Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

dilma Notícias Opinião

Dois dos organizadores à frente dos movimentos pró e contra a manutenção de Dilma Roussef na presidência da República participaram do programa A Cidade é Sua, da Rádio Guaíba. Eles detalharam as atividades, que já ocorrem na Capital, e chamaram a população para que participe dos eventos até domingo. Não está previsto que os grupos se aproximem durante as atividades.

Nasson Santana, da Frente Brasil Popular, destacou a atividade de hoje à tarde, a partir das 17h, no Centro de Porto Alegre. Os participantes sairão da praça da Matriz, onde estão acampados, e retornarão para o mesmo lugar, às 19h, depois de ato público na Esquina Democrática. No domingo, às 10h, uma caminhada até a praça ocorre após manifestação em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção. Durante a tarde a concentração é na Praça da Matriz, com telão para os ativistas acompanharem a votação que ocorre em Brasília e que vai decidir sobre a admissibilidade do processo de Impeachment.

Já Paula Cassol, do Movimento Brasil Livre, explicou que vai haver uma aula pública no Parcão, no sábado à tarde, sobre os primórdios da história brasileira. No domingo à tarde, o grupo que está acampado no local recebe outros ativistas contrários à manutenção da presidente Dilma Roussef no poder. Também vai haver telão para acompanhar o voto dos deputados no plenário da Câmara, em Brasília.

A Brigada Militar montou um esquema de prontidão permanente para prevenir distúrbios no domingo. De acordo com o governador José Ivo Sartori, vai haver reforço “na área da segurança pública e em todas as instituições, sejam elas municipais, estaduais ou federais, controle e gerenciamento de todo o processo de forma integrada e coletiva”. “Como governador, espero que tudo se faça dentro da normalidade democrática, sem violência e sem prejuízos à democracia e às instituições”, complementou Sartori.

Segundo o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, a chegada de militantes vindos do interior, também vai ser acompanhada. “Não permitiremos que grupos de posições diferentes em relação ao impeachment se manifestem no mesmo local”, disse o coronel. (Rádio Guaíba)

Acampamento de Ideias; texto e fotos Henrique Kanitz/Beta Redação Unisinos

Acampamento de Ideias; texto e fotos Henrique Kanitz/Beta Redação Unisinos

Cidade Comportamento Comunicação Economia Educação Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre Segurança

Quem desce a rua Mostardeiro, em Porto Alegre, percebe, onde ela se encontra com a avenida Goethe, um acampamento pouco convencional. Idealizado pelo movimento de La Banda Loka Liberal, o espaço passou a abrigar também o Movimento Brasil Livre (MLB), o Vem pra Rua e o Patriotas de Plantão. Eles ocupam um pedaço do Parque Moinhos de Vento,  o Parcão, com um propósito em comum: pedir a saída da presidente Dilma do poder. A forma diverge, mas o objetivo é claro para todos.

Por ali passam, param e conversam pessoas interessadas no assunto, sem ligação direta com os movimentos.  Em meio a barracas, estão faixas com dizeres de cunho liberal, além de pixulecos pendurados nas árvores.

Inspirados na praça Maidan, na Ucrânia, que foi ocupada com o objetivo de derrubar o governo local em 2014, os membros da Banda Loka estão acampados desde a última quinta feira (17/03). Dali partem ações coordenadas contra o governo federal, mais especificamente contra o PT. Manifestações como a que aconteceu em frente ao apartamento do Ministro do STF Teori Zavascki ou na PUC/RS, na quarta-feira, 23 de abril, começaram ali.

Manifestações demonstram o  rompimento do “monopólio esquerdista sobre os movimentos populares”

Ricardo Gomes, 35 anos, tem o respeito de muitos dos acampados. De fala bem articulada e voz clara, ele diz ser um grande entusiasta do movimento, apoiando todos os grupos e nenhum ao mesmo tempo. Para ele, as recentes manifestações demonstram o  rompimento do “monopólio esquerdista sobre os movimentos populares”, algo inédito no Brasil. “A essência da democracia é a pluralidade. E é isso que estamos fazendo agora. Sempre teve gente que pensava assim, mas estávamos dispersos.”

Henrique Kanitz-0042 Para ele, o Brasil enfrenta uma crise moral, política e econômica, motivos que o fazem afirmar que o atual governo já teria acabado. O que atrapalha o processo é a carência de líderes. Ricardo não vê a mínima vantagem em Aécio, comumente ligado aos movimentos anti-governo. A busca de um “messias” é, segundo ele, algo tipicamente latino americano, quando alguém vem de cima e resolve o problema de todos. Na prática, isso não acontece. O candidato do povo deve vir do povo.

Ricardo pondera que essa é a melhor hora para repensar o Brasil. A pluralidade que o surgimento da direita dá ao espectro político torna o momento especial. É preciso cuidado para não cair em uma ditadura de qualquer dos lados. “Uma ferradura tem os extremos mais perto um do outro do que do centro. Assim é a política. As ditaduras são muito parecidas”. Ricardo vê as movimentações do governo parecidas com o que aconteceu em 1964, quando se instaurou o golpe militar. Para ele, as articulações que o governo faz é no campo da retórica, para construir uma imagem de injustiçado que na verdade não é. “Tudo que um esquerdista mais quer é que alguém com a camiseta do PT tome um tiro de um militar. Assim eles teriam um símbolo, um mártir. Eles já veem a derrota, mas se preparam para contar a sua história no futuro”.

Afirma, ainda, que o grande desafio depois da derrubada do governo é mostrar que o PT não foi ruim só porque roubou. Mas porque as políticas públicas, a economia, o propósito bolivariano, o aparelhamento das instituições, as relações internacionais, tudo foi desastroso. E essa é uma briga difícil de se comprar.

Primeiro se derruba a árvore. Depois se pensa em como beneficiá-la

Outra figura sempre presente na praça e nas manifestações orquestradas pela Banda Loka Liberal é Jorge Colares, 57 anos. Ele afirma que se dedica ao futuro do país, que teve sua economia “destruída pelos governos petistas”. Tal posição, assegura, Colares, não isenta os outros partidos. Também diz pensar no futuro de sua neta, de um ano e meio de idade.

No acampamento, não se notam bandeiras de apoio partidário ou mesmo de algum político específico. “O Marcel (Van Hattem, deputado estadual pelo PP/RS) chega perto, mas nem entra. Ninguém quer político aqui”, diz Jorge, sorrindo orgulhoso ao tocar no assunto. Ainda segundo o manifestante, o acampamento é amparado pela Brigada Militar, que faz rondas sucessivas pelo parque,  sendo sempre solícitos com os manifestantes.

Henrique-Kanitz-0080-660x441
A Maidan brasileira termina em chopp

Ainda assim, há contratempos. Colares diz ter sido difícil ficar ali durante a chuva desta semana: “Um de nossos propósitos é, quando sairmos daqui, deixarmos algo melhor do que encontramos. Quando chegamos, bastava chover fraco para alagar. Um enorme descaso. Queremos mostrar que a comunidade unida pode fazer melhor do que o serviço público vem fazendo”, pontua sem deixar claro o que pretendem fazer de melhorias no parque.

Satisfeito com as doações e mobilizações dos simpatizantes da causa, ele explica que os pedidos feitos pelo grupo, como água ou carvão, são rapidamente atendidos, com os suprimentos chegando de maneira rápida e massiva. O fato serve para Jorge acreditar que o movimento tem forte apoio popular.

Para ilustrar seu ponto de vista, usa sua própria experiência: depois de dirigir uma empresa de análise de sistemas durante nove anos, com 40 funcionários, atribuiu a falência à alta carga tributária. “E tem muitas histórias como a minha por aqui”, afirma ele.

Quando o assunto é a saída de Dilma, Jorge é direto. Se dizendo liberal e conservador, afirma que não há como o governo continuar e que, em pouco tempo, a atual administração terá de sair, por meio de renúncia ou pelo processo de impeachment. “Reunimos vários grupos aqui e muitos têm opinião divergente. Mas precisamos unir as forças. Primeiro se derruba a árvore. Depois se pensa em como beneficiá-la”. Para Jorge, a árvore seria o governo e os benefícios as políticas possíveis de articular após a queda, pois defende a manutenção do estado de direito e a convocação de novas eleições.

Leia a reportagem completa com a visão dos manifestantes em tópicos como: Nem teria que discutir feminismo. Porque mulher é igual a homem e ponto; As instituições clamam pelos militares e A Maidan brasileira termina em chopp, no site de reportagens dos alunos da Unisinos.

 

 

 

Artistas lançam manifesto pela democracia na Redenção e defensores do impeachment seguem no Parcão

Artistas lançam manifesto pela democracia na Redenção e defensores do impeachment seguem no Parcão

Cidade Cultura Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Enquanto manifestantes que cobram o impeachment permanecem acampados no Parcão (Parque Moinhos de Vento), o Parque da Redenção (Farroupilha) volta a receber defensores da permanência da presidente da República neste domingo, em Porto Alegre. Artistas e outros integrantes da cena cultural gaúcha lançam manifesto em frente ao Monumento ao Expedicionário, desde as 15h, eles convocam a população a participar de um ato em defesa da democracia marcado para a próxima quarta-feira, no Largo Zumbi dos Palmares. A comunicadora Kátia Suman e o músico Nei Lisboa (foto do alto) são alguns dos organizadores do grupo Cultura pela Democracia, que se declara contrário a um golpe midiático e judicial supostamente em curso no país. Conforme o manifesto divulgado através de redes sociais, o objetivo é lutar pela legalidade e o respeito às instituições, sem defender nenhum líder específico.

Manifestantes contra Dilma seguem em vigília no Parcão. Foto: Samuel Maciel
Manifestantes contra Dilma seguem em vigília no Parcão. Foto: Samuel Maciel

Já no Parcão, o grupo contrário ao governo promete manter acampamento até a queda do mandato da presidente Dilma Rousseff. Cerca de dez barracas estão montadas em frente à avenida Goethe desde sexta-feira pela manhã, quando a Brigada Militar exigiu o desbloqueio da via pelos manifestantes. Eles exibem faixas exaltando o juiz Sérgio Moro e também pedem a prisão do ex-presidente Lula. (Rádio Guaíba)

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

Cidade Destaque Poder Política Porto Alegre prefeitura

O Comando de Policiamento da Capital (CPC) informou que a área central de Porto Alegre terá reforço de efetivo para garantir manifestações pacíficas em três atos previstos para esta tarde na região atendida pelo 9º BPM. Os protestos envolvem manifestantes favoráveis e contrários à presidente Dilma Rousseff. Também haverá um ato do Cpers Sindicato, que tem assembleia marcada para as 12h30 e deve se estender ao longo da tarde, com marcha do Gigantinho ao Palácio Piratini. O comandante do CPC, tenente-coronel Mário Ikeda, salientou que contará com o apoio do BOE e de outras unidades para garantir a tranquilidade dos atos na área do 9ºBPM.

“Sozinho este Batalhão não teria condições de fazer frente a essas condições e, por isso, alocamos recursos de outras unidades e outras operações para apoiar o 9º BPM. Estamos cientes das três manifestações. Se houver uma marcha, vamos intervir para que grupos pró e contra se aproximem”, apontou Ikeda.

O responsável pelo CPC preferiu não detalhar qual será o efetivo que será empregado ao longo dos atos. Conforme Ikeda, os policiais serão realocados para os protestos de acordo com o número de manifestantes.

Além do ato do Cpers, deve ocorrer, nas proximidades do Parcão, entre a avenida Goethe e a rua Mostardeiro, um ato pedindo a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República. Já na Esquina Democrática, entre a avenida Borges de Medeiros e a rua dos Andradas, está previsto um protesto em favor do governo federal e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Juiz que participou de protestos contra o governo suspende posse de Lula como ministro da Casa Civil; AGU vai recorrer

Juiz que participou de protestos contra o governo suspende posse de Lula como ministro da Casa Civil; AGU vai recorrer

Direito Notícias Poder Política

O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal, atendeu a uma ação popular e suspendeu, em caráter liminar, ou seja, temporário, a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula no cargo de novo ministro-chefe da Casa Civil ou em “qualquer outro que lhe outorgue prerrogativa de foro”. Ainda cabe recurso da decisão. A decisão foi divulgada enquanto Lula era empossado pela presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, em Brasília. No despacho, o juiz federal aponta que “a posse e o exercício no cargo podem ensejar intervenção, indevida e odiosa, na atividade policial, do Ministério Público e mesmo no exercício do Poder Judiciário, pelo senhor Luiz Inácio Lula da Silva”.

Reconhecendo a complexidade do mérito da questão, o juiz anota que várias ações foram ajuizadas em todo o país pedindo a suspensão da posse de Lula. Para o juiz, a posse implicaria “intervenção direta, por ato da presidenta da República, em órgãos do Poder Judiciário, com o deslocamento de competências”, o que, na avaliação de Catta Preta, “ao menos, em tese, pode indicar o cometimento ou tentativa de crime de responsabilidade”.

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.

Para o juiz, o deslocamento de competência do julgamento de Lula da Justiça Federal em Curitiba para o Supremo Tribunal Federal (STF) “seria o único ou principal móvel da atuação da mandatária [Dilma] – modificar a competência, constitucionalmente atribuída, de órgãos do Poder Judiciário”.

Catta Preta sustenta que a suspensão temporária da posse do ex-presidente não causará dano à gestão pública. “O Poder Executivo não depende, para o seu bom e regular funcionamento, da atuação ininterrupta do ministro-chefe da Casa Civil. A estrutura deste órgão conta com substitutivos eventuais que podem, perfeitamente, assumir as elevadas atribuições do cargo”.

Competência e suspeição

O advogado Gabriel Magadan entende que a competência para deferir uma liminar como essa não é de comeptência de um juiz de primeira instância como Itagiba Catta Preta. “Lula já tinha sido nomeado e o ato publicação no Diário Oficial da União, ontem”.

Na conta da rede social Facebook, fotos do Juiz mostram Itagiba em meio aos protestos do Fora Dilma!!! O professor e advogado Ben Hur Rava, lembra que o artigo art. 135, do CPC é claro:

Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando: I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;
V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.

(Felipe Vieira com informações da Agência Brasil)

Parcão – 17h: Movimento Brasil Livre organiza novo protesto hoje contra posse de Lula como ministro da Casa Civil

Parcão – 17h: Movimento Brasil Livre organiza novo protesto hoje contra posse de Lula como ministro da Casa Civil

Notícias

Depois dos últimos acontecimentos envolvendo escutas telefônicas reveladoras, interceptadas do telefone do ex-presidente Lula, e de sua tomada de posse nesta quinta-feira pela manhã, nomeado por Dilma Rousseff, como ministro da Casa Civil, em evidente afronta ao Estado Democrático de Direito, o Movimento Brasil Livre (MBL) do Rio Grande do Sul, Vem Pra Rua e La Banda Loka Liberal convocam os Porto-alegrenses para nova manifestação hoje, 17/03, no Parcão às 17h.

O protesto será a favor da suspensão da posse do ex-presidente Lula e da tomada de providências urgentes pelo Supremo Tribunal Federal.

Hoje, a La Banda Loka Liberal esteve presente na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, no ato de apoio dos magistrados federais ao juiz Sérgio Moro, pela defesa da independência dos poderes.

Coordenadora do MBL/RS Paula Cassol Lima avalia manifestações desse domingo 13/03

Cidade Direito Notícias Poder Política Porto Alegre

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com uma das integrantes da coordenação do Movimento Brasil Livre, Paula Cassol Lima. Ela avaliou positivamente as manifestações ocorridas na capital e no Brasil, dizendo que refletem o desejo popular de um Brasil melhor. Para ela, é importante que os políticos façam a sua parte e deem sequência a esse movimento. “Esperamos que os congressistas representem o povo brasileiro que está indo as ruas, façam valer a vontade do povo e levem adiante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, responsabilizando a mandatária pelos crimes cometidos por ela”, disse.

A ativista  do MBL disse ainda que Dilma é responsável por diversos crimes, entre eles as “pedaladas fiscais”, o conhecimento sobre os crimes de corrupção envolvendo a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, entre outras irregularidades. Para ela, a delação de Delcídio do Amaral, ainda que não homologada, traz indícios destas e outras irregularidades.

Presidente do PT/RS Ari Vanazzi avalia manifestações desse domingo 13/03

Cidade Comportamento Direito Notícias Poder Política Porto Alegre

 

Conversei no Agora/Rádio Guaíba com o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, sobre as manifestações pró-Dilma e Lula ocorridas em Porto Alegre neste domingo 13/03. Ele disse que a ideia era poder dialogar com a sociedade. Sobre a participação do PT e de movimentos sociais, destacou a participação de  entidades do interior do Estado na defesa da Democracia e contra o golpe. “Num momento de crise política é preciso demonstrar o interesse de tirar o país dessa situação em um momento delicado para a sociedade brasileira”, disse.  Segundo Vanazzi houve a presença de quase 10 mil petistas no encontro , o número oficial da BM foi de 5 mil pessoas. Ele enfatizou que o mais importante foi a participação dos atores sociais na tentativa de um diálogo social saudável e produtivo com as bases sociais.  Destacou que nos dias 18 e 31 serão feitos outros atos em defesa de Dilma.

Atos contra e favor do governo mobilizam 105 mil em Porto Alegre

Atos contra e favor do governo mobilizam 105 mil em Porto Alegre

Cidade Comportamento Notícias Poder Política Porto Alegre

Foi um domingo de protestos em Porto Alegre, onde milhares de pessoas saíram tanto ao Parque Moinhos de Vento quanto à Redenção para se manifestar contra e a favor do governo federal, respectivamente. Ambos os protestos iniciaram ainda antes dos horários previstos e, por volta das 17h, já se encaminhavam para o final.

A Brigada Militar mobilizou 350 policiais para fazer a segurança dos atos. Apesar dos discursos inflados nas manifestações, não houve maiores registros de violência ou confusões. As movimentações foram acompanhadas por um gabinete de gestão da Secretaria de Segurança Pública (SSP), formado por representantes da própria SSP, Brigada Militar, Polícia Civil, IGP, Susepe, Polícia Federal, PRF, Abin e Exército. Pouco depois das 18h15min, a avenida Goethe permanecia com o trânsito bloqueado para veículos.

Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff . Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil
Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff . Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil  

Parcão: No Parcão, onde se concentraram os manifestantes contra o governo, os organizadores do ato projetaram em 120 mil o número de participantes. Mesmo previsto para iniciar as 14h, o protesto já tinha grande movimentação antes disso. Ao longo da tarde, com faixas e camisetas, o grupo cobrava a saída da presidente Dilma ao mesmo tempo que elogiava a atuação da Polícia Federal.

No fim do evento, os participantes fizeram uma “oração coletiva”, onde reconheceram a culpa de “deixar que a situação chegasse a este ponto”. Logo depois, entoaram o hino nacional, pouco antes do fim do protesto. Pelos cálculos da Brigada Militar, 100 mil pessoas estiveram no local – os organizadores haviam projetado 140 mil.

 

 

Manifestantes favoráveis a presidenta Dilma Rousseff, durante ato no Parque Farroupilha. Foto: Elifas Simas/ PT Porto Alegre
Manifestantes favoráveis a presidenta Dilma Rousseff, durante ato no Parque Farroupilha. Foto: Elifas Simas/ PT Porto Alegre

Redenção: Já na Redenção, o ato foi a favor do governo e “contra o golpe”. A manifestação começou com um “coxinhaço”, no qual diversas coxas de galinha foram assadas. Representantes de entidades sindicais e políticos do PT, como os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, além do ministro Miguel Rossetto, foram discursaram.

A organização estimou em 10 mil o número de participantes, a maioria vestida de vermelho. Conforme a Brigada Militar, no entanto, foram cerca de 5 mil.

 

 

 

 

Interior: Mas não apenas em Porto Alegre houve manifestações. Pelo menos outras dez cidades gaúchas registraram protestos contra o governo federal. A maior delas ocorreu em Novo Hamburgo, onde, segundo a Brigada Militar, 40 mil participaram. Os manifestantes caminharam até a BR 116, chegando a bloquear a rodovia por alguns minutos.

Em Caxias do Sul foram 28 mil pessoas nas ruas contra o governo federal. Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Canela, Vacaria, Cachoeira do Sul, Alegrete e Passo Fundo tiveram pelo menos 100 manifestantes. Em todo o Estado, conforme a Brigada Militar, 207 mil pessoas participaram de manifestações em todo o Estado. (Correio do Povo)

Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital

Cidade Notícias Poder Política Porto Alegre
Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein
Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein/Rádio Guaíba

Aumentou a movimentação, no início da tarde deste domingo, no entorno do Parque Moinhos de Vento (Parcão), onde organizadores dizem esperar até 60 mil pessoas em um protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em Porto Alegre. O trânsito está bloqueado na avenida Goethe, no sentido Norte-Sul, entre 24 de Outubro e Mariante, e a previsão é de que o pico de movimento ocorra perto das 16h. O protesto é promovido pelos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua que, apesar de se declararem apartidários, vêm contando com apoio de vários representantes políticos da oposição ao governo federal. O argumento é denunciar a corrupção, defender o andamento da Operação Lava Jato e pedir o impeachment da presidente. Um boneco “Pixuleco”, de 3 metros, representando o ex-presidente Lula, é usado no manifesto, sobre a passarela do Parcão.

Em paralelo, ocorre, também desde o início da tarde um protesto em favor do governo e de Lula, junto ao Monumento ao Expedicionário. O chamado “coxinhaço” é organizado pela Frente Brasil Popular e a Coordenação dos Movimentos Sociais no país, sob o mote “Em defesa da Democracia, dos Direitos e contra o Golpe”. O grupo adverte para o risco de um suposto golpe orquestrado por partidos de direita e pela Rede Globo para derrubar o governo Dilma e tirar Lula da disputa presidencial em 2018. Caravanas vindas do interior do Estado fazem se unem à manifestação.

Pelo menos 350 policiais militares e dois helicópteros fazem o acompanhamento das duas mobilizações, conforme a BM. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda, ressaltou que a Brigada Militar não vai permitir que os grupos contrários tenham contato. A previsão é de que os atos permaneçam dentro de cada parque, sem caminhadas pela cidade. (Rádio Guaíba)