Ibovespa fecha quase estável com recuo de bancos e Gerdau

Ibovespa fecha quase estável com recuo de bancos e Gerdau

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A Bovespa fechou estável nesta segunda-feira, uma vez que o efeito positivo do apetite a risco no exterior foi contrabalançado, principalmente pelo declínio das ações de bancos e da Gerdau, com investidores à espera do anúncio de medidas pelo governo interino de Michel Temer.

O Ibovespa fechou estável, a 51.802 pontos. Na máxima do dia, o índice subiu quase 1 por cento e, na mínima, caiu 0,42 por cento. O volume financeiro somou 7,7 bilhões de reais.

No panorama externo, o começo da semana foi de alta nos pregões em Wall Street e nos preços de commodities, com destaque para o avanço do petróleo , ajudado por perspectivas consideradas otimistas do Goldman Sachs.

Na cena doméstica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adiou para terça-feira o anúncio da equipe econômica, mantendo o mercado em modo espera.

Para o Bradesco BBI, o mercado passa por uma transição de um rali baseado em expectativas de mudança positiva para um olhar mais comedido sobre os novos formuladores de políticas e a probabilidade de reformas estruturais – e suas consequências.

DESTAQUES

– PETROBRAS fechou com as ações ordinárias em alta de 3,47 por cento e os papéis preferenciais com ganho de 3,07 por cento, respondendo por relevante suporte ao Ibovespa, na esteira do avanço dos preços do petróleo no exterior.

– BRADESCO caiu 1,75 por cento e ITAÚ UNIBANCO recuou 1,53 por cento, em sessão negativa entre bancos, pesando no Ibovespa em razão da fatia relevante que ambos detêm no índice.

– GERDAU recuou 6,67 por cento, após a Polícia Federal indiciar 19 pessoas em inquérito envolvendo o grupo siderúrgico na operação Zelotes, incluindo, conforme relatos da mídia, o presidente-executivo da empresa, André Gerdau Johannpeter. Procurada, a Gerdau informou que “até o momento, não recebeu informações oficiais sobre o tema”. GERDAU METALÚRGICA perdeu 7,6 por cento.

– VALE encerrou com ordinárias em alta de 1,70 por cento, enquanto as preferenciais recuaram 0,17 por cento, em sessão com alta do preço do minério de ferro na China.

– JBS saltou 16,38 por cento, ainda sobe efeito no anúncio de planos de reestruturação corporativa, que, na visão de analistas, deve destravar valor na ação da empresa.

– LOJAS AMERICANAS subiu 5,45 por cento, tendo no radar decisão de que exercerá o direito de preferência para a subscrição das ações do aumento de capital da B2W, que não está no Ibovespa, que saltou 9,41 em meio a cobertura de posições vendidas após anunciar aumento de capital. Ainda, o Itaú BBA incluiu Lojas Americanas em sua “Buy List”, enquanto excluiu Telefônica Brasil – CESP perdeu 3,95 por cento, em meio à repercussão do balanço do primeiro trimestre, com queda no lucro para 97,9 milhões de reais. O Ebitda caiu 63,7 por cento na comparação anual.

– BR MALLS caiu 2,62 por cento, após resultado trimestral, com queda de 6,5 por cento no Ebitda na comparação anual. A administradora de shoppings disse que está recorrendo a descontos para atrair para seus empreendimentos grandes varejistas.

– ELETROBRAS , que não está no índice, fechou com as ações ordinárias em baixa de 6,13 por cento, em meio a preocupações sobre o risco de eventuais efeitos se a companhia não apresentar em tempo hábil seu balanço ao órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. A ação preferencial cedeu 3,84 por cento. (Exame)

Dólar volta a cair e Ibovespa mantém queda

Dólar volta a cair e Ibovespa mantém queda

Economia Negócios Notícias
 O dólar comercial, que subiu pela manhã e chegou a R$ 3,7806, voltou a cair. Por volta de 14h, o dólar estava cotado a R$ 3,7327. Ontem, o dólar caiu 2,26% (R$ 0,087) e fechou vendido a R$ 3,748, na menor cotação desde o último dia 24 (R$ 3,704).

O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que subiu fortemente nessa quinta-feira, está em queda hoje. A queda chegou a 2,59%, com 45.192 pontos. Ontem, o Ibovespa subiu 3,29% e fechou em 46.393,26 pontos, interrompendo sequência de quatro quedas.

Ontem, o mercado reagiu à aprovação da meta fiscal do governo para 2015 e ao anúncio de abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Hoje, além do cenário político brasileiro, o mercado reflete a divulgação de números positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. A economia norte-americana criou 211 mil empregos em novembro, acima das previsões dos analistas que apontavam para 196 mil.

A melhora no mercado de trabalho poder levar ao aumento da taxa de juros pela Reserva Federal (Fed), banco central norte-americano, na sua reunião de política monetária, marcada para os dias de 15 e 16. O aumento dos juros nos Estados Unidos pode atrair investimentos em títulos públicos americanos, considerados a aplicação mais segura do planeta. Os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar. (Agência Lusa)

Um dia após abertura do processo de impeachment, Ibovespa sobe e dólar cai. Ações do BTG Pactual sobem também hoje

Economia Notícias

O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, sobe, enquanto o dólar cai, um dia após a autorização do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-rj), para abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Por volta das 15h, o Ibovespa subia 4,03%, com 46.725 pontos. Já o dólar comercial era vendido a R$ 3,7809.

As ações do BTG Pactual, que vinham caindo nos últimos dias com a prisão de um dos sócios, o banqueiro André Esteves, sobem também hoje. A alta é de 0,95%.

O pedido de abertura do processo de impeachment aceito por Cunha foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. A decisão foi anunciada poucas horas após a bancada do PT decidir votar pela continuidade do processo contra Cunha no Conselho de Ética.

O mercado financeiro vê o impeachment como uma possível solução para a crise política, que gera repercussões na economia. Para o professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Kanczuk, se o processo for aprovado e o vice-presidente Michel Temer assumir a Presidência, deve ter melhores condições políticas para governar e promover reformas macroeconômicas.

Já o economista Luciano D’Agostini, pós-doutorando em macroeconomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, classifica de “imprudente” um possível processo dessa natureza, dizendo que as consequências vão “respingar no cidadão”. Para o economista, devido às incertezas quanto ao futuro, a volatilidade (forte oscilação) da cotação do dólar deve aumentar, assim como o risco-país (que mede o grau do risco que um país representa para o investidor estrangeiro). (Agência Brasil)

Bolsa cai 42% em dólar, e empresas fecham capital. Este ano, 12 companhias pediram cancelamento de registro na Bovespa

Bolsa cai 42% em dólar, e empresas fecham capital. Este ano, 12 companhias pediram cancelamento de registro na Bovespa

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Estratégia visa a reduzir danos em meio à queda no valor das ações. Cenário nos mercados piorou depois que Brasil perdeu grau de investimento. Governo deve adiar abertura de capital da Caixa Seguradora para 2016.

A recessão e a perda do grau de investimento pelo Brasil levaram empresas de diferentes setores a desistirem de negociar suas ações na Bolsa de Valores. Este ano,12 companhias já pediram para cancelar seu registro na Bovespa e, assim, fechar o capital, informa Ana Paula Ribeiro. Com as ações baratas, os controladores aproveitam para recomprá-las e evitar uma depreciação maior da empresa. O grupo inclui o BicBanco, a Souza Cruz e a Vigor. Este ano, a Bolsa brasileira perdeu 42% de seu valor em dólar. O mau momento no mercado deve levar o governo a adiar para 2016 a abertura de capital da Caixa Seguradora, prevista para novembro. O governo pretendia arrecadar R$ 4 bilhões com a operação. (O Globo)

Ibovespa ameniza perdas após Dilma assinar MP e encaminhar PEC ao Congresso

Ibovespa ameniza perdas após Dilma assinar MP e encaminhar PEC ao Congresso

Economia Negócios Notícias

Após cair quase 3% durante o pregão desta terça-feira (22), o Ibovespa fechou em queda de apenas 0,70%, aos 46.264 pontos. As perdas foram amenizadas após notícias de que o governo assinou uma medida provisória que aumenta a cobrança do Imposto de Renda para pessoas com receitas superiores a R$ 1 milhão e enviou duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso: uma delas prevê a criação da “nova CPMF” e a outra revoga o abono de permanência dos servidores públicos.

No radar dos investidores também estiveram a análise do Congresso em relação aos vetos da presidente Dilma Rousseff e a reunião do ministro da Fazenda Joaquim Levy com representantes da agência de classificação de risco Fitch.

No encerramento, mesmo com a leve alta do Brent, as ações ordinárias (PETR3) da Petrobras tinham forte recuo de 3,13%, a R$ 8,35, enquanto seus papeis preferenciais (PETR4) desciam ainda mais, 4,52%, valendo R$ 6,97. A Vale, por sua vez, teve baixa de 2,36% em suas ações ordinárias (VALE3), cotadas a R$ 19,46, e de 2,23% nas preferenciais (VALE5), que chegaram a R$ 15,35.

No setor financeiro, os resultados não tiveram tendência definida, com Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,49, +0,95%) subindo, Bradesco (BBDC3, R$ 25,10, -0,24%; BBDC4, R$ 22,70, +0,40%) variando e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,22, -0,06%) caindo.

Em Wall Street, os índices Dow Jones Industrial e S&P 500 recuaram 1,09%, aos 16.330,47 pontos, e 1,23%, a 1.942,74 pontos, respectivamente. Fechamento no vermelho resultou das declarações do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart. O representante do Fed voltou a sinalizar que um aumento na taxa de juros norte-americana pode vir ainda em 2015. Na plataforma Nasdaq, o Nasdaq Composite caiu 1,50%, fechando em 4.756,72 pontos. (Jornal do Brasil – Foto: Rafael Matsunaga/ (Arquivo) – Wikipédia)