Porto Alegre: Autor de plebiscito sobre cercamento da Redenção minimiza adiamento, mas culpa ex-presidente da Câmara; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Autor de plebiscito sobre cercamento da Redenção minimiza adiamento, mas culpa ex-presidente da Câmara; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Cidade Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura Segurança

Autor da lei que instituiu um plebiscito em Porto Alegre sobre o cercamento do Parque da Redenção, o ex-vereador Nereu D’Ávilla (PDT) disse, hoje, que não há prejuízo no fato de a consulta ser adiada para 2017. A confirmação de que o plebiscito não ocorre mais em outubro, junto com as eleições para prefeito, foi feita ontem pelo atual presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Cássio Trogildo (PTB), alegando falta de previsão orçamentária. Apesar de minimizar o adiamento da consulta, o autor da lei imputa o atraso no processo ao ex-presidente da Câmara, Mauro Pinheiro, então no PT e hoje na Rede. Segundo Nereu, Pinheiro não informou e ele e aos demais vereadores, em agosto do ano passado, sobre a decisão do TRE de que o plebiscito deve ser custeado pela Câmara. Com isso, os vereadores não puderam incluir no orçamento de 2016 os custos da consulta.

“Eu queria junto com as eleições, porque a população já aproveita. Mas não há problema tão grave. Agora está completamente afastada a possibilidade de sair (o plebiscito) este ano com as eleições graças à incúria, o desleixo, do ex-presidente Mauro Pinheiro”, atacou Nereu, que hoje coordena o escritório do MetroPoa.

Consultado pela reportagem, Pinheiro garantiu que vai tomar par da situação e responder os questionamentos de Nereu na tribuna da Câmara, nesta quarta.

A ideia do atual presidente da Câmara é definir, no fim de 2016, durante o debate sobre o orçamento de 2017, se a votação ocorre no próximo ano. Para isso, Trogildo já solicitou orçamento para o plebiscito junto ao TRE, além dos gastos que a Prefeitura teve para realizar consulta semelhante em 2009.

No plebiscito realizado sete anos atrás, em que a população de Porto Alegre foi perguntada sobre construções residenciais na área do Pontal do Estaleiro, o custo foi de R$ 43 mil.

A realização de plebiscito sobre o cercamento da Redenção foi aprovada pela Câmara em abril de 2015 por 22 votos favoráveis, um contrário e três abstenções. Nereu entrou com o projeto porque defende que o cercamento do parque e o fechamento do espaço durante a noite vão reforçar a segurança no local.

Com opinião contrária, ativistas passaram a organizar eventos como a Serenata Iluminada, na Redenção, promovendo atividades de cultura e lazer no parque, durante a noite. Eles defendem que a ampliação da utilização do parque, através de investimento em iluminação, policiamento e cultura, torna o local mais seguro.

O prefeito da Capital, José Fortunati, também já se disse contrário ao cercamento. No entendimento dele, a solução passa pelo chamado cercamento eletrônico (que consiste na colocação de câmeras e realização de monitoramento), aliado a investimentos em iluminação. (*Colaborou Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Marqueteiros em fuga

Marqueteiros em fuga

Comunicação Notícias Poder Política Publicidade

Após escândalos e com João Santana preso, marqueteiros não querem ouvir falar em campanhas eleitorais. Outro elemento a empurrar para fora do mercado os grandes profissionais é a questão financeira. Além de estabelecer um teto para os gastos — em 70% do máximo empenhado pelo candidato que mais gastou no pleito para cada cargo —, as regras eleitorais que passarão a ser aplicadas a partir deste ano vedam a doação de empresas. Apenas pessoas físicas poderão dar dinheiro às campanhas – e a contribuição não poderá superar 10% dos rendimentos declarados do doador. Diante disso, a conclusão dos profissionais é uma só: vai faltar dinheiro.

— Campanha é cara. Requer estrutura para emprestar milhões para o candidato em equipamentos e dinheiro, que são pagos meses depois de concluído o serviço. E está embutido no preço o risco do calote — afirma um marqueteiro.

No meio, ninguém acredita que as doações de pessoa física serão capazes de satisfazer as expectativas de ganho dos profissionais. Em tom de chacota, um ex-integrante da campanha de Marina Silva em 2010 conta que a candidata investiu R$ 4 milhões para criar um sistema de doações on-line. Com a ferramenta pronta, arrecadou apenas R$ 140 mil. A reportagem completa está em O Globo.

 

Safra 2014/2015 supera expectativa e alcança R$ 158 bi em financiamentos. Total aplicado pelos agricultores ultrapassa valor inicialmente programado para o crédito rural

Safra 2014/2015 supera expectativa e alcança R$ 158 bi em financiamentos. Total aplicado pelos agricultores ultrapassa valor inicialmente programado para o crédito rural

Economia Expoagas Negócios Notícias

Os financiamentos destinados às operações de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial na safra 2014/2015 alcançaram R$ 158 bilhões, o que corresponde a 101,3% do total disponibilizado no Plano Agrícola e Pecuário (PAP), de R$ 156 bilhões. A contratação de recursos do crédito rural foi registrada no período de julho de 2014 a junho deste ano. O valor ficou acima do destinado ao PAP no ciclo agrícola passado porque alguns agentes financeiros ofereceram recursos além do volume programado.

Para custeio e comercialização foram aplicados R$ 115,6 bilhões dos R$ 111,9 bilhões previstos para a safra 2014/2015, desempenho de 103,3%. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram contratados R$ 42,4 bilhões, o que corresponde a 96,1% do total.

“Essa confiança do setor do agronegócio está relacionada às políticas de apoio ao produtor rural, principalmente por meio do crédito rural, com forte impacto no aumento da produção e da produtividade agropecuária. E o volume de recursos disponibilizados e as condições de empréstimo rural se mantiveram em níveis satisfatórios ao atendimento das necessidades de financiamento da atividade agropecuária”, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar.

Médio produtor

As contratações para o médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), atingiram R$ 11,8 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 4,7 bilhões. Ao todo, o Pronamp contou com R$ 16,105 bilhões para a safra atual.

Entre os programas da modalidade investimento, o financiamento destinado ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizou R$ 10,2 bilhões, dos R$ 5,5 bilhões programados, aplicação que alcançou 187% de aumento. Soma-se ao montante aplicado pelo PSI, mais R$ 1,8 bilhões desembolsados pelo Moderfrota, também destinado ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas.

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 3,3 bilhões, de um total disponibilizado de R$ 4,5 bilhões.

Para o Moderagro e o Moderinfra foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um e investidos R$ 289 milhões e R$ 389 milhões, respectivamente.

O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e o Procap-Agro tiveram recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais já foram aplicados R$ 1,1 bilhão e R$ 2,2 bilhão, respectivamente.

No programa Inovagro, que conta com R$ 1,7 bilhão, foram aplicados, no período, R$ 1,4 bilhão.

A consolidação dos recursos contratados na safra 2014/2015 foi feita pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).