número menor de testes. Estamos felizes porque deu certo”, complementa.

Na análise de Luigi Fagundes,13 anos, o robô foi bem analisado pelos juízes pelo caráter inovador: o grupo usou um mecanismo pneumático para ajudar nas curvas, o que deixou a navegação mais segura na mesa. “Eu, particularmente, não acreditava que íamos ganhar. No entanto, a gente sabia do potencial e estávamos confiantes porque trabalhamos para isso”.

Outra equipe vencedora foi a Techmaker, do SESI de Blumenau (SC). O time levou o troféu Gracious Professionalism (Profissionalismo Gracioso). Esta modalidade avalia a capacidade do time de demonstrar os valores do torneio, como o compartilhamento de informações, profissionalismo e simpatia.

O técnico da equipe, Thiago Bettega, afirma que para conseguir esse resultado contou com apoio de profissionais como a psicóloga e a supervisora da escola. Com o prêmio em mãos, ele espera que o projeto da robótica cresça cada vez mais. “O próximo passo é não deixar isso morrer. Esses jovens continuam com os seus projetos de vida, mas no SESI vamos continuar o trabalho de desenvolvimento e a missão de transformar a vida das pessoas”.

A Jedi’s, do SESI de Jundiaí, ficou em segundo lugar na categoria Estratégia e Inovação. Neste quesito, os juízes avaliaram a criatividade para a realização do robô e como a equipe deixou o equipamento mais rápido na execução das missões. “O robô tinha uma base direcional diferenciada que deixou o robô preciso, tanto que, nesta temporada, ele conseguia cumprir quase todas as missões da mesa”, avalia Clayton Rafael Ribeiro Júnior, técnico da Jedi’s.

A estudante Beatriz Corrêa da Silva, 16 anos, ressalta o esforço da equipe Jedi’s para a conquista do prêmio. “A gente sempre treinou bastante, lutou muito para alcançar os nossos objetivos. A gente sempre corre atrás de trazer algo inovador e que nos traga benefícios”.

Na edição 2019, participaram 108 equipes de países de todo o mundo. O grande prêmio da FLL foi entregue para a equipe italiana IDB Tech-no-logic.

47593795442_a04c6b106d_zFIRST TECH CHALLENGE – Na categoria FTC, o Brasil foi um dos seis finalistas da categoria Motivate Award (Prêmio de Motivação), com a equipe Geartech, do SESI Vila Canaã, de Goiânia, que concorreu com outras 59 equipes de diferentes países. “O Prêmio de Motivação reconhece a equipe que mais divulgou a FIRST, inspirando e ajudando outras equipes a participarem das competições de robótica. É um reconhecimento importante”, comemora José Rodrigues Júnior, técnico da equipe.

PRÊMIOS INÉDITOS NA FRC – O Brasil brilhou na principal categoria do Campeonato Mundial de Robótica, a FIRST Robotics Competition (FRC). Entre os mais de 60 times estreantes, só três receberam o Rockie All Star – premiação concedida a equipes que participam pela primeira vez do mundial e consideradas as que melhor trabalharam os valores da competição. A Robonáticos #7565 e a Octopus #7567, ambas do SESI/SENAI de São Paulo, foram premiadas. A terceira equipe campeã foi a Avengers Robotics, da Geórgia, Estados Unidos.

“É um reconhecimento para o nosso trabalho. Foram 5 meses de muita pesquisa, muito estudo, muitos projetos sociais que realizamos. A robótica surgiu de uma hora pra outra na minha vida, sou muito grata ao SESI por isso, porque a minha cabeça mudou muito em tão pouco tempo, eu me tornei muito mais comunicativa. Robótica pra mim é paixão, é comunicação e tecnologia”, conta Maria Sophia de Brito Rocha, 15 anos, estudante do SESI/SENAI de São Paulo, da Robonáticos #7565.

Para o membro da equipe Octopus #7567 Leonardo Mandotti, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio e do curso de Mecânica Automotiva do SENAI de Bauru (SP), ganhar o prêmio máximo para um estreante em mundial é uma prova de que a equipe deu o seu melhor.

“A nossa pré-temporada começou em outubro, foi quando criamos a equipe e nossas redes sociais. A gente ralou muito desde o começo. É uma oportunidade única participar disso tudo. Antes eu pensava que robótica fosse só matemática e exatas, mas na FRC há o business, o empreendedorismo, e isso foi muito importante pra mim, eu hoje quero ser um empreendedor. Robótica é mudança de vida”, disse Leonardo.

O QUE É A FRC – Nesta categoria, considerada a mais complexa do mundial, os estudantes precisam projetar robôs industriais de até 56 quilos para executar tarefas em uma arena, como movimentar bolas e discos para reservatórios num tempo determinado.

A agilidade, o design e a quantidade de objetos transportados pelas alianças – equipes diferentes devem tabalhar montando estratégias de atuação conjuntas – são quesitos avaliados pelos juízes. Além disso, os times são avaliados por questões como o trabalho em equipe, o projeto e a forma como levaram ciência e tecnologia para a comunidade.

Um total de 400 equipes participaram da categoria FRC no mundial, mais de 60 eram estreantes. O Brasil foi representado por quatro equipes: além das duas premiadas do SESI/SENAI, a Under Control #1156, do Colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo (RS), e a Taubatexas #7459, formada por alunos de escolas públicas de Taubaté (SP).

O campeonato é realizado pela FIRST, uma organização não governamental que promove educação, ciência e tecnologia pelo mundo, e tem como parceiras empresas como a Qualcomm, Google, Boch, Lego Education, Apple, Boeing, entre outras.

O SESI é o parceiro oficial da FIRST no Brasil. Desde 2013 promove torneios de robótica da FIRST LEGO League (FLL) com jovens de 9 a 16 anos. Em 2019, passou a organizar mais uma categoria de robótica, a FIRST Tech Challenge (FTC).

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Maior delegação brasileira da história do mundial, formada por 10 equipes com 106 estudantes, conquistou troféus e foi finalista nas três modalidades da disputa. Evento foi realizado em Houston, nos Estados Unidos. Foto: CNI

Desde 2006 o SESI investe em robótica em sala de aula. Todas as 501 escolas da instituição no Brasil possuem a metodologia no currículo.

Resultados do Brasil no Campeonato Mundial de Robótica 2019

FIRST LEGO League (FLL)
Techmaker (SESI de Blumenau/SC) – 1º lugar em Gracious Profissionalism
Red Rabbit (SESI de Americana/SP) – 1º lugar em Design do Robô
Jedi’s (SESI de Jundiaí/SP) – 2º lugar em Estratégia e Inovação

FIRST Tech Challenge (FTC)
Geartech Canaã (SESI de Goiânia) – foi uma das 6 finalistas do Prêmio Motivação

FIRST Robotics Competition (FRC)
Robonáticos #7565 – campeã Rockie All Star
Octopus #7567 – campeã Rockie All Star

Porto Alegre: Diplomatas de países da América Latina e do Caribe discutem facilitação de comércio hoje na FIERGS

Porto Alegre: Diplomatas de países da América Latina e do Caribe discutem facilitação de comércio hoje na FIERGS

Agenda Economia Notícias

Embaixadores e representantes de países da América Latina e do Caribe participarão da reunião sobre Convenções Internacionais e Facilitação de Comércio que ocorrerá nesta quinta-feira, 4 de abril, das 10h às 13h30, na sede da Federação da Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre. Além dos diplomatas, o evento terá a participação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, do vice-presidente da FIERGS, Cezar Luiz Müller, e do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.

Durante o seminário, dirigentes da produtora de vídeo Pironauta e da indústria de joias Auma falarão sobre as vantagens e os desafios do uso da ATA Carnet na exportação temporária de produtos. O ATA Carnet é um documento aduaneiro que simplifica e acelera o desembaraço de importações e exportações temporárias, como a remessa de produtos para exibição em feiras e exposições, amostras para eventuais compradores no exterior, brindes ou equipamentos profissionais e esportivos. O documento emitido pelo Brasil é aceito em 74 países.

Depois do evento, os diplomatas visitarão a indústria de calçados Usaflex, em Igrejinha e, na sexta-feira, conhecerão a indústria de máquinas Percolore, em São Leopoldo. O seminário e as visitas integram o Programa Conhecendo a Indústria, da CNI. Nesta edição, o objetivo é apresentar aos representantes de países da América Latina e do Caribe as vantagens de adesão às convenções internacionais de facilitação do comércio, como o Ata Carnet.

Programação do encontro Convenções Internacionais e Facilitação de Comércio

10h – Abertura

Diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi

Vice-presidente da FIERGS, Cezar Luiz Müller

10h30 – Apresentação dos participantes

10h45 – Comércio Exterior do Rio Grande do Sul

Gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIERGS, Luciano D’Andrea

11h15 – Agenda de Facilitação de Comércio do Sistema Indústria

Gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha

11h30 – Convenções internacionais, internalização da Convenção de Istambul e benefícios do ATA Carnet no comércio exterior

Especialista em Políticas e Indústria da CNI Felipe Spaniol

12h15 – Depoimentos de empresas gaúchas usuárias do ATA Carnet

Pironauta – Diretor Frederico Mendina de Morais Santos

Auma Joias – Diretor Marcio Henrique Carard

Abicalçados – Presidente Heitor Klein

13h00 – Debate

13h30 – Encerramento

Confiança do industrial gaúcho cai, mas segue em padrão elevado. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, recua pelo segundo mês consecutivo

Confiança do industrial gaúcho cai, mas segue em padrão elevado. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, recua pelo segundo mês consecutivo

Destaque Economia Negócios
Após o otimismo proporcionado pelo resultado da eleição do ano passado, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta terça-feira (26), caiu pela segunda vez consecutiva. Foi de 66,8 pontos, em fevereiro, para 64 pontos, em março. Em janeiro de 2019, havia alcançado o maior patamar (67,1 pontos) desde abril de 2010. “A confiança da indústria gaúcha passa por um movimento de acomodação natural após uma sequência de altas expressivas geradas pelo resultado eleitoral. Mas revela também alguma frustração com o desempenho da economia, além de incertezas em relação ao andamento das reformas tão necessárias para o País”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. O índice varia de zero a cem pontos e valores acima de 50 indicam confiança, que, apesar da nova queda, se mantém em patamar elevado.

O Índice de Condições Atuais (ICA) também registrou redução. Caiu 2,2 pontos em março na comparação com fevereiro, para 56,1. Porém, acima de 50, mostra que os empresários gaúchos percebem melhora nas condições atuais. O ICA é composto por dois subcomponentes, o Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira, que alcançou 58 pontos em março, e o Índice de Condições Atuais das Empresas, que atingiu 54,9.

Quando a pesquisa da FIERGS, realizada com 205 empresas (47 pequenas, 76 médias e 82 grandes), entre 1º e 19 de março, analisa os indicadores de expectativas para os próximos seis meses, o resultado permanece acima dos 50 pontos, mas caiu bastante na comparação com fevereiro. O Índice de Expectativas (IE) foi de 71 pontos para 67,9 este mês. Com relação à economia brasileira (IE-EB), passou de 70,7 para 67 pontos. Mesmo assim, a maioria dos empresários consultados, sete em cada dez, está otimista com o futuro da economia brasileira. Apenas 3,4% estão pessimistas.
O Índice de Expectativas sobre a própria empresa atingiu 68,4 pontos em março, contra 71,2 do mês anterior. “Apesar dos recuos, os resultados mostram que os empresários gaúchos ainda avaliam favoravelmente o momento atual e mais positivamente as expectativas futuras, cenário que projeta a retomada gradual da atividade industrial no estado ao longo do ano”, observa Petry.

Diminui a intenção de investimento na indústria, informa pesquisa da CNI

Diminui a intenção de investimento na indústria, informa pesquisa da CNI

Destaque Economia Negócios

Depois de cinco meses consecutivos de alta, o Índice de Intenção de Investimento na indústria caiu 1,2 ponto na comparação com fevereiro e ficou em 55,4 pontos. Mesmo assim, o indicador está 6,5 pontos acima da média histórica que é de 48,9 pontos, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta segunda-feira, 25 de março, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de intenção de investimento varia de zero a cem pontos. Quanto maior o indicador, maior é a disposição dos empresários para investir.

A queda do índice reflete o recuo na confiança dos empresários em relação às perspectivas futuras dos negócios. Todos os indicadores de expectativas caíram entre fevereiro e março. O índice de expectativa sobre a demanda caiu para 59,6 pontos, o de compras de matérias-primas diminuiu para 57 pontos, o de número de empregados recuou para 51,9 pontos e o de quantidade exportada foi para 54 pontos. “Mesmo com o recuo, todos os índices ainda estão distantes dos 50 pontos, ou seja, apontam expectativas de aumento da demanda, das compras de matérias primas, do número de empregados e das exportações nos próximos seis meses”, diz a pesquisa.

ATIVIDADE MODERADA – Além disso, a Sondagem Industrial confirma o fraco ritmo de recuperação da atividade. Em fevereiro, o Índice de evolução da produção ficou em 48,5 pontos. Mesmo abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra que a queda na produção foi menos intensa do que nos meses de fevereiro dos últimos oito anos. “Ressalte-se, contudo, que a ocorrência do carnaval em março, e não em fevereiro, como usual, pode responder, ao menos em parte, por esse resultado”, avalia a CNI.

Na avaliação do economista da CNI Marcelo Azevedo, a aceleração do ritmo de crescimento da economia depende da aprovação das reformas estruturais. “O avanço das reformas deve melhorar o ânimo dos agentes econômicos e estimular a produção, o emprego e o consumo”, afirma Azevedo.

O emprego também diminuiu em fevereiro. O índice de número de empregados ficou em 48,9 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos e dos 49,6 pontos registrados em fevereiro de 2018. Os indicadores de produção e de emprego variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos indicam queda na produção e no emprego.

O nível de estoques subiu e ficou acima do planejado pelos empresários O indicador de nível de estoques em relação ao planejado aumentou para 51,1 pontos, acima dos 49,7 pontos registrados em fevereiro de 2018.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 66% e está 2 pontos percentuais acima do de fevereiro de 2018. A utilização da capacidade instalada está 5 pontos percentuais abaixo da média registrada nos meses de fevereiro entre 2011 e 2014, antes da crise.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 19 de março com 2.016 empresas. Dessas, 822 são pequenas, 714 são médias e 480 são de grande porte.

Confiança do industrial gaúcho atinge o maior nível desde 2010. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, alcança 65,5 pontos em novembro

Confiança do industrial gaúcho atinge o maior nível desde 2010. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, alcança 65,5 pontos em novembro

Destaque Economia Sartori

Passadas as eleições, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de novembro, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), registrou o crescimento mais elevado da série histórica: 10,6 pontos sobre outubro, 2,5 vezes superior à alta recorde anterior de junho de 2016, que havia alcançado 4,2 pontos. Com isso, atingiu 65,5, o maior patamar desde abril de 2010. “O desempenho histórico da confiança reflete a eleição de um governo que se declara comprometido com a agenda de reformas e a responsabilidade fiscal, gerando grande otimismo sobre a evolução futura da economia brasileira”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.
Esse otimismo do empresário industrial gaúcho vem refletido no Índice de Condições Atuais (ICA) da pesquisa. Ao subir 8,8 pontos, atingiu o maior aumento desde outubro de 2009, alcançando 56 pontos em novembro. Isso deixa para trás a faixa indicadora de piora (abaixo de 50), que ocupava desde junho, e revela condições melhores. “Os empresários renovaram as perspectivas de que o País possa finalmente encaminhar as soluções para seu grave desequilíbrio fiscal e criar as condições estruturais mínimas para o crescimento econômico sustentado, com investimentos e emprego”, salienta Petry.
O ICA foi puxado pela alta recorde do componente de Condições da Economia Brasileira, que atingiu 54,7 pontos em novembro, 11,9 a mais do que em outubro. Aos 56,6 pontos, a expansão do índice que avalia as condições atuais das empresas foi menor, 6,9 em relação a outubro, ainda assim o maior desde outubro de 2009.Também o Índice de Expectativas registrou a maior alta da série histórica (11,5 pontos), atingindo 70,2 em novembro, 0,6 ponto abaixo do pico observado em janeiro de 2010. Já o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira alcançou recordes de crescimento mensal (15,3 pontos) e de nível (69,8) este mês. Com 70,4 pontos, um incremento de 9,3, o mais alto já registrado em relação a outubro, o índice de expectativas com o desempenho futuro das próprias empresas foi o maior desde abril de 2010. A pesquisa foi realizada com 227 empresas, sendo 53 pequenas, 87 médias e 87 grandes, com período da coleta de dados entre 1º e 14 de novembro.

 

Mais informações no site da Fiergs.

Greve dos caminhoneiros faz indústria gaúcha cair 11% em maio

Greve dos caminhoneiros faz indústria gaúcha cair 11% em maio

Economia Negócios Notícias

A produção industrial do Rio Grande do Sul recuou 11% em maio frente a abril, em mais um indicador negativo do período e que é associado à greve dos caminheiros. A queda do segmento gaúcho foi levemente maior que a do Brasil, que teve redução de 10,9% no mesmo mês. No confronto com o mesmo mês de 2017, a indústria regional cai também com força, cravando 10,8%. Nessa comparação, o Rio Grande do Sul ficou muito pior que a média brasileira, que apresentou queda de 6,6%.  Os dados da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14 dos 15 estados tiveram queda. Apenas Pará teve alta na produção frente ao mês anterior, de 9,2%, depois de cair 8,5% em abril. O IBGE confirmou que a paralisação dos caminhoneiros, que começou no fim de maio e teve efeitos ainda nos primeiros dias de junho, afetou o processo de produção no País. A maior queda foi no Mato Grosso (-24,1%), depois vem Paraná (-18,4%), Bahia (-15%), Santa Catarina (-15%) e São Paulo (-11,4%). O Rio Grande do Sul teve a sexta maior queda.

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Queda na confiança da indústria gaúcha é a maior desde 2015. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, chega a 50,4 pontos em junho

Queda na confiança da indústria gaúcha é a maior desde 2015. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, chega a 50,4 pontos em junho

Destaque Direito do Consumidor Economia Negócios

A incerteza em relação ao futuro da economia brasileira e à situação das empresas aumentou após a crise provocada pela paralisação dos caminhoneiros no mês passado. É o que revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de junho, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao apontar uma queda de 6,2 pontos, a mais acentuada desde fevereiro de 2015, e atingir 50,4, o menor nível em dois anos. O resultado foi a terceira redução consecutiva, bem próxima da marca neutra de 50 pontos que separa presença ou ausência de confiança entre as 237 consultadas pela pesquisa.
Nos índices avaliados pelo ICEI-RS, o maior recuo ficou com o das Condições Atuais, 11 pontos, ao passar de 53,8 em maio para 42,8 em junho. O empresário gaúcho não percebia piora nas condições atuais, expressa pelo resultado abaixo dos 50 pontos, desde agosto de 2017. A principal influência veio da forte deterioração das Condições da Economia Brasileira, cujo recuo alcançou 15,6 pontos ante maio e chegou a 35,1. Nos últimos três meses, o percentual de empresários que percebem piora na economia brasileira subiu de 13% para 28,8%.
O Índice de Condições Atuais das Empresas também mostrou contração significativa em relação ao mês passado, de 8,6 pontos, e chegou a 46,8. A dimensão dessas quedas só encontra paralelo em janeiro de 2009, sob o impacto da crise de 20018, quando o ICEI/RS ainda era calculado em bases trimestrais.

PERSPECTIVAS – Este cenário de crise fez os empresários gaúchos reverem para baixo as perspectivas para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas (IE) de junho recuou 3,8 pontos sobre maio, para 54,1, mas seguiu na faixa de otimismo. Mais uma vez, foram sobre a economia brasileira que incidiram as revisões mais profundas, com o otimismo cedendo lugar ao pessimismo: o índice caiu de 53,4 para 46,6 pontos. As expectativas sobre as empresas recuaram de 60,5 para 58 pontos entre maio e junho, sustentando o índice geral no campo otimista.
Diante de tamanha incerteza, o percentual de industriais que projetam melhora na economia brasileira caiu de 45,9% para 19,1% entre março e junho.
O período de coleta da pesquisa ocorreu entre 1º e 14 de junho, e foram consultadas 56 empresas pequenas, 87 médias e 94 grandes.

Mais informações no site da FIERGS.