Porto Alegre: Tinga é agraciado com Título de Cidadão Emérito da Capital

Porto Alegre: Tinga é agraciado com Título de Cidadão Emérito da Capital

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A Câmara Municipal concedeu, na noite desta terça-feira (26/4), o Título de Cidadão Emérito de Porto Alegre ao ex-jogador de futebol Paulo Cesar Fonseca do Nascimento, mais conhecido como Tinga. Proposta pelo vereador Valter Nagelstein (PMDB), a homenagem foi dirigida pelo presidente do Legislativo, Cassio Trogildo (PTB), e é fruto do reconhecimento de sua trajetória profissional no futebol e luta pela inclusão social, igualdade e conscientização contra o racismo. No inicio da Sessão Solene, ao destacar os feitos de Tinga, Nagelstein enfatizou a entrega do jogador à sua

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Proponente da homenagem, vereador Valter Nagelstein, na tribuna do plenário. Foto: Matheus Piccini/CMPA

profissão. “Ele joga com o coração na chuteira, uma postura que falta na sociedade, homens com esse tipo de caráter”, disse. O vereador ainda destacou que a proposição da homenagem foi sugerida com muito cuidado. “Essa homenagem é para valorizar aqueles que de fato merecem tamanha honraria. Saudamos hoje o cidadão emérito de Porto Alegre Paulo Cesar Fonseca do Nascimento, o atleta, pai de família e o ser humano, que, mesmo depois de abandonar os gramados, continuou se dedicando às tarefas de cidadania de inclusão e promoção”, concluiu o Nagelstein.

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Prefeito José Fortunati. Foto: Matheus Piccini/CMPA

Em seu discurso, o prefeito José Fortunati relatou que Tinga é um dos poucos atletas que conseguiram êxito nos dois principais clubes gaúchos pelos quais passou, Grêmio e Internacional. “Ele venceu esse Grenalismo exagerado e se tornou um profissional que é respeitado pelas torcidas. Aprendi a conhecê-lo e respeitá-lo muito”, disse, ao lembrar que, mesmo estando no clube Cruzeiro em Belo Horizonte, seus olhos estavam voltados para Porto Alegre. “Ele é um cidadão preocupado com as questões sociais, especialmente na luta contra o preconceito e racismo, quando a sociedade se mostra cada vez mais intolerante”, finalizou.

Tinga afirmou ser muito orgulhoso da sua história. “Uma das coisas que sempre busquei na minha vida foi ser respeitado, não ser ídolo. Quando era pequeno tive todas as oportunidades de ter escolhido um outro caminho, mas vi no exemplo da minha mãe a oportunidade de seguir em frente através do trabalho”, disse emocionado. O jogador lembrou que vê muitas pessoas falando que não alcançaram seu sonhos porque não tinham pai ou mãe e salientou que cada um de nós faz suas escolhas, sua história. “Acima de tudo, penso que o atributo principal da convivência humana é a tolerância”, concluiu. Prestigiaram a sessão a esposa de Tinga, Milene Nascimento; representando o Ministério Público, o  procurador de justiça Keller Dornelles Clós; o vice-presidente do Sport Club Internacional, Emídio Ferreira; o presidente da Associação Riograndense de Imprensa, jornalista João Batista de Melo Filho, e a deputada estadual Regina Becker.
Trajetória 
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Título de Cidadão Emérito de Porto Alegre ao Senhor Paulo Cesar Fonseca do Nascimento – Tinga. Foto: Matheus Piccini/CMPA

Nascido em Porto Alegre, no dia 13 de janeiro de 1978, no Bairro Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, Paulo César Tinga começou sua carreira no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, no qual disputou três edições da Copa Libertadores da América e conquistou, entre outros títulos, a Copa do Brasil, em 1997 e 2001. Depois, jogou pelo Kawasaki Frontale (Japão) e pelo Botafogo (ambos por empréstimo junto ao Grêmio), retornou ao Tricolor Gaúcho e, em 2004, foi vendido ao Sporting (Portugal).

Em 2005, Tinga retornou ao futebol brasileiro para jogar no Internacional. Em 2006, o jogador se apresentou ao Borussia Dortmun (Alemanha) e, em maio de 2010, se despediu do clube, para retornar  ao Internacional, no qual conquistou novamente a Copa Libertadores da América em 2010 e o Campeonato Gaúcho em 2011, além da Recopa Sul-Americana de 2011. Em 2012, Tinga atuou no Cruzeiro Esporte Clube de Minas Gerais, onde encerrou sua carreira.
Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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Após ter informado que desconhecia financiamento de campanha oriundo da Odebrecht em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, confirmou que o tesoureiro da campanha dele recebeu R$ 500 mil da construtora, mas via Diretório Nacional do PDT. Foi o que confirmou, hoje à tarde, a assessoria de imprensa da Prefeitura. Pela manhã, foram divulgadas diferentes planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato, apontando suposto pagamento para bancar campanhas nos três pleitos mais recentes. A planilha sugere o repasse de R$ 300 mil da empreiteira à campanha que elegeu o pedetista.

Pelo Twitter, Fortunati assegurou que a doação de campanha ocorreu dentro dos parâmetros definidos na lei eleitoral, sendo aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prefeito ressaltou, também, que a Odebrecht não realizou e nem executa qualquer obra em Porto Alegre.

“Doação da Odebrecht, de acordo com norma eleitoral, foi para o Diretório Nacional do PDT, que fez o repasse, conforme prestação de contas aprovada no TRE. Necessário destacar que a Odebrecht não teve e não tem qualquer obra na cidade de Porto Alegre. Infelizmente, somente depois da divulgação extemporânea, foi reconhecido pela autoridade que seria prematura qualquer conclusão. Lastimável que continuem acontecendo vazamentos, jogando lama para todos, como se só alguns realizassem com correção às suas funções”, publicou o prefeito. Ele se referia à decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, que determinou segredo de justiça para as listagens só depois de elas já terem sido divulgadas pela imprensa.

A prestação de contas homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da campanha de Fortunati apontou gasto superior a R$ 6,2 milhões em 2012. A Odebrecht não aparece como financiadora de campanha. Entre os doadores estão o Comitê Financeiro Municipal Único, o Itaú e pessoas físicas, por exemplo.

Fortunati garante que desconhece qualquer financiamento da Odebrecht em 2012

Fortunati garante que desconhece qualquer financiamento da Odebrecht em 2012

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O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), informou desconhecer que tenha recebido qualquer financiamento de campanha oriundo da construtura Odebrecht para campanha eleitoral de 2012. Nesta quarta-feira, foram divulgadas diferentes planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato, apontando suposto pagamento para bancar campanhas nos três pleitos mais recentes. A planilha sugere que a campanha de Fortunati pode recebido R$ 300 mil da empreiteira.

Presente em evento da Federasul, na Capital, José Fortunati se pronunciou no início da tarde. “Não tenho menor ideia do que se trata. Que eu saiba, eu não recebi financiamento (da Odebrecht). Em momento algum, a gente tratou com a Odebrecht. É algo desconhecido”, justificou.

De forma preliminar, Fortunati também ressaltou que, em 2012, nenhuma obra coordenada pela construtura foi executada em Porto Alegre. Para elucidar o caso, o prefeito garantiu realizar um cruzamento de dados na prestação de contas protocolada na Justiça Eleitoral.

Conforme prestação de contas homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fortunati gastou mais de R$ 6,2 milhões na campanha eleitoral de 2012. A Odebrecht não aparece como financiadora de campanha. Entre os doadores estão Comitê Financeiro Municipal Único, Itaú e pessoas físicas, por exemplo. A doação de campanha pode tornar-se legal, desde que seja devidamente declarada. Além disso, o doador de campanha pode realizar aporte direto ao comitê do partido. Neste caso, cabe à sigla realizar o repasse ou não para determinado correligionário. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Prefeitura de Porto Alegre vai recorrer ao STJ para tentar reajustar passagem de ônibus; Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Prefeitura de Porto Alegre vai recorrer ao STJ para tentar reajustar passagem de ônibus; Bibiana Borba/Rádio Guaíba

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Com o aumento da passagem suspenso há quase um mês e obrigada a subsidiar custos das empresas de ônibus, a Prefeitura de Porto Alegre vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta semana. O Tribunal de Justiça do Estado já negou duas tentativas de revisão solicitadas pelo Executivo e o recurso encaminhado à juíza de primeira instância, que derrubou o reajuste, segue sem previsão de julgamento.

A gestão de José Fortunati (PDT) segue tentando argumentar que houve transparência no cálculo que determinou que a tarifa subisse para R$ 3,75. Outra alegação é de que as decisões judiciais de primeiro grau vêm se contradizendo, já que uma juíza não reconheceu o valor e outra determinou que a Prefeitura compensasse o valor às empresas.

O último dos quatro consórcios privados de ônibus deve garantir o subsídio na Justiça nos próximos dias. O prejuízo aos cofres municipais deve ser de R$ 10 milhões mensais, enquanto gastos são congelados para evitar parcelamento de salários de servidores.

O cancelamento da nova licitação do sistema de transporte é uma possibilidade, embora a Prefeitura garanta que vai seguir recorrendo à via judicial para elevar a passagem. Os empresários dizem já ter investido cerca de R$ 118 milhões e iniciado financiamentos para arcar com a compra de novos ônibus. O pagamento do reajuste anual dos rodoviários, de 11,8%, deve seguir suspenso enquanto houver recursos tramitando na Justiça.

Com 5% da obra concluída, Fortunati espera aval do Senado para revitalização da orla do Guaíba

Com 5% da obra concluída, Fortunati espera aval do Senado para revitalização da orla do Guaíba

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O prefeito José Fortunati acompanhou, na tarde desta segunda-feira, o andamento das obras de revitalização da orla do Guaíba, na Capital. O chamado Parque Urbano da Orla do Guaíba compreende dez hectares, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. A previsão é de que as obras sejam entregues até o fim de 2016. Até agora, só 5% dos serviços foram concluídos na área a ser qualificada. Foram executados a terraplanagem, a construção do canteiro de obras e a instalação dos tapumes. No momento, ocorrem os serviços de estaqueamento em solo, vigas de fundação, pilares e muros de contenção. A próxima etapa é a execução de estacas de fundação em água.

De acordo com o prefeito, o único gargalo que persiste é a liberação dos recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF), em um montante de R$ 65 milhões. Fortunati afirmou que esteve com a presidente Dilma Rousseff na sexta-feira e solicitou a ela que encaminhe ao Senado Federal o pedido em análise na Secretaria do Tesouro Nacional. O prefeito espera que nos próximos dias haja a liberação e o encaminhamento para aprovação. “No Senado nós nos articularemos para dar celeridade ao processo”, afirmou, garantindo que a tramitação ainda não atrapalha o ritmo da obra. “Pela conversa que tive com a presidente, estou muito otimista de que até abril poderemos ter a aprovação pelo Senado dos recursos da CAF, assim como o reembolso do montante que a prefeitura realizou para a execução”, declarou.

O projeto, assinado pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, prevê a construção de ciclovias, passeios com iluminação em LED, ancoradouro para barcos de turismo, restaurante sobre a água, seis bares, três decks em madeira, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiários, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático. (Rádio Guaíba)

Prefeitura de Porto Alegre pode atrasar ou parcelar salários. Crise econômica afeta o orçamento da Capital, afirma prefeito Fortunati

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Conversei hoje com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, sobre a manchete do jornal METRO. Ele admitiu a possibilidade sobre o atraso no pagamento de funcionários públicos municipais, dizendo que a situação financeira do País é pior do que se imaginava. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, argumentou que o Boletim Focus previa uma inflação de 5,6% para janeiro de 2016 e se confirmou a elevação para mais de 11% no período.

Fortunati apresentou outro argumento indicando que o crescimento do PIB previsto para 0,5% não foi confirmado e a projeção de encolhimento da economia para 2016 será de 3,5%.  O prefeito destacou que os cortes federais refletem diretamente nos Estados e municípios, provocando um efeito cascata. Disse que a crise econômica atinge os municípios em cheio, provocando desemprego e queda na produção industrial. Fortunati entende que a situação fará com que a Prefeitura tenha que apertar o cinto e reduzir pagamentos, incluindo os salários de servidores. Ao ser questionado sobre o superávit da prefeitura no ano passado, disse que o percentual foi pequeno e não faz face à crise atual. Lembrou que a despesa anual da prefeitura é de 6,5 bilhões de reais enquanto que o superávit não passou de 200 milhões de reais.

O prefeito também disse que o setor de saúde está sobrecarregado pois 60% dos pacientes atendidos são do interior do Estado. Ao responder a questionamento sobre a situação dos municipários, o prefeito destacou que com o cenário atual não é possível prever reajustes salariais para o funcionalismo. O mandatário disse que hoje os repasses das esferas superiores e a arrecadação municipal é menor do que o previsto e a cada mês serão ajustadas as finanças para que o Executivo possa cumprir com seus compromissos. Sobre as obras de mobilidade já iniciadas em Porto Alegre, Fortunati lembrou que até agora não houve problemas de repasse federal. Ele espera que todas sejam concluídas dentro do cronograma.

Fortunati finalizou dizendo que a licitação das linhas de ônibus da Capital será um novo sistema de transporte, com a criação de duas novas linhas (T12 e T13) e um aumento do número de ônibus com ar condicionado (de 7 para 25% da frota). Lembrou que o maior impacto do preço da passagem se refere ao salário dos rodoviários (47% do total) e tudo isso está sendo considerado para que a EPTC faça o novo cálculo da passagem. Ele não disse quando esse valor será anunciado.

Fortunati solicita recursos federais para desapropriar famílias do entorno do Salgado Filho

Fortunati solicita recursos federais para desapropriar famílias do entorno do Salgado Filho

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Em audiência com o ministro da Aviação Civil, o prefeito da Capital solicitou aporte de R$90 milhões para reassentar 1,3 mil famílias que vivem no entorno do Aeroporto Salgado Filho. No encontro, foi discutido o processo de aperfeiçoamento do edital de licitação para a concessão do terminal à iniciativa privada. A previsão de ampliação da pista é de mais 900 metros.

Conforme a Prefeitura, o Loteamento Marista, para onde serão transferidas as famílias da Vila Nazaré, está com toda a infraestrutura concluída e com o contrato da empresa vencedora da licitação assinado com a Caixa Econômica Federal, aguardando somente a ordem de início.

Para a ampliação da pista, já foram retiradas 922 famílias da Vila Dique, em uma primeira fase. Nesta segunda fase, serão transferidas mais 554. Da Vila Nazaré, 364 famílias devem sair até junho do entorno do aeroporto; e da Vila Florests, 22 famílias deixarão o local até abril para o Residencial Camaquã. Outra medida a ser tomada pela prefeitura para as obras de ampliação da pista é a interrupção da avenida Dique.

A ampliação da pista de pousos e decolagens do Salgado Filho consta no Plano Diretor Aeroportuário há mais de 30 anos. A obra foi confirmada pelo governo federal para a Copa de 2014, mas uma série de mudanças no projeto, devido ao tipo de solo, além de trocas de comando na Infraero e Aeronáutica, fizeram com que os trabalhos fossem adiados.

Caso o governo federal confirme os recursos, haverá audiência pública na Câmara de Vereadores para debater o tema da concessão do aeroporto à iniciativa privada. (Rádio Guaíba – Foto: Jonathan Heckler/PMPA)

Fortunati vai a Brasília discutir licitação do aeroporto

Fortunati vai a Brasília discutir licitação do aeroporto

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O prefeito José Fortunati reúne-se nesta sexta-feira, 12, em Brasília, com o ministro da Aviação Civil, Guilherme Ramalho. No encontro será discutido o edital de licitação para a concessão do Aeroporto Internacional Salgado Filho à iniciativa privada. O objetivo é buscar soluções para garantir o início das obras de ampliação da pista de pousos e decolagens.

Acompanham o prefeito na reunião o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, e o diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Everton Braz. A agenda tem início marcado para as 11h30, na Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.

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Fotos: João Fiorin/PMPA e Joel Vargas/PMPA

Histórico – A ampliação da pista de pousos e decolagens do Salgado Filho consta no Plano Diretor Aeroportuário há mais de 30 anos. A obra foi confirmada pelo governo federal para a Copa de 2014, mas uma série de mudanças no projeto, devido ao tipo de solo, além de trocas de comando na Infraero e Aeronáutica, fizeram com que os trabalhos fossem adiados.

Finalmente aprovada pelo Conselho de Administração da Infraero em 25 de fevereiro de 2015, a obra foi garantida pela presidente Dilma Rousseff em abril do ano passado. Em reunião com Fortunati, Dilma disse que governo federal bancaria o empreendimento. Porém, a licitação para a concessão do aeroporto à iniciativa privada trouxe de volta o assunto para o debate.
A Prefeitura de Porto Alegre já deu todas as garantias necessárias ao início das obras, sendo que mais de 20 documentos comprovam essa condição. Entre eles estão o Termo de Desocupação e Liberação de Área, a ata de reunião no Ministério do Planejamento e um ofício da Infraero, no qual a empresa reconhece que o terreno está pronto para receber o empreendimento e confirma que a remoção dos obstáculos à operação das aeronaves, inclusive de famílias remanescentes das vilas Nazaré e Floresta, deve ser feita até a conclusão dos trabalhos.
Porto Alegre lança Estratégia e firma compromisso para ações de Resiliência

Porto Alegre lança Estratégia e firma compromisso para ações de Resiliência

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Dois anos de trabalho, com mais de 500 atores sociais envolvidos, foram celebrados na manhã desta quarta-feira, 27, na Usina do Gasômetro, durante o lançamento da primeira Estratégia de Resiliência de Porto Alegre. A cerimônia marcou também a assinatura do compromisso de Porto Alegre em destinar parte do seu orçamento para ações que fortaleçam a resiliência da cidade. No evento, a prefeitura da Capital firmou a intenção de destinar 10% do seu orçamento anual, cerca de R$ 645 milhões, para ações voltadas ao fortalecimento da resiliência. A medida garantirá o aporte de US$ 5 milhões para os próximos cinco anos pela Fundação Rockefeller, articuladora do Desafio 100 Cidades Resilientes no mundo, com o propósito de apoiar os esforços para a construção da resiliência em Porto Alegre. Como acontece desde o início da relação da cidade com a fundação, o valor não irá para o caixa da prefeitura e será destinado na forma de prestação de serviços e consultorias, essenciais para o desenvolvimento do projeto.

O prefeito José Fortunati destacou que a cidade já vive e coloca em prática o conceito de resiliência há muito tempo. Ele também citou como exemplos de resiliência o sistema de proteção contra cheias e as obras e ações aprovadas no Orçamento Participativo (OP), ao longo dos seus 26 anos, nas áreas de drenagem e dragagem. “Mesmo que resiliência seja uma palavra nova, que muitos não conheçam, nossas comunidades têm mostrado que este é um conceito muito presente no dia a dia das pessoas. As 17 regiões do OP estão preparadas para as adversidades e têm provado que avançamos e vamos avançar mais. O que a estratégia faz é que nos permite pensar, estudar, planejar e elaborar um plano para deixar nossa cidade mais preparada para essas situações”, afirmou. O prefeito destacou ainda uma vantagem do Orçamento Participativo, no qual as lideranças comunitárias das 17 regiões já estão organizadas e engajadas na construção de uma cidade melhor.

Porto Alegre, RS - 27/01/2016 Estratégia de Resiliência de Porto Alegre Foto: Betina Carcuchinski/PMPA
Porto Alegre, RS – 27/01/2016
Estratégia de Resiliência de Porto Alegre
Fotos: Betina Carcuchinski/PMPA

Evento – O lançamento da Estratégia de Resiliência teve dois momentos: a entrega dos Planos Regionais de Resiliência e a cerimônia de apresentação da estratégia. O documento, que conta com uma série de recomendações e ações práticas para tornar a cidade mais preparada para enfrentamento de adversidades, foi entregue pelo secretário municipal de Governança Local e coordenador de Resiliência, Cezar Busatto, ao prefeito, ao diretor mundial do Projeto 100 Cidades Resilientes, Michael Berkowitz, ao coordenador de Resiliência de Medellín, na Colômbia, Santiago Uribe, e aos demais parceiros da iniciativa. O material é o primeiro nesses moldes a ser lançado por uma cidade da América Latina.

“A partir da entrega da estratégia, nossa meta é chegar até 2022, quando Porto Alegre completa 250 anos, com uma cidade ainda mais forte, que cultua a paz e é capaz de prever riscos, que tem uma economia dinâmica e inovadora, com vilas regularizadas e que oferece formas de mobilidade humana satisfatórias”, comentou Busatto.

Uribe citou que Porto Alegre é conhecida no mundo pelo destaque às ações sociais, como o Orçamento Participativo e o Fórum Social Mundial. “Essa é a primeira estratégia de resiliência da cidade na América Latina e é um passo importante para o processo de adaptação das cidades”, disse. Berkowitz enalteceu também o perfil inovador de Porto Alegre, escolhida como uma das primeiras cidades do mundo para participar da iniciativa. “Essa é uma grande estratégia, escrita a muitas mãos e que servirá como exemplo para a região.”

Áreas de ação – Na estratégia apresentada nesta quarta estão elencadas 35 iniciativas para aprimorar a resiliência da cidade nas áreas de Diversificação da Economia, Bem Viver, Mobilidade Humana, Riscos e Regularização Fundiária e Resiliência da Resiliência (Gestão e Orçamento Participativo). Para todas as ações, algumas já em andamento, foram identificadas metas, parceiros responsáveis e marcos para sua realização. O documento completo pode ser acessado aqui.

Porto Alegre Resiliente – Por identificar como essencial a discussão em torno da agenda da resiliência urbana, Porto Alegre candidatou-se, em 2013, a participar do Desafio 100 Cidades Resilientes. O objetivo do projeto é aprimorar a resiliência das cidades, uma vez que nelas hoje já vive a maior parte da população e será nelas que as pessoas mais sentirão os efeitos das mudanças, sejam as climáticas ou sociais. No Brasil, somente Porto Alegre e Rio de Janeiro foram selecionadas para a iniciativa. Metrópoles como Londres, Nova York, Cidade do México, Medellín e Melbourne também foram escolhidas para participar do Projeto e estão elaborando planos semelhantes ao da capital gaúcha.

A partir da assinatura da parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Fundação Rockefeller, em junho de 2014, a cidade realizou um amplo debate junto a atores sociais para discutir e apontar os principais desafios na missão de tornar-se mais preparada no enfrentamento de adversidades. O trabalho foi coordenado pelo secretário municipal de Governança Local, Cezar Busatto, com apoio do Núcleo Estratégico do projeto, formado por representantes da prefeitura, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da ONG Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre (CIUPOA).

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Fortunati reitera que prefeitura pretende extirpar “laranjas podres” dos táxis; por Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

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Após o registro de algumas ações violentas promovidas por taxistas nos últimos dias na Capital, o prefeito José Fortunati reiterou, na manhã deste sábado, em entrevista à Rádio Guaíba, que o Executivo está atuando para retirar aquilo que considera as “laranjas podres” do serviço. Fortunati frisou que grande parte da categoria é formada por bons profissionais, mas que alguns maus elementos acabam se sobressaindo pela prática de crimes e agressões e prejudicam a classe.

O prefeito ressaltou que o acesso da EPTC ao sistema de consultas integradas, utilizado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública, já está gerando resultados, a fim de retirar de circulação condutores com antecedentes criminais. A adoção de medidas, como a implementação de GPS em toda a frota, auxilia na investigação de crimes que possam ter relação com os motoristas profissionais.

Ontem, a Polícia Civil indiciou três taxistas por envolvimento no assassinato de um ambulante no último final de semana, no Morro Santa Teresa. Ao todo, cinco taxistas podem virar réus. (Eduardo Paganella/Rádio Guaíba – Foto: Cristine Rochol / PMPA)