‘Espero que seja retórica eleitoral’, diz Meirelles sobre intenções de Lula na economia. Ex-presidente sinaliza que pode rever ações tomadas no governo Temer; por por Bárbara Nascimento/O Globo

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira à “Rádio Guaíba”, do Rio Grande do Sul, que espera que o discurso do ex-presidente Lula na área econômica seja “meramente uma retórica eleitoral”. Lula tem sinalizado que pode reverter, se eleito em 2018, algumas ações tomadas na área econômica durante o governo Michel Temer.Ele lembrou que existia um receio similar em relação a Lula em 2002 e que, quando eleito, o ex-presidente o convidou para a direção do Banco Central, onde teve autonomia para atuar.

— Agora, o que ele está propondo eu discordo. Eu espero que seja meramente uma retórica eleitoral. Respeito a diferença de opinião, mas claramente o que estamos fazendo está dando certo. Mais informações em O Globo.

Brasil está indo tão bem ou melhor do que no governo Lula, diz Meirelles; por Elizabeth Lopes/ Broadcast Estadão

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Entrevista completa do Ministro Henrique Meirelles ao programa Agora/Rádio Guaíba, com Felipe Vieira.

 

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira. 13, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, apostar na vitória de um candidato, nas eleições presidenciais do ano que vem, que priorize uma agenda de mudanças modernizantes na economia brasileira, mudanças que gerem emprego, reduzam a inflação e juros, melhorem a qualidade de vida da população, foquem nas reformas necessárias que o País precisa e fujam das bandeiras populistas.

Indagado se seria este candidato, já que vem pregando pelo País, como condutor da economia brasileira, um discurso baseado nessas premissas, Meirelles voltou a dizer que tomará uma decisão a esse respeito apenas entre final de março e começo de abril do próximo ano.

“Agora é foco total na economia, gosto de olhá-la com números e estamos na direção certa”, destacou Meirelles na entrevista. Ao falar de suas ações para a criação empregos, manutenção da inflação e juros em níveis mais baixos e consolidação do crescimento, ele disse que a atual agenda econômica é liberal e vem contribuindo para reduzir o tamanho do Estado. “Com o estabelecimento do teto dos gastos públicos, o tamanho governo federal – que já foi superior a 20% – chegará a 15% do PIB.” E disse que isso contribui para muitos avanços, inclusive a redução de impostos. “O brasileiro não aguenta pagar mais imposto; mas agora estamos no caminho certo, da modernização da economia.”

Quesrtionado sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, tendo como concorrente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem foi presidente do Banco Central, Meirelles disse que mantém uma relação cordial e de amizade com o petista, que o convidou pra ser a autoridade monetária de seu governo. Apesar de manter uma relação de amizade com Lula, Meirelles pontuou que os dois têm pontos de vista diferentes. “Não concordo com a atual retórica de Lula”, disse, reiterando que sob sua batuta, o País está voltando ao rumo certo, depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história.

O ministro da Fazenda respondeu também como seria uma eventual disputa entre “criatura e criador”, no caso Lula, que o alçou à vida pública como presidente do BC de sua gestão. Meirelles refutou tal comparação e deixou claro que ao ser convidado para integrar a equipe do então governo petista, como presidente do Banco Central, já tinha uma carreira bem consolidada, inclusive a nível internacional. “E quando Lula me chamou, me deu total autonomia para resolver os problemas do País, o que foi bom para ele e para o governo dele, pois sempre respeitou minhas decisões no BC, mesmo não concordando às vezes.” E alfinetou: “Agora o Brasil está indo tão bem ou melhor (do que na gestão de Lula).”

Sobre o debate que estará em pauta no pleito presidencial do ano que vem, Meirelles disse que “é simples”: “Ou vamos manter a presente política que está dando certo, de crescimento e geração de emprego ou vamos voltar atrás em políticas recessivas e gerar desemprego.” E citou que o governo Temer está sob fogo direto da oposição, “o que é normal, faz parte da democracia”. Meirelles aproveitou a entrevista para alfinetar outro potencial concorrente, o deputado Jair Bolsonaro, dizendo que até o momento ele não esclareceu qual será o seu projeto econômico. “Não está clara linha econômica de Bolsonaro, espero que ele coloque isso com clareza.”

Sem teto para gasto, país terá alta de imposto, diz ministro

Sem teto para gasto, país terá alta de imposto, diz ministro

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Caso o Congresso não aprove a criação de um teto para gastos públicos, o país sofrerá com aumento de impostos e juros elevados por longo tempo, segundo Henrique Meirelles (Fazenda). “O Brasil terá feito uma opção errada, grave, de não controlar a evolução da sua dívida pública e pagará um preço por isto”, disse, em entrevista a Maria Cristina Frias e Valdo Cruz. A emenda constitucional proposta pelo governo limita o crescimento dos gastos à correção da inflação do ano anterior. Se não passar, “não haverá outra saída, só restará aumentar imposto”. A meta de fechar 2016 com deficit de R$ 170,5 bilhões será cumprida, segundo ele, mesmo com a alta de despesas e a queda de receitas que já levou à queima de R$ 16,5 bilhões em reservas. Meirelles, que presidiu o Banco Central no governo Lula, não quis falar sobre impeachment. O crescimento em 2017, diz ele, pode surpreender e ficar em torno de 2%. (Folha de São Paulo)

Humor com Brasil melhora e investidor volta a apostar no País. Economistas dizem que reação completa só virá com aprovação de reformas

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Depois de três anos de crise, grandes investidores começam a reavaliar o mau humor em relação ao Brasil e a apostar as primeiras fichas na retomada do crescimento. Nos últimos meses, o real se valorizou em mais de 20% e a Bovespa acumulou ganho de 28%, com perspectiva de manutenção da alta. Uma das medidas mais usadas para avaliar o risco de inadimplência dos países, a taxa do CDS, caiu quase à metade do fim do ano passado para cá. Como consequência, fundos de investimento já avaliam a possibilidade de desembolsar cerca de US$ 50 bilhões no País, neste ano e no próximo. O economista Affonso Celso Pastore concorda que o clima mudou, mas lembra que a virada completa só virá quando o governo aprovar medidas capazes de reduzir os gastos e, principalmente, frear o crescimento da dívida. “A dívida é o indicador que mais preocupa os investidores”, diz. A informação completa está em O Estado de São Paulo.

Brookfield vai às compras
Com US$ 17 bilhões em ativos no País, gestora canadense negocia divisão de gasoduto da Petrobrás e busca operações em infraestrutura. (O Estado de São Paulo)

BNDES atuará em processo de concessões e volta de privatizações, diz Meirelles

BNDES atuará em processo de concessões e volta de privatizações, diz Meirelles

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve atuar não só com aportes financeiros, mas também “usando melhor a experiência técnica” do banco em projetos de concessão e privatizações no Brasil. Em discurso durante a cerimônia de posse da nova presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, Meirelles disse que a instituição será “decisiva” em função do momento do País.

“O BNDES deve atuar de forma decisiva em algo que é crucial, que é o processo de concessões e a retomada das privatizações”, disse Meirelles. “O banco pode expandir bastante a sua maneira e estrutura de trabalho dentro do processo de concessões e privatização. Deve ser aberta ao BNDES a oportunidade de usar toda a sua capacidade técnica e know-how, visando a trabalhar também na estruturação desses projetos, no aconselhamento de todos os órgãos envolvidos, de maneira que o banco possa colaborar de forma substancial nos projetos-executivos”, complementou.

Segundo Meirelles a participação da instituição de fomento no segmento técnico permitirá o dimensionamento dos projetos e sua estruturação em todas as etapas, “de maneira que ele se viabilize”. “Isso é preciso para que tenhamos condições de ter processo de concessão que traga investimento de volta ao País, para que o Brasil possa aumentar a taxa de investimento no futuro, uma vez superada a crise atual. E temos certeza que será superada”, disse o ministro.

Papel do banco

O ministro da Fazenda destacou que Maria Silvia Bastos Marques assume a presidência do BNDES em um momento que o Brasil “sinaliza, discute, debate e vai em frente no que é um momento histórico de mudança de seu rumo econômico”. Segundo ele, o plano de ação traçado para o BNDES mostra o que deve ser o papel de um banco de desenvolvimento.

“Tem que atuar nas diversas áreas da economia, seja como financiador de grandes projetos, seja financiador de pequenos projetos, seja para viabilizar de fato o acesso a crédito de longo prazo que outras empresas não teriam, desde que sejam projetos viáveis, que vão gerar retorno para a sociedade, para seus acionistas”, afirmou Meirelles.

Retorno social

A nova presidente do BNDES, por sua vez, afirmou que o País vive “o momento de repensar a trajetória do País” e que cabe ao banco financiar projetos em que o retorno social seja maior do que o retorno privado. “A sociedade questiona a alocação de recursos públicos escassos e a carga tributária, que não retorna em serviços públicos”, afirmou na cerimônia da sua posse. Para ela, a sociedade requisita transparência e controle. “Essa demanda é em relação aos gastos públicos em geral e aos BNDES. Teremos atenção permanente”, afirmou.

A executiva acrescentou que os recursos são escassos e as necessidades, ilimitadas, e por isso é preciso analisar o perfil de cada projeto. “Cabe ao BNDES financiar projetos cujos retornos sociais superem os privados, sem deixar de lado empresas sem fonte de longo prazo”. Maria Silvia prometeu avaliar a pós-implementação de projetos para verificar o cumprimento de suas premissas. Segundo ela, serão levadas em consideração fontes privadas, como captações externas.

Infraestrutura

Entre as prioridades da nova presidente estão os investimentos em projetos logísticos. “Vamos focar na infraestrutura. O País precisa qualificar a infraestrutura logística”, disse. A presidente do BNDES ressaltou que investimentos privados em estradas, portos e ferrovias são mandatórios. Para isso, disse, é imprescindível ter ambiente regulatório estável e agências reguladoras fortes. A presidente do banco também afirmou que o BNDES terá ainda mais foco em energias alternativas.

Mobilidade e saneamento também mereceram atenção de Maria Silvia durante a cerimônia. “Precisamos trazer recursos privados para a infraestrutura urbana e social, especialmente mobilidade e saneamento. Investir em saneamento é ferramenta de impacto social”.

Segundo ela, foram iniciadas conversas com o governo do Rio para apoiar a concessão de saneamento. O governador em exercício, Francisco Dornelles, participou da cerimônia. Maria Silvia disse ainda que o banco tem notória capacidade em desmobilização de ativos, como concessões, Parcerias Público-Privadas (PPP) e privatização.

Momento

A presidente do BNDES afirmou que o País vive “um momento de grandes preocupações sociais, políticas e econômicas”, e que fará “o possível e o impossível” para que o banco tenha um papel importante para recuperação econômica do País. “Não podemos nos omitir, temos de ter uma visão maior de País”, afirmou durante cerimônia de posse no Rio. Na visão dela, não se deve olhar só para questões pessoais e de curto prazo.

Maria Silvia acrescentou que ser a primeira presidente mulher do BNDES “dá orgulho” e “aumenta o senso de responsabilidade”. “A crise pode ser oportunidade, pois é quando podemos tomar decisões transformadoras”. A executiva disse que a competência do quadro técnico do banco lhe dá a certeza de que o banco cumprirá seu papel.  (Correio do Povo)

Governo federal pode voltar ao azul só em 2022

Governo federal pode voltar ao azul só em 2022

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Se o teto para o crescimento dos gastos públicos proposto pelo governo interino de Michel Temer for aprovado pelo Congresso Nacional, as contas públicas só devem começar a registrar superávit no último ano de mandato do próximo presidente da República. E, mesmo com a implementação daquele que pode ser o maior arrocho nas despesas da história do País, o superávit primário (a economia para pagamento dos juros da dívida pública) de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para 2022 não será suficiente para estabilizar a trajetória da dívida sem um aumento de impostos. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Projeções feitas pelo especialista em finanças públicas Rodrigo Orair, do Ipea, apontam que os gastos do governo podem cair quatro pontos porcentuais em dez anos, passando de 19,8% do PIB este ano para 15,8% em 2026. As simulações, que usam como parâmetro a média de estimativas dos analistas do mercado financeiro para crescimento da economia e inflação, sugerem que somente em 2026 o superávit primário chegaria a um patamar mais confortável, de 2,2% do PIB. As previsões usadas foram as do boletim Focus, do Banco Central.

“O teto de gastos não é suficiente para conter o endividamento e o aumento da carga tributária será inevitável, mais cedo ou mais tarde. A grande questão é como fazer”, diz Orair. Ele avalia que a proposta apresentada pela equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de limitar o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior, é bastante “ousada”, mas de difícil implementação, principalmente pela pressão demográfica com o envelhecimento da população. Ele lembra que o envelhecimento dos brasileiros leva hoje a uma expansão anual de 2% do estoque de beneficiários da Previdência.

Pelas projeções do pesquisador do Ipea, para conseguir implementar o teto de gastos da forma como foi anunciada, com crescimento real zero, o governo terá necessariamente de mudar a vinculação atual dos benefícios da Previdência ao salário mínimo além da regra de correção anual.

Ainda assim as despesas com o pagamento da Previdência vão continuar crescendo mais que a inflação. Isso, na prática, significa que os outros gastos do governo terão de crescer abaixo da inflação para o teto funcionar, promovendo um “arrocho” muito forte em todo o restante de despesas do Orçamento, como investimentos, educação, saúde, cultura, pessoal e ciência e tecnologia.

“Seria uma redução do tamanho do Estado sem precedentes e insustentável politicamente. O governo não tem como impedir o envelhecimento da população”, ressalta.

Para mostrar o tamanho do ajuste, o especialista destaca que, no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, as despesas tiveram crescimento real anual, em média, de 3,9% do PIB. Com Lula, o patamar de crescimento das despesas ficou em 5 2% no primeiros quatro anos e de 4,9% no segundo mandato. Já no primeiro governo da presidente afastada Dilma Rousseff, a expansão chegou a 4,2%.

Para conseguir estabilizar o crescimento do endividamento, o pesquisador do Ipea ressalta que será preciso reduzir a taxa implícita de juros da dívida, que mesmo nos períodos de bonança, quase sempre superou o patamar de 15% para níveis abaixo de 10% já em dois ou três anos. Tarefa de difícil execução. Mesmo assim a estabilização só ocorreria em 2021. Até então, o País teria de conviver com um crescente endividamento.

Nova Constituição. Na avaliação do economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, a proposta do teto de gasto, se aprovada, representa, do ponto de vista fiscal, quase uma outra Constituição.

“É muito forte. Uma Constituição que manda gastar cada vez mais passaria a ter uma proibição de gastar mais”, diz. Ele ressalta que a diferença entre a proposta de limite de gastos feita pelo ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e a de Meirelles é que a primeira não diz se o limite aumentaria, manteria ou diminuiria as despesas reais.

Para ele, o mérito do projeto de Barbosa era detalhar os passos a seguir, caso houvesse risco de furar o limite. “Na proposta de Meirelles, adequar a limitação de gastos reais congelados envolve muitas mudanças, algumas constitucionais”, diz. (R7)

Alexandre Schwartsman, Raul Velloso e Fábio Klein analisam o rombo nas contas públicas anunciado pelos ministros do Governo Temer

Alexandre Schwartsman, Raul Velloso e Fábio Klein analisam o rombo nas contas públicas anunciado pelos ministros do Governo Temer

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É claro que ninguém foi pego exatamente de surpresa pelos dados apresentados. Afinal, já se esperava um rombo maior do que aqueles que vinha sendo anunciado pelo governo Dilma, mas sempre causa impacto esse tipo de notícia. Confira a opinião dos especialistas em contas públicas:

“Acho que tem muita margem de segurança nessa história. Eles estão de fato falando inclusive de aproveitar pra limpar alguns dos atrasados. Acho que eles estão preparando um pouco o terreno também para o ano que vem. mas acho que é aquela história. Pintar o quadro mais negro possível para mais na frente conseguir mostrar alguma coisa melhor”, explica o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

“Há condições de reverter dependendo fundamentalmente de a economia se recuperar, porque o grande drama aqui é a queda da arrecadação, e isso vai depender de eles conseguirem melhorar a confiança do setor privado no governo de forma a recuperar os investimentos e portanto o crescimento”, diz Raul Velloso, especialista em contas públicas.

“Um governo que não consegue fechar as contas ele naturalmente vai gerar uma economia de baixo crescimento e inflacionária. Ou seja, o país cresce pouco com inflação, gera perda de poder compra das pessoas, as empresas não produzem, os consumidores não consomem, o emprego não vem e isso pode entrar em um ciclo vicioso muito ruim. Então reverter essa trajetória é fundamental. Caso contrário, o Brasil pode literalmente quebrar”, aponta Fábio Klein, especialista em contas públicas. (Jornal da Globo)

Temer convoca reunião com centrais sindicais para esta segunda-feira.  Deputado Paulinho da Força disse que encontro foi agendado após comentários do ministro da Fazenda

Temer convoca reunião com centrais sindicais para esta segunda-feira. Deputado Paulinho da Força disse que encontro foi agendado após comentários do ministro da Fazenda

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O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), convocou para esta segunda-feira, às 15h, em Brasília, reunião com centrais sindicais para discutir possíveis mudanças na Previdência Social, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força. Segundo ele, o encontro foi agendado após o mal estar gerado junto às centrais sindicais pelos comentários do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva na última sexta-feira. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Paulinho contou que a Força Sindical, entidade presidida por ele, quer ouvir as propostas de Temer e a ideia do encontro é “acertar procedimentos”. Em conversas anteriores com representantes do atual governo, teria sido dito que nada mudaria sem ampla negociação com centrais sindicais, afirmou Paulinho da Força. “Queremos que seja o governo do diálogo, que não seja um governo que decida de cima para baixo”, acrescentou.

Entre os pontos defendidos, o político disse que não aceitará alterações na idade mínima para aposentadoria de quem já estiver trabalhando. “Se for para discutir para quem começa a trabalhar agora, até é possível. O jovem que começa a trabalhar agora vai viver 100 anos e é possível trabalhar um pouco mais”, afirmou. Além da Força Sindical deverão estar presentes no encontro de amanhã representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores. “A CUT foi convidada, mas acho que eles não vão”, acrescentou Paulinho.

Na entrevista, na sexta-feira, Meirelles defendeu a mudança nas regras da Previdência. “A reforma da Previdência é uma necessidade. A Previdência tem que ser autossustentável ao longo do tempo”, disse. O ministro também defendeu uma idade mínima para as aposentadorias. No mesmo dia, Paulinho da Força chamou de “estapafúrdias” as ideias do ministro da Fazenda. “A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores”, disse por meio de nota. “A estapafúrdia ideia defendida pelo atual ministro é inaceitável porque prejudica quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Vale lembrar que o último governo já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores”, acrescentou o dirigente. (CP e AE)

Preferido de Temer, Meirelles anima mercado

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O vice-presidente Michel Temer admitiu ter sondado o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para ocupar o Ministério da Fazenda caso assuma o governo com o possível impeachment da presidente Dilma, o que provocou reações positivas no mercado, contribuindo para a alta de 2,35% da Bovespa. A Jorge Bastos Moreno, Temer disse que delegaria “ao Meirelles” o direito de indicar o presidente do BC. O vice também sinalizou que quer o senador tucano José Serra na Educação e o advogado Antônio Mariz de Oliveira na Justiça. O nome de Mariz, que assinou manifesto de advogados crítico à Lava-Jato, causou polêmica. O PMDB do Rio planeja influenciar escolhas no Esporte e no Turismo. (O Globo)

Vitorioso na reforma, Lula quer Henrique Meirelles no lugar de Tombini para o BC

Vitorioso na reforma, Lula quer Henrique Meirelles no lugar de Tombini para o BC

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A saída de Aloizio Mercadante (Casa Civil) do núcleo duro do governo vem sendo vista como uma vitória do ex-presidente Lula. Ao líder petista se credita o ganho de fôlego do Planalto para manter o PMDB na base aliada, sem grandes prejuízos.

Mas o desfecho da reforma ministerial e administrativa pode apresentar uma surpresa. Lula vem insistindo na nomeação de Henrique Meirelles para ocupar o lugar de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. A pedido da própria presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente desembarca em Brasília nesta quinta-feira (1º) para fechar a reforma ministerial, que será anunciada entre hoje e amanhã.

Dilma já cedeu aos pedidos de Lula em relação a Jaques Wagner, que será o novo titular da Casa Civil, Ricardo Berzoini na coordenação política e Edinho Silva na Comunicação. Se concordar com a mudança no BC, o ex-presidente passará a influenciar também a área econômica do governo, da qual ele é crítico severo. (Eduardo Miranda/ Jornal do Brasil – Foto: Alexandre Campbell/ Forum World Economic 2011)