Nova fase da Lava Jato mira ex-ministro Guido Mantega. PF deflagrou operação no RS e em mais quatro estados, além do DF

Nova fase da Lava Jato mira ex-ministro Guido Mantega. PF deflagrou operação no RS e em mais quatro estados, além do DF

Destaque

A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje, 22/09/2016, a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X. As equipes policiais estão cumprindo 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, 08 mandados de prisão temporária e 08 mandados de condução coercitiva. Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo as determinações judiciais em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Nesta fase da operação policial são investigados fatos relacionados à contratação pela PETROBRAS – PETROLEO BRASILEIRO S/A de empresas para a construção de 02 plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas FSPO´s (Floating Storage Offloanding).

Utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto. Durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido. São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A PF não divulga oficilamente, mas o ex-ministro é Guido mantega, que ocupou a pasta da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Conforme a Folha de São Paulo, Mantega não está em casa e acompanha uma cirurgia da esposa, que está internada no hospital Albert Einstein. A PF estaria exigindo a presença do ex-ministro porque um dos filhos do casal, que é menor de idade, está sem os pais na casa e não poderá acompanhar a operação.

O nome “ARQUVO X” dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial. Nos casos dos investigados para os quais foram expedidos mandados de condução coercitiva, estes estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas respectivas cidades onde foram localizados a fim de prestarem os esclarecimentos necessários. Os investigados serão liberados após serem ouvidos no interesse da apuração em curso. Quanto aos investigados com prisão cautelar decretada, tão logo sejam localizados eles serão trazidos à sede da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

A Polícia Federal, Receita Federal e o Ministério Público Federal prestarão maiores esclarecimentos em uma coletiva de imprensa que será realizada no auditório da PF às 10h00.

SALVADOR/BA 01 (um) mandado de busca e apreensão 01 (um) mandado de prisão temporária

BRASÍLIA/DF 02 (dois) mandados de busca e apreensão 01 (um) mandado de prisão temporária

BELO HORIZONTE/MG 01 (um) mandado de busca e apreensão

NOVA LIMA/MG 01 (um) mandado de busca e apreensão 01 (um) mandado de prisão temporária

RIO ACIMA/MG 01 (um) mandado de busca e apreensão 01 (um) mandado de condução coercitiva

JUIZ DE FORA/MG 01 (um) mandado de busca e apreensão

RIO DE JANEIRO/RJ 13 (treze) mandados de busca e apreensão 01 (um) mandado de prisão temporária 05 (cinco) mandados de condução coercitiva

NITERÓI/RJ 03 (três) mandados de busca e apreensão 02 (dois) mandados de prisão temporária 01 (um) mandado de condução coercitiva

CABO FRIO/RJ 01 (um) mandado de busca e apreensão 01 (um) mandado de condução coercitiva

SÃO JOÃO DA BARRA/RJ 01 (um) mandado de busca e apreensão

IBIUNA/SP 01 (um) mandado de busca e apreensão

SÃO PAULO/SP 06 (seis) mandados de busca e apreensão 02 (dois) mandados de prisão temporária

PORTO ALEGRE/RS 01 (um) mandado de busca e apreensão]

 

 

Zelotes: Ex-ministro Guido Mantega depõe na Polícia Federal e sai sem falar

Zelotes: Ex-ministro Guido Mantega depõe na Polícia Federal e sai sem falar

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O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestou depoimento hoje (9) por cerca de três horas, na sede da superintendência da Polícia Federal, na capital paulista. Ele foi conduzido de forma coercitiva (quando a pessoa é levada para depor e depois é liberada) na nova fase da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira. Mantega entrou e saiu por uma entrada privativa do prédio sem falar com a imprensa.

Conversei no programa Agora/Rádio Guaíba, com o deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA), vice-presidente da CPI do Carf na Câmara. Ele falou sobre as investigações da Comissão e garantiu que Guido Mantega já está entre os relacionados para depor publicamente na Comissão.

A Polícia Federal pretende apurar a ligação do ex-ministro com a empresa Cimento Penha, suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. No Carf, são julgadas as ações de empresas que recorrem contra multas aplicadas pela Receita Federal.

Esta etapa da operação foi desenvolvida no Distrito Federal, Pernambuco e São Paulo. A operação Zelotes foi deflagrada em março de 2015, com o alvo principal sendo um esquema de fraudes nos julgamentos do Carf.

De acordo com investigações, conselheiros do Carf participantes do esquema passavam informações privilegiadas para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia, que prometiam a empresas multadas controlar os julgamentos dos recursos. Felipe Vieira com informações da Agência Brasil.