Adolescente é morta a tiros perto de supermercado no Menino Deus. Vítima foi alvejada diversas vezes por criminosos que estavam em um Gol preto; do Correio do Povo

Adolescente é morta a tiros perto de supermercado no Menino Deus. Vítima foi alvejada diversas vezes por criminosos que estavam em um Gol preto; do Correio do Povo

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Uma adolescente de 17 anos foi morta a tiros, na noite desta terça-feira, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. A vítima foi alvejada diversas vezes, por volta das 21h25min, nas proximidades do supermercado Nacional da rua Múcio Teixeira.

De acordo com informações preliminares da Brigada Militar, um VW Gol de cor preta passou pela Travessa Pesqueiro e, de dentro dele, saíram os disparos. Testemunhas ouviram ao menos 15 tiros e disseram que o carro ainda atropelou e arrastou a vítima por meia quadra até o local onde corpo foi achado. A área foi isolada para perícia e ainda não há suspeitos para o crime.

CDL POA critica boatos em relação à falta de policiamento nas ruas. A insuficiência de informações oficiais que tranquilizassem a todos prejudicou o desempenho de diferentes setores

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Insegurança. Esta foi a sensação vivenciada pelos porto-alegrenses durante a última quinta-feira, dia 4 de agosto. “Devido à possibilidade da falta de policiamento nas ruas, as pessoas realmente ficaram apreensivas e alteraram as suas rotinas. Assim, todos os segmentos foram penalizados, desde o salão de beleza, até os restaurantes, supermercados e lojas, especialmente do centro da Capital, que ficou esvaziado”, avaliou o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus.

Segundo informações preliminares, as vendas de diferentes categorias caíram até 50%, o que acabou por prejudicar a arrecadação e, por consequência, toda a economia gaúcha. “Além disso, causou estranheza que, nos dias de hoje, em que possuímos tantos canais de informação, ficamos praticamente no escuro o dia todo, sem informações consistentes, só um sentimento de pânico. Ninguém reverteu de forma efetiva o que foi dito. O Estado não conseguiu ser ativo neste sentido e eximiu-se de suas responsabilidades. Mas, na prática, vimos muitos policiais nas ruas e ocorreram eventos pontuais na cidade. Nada tão expressivo”, ponderou Debus. “Precisamos ficar atentos, pois boatos como esse acabam por lesar a todos e causar um estado de guerra desnecessário”, advertiu.