“Vagabundos não vão me intimidar”, diz Flávio Rocha sobre invasão do MST; por Mônica Bergamo/Folha de São Paulo

“Vagabundos não vão me intimidar”, diz Flávio Rocha sobre invasão do MST; por Mônica Bergamo/Folha de São Paulo

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 O presidenciável Flávio Rocha disse que não vai se deixar intimidar pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) depois de invasão na fábrica do Grupo Guararapes, que é presidido por ele. Um grupo de mulheres do MST e da Marcha Mundial de Mulheres invadiu uma fábrica na região metropolitana de Natal (RN), às 6h da manhã desta quinta (8).

“Quero dar um recado a esse grupo de vagabundos, que querem me intimidar, que não vão conseguir. Só aumentam minha disposição de luta para que o Brasil tenha um presidente que feche a torneira de dinheiro público para esse grupo de terroristas”, disse Rocha. A nota completa está no site da Folha de São Paulo.

Eduardo Suplicy é detido durante reintegração de posse em SP

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O ex-senador Eduardo Suplicy foi conduzido pela Polícia Militar durante protesto contra a reintegração de posse de uma área na zona oeste da cidade de São Paulo, informou a assessoria de imprensa do político. Suplicy foi ao local para apoiar famílias que faziam protesto contra a ordem de despejo na ocupação Terra Pelada, no Jardim Raposo Tavares. Em vídeos publicados em redes sociais, o ex-senador aparece deitado no chão e sendo levado pela polícia.

Suplicy foi encaminhado para o 75º Distrito Policial, no Jardim Arpoador. Mais cedo, houve confronto com os manifestantes, que soltaram rojões e jogaram pedras contra a tropa de choque da polícia, que revidou com bombas de efeito moral.

De acordo com a PM, por volta das 9h, houve também troca de tiros e um policial foi atingido no colete de proteção, sem sofrer ferimentos.

Os moradores fazem protesto desde o início da madrugada. Eles tentaram queimar um ônibus, fizeram barricadas e atearam fogo em pneus.

A área, na rua José Porfírio de Souza, 892, no Jardim Raposo Tavares, pertence à prefeitura de São Paulo. Segundo decisão da Justiça, emitida pela 9ª Câmara de Direito Público, o local oferece alto risco de deslizamento, por ser região de encosta. (Agência Brasil)

Municipários invadem plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Servidores dizem que só deixarão o local após a Prefeitura melhorar a proposta de reajuste da categoria

Municipários invadem plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Servidores dizem que só deixarão o local após a Prefeitura melhorar a proposta de reajuste da categoria

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Municipários ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre na tarde desta terça. Os servidores dizem que só deixarão o local após a Prefeitura melhorar a proposta de reajuste da categoria, que está em greve há uma semana. O Legislativo municipal ainda não ingressou com pedido de reintegração de posse.

Municipários em greve estão no local como forma de protestar e pressionar município a melhorar a proposta de reajuste da categoria. Mais cedo, o vice-prefeito Sebastião Melo esteve reunido com o sindicato da categoria e condicionou a diminuição no número de parcelas do aumento do salário a um incremento de receitas no caixa do Executivo. O comando de greve não aceitou, permaneceu no local e, em seguida, se dirigiu ao plenário.

A categoria pede que o parcelamento do reajuste dos salários seja concluído ainda em 2016, antes de o prefeito eleito em outubro assumir o Paço. Até agora, a Prefeitura insiste na falta de condições financeiras para melhorar a oferta — de quatro parcelas, somando 9,28%, até janeiro.

A diretora de comunicação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, ponderou que a categoria já abriu mão de perdas salariais provocadas pelo parcelamento do reajuste no ano passado, concluído também em janeiro. (Felipe Vieira com informações da Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Liberdade de Imprensa: Secretaria de Segurança divulga nota sobre prisão de jornalista. Para Comandante do Policiamento da Capital: “Força usada, foi a necessária.”

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com o Comandante do Policiamento da Capital, Coronel Ikeda, sobre a atuação da BM na desocupação do prédio invadido da Secretaria Estadual da Fazenda, em Porto Alegre, nesta quarta-feira.

Ele falou sobre o uso do gás de pimenta e que o uso a força utilizada para retirada dos invasores, “Foi a necessária…”.

A Secretaria de Segurança Pública divulgou hoje uma nota sobre a prisão do jornalista

Esclarecimento sobre a custódia de Matheus Chaparini

A Secretaria da Segurança presta os seguintes esclarecimentos sobre a custódia de Matheus Chaparini, ocorrida em virtude da invasão do prédio da Secretaria da Fazenda, nessa quarta-feira (15):

1. A prisão em flagrante foi efetuada porque, durante todo o tempo, ele estava dentro do prédio invadido, agindo como integrante do grupo militante que praticou a invasão.

2. Ele se identificou como jornalista quando já estava consumada a prisão pelo ato de invasão. Na Delegacia de Polícia, quando da lavratura do auto de prisão em flagrante, negou-se a falar, permanecendo em silêncio e optando por falar somente em juízo.

3. Portanto, a prisão se deu em virtude do ato individual de invasão, do qual ele foi parte ativa, e não do exercício da atividade profissional de jornalista, cujas garantias são historicamente prestigiadas e asseguradas pelos órgãos de segurança do Rio Grande do Sul.

4. Os profissionais de imprensa presentes na ocorrência em questão, respeitando o trabalho da polícia, tiveram garantido o exercício de sua atividade profissional.

5. A Brigada Militar e a Polícia Civil cumpriram suas obrigações funcionais, resguardadas no princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Eventuais equívocos serão apurados nos termos da legislação em vigor.

6. Ao Poder Judiciário, no momento oportuno, caberá decidir sobre a responsabilidade penal dos adultos presos e indiciados no ato, garantido o contraditório e a ampla defesa.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Liberdade de Imprensa: “Me identifiquei várias vezes”, relata jornalista preso durante cobertura de ocupação. Matheus Chaparini diz que estava com duas credenciais profissionais que foram retiradas dele

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com o jornalista Matheus Chaparini, do Jornal Já, preso nessa quarta-feira (15) enquanto cobria a desocupação do prédio invadido da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no Centro de Porto Alegre. Na entrevista ele garantiu que se identificou diversas vezes tanto aos agentes da Brigada Militar, quanto aos estudantes da atividade de reportagem que realizava no local. O repórter explicou que conseguiu ingressar no prédio ocupado próximo das 9h, junto com o cineasta Kevin Darc que captava imagens para um documentário, um pouco antes do efetivo da BM ingressar na Fazenda.

Segundo Chaparini, além de se identificar profissionalmente, o jornalista garantiu à polícia que não fazia parte do movimento dos estudantes. Mas, mesmo assim, segundo ele, a polícia alegou que o repórter deveria ser preso também pelo fato de estar no local.

Após a prisão, Chaparini, Kevin e demais detidos, maiores e menores de idade, foram deslocados para o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), para transferir os menores; depois, seguiram para a 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para o Palácio da Polícia para o exame de corpo de delito; depois retornaram à 3ª DPPA, onde aguardaram por bastante tempo, até serem conduzidos à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e, depois, ao Presídio Central, algemados.

Chaparini foi indiciado por seis crimes: dano ao patrimônio, esbulho possessório (invasão de terreno ou edifício alheio com violência), desacato, resistência à prisão, organização criminosa e corrupção de menores.

 

Estudantes da rede estadual invadem a Assembleia para pedir retirada de projeto de lei. Grupo pretende ficar no local por tempo indeterminado

Estudantes da rede estadual invadem a Assembleia para pedir retirada de projeto de lei. Grupo pretende ficar no local por tempo indeterminado

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Cerca de 50 estudantes que fazem parte das ocupações de escolas invadiram, na tarde de hoje, o saguão de entrada da Assembleia Legislativa, no Centro da Capital. O grupo exige a retirada de pauta do PL 44/2016, que deve ser votado amanhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria pode ampliar a interferência da iniciativa privada em serviços públicos.

Funcionários das escolas e professores também fazem parte da manifestação. Seguranças da AL não agiram para retirar o grupo até o momento. Segundo a assessoria da presidência da Casa, os manifestantes não pediram audiência com a deputada Silvana Covatti.

O grupo fazia concentração em frente ao Palácio Piratini, desde as 14h, e previa, de início, fazer uma vigília na Praça da Matriz. Apesar de terem recebido a visita do secretário da Educação do Estado, Luís Alcoba, nessa manhã, em mais uma tentativa de negociação, representantes da ocupação do Colégio Protásio Alves reforçaram a decisão conjunta de resistir. Alcoba argumentou aos estudantes que há possibilidade de emendas no PL  44 para que a proposta não impacte o setor da educação.

Em nota do Comando Estudantil das Escolas Ocupadas, os secundaristas reconhecem alguns avanços nas propostas apresentadas pela Secretaria da Educação, como a liberação de uma verba emergencial de R$ 40 milhões para reformas, mas entendem que a oferta é insuficiente. Uma insistência dos estudantes é que o Executivo garanta, de antemão, que não vai sancionar o projeto de lei ‘Escola sem Partido’, de autoria do deputado Marcel van Hattem (PP), caso o texto seja aprovado na Assembleia Legislativa.

O movimento estudantil também lamenta que o governo tenha enviado mensagens de áudio aos pais, durante o final de semana, sugerindo que as aulas sejam retomadas normalmente nesta segunda. De acordo com o Cpers Sindicato, dez mil mensagens de telemarketing foram contratadas pelo governo com essa finalidade. (Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Líder da invasão da Câmara de Vereadores em 2013 vira diretor do legislativo da Capital; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Líder da invasão da Câmara de Vereadores em 2013 vira diretor do legislativo da Capital; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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Indicado por um ex-vereador do PT para o cargo de diretor administrativo da Câmara Municipal de Porto Alegre, o advogado João Hermínio Marques de Carvalho evitou conceder entrevista para não aumentar a polêmica em torno do caso. Ele foi um dos líderes da invasão à sede do Legislativo, ocorrida em 2013, e o vazamento da indicação para o cargo repercutiu internamente. Conhecido

João Hermínio Marques de Carvalho e Silva. Foto: Francielle Caetano/Câmara de Porto Alegre
João Hermínio Marques de Carvalho e Silva. Foto: Francielle Caetano/Câmara de Porto Alegre

como João Sem Medo, ele justifica, longe dos microfones, que o passado reflete um momento diferente do presente. Carvalho admite que teve papel de liderança no episódio da invasão ao Parlamento, e recorda que aquela foi uma ação da juventude organizada, que organizou atos semelhantes em diferentes municípios do Brasil. À época, o mote em Porto Alegre foi o aumento da passagem de ônibus. Carvalho adiantou, ainda, que só vai conceder entrevistas a partir da nomeação, com o objetivo de esclarecer que é competente para o cargo. Ele explica que, no passado, agia como líder estudantil e que, hoje, formado em Direito, detém qualificação necessária para a função.

Alagoano, Carvalho concorreu a deputado federal pelo PT, no Rio Grande do Sul, em 2014, conquistando 2.346 votos. Ele é indicado como sucessor da ex-diretora administrativa da Câmara, Tamara Biolo, que deixou o cargo após aceitar convite para trabalhar na Secretaria da Segurança, em Canoas, com o vereador da Capital Alberto Kopittke (PT), que assumiu a pasta depois de renunciar ao mandato.

A previsão é de que o nome do diretor administrativo da Câmara seja confirmado nesta sexta-feira. A tendência é de que a Presidência da Casa tenha recuado em aceitar a indicação de Carvalho depois que o caso veio à tona. A vereadora Mônica Leal, do PP, que chegou a ficar acuada durante a invasão da Câmara e teve de implorar aos manifestantes para deixar a Casa, anunciou ontem providências para tentar impedir a posse.