Temer diz que acusações da Lava Jato contra ele são “de absoluta falsidade”

Temer diz que acusações da Lava Jato contra ele são “de absoluta falsidade”

Destaque Poder Política

Citado duas vezes em delações no âmbito da Operação Lava Jato – numa delas como beneficiário de R$ 10 milhões em propina da empreiteira Odebrecht, conforme depoimento de Marcelo Odebrecht – o presidente Michel Temer disse na noite desta segunda-feira (14), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a informação é “de absoluta falsidade”.

“Lembro de Marcelo Odebrecht indo ao Jaburu para dizer que queria colaborar com as campanhas do PMDB e que aportaria R$ 10 milhões. O empresário quer entrar pelo Diretório Nacional para que este distribua aos candidatos. A Odebrecht entregou o dinheiro ao PMDB. Depois, eu ouvi uma história de que R$ 6 milhões foram para Duda Mendonça (publicitário) e verifiquei absoluta falsidade. Esses R$ 10 milhões entraram no partido e saíram do partido”.

Com ministros e ex-ministros envolvidos em denúncias e delações, Temer afirmou que não se pode condenar um integrante do governo apenas por notícia de investigação e, por consequência, “decretar sua morte civil e política”. O presidente garantiu que nas vezes em que houve denúncias, ele agiu rapidamente. Um dos primeiros ministros a deixar o governo, depois de vir à tona uma gravação com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, foi o então titular do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Eu chamo o interessando e digo a ele: ‘Você está denunciado, será bom continuar no governo?’. Institucionalmente, não vejo razão de o sujeito que foi objeto de inquérito tenha imediatamente decretada sua morte civil e política. Agora, sob o foco político, eu vou, sim, conversar para saber o que é melhor”, ponderou, acrescentando que é preciso deixar a Lava Jato “em paz”, sem. contudo, julgar apenas com base em delações, sem aguardar a finalização das investigações.

Questionado sobre eventuais convulsões no país, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha a ter a prisão decretada em algum momento, Temer admitiu que isso poderia desestabilizar o país e não seria bom para o seu governo, mas que sua gestão não seria diretamente atingida e prejudicada. “Se Lula for preso, isso causa instabilidade para o país, porque haverá movimentos sociais de contestação à decisão do Judiciário. Isso pode, sim, criar problemas. Eu não tenho dúvidas”.

Intervenção federal no Rio de Janeiro

Temer admitiu que houve, sim, um pedido do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para que a União fizesse uma intervenção no Estado, mas que achou a proposta pouco viável, porque paralisaria emendas que preveem cortes e investimentos públicos, como a PEC 55 (antiga PEC 241 da Câmara, que propõe cortes na Saúde e na Educação pelos próximos 20 anos.

“Foi discutida (a intervenção). Melhor: foi mencionada. Mas desde logo, eu ponderei nesta lembrança que, se tivéssemos essa intervenção, paralisaríamos o Congresso Nacional, as emendas constitucionais (…) Mandamos R$ 2 bilhões para o Estado do Rio, tendo em vista um evento internacional. Se não houvesse esse aporte, não haveria Olimpíada. Vamos tentar auxiliar o Rio de Janeiro, mas também vamos fazer uma coisa com todos os estados, ver os que estão com dificuldades”.

Ocupações e protestos com a PEC 55 e a reforma do Ensino Médio

Temer voltou a criticar as ocupações de escolas e universidades por estudantes que protestam contra a PEC do Teto de Gastos e a Medida Provisória editada para reformular o Ensino Médio. Sem querer a falta de discussão antes de propor a MP, ele disse que o “incêndio” do país com a medida foi saudável para provocar o debate. Ele argumentou ainda que falta debate e diálogo entre os ocupantes de instituições de ensino com o Ministério da Educação.

“Admito os movimentos, mas lamento por eles. No nosso tempo de estudante a gente dialogava, chamava pessoas. O que eu vejo hoje são protestos físicos, não há protestos argumentativos, orais. O ministro Mendonça Filho (Educação) veio a mim para dizer que precisávamos fazer essa reforma de qualquer maneira, que a MP ia ensejar o debate. Acabamos de editar e incendiou o país. Aí, veio o esclarecimento. Não é verdade que não houve discussão. E há projetos de lei no Congresso de ante da MP com o mesmo conteúdo. Se quiserem votar um desses projetos, eu aplaudo”.

Relação com Congresso e apoio ao Parlamentarismo como governo

Questionado se sua relação próxima com o Congresso Nacional seria mais similar a de um primeiro-ministro que a de um presidente da República, Temer aproveitou para defender uma reforma parlamentarista que modifique o sistema de governo. Ele argumentou, porém, que a modificação não deve passar pela população via plebiscito (se aceita ou não a mudança), mas apenas como um referendo em que os eleitores escolham apenas qual parlamentarismo vai prevalecer.

“Eu apoio o parlamentarismo, estou convencido, embora no passado tenha defendido o presidencialismo, de que é uma coisa útil para o país. Mas eu defendo um sistema parlamentar sólido e sou mais favorável ao referendo, e não a um plebiscito, o Congresso produxir uma reforma parlamentarista e apenas submeter para que a população decida pelo modelo, se o (parlamentarismo) inglês, o francês etc”. (Jornal do Brasil)

Bancos já restringem consignado a aposentados. Instituições suspendem financiamento a quem recebe auxílio por invalidez

Bancos já restringem consignado a aposentados. Instituições suspendem financiamento a quem recebe auxílio por invalidez

Destaque Economia Negócios

Com revisão de benefícios pelo INSS, clientes com menos de 60 anos perdem acesso a empréstimo com desconto em folha, que oferece juro menor que outras modalidades

Bancos de médio porte, com forte atuação no empréstimo consignado a aposentados e pensionistas, começaram a suspender o financiamento a clientes com menos de 60 anos que recebem auxílio por invalidez, informa JOÃO SORIMA NETO. Com a revisão prevista de 1,1 milhão de benefícios, quem for considerado apto a voltar ao mercado de trabalho ou faltar à perícia perderá a aposentadoria, segundo o INSS. Como o crédito é descontado da folha de pagamento, as instituições temem aumento da inadimplência. Especialistas avaliam que o movimento é negativo por afetar o acesso a uma modalidade de crédito mais barata do que as outras opções no mercado. (O Globo)

Impeachment de Dilma: Murillo de Aragão analisa a troca de poder

Impeachment de Dilma: Murillo de Aragão analisa a troca de poder

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba com o Cientista Político, Murillo de Aragão sobre o que pode acontecer a partir da saída de Dilma Rousseff da presidência da República nesta quarta-feira. Ao fim dos sete dias de julgamento, o Senado define nesta quarta-feira (31) o futuro da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo enquete feita pela Folha, 54 dos 81 senadores declararam seus votos a favor do impeachment da petista. O número é o mínimo necessário para a cassação de Dilma, reeleita em 2014. Ela responde a acusações de fraude fiscal desde dezembro de 2015, quando o processo foi aberto na Câmara. A petista nega ter cometido crime de responsabilidade. O Palácio do Planalto, comandado pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), calcula que obterá 60 votos. Caso Dilma seja cassada, o peemedebista convocará ministros e aliados para tentar dar peso político à sua posse no Congresso. A solenidade de meia hora seguirá rito de 1992, quando Itamar Franco substituiu Fernando Collor de Mello após impeachment. No evento, ele pretende entregar a previsão orçamentária de 2017, sem expectativa de aumento de impostos. Em seguida, Temer deve fazer uma reunião ministerial e um pronunciamento em rede nacional sobre os rumos de sua gestão. Ele quer viajar ainda nesta quarta para uma reunião do G20 (grupo das maiores economias do mundo) na China. (Felipe Vieira com informações da Folha de São Paulo)

Temer completa um mês na Presidência neste domingo. Peemedebista assumiu poder após o Congresso ter aprovado admissibilidade do processo de impeachment de Dilma

Temer completa um mês na Presidência neste domingo. Peemedebista assumiu poder após o Congresso ter aprovado admissibilidade do processo de impeachment de Dilma

Direito Notícias Poder Política

Neste domingo, Michel Temer completa um mês como presidente interino da República. Ele assumiu o poder após o Congresso Nacional aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, ao longo das últimas quatro semanas, conseguiu imprimir uma agenda positiva na área econômica.

No primeiro dia de trabalho, o governo anunciou a intenção de extinguir milhares de cargos públicos até o fim deste ano e, na sexta-feira detalhou que vai cortar 4.307 funções e cargos comissionados em 30 dias. Em outro gesto, Temer anunciou o congelamento de nomeações para empresas estatais e fundos de pensão, até que a Câmara dos Deputados aprove projetos que limitam tais indicações a pessoas com qualificação técnica.

Na economia, o presidente interino alterou e aprovou a meta fiscal para 2016, que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Medida que havia ficado parada durante meses, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente parte de sua arrecadação, foi aprovada em dois turnos pelos deputados e agora será analisada no Senado.

Após anunciar a nova meta, Temer foi ao Congresso entregar o projeto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos primeiros 30 dias, o governo Temer teve apoio de congressistas e do mercado, mais foi criticado por movimentos sociais, que não reconhecem a legitimidade da gestão e criticam a ausência de negros e de mulheres em sua equipe.

As vitórias em matérias econômicas foram conseguidas por meio da ampla base de apoio que, com 367 deputados e 55 senadores, aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. O presidente interino, porém, também viu-se envolvido em polêmicas, foi obrigado a recuar em decisões e a demitir integrantes da equipe.

Depois de completar uma semana no cargo, Temer aceitou o pedido de exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá, um de seus principais aliados. A saída do ministro ocorreu após a divulgação de uma conversa entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual ambos supostamente discutiam formas de barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Sete dias depois, foi demitido o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, após serem divulgadas conversas em que ele dá orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras e aparece criticando a Lava Jato. A notícia foi dada horas depois de o Palácio do Planalto confirmar a permanência de Silveira no cargo.

Temer recuou também na questão do Ministério da Cultura, cuja extinção tinha sido anunciada. Após ser pressionado por artistas e servidores do ministério, o presidente interino recriou a pasta. Ao assumir, Temer havia anunciado reduzir de 32 para 23 o número de ministérios.

Servidores da antiga Controladoria-Geral da União, que se transformou no Ministério da Transparência, continuaram protestando mesmo após a queda de Fabiano Silveira, e o governo não descarta voltar atrás para atender reivindicações, tais como a volta da identidade institucional da marca CGU e a vinculação do órgão à Presidência da República.

Na última segunda-feira, Temer anunciou uma medida que teve muita repercussão: a disponibilização de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) exclusivamente para o transporte de órgãos para transplante.

Ele também buscou, ao longo do mês, fazer acenos a diferentes setores, como quando surpreendeu a própria equipe e participou de uma reunião em que vários ministros discutiam os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta semana, após se reunir empresários, ele fez questão de almoçar também com representantes de entidades sindicais no Palácio do Jaburu.

Na próxima semana, Temer deve comparecer novamente ao Congresso para entregar aos parlamentares um projeto que cria um teto para as despesas públicas, medida que já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. (Agência Brasil)

Osmar Terra defende que colegas investigados respondam “como ex-tesoureiros petistas”, em caso de prova; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Osmar Terra defende que colegas investigados respondam “como ex-tesoureiros petistas”, em caso de prova; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Direito Notícias Poder Política Saúde Segurança

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB), comentou, hoje, a turbulência vivida pelo governo de Michel Temer, empossado há menos de um mês e com dois ministros afastados e um terceiro na berlinda. Ele concedeu entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, um dia após causar polêmica a decisão de Temer de manter Henrique Eduardo Alves na Pasta Turismo, mesmo depois de o procurador-geral da República solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a relação dele com o pagamento de propinas pela empreiteira OAS.

Dois ministros já caíram após a revelação de áudios gravados pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado. Romero Jucá, do Planejamento, foi o primeiro a cair. Oficialmente, ele se licenciou e retornou para o Senado. Uma semana depois, o titular da Transparência, Fabiano Silveira, foi afastado.

Citando os ex-tesoureiros do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares, condenado por envolvimento no mensalão, e João Vaccari Neto, após investigação da operação Lava Jato, Terra disse que todos os suspeitos dentro do governo interino devem ser afastados e punidos, como os dois petistas, caso as denúncias se comprovem.

“Se tiver (provas), têm de ser punidos igual aos dois ex-tesoureiros do PT e ao ex-presidente José Dirceu. É necessário tomar uma atitude para que as pessoas voltem a acreditar na política. Acho que o governo Temer está fazendo uma avaliação. Foi um ministério escolhido às pressas, muito ligado ao Parlamento, até por isso está sujeito a essas tempestades”, avaliou.

Hoje, o jornal O Globo informou que Janot também pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Para Sarney (PMDB-AP), a recomendação é de que use tornozeleira eletrônica.

Janot ainda pediu a detenção do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por ele continuar interferindo no andamento da Casa. O caso vai ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.

Mais constrangimentos

Além dos ministros afastados e do caso que envolve Henrique Alves, a indicada para a Secretaria de Políticas para as Mulheres Fátima Pelaes (PMDB-AP) é investigada pela suspeita de participar de um esquema de fraude em verbas parlamentares destinadas a uma ONG no Amapá. Além disso, declarações recentes do advogado-geral da União, o gaúcho Fábio Medina Osório, também desagradaram Michel Temer.

Pipoca

Osmar Terra ainda respondeu sobre a polêmica relacionada ao pagamento de pipoca com dinheiro da Câmara. Conforme reportagem do jornal Destak, Terra apresentou nota para ressarcimento relativa a um combo de pipoca e mais dois copos de refrigerante com verba do Parlamento. A compra custou R$ 26 e aconteceu no dia 27 de setembro do ano passado, no cinema Kinoplex, em Brasília. O ministro explicou que houve um engano na entrega da nota. “Sou deputado em quinto mandato e gasto muito menos do que a verba para alimentação”, salientou.

Governo Temer prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016.  Valor é quase o dobro do projetado pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff

Governo Temer prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016. Valor é quase o dobro do projetado pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff

Economia Negócios Notícias Poder Política

O governo interino do presidente Michel Temer trabalha com estimativa de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para 2016. A projeção supera o déficit de R$ 96,7 bilhões informado em fevereiro pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff.

O Congresso Nacional, agora, precisa autorizar que o país encerre as contas com déficit. Caso isso não ocorra até 30 de maio, o país vai ter de fazer contingenciamento que pode comprometer o funcionamento da máquina pública. A meta fiscal vigente no momento para o governo federal é de um superávit de R$ 24 bilhões. Incluindo estados e municípios, a meta de superávit sobe para R$ 30,55 bilhões.

Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, deram a informação, no início da tarde, em coletiva de imprensa. Ontem, Jucá havia previsto para segunda-feira a divulgação da nova meta, mas o governo adiantou o anúncio. (Agência Brasil)

Governistas e oposição divergem sobre como serão os próximos 180 dias no país

Governistas e oposição divergem sobre como serão os próximos 180 dias no país

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A expectativa que governistas e oposicionistas têm para os próximos 180 dias divergem, caso se confirme a admissilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado Federal. Para os senadores ligados ao governo, será um período de instabilidade, em função da “ilegitimidade” de um eventual governo Temer que, segundo eles, colocaria em risco não só direitos dos trabalhadores, mas também as riquezas que o país poderia obter com o pré-sal.  Já os oposicionistas acreditam que serão dias melhores: um período de transição em que propostas discussões significativas ajudarão o Brasil a crescer, se desenvolver e criar mais empregos.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) prevê dias de instabilidade, caso Michel Temer assuma interinamente o governo do país. Lindbergh, no entanto, garante que os governistas “batalharão até o final”, mesmo após a admissibilidade ser aprovada. “Acho que um eventual governo Temer vai, inclusive, nos ajudar [politicamente], porque será um governo frágil, de crise, e com um presidente sem legitimidade, que vai tomar medidas que aumentarão a crise econômica, além de destruir o legado de Lula e de Getúlio Vargas”, disse, ao chegar para a sessão. Segundo o senador, os próximos 180 dias serão um “período de muita instabilidade, porque Temer virá com várias medidas para retirar direitos dos trabalhadores”. Diante disso, acrescentou, “as ruas virão com tudo, pedindo a saída dele, para preservar as conquistas”.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz que o futuro imediato do país será ruim, porque será decidido por um “tribunal de exceção, nascido da sede nacional do PSDB, um partido político que perdeu as eleições e que, pela peça do processo, pagou R$ 45 mil para desestabilizar o país”. Para ela, há a possibilidade de, nos primeiros meses, um eventual governo Temer “até fazer alguma demagogia para não perder completamente o apoio”. Mas isso, segundo ela, terá vida curta, e o prognóstico é, portanto, muito ruim.

“O que está em curso não é um impeachment, mas um golpe para mudar o projeto político e econômico da nação. Esse projeto é de conhecimento público e está escrito com todas as letras no programa Ponte para o Futuro do PMDB que, já temendo uma grande oposição de trabalhadores e trabalhadoras, vem negando essa base de programa apresentada”, afirmou a senadora à Agência Brasil. Segundo ela, os partidos que estão ao lado do PMDB também defendem as mesmas coisas. “São forças políticas brasileiras que entendem que manter política de valorização do salário-mínimo, mesmo em momento de crise econômica, é inflacionário, e deveria acabar. Aqueles que acham que mulheres se aposentarem cinco anos antes dos homens, um dos poucos reconhecimentos que conquistamos perante a sociedade, pela tripla jornada de trabalho que exercemos sem remuneração, eles acham que é oneroso para o Estado brasileiro e para o setor produtivo. Vão querer entregar o pré-sal em um momento de baixa de preço e vão querer retirar direito dos trabalhadores.”

Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que o país entrará em um período de “salvação nacional”, caso se confirme o novo governo. Ele aponta como uma de suas grandes preocupações para os próximos 180 dias a oposição que será feita pelo PT. “Por um lado teremos o PT, que é o grande responsável por essa crise, tentando aprofundar ainda mais a crise. Ele voltará a ser o velho PT de antigamente, da política de terra arrasada e do quanto pior melhor, para que eles, nesse ambiente de caos econômico, possam sobreviver politicamente. Do outro lado estaremos nós, os brasileiros desatrelados aos partidos políticos e desvinculados a qualquer governo, que querem o Brasil crescendo novamente e se desenvolvendo”, afirmou Cunha Lima.

Em relação a um eventual governo Temer, o senador paraibano diz esperar que o futuro presidente tenha a sensibilidade de compreender a mensagem que veio das ruas. “O que a população brasileira deseja nesse instante é uma mudança real. Uma transformação efetiva da forma de fazer política e da maneira de construir a coalizão partidária, para que acabe o balcão de negócio e o toma lá dá cá. Quer que mudanças estruturantes sejam feitas para a diminuição da máquina pública, e que ações sejam desenvolvidas para melhorar a produtividade e a competitividade da nossa economia, para que assim tenhamos novamente investimentos, desenvolvimento e emprego”.

O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse à Agência Brasil esperar que “os próximos 180 dias sejam melhores do que os últimos 180 dias”. Em relação ao governo Temer, Aécio afirmou que caberá a ele o papel de ser um governo de transição. “Não pode ser visto como governo de um partido político, mas de coalizão em torno da qual deveremos nos esforçar para votar um conjunto de propostas, uma agenda corajosa e audaciosa de reformas estruturantes que permitam o resgate da credibilidade do país”, disse o senador tucano.

Para Aécio, o governo Dilma foi responsável por sucessivos erros de gestão pública. “Hoje é o dia em que o Brasil tem possibilidade de se reencontrar com seu próprio futuro. O mais grave é que o governo do PT retirou dos brasileiros a capacidade de sonhar com um futuro melhor. É um dia histórico, porque o Congresso não vai apenas dizer não à Dilma ou ao governo do PT, mas de dizer sim à democracia e a um novo futuro dos brasileiros.”

“O PSDB apoiou o impeachment por responsabilidade para com o Brasil. Não somos beneficiários do impeachment. Não indicaremos nomes para o governo, mas o presidente Michel Temer poderá buscar, onde achar mais adequado, inclusive no PSDB, os melhores quadros para fazer um governo à altura das expectativas do país. Tem de ser um governo qualificado e enxuto, para dar eficiência à máquina pública”, acrescentou.

Presidente da comissão que aprovou o parecer favorável à admissibilidade da denúncia contra Dilma, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) disse estar bastante otimista com o futuro do país. “Acho que vai melhorar, porque a economia vive de expectativas, e o novo governo vai trazer uma expectativa positiva. Aí, a crise política tende a amenizar, a ficar menor e com perspectiva de ser solucionada”, disse à Agência Brasil. “Não tenho nenhuma preocupação, porque tivemos toda essa experiência de um processo de crise política intensa, com uma crise econômica intensa e, mesmo assim, com todas as instituições funcionando perfeitamente”, acrescentou.

Outro senador que se disse otimista foi Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Eu sou otimista. Acredito que neste momento o sentimento da sociedade é de dar apoio a um novo governo que chega com a pauta que foi produzida pelas ruas, porque os partidos foram caudatários de uma decisão que foi da sociedade brasileira, e como tal ele está alicerçado para fazer as mudanças que precisam ser feitas.” (Agência Brasil)

Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos no governo

Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos no governo

Notícias Poder Política
Partidos de oposição vão à Polícia Federal neste sábado para apresentar uma denúncia crime contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e governadores que estão atuando para angariar votos favoráveis ao governo. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, PPS, DEM, PTB, PSDB e PSC acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de finalidade. A denúncia será apresentada para a PF porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tem plantão no fim de semana.

Os partidos apontam como provas desses crimes a oferta de cargos e nomeações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nos últimos dias, a atuação nas negociações de ministros, dos governadores de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Bahia, além do ex-presidente Lula. Eles também apontam como indício de compra de votos a transferência de terras da União para o Governo do Amapá, Estado de maioria dos votos não declarados.

“O Diário Oficial amanheceu recheado de nomeações. Isso é a utilização abusiva da máquina pública para tentar reverter o processo de impeachment”, disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). ”É um absurdo. Está usando a máquina pública de forma desavergonhada, liberando recursos federais, cargos, verbas para Estados e municípios só para converter votos. Estamos vivendo um clima de certa tensão porque a intimidação provocada pelo governo, o jogo sujo e pesado do governo e da presidente Dilma é uma coisa absurda”, afirmou. (Correio do Povo e AE)
Gaúchos veem Sartori “engessado”, mostra pesquisa apresentada em seminário de governo. Conforme a autora do estudo, percepção geral é de que governo atual já pegou o Estado quebrado

Gaúchos veem Sartori “engessado”, mostra pesquisa apresentada em seminário de governo. Conforme a autora do estudo, percepção geral é de que governo atual já pegou o Estado quebrado

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Uma pesquisa apresentada, hoje, no encerramento de um Seminário de Governo, em Porto Alegre, mostra que a percepção geral da população do Rio Grande do Sul é de que o governo Sartori já pegou o Estado quebrado e trabalha para solucionar o problema.

“A sociedade entende que o governo está ‘engessado’ e afetado, também, pelas crises política e econômica” (em nível nacional), afirmou a socióloga e cientista política Elis Radmann, que assinou o estudo. Na avaliação das pessoas, os principais desejos incluem segurança e solução para as crises.

O governador José Ivo Sartori afirmou, durante o seminário, que, no primeiro ano de gestão, foram atendidas as emergências e começaram a ser enfrentados os problemas mais críticos “que a sociedade nunca havia percebido”. “Fizemos muito, apesar de pressionados por uma agenda de crise”, ressaltou.

O seminário teve como objetivo fortalecer o alinhamento e a integração entre as equipes de governo. (Rádio Guaíba)

Oposição tem 242 votos por impeachment e governo, 113

Oposição tem 242 votos por impeachment e governo, 113

Notícias Poder Política

A menos de duas semanas da data prevista para a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, levantamento do Estado aponta que 242 parlamentares votariam a favor e 113 se posicionaram contra. Dos 513 deputados, 48 estão indecisos, 6 não quiseram se manifestar e 104 não foram localizados. Para a abertura do processo são necessários 342 votos. Já o governo precisa de 171 apoios, entre votos a favor, faltas e abstenções, para arquivá-lo. Na bancada do partido do vice-presidente Michel Temer, que conta com 68 deputados, 29 disseram que votariam pela abertura do processo e 4 ficariam contra. As entrevistas foram realizadas na semana em que o governo, nas palavras de mais de um deputado de oposição, abriu o “balcão de negócios”, oferecendo cargos e ministérios. Parte dos indecisos vem fazendo pesquisa entre seus eleitores para definir o voto. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.