Eleições 2018: Deputados Federais Henrique Fontana e Bibo Nunes trocam farpas em debate sobre Bolsonaro e Haddad. Bate-boca seguiu após o Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba

Eleições 2018: Deputados Federais Henrique Fontana e Bibo Nunes trocam farpas em debate sobre Bolsonaro e Haddad. Bate-boca seguiu após o Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba

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O encontro dos deputados federais Henrique Fontana (PT) no quinto mandato e Bibo Nunes(PSL) eleito pela primeira vez , nesta segunda-feira no programa Esfera Pública/Rádio Guaíba, deu o tom do que deve ser o embate entre bancadas do PSL de Bolsonaro e do PT, de Haddad na Câmara dos Deputados.

Entre os assuntos debatidos no Esfera Pública, o segundo turno das eleições presidenciais entre Bolsonaro e Haddad e financiamento público de campanha provocaram debates acirrados que se seguiram depois da saída do programa comandado por Juremir machado da Silva e Taline Oppitz, no corredor da Rádio Guaíba. Tudo devidamente registrado por assessores e pelo fotógrafo Ricardo Giusti, do Correio do Povo.

Acompanhe o debate e veja que depois do programa eles seguiram o confronto fora dos estúdios.

 

 

 

Henrique Fontana analisa renúncia e sucessão de Eduardo Cunha

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A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara tem desdobramentos imediatos. Parlamentares denunciam que esse movimento de Cunha seria uma manobra para adiar o processo de cassação do mandato. Ele já conseguiu uma primeira medida favorável: o adiamento da votação do recurso dele na Comissão de Constituição e Justiça.

A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara não deveria parar o processo de cassação do mandato dele. O processo tem que seguir normalmente, como prevê o regimento da Câmara. Mas Cunha e aliados operam para que a renúncia seja retribuída com o perdão político para o acusado de mentir sobre contas na Suíça. Com a boa vontade do Palácio do Planalto, tentam trocar o ato desta quinta-feira (7) por uma vitória na Comissão de Constituição e Justiça. E já deram o primeiro passo.

Como parte do acordo, Cunha apresentou um novo pedido à Comissão de Constituição e Justiça, alegando que todo o processo no Conselho de Ética foi decidido com base no fato de ele ser presidente da Câmara, e agora, que ele não tem mais o cargo, o processo, no argumento de Cunha, teria que ser refeito. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio, adiou a reunião da comissão de segunda (11) para terça-feira (12). Na prática a comissão pode decidir simplesmente devolver o caso para o Conselho de Ética. Conversei com Henrique Fontana (PT) sobre isso e também a sucessão de Eduardo Cunha.

Henrique Fontana diz que crise política foi provocada pela oposição a partir do resultado das eleições de 2014

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O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), que integra a Comissão Especial do Impeachment da Presidente Dilma, disse que o grande problema da crise que vivemos hoje é porque parte da oposição está convulsionando o país por não aceitar o resultado das eleições de 2014. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o parlamentar disse que o Brasil vive a fase mais profunda de investigação de corrupções de sua História e por conta disso é preciso manter a serenidade para garantir a estabilidade institucional no País nesse momento.

Fontana destacou que contra Dilma não há única prova ou crime cometido, pois se os deputados tentarem forçar o impeachment da presidente será uma clara tentativa de golpe. Falou que ao agregar ao processo o documento de delação premiada do senador Delcídio do Amaral de forma seletiva foi cometida nova ilegalidade no processo. O deputado adiantou que no início da semana que vem a presidente deve ser notificada de novo para que comecem a contar os prazos de sua defesa, que foi prejudicada por esse episódio.

Fontana entende que o impeachment que está na Constituição é para ser aplicado em caso de roubo ou corrupção a mandatários das 3 esferas de governo, o que não se aplica a Dilma. Citou que os roubos das Operações Zelotes e Lava Jato tem como maiores beneficiados parlamentares do PP e do PMDB. Disse que  um debate sério sobre o futuro do Brasil deve passar por uma Constituinte para mudar os rumos nacionais. Contudo, não se pode imputar um caráter fascista para condenar um partido que está no poder sem julgamento ou provas. Disse que é preciso punir os grandes empresários, aos quais também está sendo imputada a culpa pela crise atual. (Redação: Luis Tósca/Rádio Guaíba)

Governo quer acelerar processo de impeachment para evitar prejuízos à economia

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O governo pretende apresentar com rapidez a defesa da presidenta Dilma Rousseff, de modo que o pedido de impeachment seja votado em plenário antes do Natal. A intenção é não usar o prazo de dez sessões após a eleição da comissão especial que analisará o pedido. A comissão será eleita ou referendada ainda hoje (7) pelo plenário da Câmara, em reunião adiada das 14h para as 18h.

De acordo com o deputado Henrique Fontana (PT-RS), um dos principais articuladores do governo nessa questão, dar celeridade ao processo pode evitar que a crise política contamine ainda mais os problemas econômicos do país. Segundo ele, é uma preocupação que certamente será levada em conta por boa parte da oposição.

Brasília - O vice-líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana, fala com jornalistas (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Para Fontana, a contaminação da economia é uma preocupação que será levada em conta pela oposição. Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
“Não consigo acreditar que a oposição queira realmente paralisar o país por mais três meses [apesar do discurso adotado por algumas de suas lideranças, no sentido de postergar a apreciação do pedido de impeachment]”, afirmou Fontana na manhã de hoje (7). “Até porque, há cerca de 15 dias saímos juntos, situação e oposição, do plenário, quando Eduardo Cunha cancelou a reunião do Conselho de Ética.”

Fontana voltou a criticar Cunha. “Ele não tem condições de presidir a Casa, mas tem a caneta na mão para criar uma cortina de fumaça e defender seus próprios interesses. Essa cortina de fumaça parece estar atrapalhando os olhos do DEM e do PSDB, uma vez que está claro que as acusações contra a Dilma não têm nenhuma consistência. O que não pode é a oposição parar o país por três ou quatro meses, a fim de fazer palanque para uma luta política”, acrescentou o deputado petista.

“Caso contrário, a oposição estará demonstrando não se importar com o fato de o pedido ser assinado por um dos políticos mais corruptos do Brasil. Após as denúncias do Supremo Tribunal Federal, todas peças se encaixaram: contas, extratos de cartões de crédito. É por isso que tenho dito: Cunha sequer pode ser chamado de presidente.”

A Câmara começa hoje os trabalhos para formar a comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, aceito semana passada por Eduardo Cunha. O prazo para que os partidos políticos indiquem seus representantes foi alterado para as 18h. A comissão será formada por 65 deputados titulares e igual número de suplentes.

Antes da homologação da comissão, o presidente da Câmara vai se reunir com os líderes partidários para tratar do funcionamento do colegiado. Embora os partidos tenham começado a discutir na semana passada a indicação dos parlamentares para a comissão, muitos ainda não fecharam todos os nomes. (Agência Brasil)

Deputados Onyx Lorenzoni e Henrique Fontana trocam farpas em debate sobre processo de impeachment contra Dilma. Confronto de ideias ocorreu durante o Programa Agora, da Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

Os deputados federais Onyx Lorenzoni (Dem) e Henrique Fontana (PT) debateram, no Programa Agora da Rádio Guaíba, a aprovação do pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em rito que pode marcar a saída da chefe de Estado do poder. Onix abriu sua participação dizendo que durante muito tempo o presidente da Câmara usou seu cargo para fazer um jogo político para ganhar tempo e minimizar os problemas que enfrenta por suspeição de ter conta secreta no exterior e de ter mentido para uma CPI. “Cunha ficou retardando ilegalmente o processo durante meses para apresentar nesse momento o documento formulado por juristas pedindo a saída de Dilma”, destacou. O parlamentar lembrou que é preciso ter o apoio de 342 parlamentares pelo impeachment, necessitando convencer uma parcela importante da base do governo de que fechou um ciclo político no país.

Henrique Fontana, por sua vez, denunciou a defesa de um posicionamento pelo golpe institucional. “Acho que boa parte da oposição tem compromisso democrático”, destacou. Fontana falou mais uma vez que a presidente Dilma tem uma história de honradez e uma trajetória política ilibada, mas admitiu que muitas pessoas estão desgostosas em relação aos resultados da economia. Destacou que o movimento pela saída de Dilma do cargo poderá causar prejuízos incalculáveis ao país a médio e longo prazo. “Acho que esse movimento não terá legitimidade”, afirmou.