PGQP: Jorge Gerdau deixa presidência do Conselho Superior do Programa, Ricardo Felizzola assume o cargo e Daniel Randon passa a liderar o Conselho Diretor da entidade

PGQP: Jorge Gerdau deixa presidência do Conselho Superior do Programa, Ricardo Felizzola assume o cargo e Daniel Randon passa a liderar o Conselho Diretor da entidade

Destaque Economia Negócios

Nesta segunda-feira, 5 de dezembro, foram eleitos em Assembleia Geral do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) os novos presidentes do Conselho Superior e Diretor da entidade. Assumem, a partir de janeiro de 2017, a presidência do Conselho Superior, Ricardo Felizzola, e do Conselho Diretor, Daniel Randon. Felizzola substituirá o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que se mantém na entidade como conselheiro do movimento. Gerdau Johannpeter estava à frente do Conselho Superior desde a sua criação. Daniel Randon assume a liderança do Conselho Diretor, anteriormente dirigida por Felizzola há quatro anos.

Daniel Randon é formado em engenharia mecânica, com MBA pela Universidade de Chicago. Iniciou suas atividades nas Empresas Randon em 2000, onde ocupou diversos cargos até assumir, em 2010, o cargo de diretor presidente e de relações com investidores da Fras-le e, também, de diretor vice-presidente de administração e finanças da Randon S/A. Paralelo às suas atividades nas empresas Randon, faz parte do Conselho de Competitividade Setorial Automotivo-Plano Brasil Maior; integra o Comitê de Gestão de Líderes Empresariais da Região Sul – LIDE SUL, e o Conselho do Grupo Laureate no Sul (UniRitter, Fadergs e FAPA).

Daniel Randon destacou que é uma honra liderar o Conselho Diretor e reforçou o compromisso das Empresas Randon com o movimento pela Qualidade, que já conquistaram seis troféus Diamante, o reconhecimento máximo do Prêmio Qualidade RS. “Se quisermos um estado competitivo, temos que melhorar tanto a área pública como a privada. Temos muitos desafios pela frente. Espero contribuir para que o PGQP continue evoluindo de forma sustentável”, enfatizou o novo presidente do Conselho Diretor do Programa.

“Estou imensamente honrado em substituir Jorge Gerdau Johannpeter no Conselho Superior. Como presidente do Conselho Diretor buscamos atuar no fortalecimento do PGQP como referência tanto na área pública como privada. Conquistamos espaços importantes neste período, mas sabemos que muitos desafios ainda estão por vir”, enfatizou Felizzola durante o encontro.

Durante o encontro, também foram eleitos novos integrantes para o Conselho Fiscal, Superior e Diretor, aprovados de demonstrativos financeiros do período e apresentados os principais resultados e conquistas de 2016. Para 2017, entre os desafios apontados estão um projeto com a Fundação Nacional da Qualidade para reestruturação da Rede QPC no Brasil; uma parceria com o Sebrae para implementar iniciativas conjuntas; um projeto voltado para a área de agronegócios, para melhoria da competitividade das cadeias produtivas e a mobilização do programa e novas parcerias por meio de projetos digitais.

Carf decide contra Grupo Gerdau em quatro recursos de autuações. Empresa vai recorrer

Carf decide contra Grupo Gerdau em quatro recursos de autuações. Empresa vai recorrer

Economia Negócios Notícias Poder Política

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu contra o Grupo Gerdau em quatro recursos que envolviam autuações fiscais da companhia. Com a derrota da empresa, uma estimativa não oficial da Receita Federal sugere impacto de até R$ 4 bilhões à siderúrgica. A Câmara Superior do Carf – última instância administrativa do órgão ligado ao Ministério da Fazenda – concluiu o julgamento iniciado no mês passado. Três ações de 2010 eram recursos da Fazenda Nacional. Na outra, de 2011, a própria Gerdau era autora do processo. Os recursos avaliados foram alvos da Operação Zelotes, por suspeita de pagamento de propina para influenciar as decisões do colegiado.

Todas os recursos dizem respeito a casos conhecidos como ágio interno – operações de aquisição de participação entre empresas de um mesmo grupo econômico, com o objetivo de deduzir do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL a diferença de despesa registrada na operação.

Em resultado apertado, a companhia foi derrotada pelo “voto de qualidade” do presidente do Carf, Carlos Alberto Barreto, acompanhando a relatora Adriana Gomes Rego, que se posicionou contra a Gerdau.

Em nova sustentação oral, o procurador da Fazenda Nacional Marco Aurélio Zortea Marques argumentou os casos envolvem apenas reorganizações internas dos ativos do Grupo Gerdau. Segundo ele, não houve aquisição de novas empresas, mas sim uma reavaliação da participação societária, o que não gera custos. Já companhia alegou que as deduções de impostos a partir das operações são respaldadas pela legislação tributária.

Empresa vai recorrer

Em nota, a Gerdau informou que ainda não foi informada oficialmente da decisão e que pretende recorrer administrativamente, caso seja possível, e judicialmente, em caso contrário. A companhia mantém o “posicionamento de não constituir provisão para contingências, uma vez que em seu entendimento e de seus consultores jurídicos a probabilidade de ganho da causa é possível”. A Gerdau informou ainda, no comunicado, que o valor dos quatro autos de infração corresponde a R$ 3,767 milhões (veja detalhamento abaixo).

Zelotes

A Gerdau foi alvo da Operação Zelotes, suspeita de ter pago propina a conselheiros para influenciar decisões do órgão. Na investigação, a Polícia Federal (PF) identificou decisões do Carf favoráveis à Gerdau em 2012 e 2014. A empresa conseguiu reverter autuações de cerca de R$ 1,5 bilhão, em valores da época.

Em outubro do ano passado, a PF prendeu José Ricardo da Silva, que era vice-presidente do colegiado e participou de julgamentos em que a Gerdau acabou vencendo e conseguiu reverter autuações. Em maio, ele foi condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro no caso que investigou acusados de “comprar” medidas provisórias nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Também em maio, a PF indiciou o empresário André Gerdau, presidente da siderúrgica, e mais 18 pessoas por corrupção ativa. Segundo a PF, a companhia tentou anular débitos com a Receita por meio de contratos com escritórios de advocacia e de consultoria, os quais agiram de maneira ilícita, manipulando o andamento do processo no Carf.

Na ocasião da condução coercitiva do empresário, em fevereiro, o advogado Arnaldo Malheiros Filho, que defende a Gerdau, afirmou que “eles não sonegaram absolutamente nada”. A empresa, na época, reiterou manter “rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos com os órgãos públicos”.

Leia a nota da Gerdau, na íntegra

A Gerdau informa que foram julgados desfavoravelmente na Câmara Superior de Recursos Fiscais, última instância administrativa do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, por voto de qualidade do Presidente da Turma Julgadora, representante da Fazenda, os processos administrativos n°s 10680.724392/2010-28, 11080.723701/2010-74, 11080.723702/2010-19 e 16682.720271/2011-54, de suas controladas Gerdau Açominas S.A., Gerdau Aços Especiais S.A., Gerdau Comercial de Aços S.A. e Gerdau Aços Longos S.A., respectivamente. Tais processos versam sobre a glosa da dedutibilidade do ágio amortizado na base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, originado por ocasião da reorganização societária implementada em 2004/5 e da aplicação do disposto nos artigos 7º e 8º da Lei n° 9.532/97.

Salientamos que a decisão ainda não foi formalizada pelo competente acórdão. Após a publicação do mesmo, a Companhia analisará a possibilidade de apresentar recurso ainda na esfera administrativa. Caso apresentado e não provido, a discussão prosseguirá no Poder Judiciário, com baixo impacto financeiro, correspondente ao eventual custeio de garantia judicial. A Companhia mantém seu posicionamento de não constituir provisão para contingências, uma vez que em seu entendimento e de seus consultores jurídicos a probabilidade de ganho da causa é possível. O valor atualizado, para 30/06/2016, dos 04 autos de infração corresponde a R$ 3.767 milhões, sendo R$ 1.252 milhões de principal, R$ 939 milhões de multa e R$ 1.576 milhões de juros. (Correio do Povo e Rádio Guaíba)

Ibovespa fecha quase estável com recuo de bancos e Gerdau

Ibovespa fecha quase estável com recuo de bancos e Gerdau

Direito Economia Negócios Notícias

A Bovespa fechou estável nesta segunda-feira, uma vez que o efeito positivo do apetite a risco no exterior foi contrabalançado, principalmente pelo declínio das ações de bancos e da Gerdau, com investidores à espera do anúncio de medidas pelo governo interino de Michel Temer.

O Ibovespa fechou estável, a 51.802 pontos. Na máxima do dia, o índice subiu quase 1 por cento e, na mínima, caiu 0,42 por cento. O volume financeiro somou 7,7 bilhões de reais.

No panorama externo, o começo da semana foi de alta nos pregões em Wall Street e nos preços de commodities, com destaque para o avanço do petróleo , ajudado por perspectivas consideradas otimistas do Goldman Sachs.

Na cena doméstica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adiou para terça-feira o anúncio da equipe econômica, mantendo o mercado em modo espera.

Para o Bradesco BBI, o mercado passa por uma transição de um rali baseado em expectativas de mudança positiva para um olhar mais comedido sobre os novos formuladores de políticas e a probabilidade de reformas estruturais – e suas consequências.

DESTAQUES

– PETROBRAS fechou com as ações ordinárias em alta de 3,47 por cento e os papéis preferenciais com ganho de 3,07 por cento, respondendo por relevante suporte ao Ibovespa, na esteira do avanço dos preços do petróleo no exterior.

– BRADESCO caiu 1,75 por cento e ITAÚ UNIBANCO recuou 1,53 por cento, em sessão negativa entre bancos, pesando no Ibovespa em razão da fatia relevante que ambos detêm no índice.

– GERDAU recuou 6,67 por cento, após a Polícia Federal indiciar 19 pessoas em inquérito envolvendo o grupo siderúrgico na operação Zelotes, incluindo, conforme relatos da mídia, o presidente-executivo da empresa, André Gerdau Johannpeter. Procurada, a Gerdau informou que “até o momento, não recebeu informações oficiais sobre o tema”. GERDAU METALÚRGICA perdeu 7,6 por cento.

– VALE encerrou com ordinárias em alta de 1,70 por cento, enquanto as preferenciais recuaram 0,17 por cento, em sessão com alta do preço do minério de ferro na China.

– JBS saltou 16,38 por cento, ainda sobe efeito no anúncio de planos de reestruturação corporativa, que, na visão de analistas, deve destravar valor na ação da empresa.

– LOJAS AMERICANAS subiu 5,45 por cento, tendo no radar decisão de que exercerá o direito de preferência para a subscrição das ações do aumento de capital da B2W, que não está no Ibovespa, que saltou 9,41 em meio a cobertura de posições vendidas após anunciar aumento de capital. Ainda, o Itaú BBA incluiu Lojas Americanas em sua “Buy List”, enquanto excluiu Telefônica Brasil – CESP perdeu 3,95 por cento, em meio à repercussão do balanço do primeiro trimestre, com queda no lucro para 97,9 milhões de reais. O Ebitda caiu 63,7 por cento na comparação anual.

– BR MALLS caiu 2,62 por cento, após resultado trimestral, com queda de 6,5 por cento no Ebitda na comparação anual. A administradora de shoppings disse que está recorrendo a descontos para atrair para seus empreendimentos grandes varejistas.

– ELETROBRAS , que não está no índice, fechou com as ações ordinárias em baixa de 6,13 por cento, em meio a preocupações sobre o risco de eventuais efeitos se a companhia não apresentar em tempo hábil seu balanço ao órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. A ação preferencial cedeu 3,84 por cento. (Exame)

Gerdau fala a Temer das dificuldades de demanda e exportação

Gerdau fala a Temer das dificuldades de demanda e exportação

Negócios Notícias Poder Política
Em encontro realizado com o vice-presidente da República, Michel Temer, nesta quinta-feira, 28, o empresário Jorge Gerdau ressaltou o atual quadro de dificuldades enfrentado pelo setor de siderurgia. A reunião também foi acompanhada pelo presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil, Benjamin Baptista, e do presidente-Executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo.
“Não falamos (sobre o lançamento de um pacote para a área econômica). Falamos mais do quadro da siderurgia, que é de dificuldades da demanda e exportação”, disse Gerdau na saída do encontro com o vice-presidente.
Segundo Benjamin Batista, na reunião foram apresentadas algumas propostas a Temer como alternativas para tentar tirar o setor da atual crise.
“São propostas vinculadas à área de financiamento à exportação, à desoneração, vinculadas ao custo Brasil”, ressaltou o dirigente. De acordo com ele, o cenário econômico deve gerar novas perdas para o setor. “Estamos passando a maior crise que a gente já teve neste últimos 40, 50 anos. O consumo aparente está caindo dia a dia. Caiu 17% ano passado e estamos com previsões de nova redução do consumo aparente. Várias de nossas plantas estão paradas”, se queixou.
Em relação às exportações, Benjamin ressaltou que a principal preocupação é com o “fator China” na economia mundial. “A questão fundamental hoje no mundo é o excesso de capacidade de aço. Esse excesso está basicamente voltado para a China. Esse é um tema que não preocupa apenas o governo brasileiro, mas o mundo”, disse. “Nossa preocupação neste tema é o reconhecimento da China como economia de mercado. Assim que a China for de fato reconhecida como economia de mercado, todo mundo vai ter mais dificuldades de poder acionar as importações chinesas contra processos de dumping”, disse. (Jornal do Comércio/Porto Alegre)
Gerdau se reúne com ministro da Fazenda e diz que governo não pode deixar de lado o ajuste fiscal

Gerdau se reúne com ministro da Fazenda e diz que governo não pode deixar de lado o ajuste fiscal

Notícias

O presidente do Conselho Consultivo do Grupo Gerdau e fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau Johannpeter, disse hoje (6) que não há como o governo deixar de lado o ajuste fiscal, mesmo estando preocupado com a retomada do crescimento da economia. Ele esteve reunido como o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em Brasília.

“Não há condições de deixar o ajuste fiscal de lado”. Para ele, a medida é uma realidade numérica que tem que ser feita. “Sem o ajuste fiscal não se resolve nenhum problema. De outro lado, esse posicionamento de crescimento talvez receba um pouco mais de prioridade com o ministro Nelson Barbosa”, destacou.

Segundo Gerdau, Barbosa tem condições de fazer as duas coisas: o ajuste e levar o país ao crescimento. “O ministro, pela experiência de trabalho, tem condições de fazer essa conjugação do balanceamento do ajuste fiscal com o crescimento econômico. Ele poderá dar uma contribuição importante”.

Gerdau não quis comentar se a visita dele indicava uma posição de apoio dos empresários ao ministro após a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. Segundo ele, existem várias posições entre os empresários e os agentes do mercado financeiro. Sobre a comparação entre a gestão de Levy e a de Barbosa, que está começando, o empresário disse que “uma etapa difícil já foi feita”.

“O mais importante é que o Brasil e os políticos se conscientizem do tema do ajuste fiscal. O tema, de certa forma, amadureceu no Brasil. Não só em nível federal mas, principalmente, entre os governos estaduais que estão com dificuldade iguais ou maiores, incluindo as prefeituras. Sem uma gestão de ajuste fiscal correta, você inviabiliza o país”, acrescentou.

Gerdau disse ainda que pretende trabalhar em conjunto com o governo na perspectiva de retomada de crescimento [econômico] e na continuidade do ajuste fiscal. Sem dar detalhes, informou ter tratado com o ministro de vários assuntos. “Foram tratadas diversas frentes, que são tanto tema de Previdência quanto problemas em nível estadual, o ajuste fiscal. Foram temas mais de ordem global. Foi mais uma abertura de começo de ano, de começo de governo, de gestão do ministro Nelson Barbosa e de por o MBC à disposição para trabalhar nesses vários temas”.

Sobre a retomada das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o empresário afirmou que não sabe se as reuniões serão retomadas, mas considera importante como solução de diálogo e continuidade. Caso isso ocorra, disse que continuará participando das reuniões.

Como representante do Movimento Brasil Competitivo, defendeu a aceleração dos serviços de infraestrutura que, segundo ele, têm espaço para o crescimento e mercado para os investidores. “Não é fácil conseguir, mas é necessário. Outro tema é como podem ser aceleraradas as exportações. No mercado interno é que, no momento, não há muito como mexer. Talvez essas medidas na área da construção civil possam ajudar um pouco”, disse, referindo-se a notícias que circulam em Brasília sobre a retomada imediata dos estímulos ao setor pela facilidade de resposta ao crescimento econômico. “O ministro escutou”, afirmou. (Agência Brasil)

GRANDES & LÍDERES – Gerdau é a maior empresa da Região Sul. 500 Maiores do Sul mostra quem é quem no Rio Grande e aponta o que mudou no mapa corporativo de RS, SC e PR nos últimos 25 anos

GRANDES & LÍDERES – Gerdau é a maior empresa da Região Sul. 500 Maiores do Sul mostra quem é quem no Rio Grande e aponta o que mudou no mapa corporativo de RS, SC e PR nos últimos 25 anos

Comunicação Economia Negócios Notícias

A Revista AMANHÃ, em parceria com a PwC, divulgou nesta quinta-feira, em Curitiba, os resultados do ranking GRANDES & LÍDERES – 500 Maiores do Sul.  Segundo o presidente da Revista Jorge Polydoro (foto), a edição que celebra os 25 anos do projeto revela as companhias que se destacaram no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Juntas, elas movimentaram, em 2014, a cifra de R$ 475,7 bilhões. O levantamento traz uma grande retrospectiva que aponta as companhias que saíram de cena e aquelas que assumiram o protagonismo no cenário empresarial da região ao longo dos últimos 25 anos.

O Rio Grande do Sul é o Estado com mais empresas entre as 500 Maiores do Sul. São 193 companhias, contra 181 do Paraná e 126 de Santa Catarina. Na soma dos faturamentos em 2014, o RS ainda lidera: a receita líquida das gaúchas listadas foi de R$ 174 bilhões. O Paraná vem em segundo lugar, com R$ 166 bilhões e, na ponta, está SC que, em compensação, aumentou em 8% sua presença no ranking, passando de 116 para 126 companhias.

Mesmo com dificuldades para preservar as margens de rentabilidade, as maiores empresas do Sul vêm melhorando em indicadores como receita e patrimônio. Embora o prejuízo acumulado tenha aumentado significativamente – de R$ 1,7 bi em 2013 para R$ 5,2 bilhões em 2014 – a receita líquida subiu para R$ 475 bilhões, uma alta de 7%.

A Gerdau permanece na liderança de Grandes & Líderes – 500 Maiores do Sul. A retrospectiva mostra, aliás, a vertiginosa ascensão do grupo. Em 1991, a Gerdau era uma empresa de base regional e não passava da 5ª colocação entre as maiores do Estado. Em duas décadas e meia, tornou-se uma multinacional brasileira, alçando-se à condição de número 1 não apenas do Rio Grande do Sul, mas de toda a Região Sul. O Valor Ponderado de Grandeza – (soma ponderada de patrimônio, receita e lucro) da siderúrgica é mais de 50% superior ao da segunda colocada, a BRF. Indicador exclusivo, o VPG determina a ordem de classificação das empresas no ranking de AMANHÃ e PwC.

RIO GRANDE DO SUL: ONDE O CAMPO AINDA LIDERA

Há um troca-troca de posições no ranking das 100 maiores empresas do Estado: neste ano, apenas seis mantiveram o mesmo posto que ocupavam em 2014. A inconstância se deve a uma combinação de fatores que passa pela histórica crise estrutural nas finanças do governo estadual e envolve o próprio perfil da economia gaúcha, que acelera ou recua de acordo com o desempenho do setor agrícola. Em 2014, veio a estagnação. A agropecuária compensou a queda de setores importantes como metalurgia e automotivo, mas foi insuficiente para fazer o PIB andar.

Entre as 100 maiores empresas do Rio Grande do Sul, algumas têm conseguido evoluir em seus indicadores mesmo diante do cenário desfavorável. Em 2014, as que mais se destacaram foram aquelas cujas atividades estão diretamente ligadas ao campo, como é o caso da SLC Agrícola, Grupo Ferrarin e Grupo Vibra, antiga Agrogen. Quem também fechou o ano sem sentir crise foi o setor financeiro. Sicredi e Banrisul, os maiores bancos do Estado, cresceram acima dos 20% em receita líquida. O Banrisul é o único banco estadual da região Sul a despontar entre as grandes empresas. Assim como há 25 anos, é a terceira maior empresa do Estado e a sétima da região.

As líderes do RS:

A Maior (Por VPG): Grupo Gerdau

Maior Patrimônio Líquido: Grupo Gerdau

Maior Receita Líquida: Grupo Gerdau

Maior Rentabilidade de Patrimônio: Grupo Agiplan

Maior Rentabilidade sobre a Receita: Renner Herrmann S/A

Maior Crescimento de Receita: Karagounis Participações S/A

Maior Capital de Giro: Sicredi – Consolidado

Maior Liquidez: Karagounis Participações S/A

Menor Endividamento: Soc. Educ. e Carid. (Col. N. S. Glória)

Maior Lucro Líquido: Grupo Gerdau

Maior prejuízo: CEEE – Cia. Estadual de Energia Elétrica

RETROSPECTIVA
Ao comparar o quadro atual com o início do levantamento, na década de 90, percebe-se que muitas companhias familiares da região Sul perderam espaço na mesma medida em que multinacionais desembarcaram. Por outro lado, algumas empresas decolaram, como Gerdau, Weg e O Boticário, apostando na profissionalização da gestão.

Em pouco mais de duas décadas, tudo mudou. Ao analisar os motivos pelos quais companhias entraram ou saíram da listagem, nota-se o saldo positivo de uma economia mais dinâmica, competitiva e internacionalizada. Colocados lado a lado, os rankings contam a história da economia da região Sul. Relatam, por exemplo, como tantas empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul saíram de cena por terem sido desestatizadas, ou por incorporação a outros grupos.

EMERGENTES

Ágeis, as pequenas e médias empresas do Sul vêm conseguindo melhorar seus resultados mesmo diante da crise. Entre 2013 e 2014, a soma do Valor Ponderado de Grandeza (VPG) das 500 Emergentes do Sul cresceu de R$ 12,6 bilhões para R$ 13,4 bilhões. Entre as 500 pequenas e médias listadas na edição, pelo menos 100 puderam festejar um crescimento superior a 25% no faturamento. Na composição do ranking, o destaque foi o Paraná, que emplacou 180 empresas entre as emergentes – bem mais do que no ano passado, quando ficou com 168 representantes. Ao mesmo tempo, aproximou-se do Rio Grande do Sul, que agora tem 192 companhias, oito a menos que em 2014. Santa Catarina participa com 128 empresas.

Para conferir os resultados completos do ranking GRANDES & LÍDERES – 500 Maiores do Sul acesse o link .

COMO É FEITO O RANKING

Critério de classificação

O ranking de AMANHÃ e PwC utiliza como critério de classificação um indicador exclusivo, o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), que resulta da soma ponderada de Patrimônio Líquido (com peso de 50%), Receita Líquida (40%) e Resultado Líquido (lucro/prejuízo), com peso de 10%.

Foco no balanço

Por uma questão de credibilidade, todas as informações trazidas pelo ranking das 500 Maiores do Sul são extraídas de uma única fonte: os balanços financeiros das empresas listadas. São examinadas tanto demonstrações contábeis de grupos quanto de empresas individuais. Pela regra, somente são considerados os balanços de empresas que sejam fechados na região Sul.

Regionalização

500 Maiores do Sul é um ranking empresarial que tem foco na região Sul. Além do ranking geral, que abrange toda a região, também é desdobrado em rankings específicos para cada um dos três Estados: Paraná, Santa Catarina e Região Sul.

PREMIAÇÃO

A cerimônia de premiação das empresas vencedoras será realizada durante um coquetel no dia 5 de novembro às 19h, na Fiergs, em Porto Alegre. Serão agraciadas as 25 maiores companhias de cada Estado, além de 30 destaques no desempenho em diversos indicadores, entre eles: a maior empresa; a maior receita líquida; o maior lucro líquido; o maior patrimônio líquido; a maior capitalização; maior capital de giro próprio; e a maior liquidez.