Exclusivo: Eliseu Padilha diz que Temer anuncia hoje intenção de fazer rapidamente reformas previdenciária, trabalhista e fiscal

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Michel Temer, em seu primeiro pronunciamento como presidente da República, nessa tarde, vai anunciar o objetivo de realizar reformas nas áreas previdenciária, trabalho e fiscal. A informação foi repassada nessa manhã pelo gaúcho Eliseu Padilha (PMDB-RS), braço direito de Temer, que assumirá hoje como ministro-chefe da Casa Civil.

Segundo Padilha, a ideia é de que o primeiro pronunciamento de Temer como presidente seja genérico, apesar dos indicativos de reformas. Caberá, afirmou Padilha, ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a partir de amanhã, os detalhes dessas medidas. Entre os objetivos das reformas está, segundo Padilha, aumentar a idade mínima para aposentadoria, economizando recursos da União.padilha

“Temer vai falar sobre temas genéricos. ‘Vamos fazer a reforma da previdência, vamos tentar fazer a reforma trabalhista’. O Meirelles, amanhã, falará dos dados objetivos, a questão da idade mínima (para aposentadoria)… A questão da previdência tem direitos adquiridos que não podem ser prejudicados. Hoje fala só Michel. Amanhã, Meireles fala praticamente sozinho”, disse, acrescentando ainda que a proposta de reforma fiscal vai completar uma unificação do ICMS entre os estados, como forma de tentar evitar a guerra fiscal entre as unidades federativas.

Padilha também minimizou a fusão de ministérios, dizendo que isso não vai impactar a realização dos programas dessas pastas. Entre as maiores contestações está a fusão dos ministérios da Educação com a Cultura e a união das pastas do Desenvolvimento Agrário com Agricultura.

Padilha, que assumirá nessa tarde o posto de chefe da Casa Civil, também garantiu que o Planalto enviará nos próximos dias ao Congresso uma revisão da meta orçamentária, prevendo déficit ao invés do atual superávit previsto.

“Nós vamos ter que analisar isso porque, senão, a partir do dia que vencer o prazo, nós vamos ter pedaladas”, projetou Padilha.
Fonte:Rádio Guaíba

Padilha: Temer vai ter 23 ministérios

Padilha: Temer vai ter 23 ministérios

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Cotado para assumir o Ministério da Casa Civil, o ex-deputado Eliseu Padilha afirmou nesta segunda-feira que a equipe do vice-presidente Michel Temer decidiu trabalhar para formar um governo com 23 ministérios. Para que seja possível a redução, pastas serão fundidas e postos perderão o status de ministro.

Temer inicialmente previa reduzir o número de pastas para 20. Mas, com a cobiça dos partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, a equipe do peemedebista chegou a anunciar um número de ministérios próximo do atual. A gestão petista soma 32. Nos últimos dias, no entanto, o vice anunciou estar tentando montar, junto a auxiliares, uma configuração com cerca de 25 pastas. “Vamos formar um governo com 23 ministérios”, anunciou Padilha hoje.

As dificuldades para formar um ministério são tamanhas, que a tendência, segundo relatos de aliados, é que ele anuncie apenas os nomes que comporão o núcleo duro do governo, na economia e no Planalto. A decisão de diminuir o número de ministérios foi para evitar um enfraquecimento político do vice-presidente mesmo antes do início do mandato. Com essa nova postura, alguns partidos ficarão fora do ministério.

Para reduzir o total de pastas, Temer, segundo interlocutores, decidiu retirar o status de ministro do presidente do Banco Central e do advogado-geral da União. Quanto à Controladoria-Geral da União, ainda há dúvida. Ele só se dispunha a manter o status em caso de a ex-ministra do STF Ellen Gracie aceitar assumir a pasta. Mas nesta segunda, ela anunciou que não pretende fazer parte do governo Temer.

O atual vice-presidente também decidiu, mesmo que a contragosto de peemedebistas, fundir as secretarias de Portos e Aviação Civil ao Ministério dos Transportes. A Cultura, que já havia sido oferecida e aceita pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, vai se fundir ao Ministério da Educação.

A Secretaria de Comunicação Social perde o status de ministério, assim como a chefia de gabinete da Presidência, que se tornou ministério quando Dilma precisou remanejar Jaques Wagner da Casa Civil para abrir espaço ao ex-presidente Lula, que até hoje não assumiu o cargo. (Correio do Povo)

Mesmo na dianteira do apoio ao impeachment, PP gaúcho deve ficar sem cargo em governo Temer; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Mesmo na dianteira do apoio ao impeachment, PP gaúcho deve ficar sem cargo em governo Temer; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

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Depois que o senador Blairo Maggi (PR/MT) confirmou, via Twitter, nesse sábado, que vai ser o ministro da Agricultura em um eventual governo Michel Temer, o Partido Progressista no Rio Grande do Sul deve ficar sem indicação a cargos de primeiro escalão. Para a Pasta, eram indicados Jerônimo Goergen, principal articulador da saída do PP do governo Dilma, Luiz Carlos Heinze, Ana Amélia Lemos e Francisco Turra.

Com isso, aos progressistas, pode ser confirmada somente a indicação do deputado federal Ricardo Barros, eleito pelo PP no Paraná, para o Ministério da Saúde. Conforme o presidente da sigla no Rio Grande do Sul, Celso Bernardi, o PP apoiou o impeachment convicto na opção de mudança e não para obter cargos. “Tem que ficar bem claro que o PP, quando optou em votar pelo impeachment e afastamento do governo da presidenta, não tinha nenhuma intenção de obter indicação a ministérios. Logicamente, o nome de Blairo Maggi é muito adequado para a Agricultura”, ressaltou.

O PP gaúcho soma seis deputados federais, todos eles ligados à bancada ruralista. Entre os políticos do Rio Grande do Sul, Eliseu Padilha (PMDB) deve ser confirmado ministro da Casa Civil. Padilha era um dos principais aliados da presidente Dilma Rousseff enquanto comandou a Aviação Civil. Já Osmar Terra (PMDB), também deputado federal, é o mais cotado para o Ministério do Desenvolvimento Social, que controla o orçamento do Bolsa Família.

Dilma deve ser afastada do cargo até o final da próxima semana, após votação do parecer do relator Antônio Anastasia (PSDB/MG) favorável ao processo de impedimento. Os senadores devem começar a votar na próxima quarta-feira.

Governo Temer: Osmar Terra deve assumir Ministério do Desenvolvimento Social

Governo Temer: Osmar Terra deve assumir Ministério do Desenvolvimento Social

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Além de Eliseu Padilha, na Casa Civil, a bancada do PMDB, do Rio Grande do Sul deve ser contemplada com o comando de um ministério. E o nome indicado pelo setor peemdebista favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi Osmar Terra (PMDB). O deputado federal do PMDB já conversou com o vice-presidente da República e acredita que a indicação ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome decorre de um trabalho já realizado por ele na época do governo de Fernando Henrique Cardoso no combate à pobreza.

“Existe uma decisão do Michel (Temer) de dar um ministério para a bancada federal caso ele assuma. Como é provável, já está se fazendo algumas sondagens. Então, uma parte da bancada, a que teve mais envolvida com o impeachment, que não queria a aliança com o PT, que é a minha parte da bancada, essa bancada está me indicando para assumir uma função. Agora, essa questão do Ministério do Desenvolvimento Social, veio em função de eu ter tido uma experiência anterior quando fui secretário nacional do programa “Comunidade Solidária”, quando trabalhei com a Ruth Cardoso, no tempo do Fernando Henrique (Cardoso), que é um programa de combate à pobreza. Talvez tenha vindo daí essa lembrança”, apontou o peemedebista.

O Ministério do Desenvolvimento Social é a pasta que administra o programa Bolsa Família e concede o benefício a mais de 13,8 milhões de famílias. Para este ano, a dotação do programa é de R$ 28,1 bilhões. Neste domingo, a presidente Dilma autorizou a atualização dos valores da bolsa que já estavam previstos desde agosto de 2015 na proposta de Lei Orçamentária de 2016 enviada pelo governo e aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

Com relação à possibilidade da exclusão do Bolsa Família em um eventual governo de Michel Temer, o deputado Osmar Terra foi categórico em dizer que em nenhum momento o PMDB cogita extinguir o programa social.

“Bolsa Família foi uma ideia do PMDB em 2001, que era a unificação das Bolsas que tinham no governo do Fernando Henrique (Cardoso). Foi uma proposta que inclusive eu participei, eu era secretário da Fundação Ulysses Guimarães, à época, quando teve essa proposta. O Bolsa Família tem DNA do PMDB. Claro que o (ex-presidente) Lula executou. Nós temos que aperfeiçoar. Manter o Bolsa Família e avançar. É uma área que eu posso dar uma contribuição, como posso dar na Saúde, posso dar nessa área também por causa da experiência anterior”, expôs o deputado gaúcho.

Hoje, na Comissão Especial do Impeachment do Senado, o senador Antonio Anastasia apresenta e lê o seu relatório sobre a admissibilidade ou não do processo contra a presidente Dilma. ( Com informações da repórter Vitória Famer / Rádio Guaíba)

Jorge Gerdau diz que eventual troca de governo não altera investigações da Zelotes; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Jorge Gerdau diz que eventual troca de governo não altera investigações da Zelotes; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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Presidente do conselho consultivo do Grupo Gerdau, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, afirmou hoje acreditar que uma eventual troca de gestão no governo federal não vai alterar as investigações relativas à Operação Zelotes. O Grupo Gerdau é uma das empresas investigadas por suposto pagamento de propinas para cancelar multas por sonegação de impostos à Receita Federal. Segundo Gerdau, que participou de evento na Assembleia Legislativa gaúcha nesta segunda-feira, é preciso que as investigações sejam mantidas, uma vez que se trata de uma demanda da população. “Acho que não vai ter mudanças. É preciso continuar (as investigações). O país está definido, a população pede, não vai ter mudanças”, disse o empresário, ao ser questionado se uma troca de governo pode alterar os rumos das investigações.

Em fevereiro, o Grupo Gerdau foi alvo da 6ª fase da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Na oportunidade, três funcionários do alto escalão da Gerdau foram conduzidos coercitivamente, entre eles o presidente da companhia, André Gerdau. Sobre a possibilidade do vice-presidente Michel Temer assumir a presidência da República, em caso de aceitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, Gerdau destacou a necessidade de união de forças políticas.

“Eu acho que isso é um processo político extremamente importante e provavelmente vamos ter novas perspectivas. O país precisa definir seu rumo a médio e longo prazo. E esse é um processo hoje eminentemente político, então precisamos que as forças políticas se unam para buscar as soluções técnicas necessárias”, afirmou o empresário.

Durante o discurso, o empresário também criticou a quantidade de impostos pago pelos empresários no país. “Historicamente, no começo dos anos 1990, nós tínhamos uma carga tributária ao redor de 23%, 24%. Hoje a carga tributária está em quase 37%, e temos um déficit de praticamente 10%. Não existe margem para mais aumento de impostos”, defendeu.

O empresário atendeu a imprensa durante evento na Assembleia Legislativa gaúcha, oportunidade em que representou o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). A entidade trabalha em parceria com o Movimento Brasil Competitivo, associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, que firmou hoje termo de compromisso com o Legislativo gaúcho, Casa que está implementando o programa Gestão Qualificada, Parlamento Eficaz. Os custos da parceria para a Assembleia serão divulgados pelo Legislativo no momento de assinatura do contrato.

Presidente da Fiesp não acredita que Temer possa fazer reformas estruturais como a trabalhista em 2016. Para Paulo Skaf o governo tem que centrar esforços na redução de juros e ajuste fiscal

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que sente a necessidade do governo federal passar a dar exemplo, ajustando o orçamento de 2016, que tem desequilíbrio entre as contas, sem cogitar um aumento de impostos. Sugeriu ajuste fiscal para equilibrar receitas e despesas do governo federal. Ontem Skaf foi ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, para apresentar um conjunto de propostas para resolver a situação fiscal da União, sem a necessidade do aumento de impostos. O dirigente negou ter sido convidado para assumir um cargo em um eventual governo Temer, garantiu que a composição de um novo gabinete não foi discutida na reunião.

Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, Skaf sugeriu a Temer que os programas sociais sejam preservados. Para ele, o equilíbrio fiscal deve ser almejado e para isso é preciso eliminar desperdícios para que o governo recupere a confiança, reduzindo juros e promovendo a retomada do crescimento. Skaf disse que quando a presidente Dilma perdeu a confiança e a credibilidade, com total desequilíbrio na parte política, tomamos uma posição firme em relação ao impeachment da presidente Dilma, conforme decisão que está nas mãos do Congresso, em razão da destruição da economia nacional. Como na avaliação dele há muito a ser feito, deixou claro que reforma estruturais, como a trabalhista, não devem ser feitas no primeiro momento. (Rádio Guaíba)

Temer escala criador do Bolsa Família para o social

Temer escala criador do Bolsa Família para o social

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Acusado pela presidente Dilma de querer acabar com os programas sociais, o vice Michel Temer escalou o economista Ricardo Paes de Barros, um dos criadores do Bolsa Família, para elaborar o programa social de seu eventual governo. Na primeira declaração após a aprovação do impeachment pela Câmara, Temer disse que é hora de acompanhar, “silenciosa e respeitosamente”, a análise do processo no Senado. (O Globo)