Artigo: Os desafios extras do treinador brasileiro; by Tinga

Artigo: Os desafios extras do treinador brasileiro; by Tinga

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Os treinadores brasileiros são mais completos do que seus colegas de outros países. Não é uma opção, mas sim uma exigência imposta pela complexidade da gestão de quatro variáveis simultâneas e com pesos similares: diretoria, jogadores, jornalistas e torcida. Talvez os treinadores europeus e até mesmo os demais sul-americanos se defrontem com os mesmos fatores, mas aqui, no Brasil, a dificuldade é infinitamente maior, gerando uma distorção no exercício do cargo.

No Brasil, treinador tem que ser pai e amigo dos jogadores, segurar as broncas e os egos da diretoria, ser simpático com os jornalistas e representar a torcida. Tudo isso sendo um profissional, na essência, solitário. Tão solitário, que se a imprensa pressionar, os jogadores ficarem insatisfeito, a diretoria precisar de um bode expiatório ou a torcida se revoltar, o treinador cai – devido a cada a esses fatores, combinados ou isolados. A questão é tão desafiadora que leva a uma realidade estranha. O treinador brasileiro deve gerir quatro variáveis que podem derrubá-lo, mas tem poder limitado sobre elas.

A complexidade da função de treinador e o fato de os profissionais brasileiros serem mais completos não garante necessariamente vitórias. Às vezes, é o contrário. Ao investir energia na gestão dos humores e de outros fatores exageradamente emocionais, o treinador perde a oportunidade de focar no que realmente interessa: a busca do resultado dentro de parâmetros profissionais. Isso exige cobrança, autoridade e profissionalismo extremo de cada um dos atores envolvidos no futebol.

Estamos caminhando nessa direção. Ainda devagar, mas chegaremos lá. Até porque, cada vez mais, o esporte de alta performance não nos deixa outra opção.

 

imagesPaulo César Fonseca do Nascimento, Tinga

Fortunati avalia metas e faz balanço das ações de governo

Fortunati avalia metas e faz balanço das ações de governo

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O prefeito José Fortunati coordenou nesta segunda-feira, 19, junto com o vice-prefeito Sebastião Melo, o último seminário de governo de sua gestão, com todos os secretários, presidentes e diretores dos órgãos municipais. Na reunião, aberta à imprensa, foram apresentadas as principais realizações de 2005 a 2016, período em que foi implantado o modelo de gestão baseado em metas com assinatura de contratos de gestão, e acompanhamento do desempenho da administração municipal. Neste ano, das 275 metas estabelecidas, 86,6% foram total ou parcialmente atingidas. Baseado na transparência e na transversalidade, o modelo de gestão foi destacado por Fortunati como o grande responsável pelos avanços na administração municipal desde sua implantação. Com o Portal Transparência, a cidade também conquistou nota 10 do Ministério Público Federal, a única entre as capitais do país, e também o título de cidade mais transparente do Rio Grande do Sul, concedido pelo Tribunal de Contas do Estado.
Segundo o prefeito, a transparência e a gestão eficiente e responsável dos recursos públicos permitem que, mesmo num momento de crise, a Capital seja entregue ao próximo governo com grandes conquistas e legados. “Temos hoje um modelo de gestão referência para as cidades brasileiras, no qual conseguimos aumentar a busca de recursos sem aumentar os tributos e combatemos o desperdício por meio do corte de despesas sem prejudicar a qualidade dos serviços. Ampliamos o atendimento na área da saúde, construímos unidades, o Hospital da Restinga e Extremo-Sul, recebemos pacientes do interior, abrimos novas escolas infantis e superamos as metas do Plano Nacional de Educação, iluminamos praças, criamos o Centro Integrado de Comando (Ceic). Enfim, queríamos ter feito mais, mas estamos deixando uma cidade muito melhor para os próximos governantes”, disse o prefeito.
Fortunati ressaltou que, geralmente nos momentos de crise, as cidades deixam de investir, e que isso não foi o que aconteceu em Porto Alegre. “Nós fomos em busca de recursos. Sem esse esforço a cidade teria ficado paralisada em termos da realização de obras. Algumas ainda estão em execução, mas entregamos empreendimentos pelos quais a cidade esperava há mais de 20, 30 anos. E ainda estamos deixando recursos para o próximo prefeito. Temos o grande financiamento conquistado junto a Corporação Andina de Fomento, no valor de US$ 92 milhões, para a revitalização da Orla do Guaíba e obras de pavimentação, e temos outro projeto para a construção de 25 escolas municipais e requalificação das demais também com recursos garantidos”, explicou.

A apresentação completa com o balanço das ações pode ser conferida aqui.

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Neste ano, das 275 metas estabelecidas, 86,6% foram atingidas. Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Capacitação – A secretária municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento, Izabel Matte, lembrou que o modelo de gestão implantado a partir de 2005 garantiu a capacitação de mais de 11 mil servidores públicos. Isso deve fazer com que o trabalho tenha continuidade. “Foi produtivo, aprendemos e entregamos serviços importantes. Temos que pensar que a essência da gestão pública são os servidores, os grandes responsáveis pelo atendimento ao cidadão. Com a estrutura já organizada, neste modelo que segue parâmetros de qualidade, torna a administração capaz de tocar as rotinas da prefeitura dentro de um modelo de gestão moderno”, afirmou.

Também participaram da reunião o presidente e o vice-presidente de Relações Institucionais e Marketing do Capítulo Rio Grande do Sul do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI-RS), Thiago Regal e Marco Antônio Kappel Ribeiro, respectivamente; a representante da Endeavor, Bruna Eboli; e o diretor-executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Luiz Ildebrando Pierry.
Pierry falou sobre a oportunidade de trabalhar metas de qualidade na gestão pública e como Porto Alegre se consolidou como uma referência nesse modelo. “Os frutos sempre vamos colher muito tempo depois. Estamos plantando o futuro de Porto Alegre e será uma lástima se os próximos governantes não derem continuidade a esse trabalho. Essa administração pensou em criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da cidade, ao empreendedorismo, buscando aperfeiçoar a prestação de serviços públicos”, concluiu o diretor-executivo do PGQP.
Simplificar – Para a Endeavor, parceira na implantação do Projeto Simplificar, uma das grandes conquistas foi a redução do tempo de abertura de empresas. “Encontramos em Porto Alegre um governo disposto a implantar essa iniciativa e conseguimos reduzir em 98% o tempo de abertura de empresas. No caso das de baixo risco, passamos de 493 para 10 dias a espera pela emissão da licença”, afirmou Bruna Eboli.
No caso do Instituto de Gerenciamento de Projetos, que tem na conta grandes corporações internacionais, atuar junto ao poder público era um grande desafio. “Temos orgulho de ter participado deste projeto com a Prefeitura de Porto Alegre e ver o quanto a cidade evoluiu e pode servir de exemplo para outros municípios”, disse Thiago Regal.
Contrato de Gestão – De acordo com a metodologia de avaliação dos indicadores, titulares e adjuntos se reúnem mensalmente em seminários de análises com o vice-prefeito Melo. Trimestralmente, é realizada avaliação também com a presença do prefeito Fortunati, para detectar avanços ou melhorias que devam ser perseguidos. Desde 2013, sempre no mês de março, foram realizados os seminários de governo, nos quais foram assinadas as metas para o ano, representando entregas para a cidade em obras e serviços em todas as áreas, e foram divulgados os resultados dos contatos de gestão do ano anterior.
Fazenda garante recursos e reclama de ‘falhas de gestão’ na Secretaria da Segurança do RS; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Fazenda garante recursos e reclama de ‘falhas de gestão’ na Secretaria da Segurança do RS; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou, nesta quinta-feira, que os recursos para a implementação do Plano de Segurança Pública do Rio Grande do Sul estão garantidos desde o anúncio do governador José Ivo Sartori. Segundo Feltes, se ainda há demora na execução do plano, como a liberação de horas extras e diárias, por exemplo, isso decorre de um “problema de gestão” da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Feltes chegou a dizer que não é mais possível responsabilizar a Secretaria da Fazenda pela demora na execução do plano.

“Acho que ontem nós alinhamos os discursos em uma reunião patrocinada pelo vice-governador (José Paulo) Cairoli onde eu havia sugerido a reunião com Comando da Brigada, Polícia Civil, IGP, Susepe, todo mundo lá. Na verdade eles não implementaram ainda (a Segunda Etapa do Plano de Segurança Pública) porque lhes faltaram condições, mas não financeiras. O dinheiro está disponibilizado desde o dia do anúncio do governador, o problema lá (na SSP) foi de gestão mesmo. Acho que nós alinhamos ontem o discurso. A desculpa não pode mais ser a Secretaria da Fazenda. Sempre esteve (garantido o dinheiro para as medidas) desde o anúncio do governador. Quando o governador anunciou, poderia a Secretaria de Segurança ter implementado de uma forma mais visível”, explicou Feltes.

A Segunda Etapa do Plano de Segurança foi anunciada há quase um mês e prevê investimentos de mais de R$ 160 milhões, sendo R$ 52 milhões somente para horas extras e diárias. Extraoficialmente, fontes ligadas à Segurança Pública dizem que esses valores de diárias e horas extras não foram empenhados pelo governo, ou seja, documentados, dando garantia de que os gestores já podem efetivar o plano. Em tese, isso também afeta o repasse de R$ 30,5 milhões reservados para a reestruturação e o reaparelhamento dos órgãos da SSP ainda em 2016.

O Plano prevê, também, a contratação de 2 mil brigadianos e 600 policiais civis até o fim de 2017. O chamamento está previsto para ocorrer em três etapas, sendo o primeiro grupo convocado em agosto. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)