Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

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Milhares de vezes ao longo de anos, ela percorreu o corredor do segundo andar do prédio do Grupo Bandeirantes, em Porto Alegre, atravessou a divisória de vidro que dá acesso aos estúdios das rádios, abriu a última porta à direita e se instalou soberana na cadeira de apresentadora da Ipanema FM. No início de tudo, esse caminho foi trilhado durante a noite, quando literalmente solitária – mais ninguém trabalhava naquele horário -, pilotava a “nave ipanêmica”, nos voos a companhia de milhares de ouvintes, inclusive eu, em Butiá.  Na hoje longínqua década de 80… sem email, redes sociais, whatsapp ou qualquer outra forma instantânea de conversar com os “colegas diurnos”, instituiu um caderno que ficava na mesa do estúdio e servia como veículo de comunicação interna. E é dali uma fonte maravilhosa de histórias, recados nem sempre bem educados e “viagens” escritas por Mary Mezzari, Nilton Fernando, Mauro Borba, Nara Sarmento, KG, Porã, Jimi Joe… que ela extrai a matéria-prima para formatar: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM.

Há muito tempo, Katia sabia que os 23 cadernos carinhosamente guardados com relatos dos problemas, necessidades, ideias e brigas de 1985 a 1997,  seriam transformados em livro, ” Os cadernos são um  making of.  Ali tem tudo o que a gente pensava sobre a rádio que fazíamos. Eu não sabia direito como organizar a coisa e no doutorado, orientada pelo Professor Fischer, eu descobri.”

43636837_1388662984601271_2867803977695625216_nMuitas são as vozes femininas e masculinas que fizeram a história da rádio mais Rock and Roll do sul do mundo, certamente entre as que se destacaram na fantástica história da emissora, está a da baiana Katia Suman. Sim! Ela é baiana e porreta!  Nunca exitou em dar sua opinião entre os blocos musicais e chamava a atenção por isso. Dia 17 de novembro, na Praça da Alfândega, uma infindável legião de fãs formará uma daquelas filas que “serpenteará” o entorno do trono onde a  Rainha autografará: Katia Suman e os diários secretos da Rádio Ipanema FM. Por sinal, estou curioso para saber se ela vai falar do início de tudo no veículo rádio, que pode surpreender a muita gente, mas foi na Atlântida. Bem, essa é outra história. Anota aí e não esquece: o livro será lançado dia 17 de novembro, com sessão de autógrafos, às 19h30 na Feira do Livro. Antes tem um bate papo no Teatro Carlos Urbim com Katia, Mauro Borba, Jimi Joe, alemão Vitor Hugo… outros devem confirmar ainda, a mediação será do professor Luis Augusto Fischer.

Katia começou a subir o Morro Santo Antônio, em 1983, quando ainda era Rádio Bandeirantes FM,  apresentou uma proposta de trabalho privilegiando a música brasileira e participou da migração para a nova emissora. Na Ipanema entre idas e vindas foram mais de 20 anos. Ali ganhou projeção como locutora, comentarista e programadora musical, apoiando músicos e bandas emergentes e prestigiando na programação uma variedade de gêneros. Contribuiu de forma importante para consolidar o prestígio da Rádio Ipanema, e nas palavras do professor de Rádio da UFRGS, Luiz Artur Ferraretto, ela ganhou notoriedade: “Graças à sua performance ao microfone nas noites dos 94,9 MHz, quando abre espaço para os, na sua expressão frequente, ‘radiouvintes’, em conversas que variam do hilário a uma profundidade ‘papo-cabeça’, não usual na programação jovem de consumo rápido de outras estações.  Na gerência de programação da rádio, Katia aprofundou o posicionamento de mercado da emissora, que se autodefiniu como uma estação voltada ao ‘segmento AB Rock Forever Young’, em outras palavras: rock, a música, e atitude rock, a rebeldia, para todas as idades”.

Ela acompanhou de dentro ou de fora – sempre bem informada -, os 32 anos da Ipanema FM e agora prepara o lançamento do livro com bastidores de tudo o que viu, ouviu e participou. A exemplo da velha Continental, a Ipanema tem mais que ouvintes, os “Ipanêmicos” formam uma categoria de fãs muito apaixonada. Entre vários exemplos da paixão, eu próprio vi dezenas de pessoas participarem de uma promoção para tatuarem o “n” da emissora, os milhares de motoqueiros com adesivos circulando pelas ruas ou sujeito que pintou o seu fusca de amarelo e preto e fez dele uma homenagem a 94,9 FM. Raras seriam as pessoas capazes de montar um diário daquele estúdio por onde passaram nomes consagrados da música gaúcha, brasileira e internacional. Muitas delas movidas a água, café, vinho, uísque ou ervas naturais…

 

Em entrevista a Juliana Maciel, publicada no blog https://jujucrmaciel.wordpress.com , Katia falou as passagens pela Ipanema FM e o trabalho que desenvolve hoje na Rádio Elétrica. A entrevista é de 2016, mas segue atual porque tem muitas questões conceituais e o início de tudo:

Kátia inspira-se no trabalho que ela e os outros comunicadores faziam na Ipanema FM – uma rádio jovem sem modelo pronto – para continuar buscando inovações e conteúdos relevantes.

Atualmente, ela não se enxerga trabalhando em outro lugar que não na sua casa. Sempre envolvida em inúmeras atividades, ela segue produzindo o Sarau Elétrico – que acontece há 17 no Bar Ocidente – e participa do coletivo Cais Mauá de Todos – que questiona o projeto de revitalização do Cais do Porto. Ela ainda procura tempo para concluir o doutorado em Letras e para continuar a escrita de um livro que contará sobre a antiga Ipanema FM, “o trabalho dos sonhos”.

Como iniciou o teu contato com o jornalismo?

Eu não sou formada em jornalismo. Mas eu sempre gostei de ler, então eu lia livros, jornais e ouvia rádio quando era adolescente. A minha primeira experiência profissional foi como redatora de publicidade quando eu tinha 18 anos. Eu trabalhei três anos com isso e parei porque não tinha nada a ver comigo. Mas a coisa da publicidade me fazia estar muito atenta a tudo o que era publicado na mídia. Quando eu vim pra Porto Alegre, eu ouvia a rádio Bandeirantes – que virou Ipanema depois – e eu achava ela incrível porque ela fugia do padrão FM meio gritado, falado rapidinho e todo alegre. Ela parecia verdadeira e tinha um conteúdo e uma programação musical muito legal. E já que eu ouvia muito, pensei que podia trabalhar nela. Então eu escrevi o roteiro de um programa e fui na rádio Ipanema falar com o diretor. Ele achou bacana e pediu pra que eu gravasse um piloto. E assim começou.

Mas o teu primeiro trabalho em rádio não foi na Bandeirantes, certo?

Então, o Nilton Fernando falou que não podia me contratar, mas disse que a rádio Atlântida queria experimentar uma voz feminina e me sugeriu que eu fosse lá. Daí eu fui. Na época o diretor da Atlântida era o Pedrinho Sirotsky e ele me recebeu. Imagina, hoje isso seria impossível. Hoje tu não chega nem na secretária do cara. Naquele tempo, eu não sei como, mas eu chegava. Eu nem estava fazendo comunicação, eu não era nada e ele falou que tudo bem e me ofereceu um estágio, no turno da madrugada, pra que eu aprendesse como funcionava. Durante meses, das 2 h às 6 h da manhã, eu ficava falando no ar e aprendi a operar a mesa de som assim. Foi incrível. Eu ia pra rádio tipo 1 h da manhã, uma piração. Eu lia todos os jornais e ficava o dia inteiro pensando no que eu ia falar, porque eu queria falar coisas interessantes. E eu realmente falava horas de madrugada.

Nos anos 80 tu começaste a trabalhar na rádio Ipanema. Como era a relação entre os comunicadores? Vocês tinham o mesmo propósito para a rádio?

Bem, a gente estava vivendo um momento muito especial. Era o começo da redemocratização. Então, começava a se respirar um ar diferente. Entre os jovens, havia uma necessidade de falar e de entender o mundo em que estávamos vivendo. Na Ipanema, a gente queria ser fora do padrão e criticávamos muito essas rádios, como a Atlântida – que eram idiotas e superficiais para o nosso ver. Elas só tocavam músicas que estavam no top 5, top 10 das revistas tipo Billboard. E achávamos tudo isso desprezível. Nós queríamos fazer uma rádio bacana, que falasse de coisas importantes: ecologia, feminismo, naturismo, política, filosofia, literatura, poesia, a gente cobria todo o espectro de manifestações artísticas e culturais da cidade. Andávamos por terrenos que as outras rádios voltadas para público jovem não iam. Eles começaram a tocar música daqui, porque a gente tocava e deu certo. Eles começaram a fazer transmissões de shows, porque a gente fazia e dava certo. Naquela época, tínhamos muito IBOPE, mesmo com uma potência pequena. E vivíamos muito aquele universo. Era o nosso trabalho, mas era também a nossa vida de uma certa forma. Porque o que fazíamos ali era absolutamente verdadeiro. A gente era muito explícito, sincero e espontâneo. Cada comunicador tinha o seu perfil, falava do seu jeito. Não seguíamos um roteiro. Tínhamos opinião sobre tudo e cada um tinha liberdade para expor as suas ideias.

Havia algum tipo de controle sobre o conteúdo veiculado por parte do grupo Bandeirantes?

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Galera da Ipanema anos 90: Claudio Cunha, Eduardo Santos, Júlio Reny, Nara Sarmento, Alemão Vitor Hugo, Katia Suman, Alexandre Brasil e Bruno Suman

Tínhamos um diretor que era o Nilton Fernando e, às vezes, ele dava umas enquadradas. Porque a gente, nessa atmosfera de liberdade e de criatividade, extrapolava. Eu me lembro do Nilton reclamando que estávamos virando uma rádio muito petista. O PT estava começando e, pra nós, conversar com um político e eleger um político era uma coisa nova. Então, era toda uma certa euforia e um desejo de participar do processo. Tínhamos liberdade, mas às vezes o Nilton ficava indignado que falávamos de mais. Porque, pra gente, esse papo de neutralidade não existia. Alías, mesmo que o jornalista use todo o manual de jornalismo da sua instituição e fique escolhendo as palavras, ele fala de algum lugar. E o que eu vejo de mais perigoso e perverso é uma neutralidade entre aspas – na qual o cara jura que está sendo imparcial e, na verdade, está enquadrado dentro de uma corporação, de um grupo, que tem sim os seus interesses comerciais e políticos.

Até que ano tu trabalhaste na Ipanema FM? Tu acreditas que a rádio foi perdendo a sua identidade jovem ao longo dos anos?

Eu tive três passagens pela Ipanema. Na primeira vez, eu fiquei até 99. Aí eu saí, fiquei sete anos fora. Voltei, fiquei dois anos e saí. E acho que foi perdendo sim, por uma série de fatores, afinal o mundo mudou. Naquele momento, nos anos 80 até 90 e poucos, a rádio tinha um papel fundamental, porque era muito difícil ter acesso a uma informação com aquele foco de interesse. Não tinha internet, a gente recebia notícias do centro do país e de outros lugares através de telex – que é um instrumento pré-histórico. Tinham agências de notícias que mandavam. Havia produção cultural, discos que nem eram lançados no Brasil. Era todo um esquema de lojas de importados, de amigo que viajava pra comprar. Era uma batalha conseguir a informação. A gente lia desde revistas voltadas ao público jovem a jornais do centro do país, como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Estado de São Paulo e a gente ficava catando coisa. Tentando trazer uma informação qualificada e variada pros ouvintes. E o mesmo vale para o repertório musical, porque a gente rodava de tudo – tudo o que a gente achava bom, né. Rolava rock, jazz, pop, música erudita, MPB… era uma gama tão ampla de diversidade musical que é impossível hoje. Porque as coisas foram ficando segmentadas. A Ipanema era uma geleia geral. Bandas que surgiram os anos 80, como Engenheiros do Havaí, TNT, Tefala, Replicantes, Garotos da Rua e Cascaveletes costumam dizer que a Ipanema foi a formação musical deles, porque a gente tocava coisas inacreditáveis para uma rádio. Então, com o tempo, a internet simplificou o acesso à informação, logo o rádio, especialmente esse rádio, perdeu muito da sua função e foi tomando outros rumos.

O que veio na tua cabeça quando foi anunciado, ano passado, que a Ipanema existiria apenas em um formato para a Web?

Bom, duas coisas. Primeiro lugar, eu não aceito essa versão de que a rádio migrou para a Web. Ela acabou. É uma desonestidade com o público dizer isso, porque é uma mentira. Todo mundo foi demitido. O que eles botaram no tal do ambiente Web foi um playlist. Um playlist não é uma rádio. Depois, eu senti até um alívio, porque ela foi tão importante pra mim e pra toda uma geração, que ver aquilo que estava sendo feito com o nome de Ipanema era triste. A última versão dela, era exatamente o oposto do que a gente fazia. Era tudo aquilo que a gente criticava – uma rádio de hits, com repetição, papo furado e todo mundo alegre. Então, em vez de fazer isso com o nome de Ipanema, acaba e assume que acabou. As coisas terminam, a roda gira, a fila anda… não tem mais espaço para uma rádio assim.

De que modo tu enxerga o rádio hoje?

Eu fico pensando, a minha filha tem 15 anos e ela nunca ouviu rádio na vida. Se eu der um rádio pra ela eu acho que ela nem vai saber o que fazer, porque eu acho que nem fabricam mais rádio hoje, todo mundo escuta no carro ou no celular. Então o que eu vejo é que ela e essa turma de adolescentes não ouvem rádio – pelo menos a turma da minha filha. Ela me pediu pra assinar o spotfy e ela ouve umas músicas pelo spotfy. Eu penso que hoje, com esse tipo de coisa, Spotfy, Deezer… não tem sentido ouvir rádio – eu falo de quem quer ouvir música. Porque, no rádio, vai ter aquele comercial chato e vai ter o cara falando. Então eu percebo que o FM virou rádio de notícias ou rádio bem popular, de música de massa, tocando sertanejo universitário.

Eu já estou em uma idade de querer ouvir gente falando, então eu ouço rádio de notícias. Mas, eu tenho muita dificuldade porque as rádios são muito caretas e são muito chatas. Então, pra mim, o que tem de legal no rádio hoje é o Boechat – de manhã cedo na Band – e eu gosto muito do programa do Juremir Machado da Silva e da Taline Oppitz sobre política na Guaíba. Eles entrevistam políticos de todos os partidos. Eles dão uma pauta e os políticos ficam meio que se confrontando e isso é muito bom porque aí tu vê como é que eles pensam. Em relação à rádio musical tem a Unisinos com um repertório musical legal e a FM Cultura. Mas eu já não tenho vontade de ouvir música no rádio.

É possível inovar trabalhando em um veículo de mídia tradicional hoje?

Eu acho que sempre é possível inovar. Eu acredito na possibilidade da criação humana. A rádio Unisinos, por exemplo, tá botando no ar a Rádio Elétrica. Então, o conteúdo que eu gero na minha casa é transmitido no FM. Isso pra mim é novo. É uma maneira de cruzar ambientes. Então, eu acho que dá pra inovar sempre. Mas por uma questão também de retração de mercado os caras não querem ousar. A Ipanema só foi possível porque aquilo que se fez naquele momento conquistou uma legião de ouvintes e com os ouvintes vieram os anunciantes. Acho que hoje, dada as facilidades tecnológicas talvez seja mais fácil inovar. Tu pode ter programa com gente falando de todas as partes do mundo, programa com gente falando de dez estados brasileiros. Eu gosto de ouvir a Band News porque é assim, tem uma ancoragem em São Paulo, mas entra gente do Rio, entra gente de Recife, entra gente de Brasília, entra gente de Porto Alegre, porque eles tem uma rede grande nacional. Mas entra dentro de um formato muito quadradinho. Então eu acho que falta pra uma boa parte de um público que cresceu e que se formou ouvindo a Ipanema, um outro tipo de rádio, um outro tipo de comunicação mais solta, menos careta, mas plural, mais livre, menos quadrada, com uma linguagem menos politicamente correta. Eu acho que uma rádio assim prosperaria. Mas eu não tenho mais energia e disposição pra formatar uma ideia e transformá-la em negócio. Eu não me vejo trabalhando em nenhuma das FMs que existem. Parece que eu não tenho perfil pra estar em alguma delas – não sei, pode ser uma loucura da minha cabeça –, mas eu criei a minha rádio Web porque fazer rádio pra mim é um negócio importante. Eu gosto, eu preciso, me ajuda a entender. Eu trago pessoas pra falar de assuntos que eu julgo relevante, eu tenho uma pauta. É quase que um ativismo que eu faço na minha rádio. Eu consigo fazer isso hoje graças à tecnologia então eu não vou tentar convencer uma empresa e mais milhões de anunciantes porque isso pra mim é muito desgastante e cansativo. Eu sou capaz de inventar um jeito de fazer rádio. E eu inventei um, a minha rádio está no ar.

Como surgiu a ideia de criar a Rádio Elétrica?

Eu comecei a transmitir em dezembro de 2010. Eu estava trabalhando nesse momento na TV COM. Quando eu saí da Ipanema para ir pra RBS, eu coloquei como uma das condições trabalhar em uma das rádios do grupo. Passou um ano e nada. Até que eu decidi fazer a minha rádio. De lá pra cá eu mudei um pouco. No começo eu transmitia ao vivo duas horas por dia – era de manhã – e fazia um rádio do jeito que eu fazia lá nos anos 80/90: falava um pouco, rodava umas músicas, voltava, falava o que tinha rodado, comentava mais alguma coisa. Aí eu voltei a trabalhar na Ipanema e quando eu saí – pela terceira vez – eu comecei a ver a Rádio Elétrica de uma outra maneira.

Como funciona a programação da Rádio Elétrica?

Eu fazia na Ipanema, o programa Talk Radio, que é basicamente uma rádio falada. Não é um diálogo com especialistas, não é uma entrevista, é uma conversa entre cidadão com tantas dúvidas e perplexidades quanto qualquer um. E eu passei a trabalhar em cima dessa ideia.

Então, na segunda-feira o papo é mais sobre cultura, eu converso com um cara que é produtor cultural. Na terça-feira eu falo com uma médica que é a Cinthya Verri e podemos entrar no terreno da psicanálise, da anatomia, ou do comportamento. Na quarta-feira, eu converso com o Diego Granto – que é professor e poeta. A gente fala muito de política, de feminismo, dos movimentos que estão acontecendo. Mas a gente fala do ponto de vista de quem está assistindo sem entender muito bem. Na mídia parece que todo mundo tem certeza, e isso me irrita um pouco. Ninguém tem dúvida. Mesmo agora nesse impeachment/golpe, cai/não cai… sempre tem um jurista, um advogado, que entendeu tudo. Então, pra fechar, na quinta-feira, eu falo com a Fabiola Pecce, que é consultora ambiental e sexta-feira é o dia da cidade, em que eu falo sobre questões de planejamento urbano.

Clique e leia a íntegra da entrevista no https://jujucrmaciel.wordpress.com

 

 

Katia Suman volta ao FM nas ondas da Rádio Unisinos

Katia Suman volta ao FM nas ondas da Rádio Unisinos

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A Unisinos FM segue inovando e como já havíamos dado a dica… A  ideia é ocupar definitivamente o vácuo deixado pela Ipanema FM. Depois do Alemão Vitor Hugo, chegou a vez de Katia Suman voltar a Frequência Modulada via dial 103,3. A novidade fica por conta da parceria montada entre a rádio digital Elétrica e a Unisinos FM. O Programa Talk Rádio, que a Katia apresenta na Elétrica, seguirá sendo transmitido via web e agora também no FM. A parceria por tempo indeterminado, inicia durante a feira do livro. Para deleite de seus fãs, Katia Suman estará no ar entre 12h-13h.
Unisinos FM prepara desembarque em Porto Alegre e para chegar com tudo contrata Alemão Vitor Hugo

Unisinos FM prepara desembarque em Porto Alegre e para chegar com tudo contrata Alemão Vitor Hugo

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A Unisinos FM vai anunciar grandes novidades no mês de novembro. A rádio, que tem 20 anos no dial 103,3 do FM, está preparando sua chegada a Porto Alegre, a emissora teve autorizada o aumento de potência. Junto com isso, vai focar no mundo digital. Toda a estratégia, novo site e ação de geocast está sendo cuidadosamente preparada por uma equipe que envolve várias áreas da Universidade. Para ganhar mais prestígio e um público que anda órfão na Capital, a Unisinos FM quer conquistar os ouvintes perdidos da Ipanema FM. A primeira grande contratação é exatamente o ex-ipanêmico Vitor Hugo. Outros nomes devem ser anunciados oficialmente nos próximos dias. Uma excelente notícia para quem está carente de uma rádio cult em Porto Alegre.

 

 

 

Edu Santos oficializa o desembarque da Loop Reclame em Los Angeles

Edu Santos oficializa o desembarque da Loop Reclame em Los Angeles

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Poucas pessoas fariam eu deixar de lado minhas férias para escrever um texto. Uma delas é o Edu Santos. Na real, eu já podia ter escrito há um tempão e deixado em stand-by. Já sei faz tempo da história do desembarque em Los Angeles. Mas, me pediram OFF e isso é sagrado. Não escrevi e agora aqui estou em frente a tela do computador. Mas, o Edu vale o pit-stop! Gente boa demais!

Nos primórdios do anos 80 – sim nós dois estávamos lá, ele no palco e eu na plateia – não imaginava que ia cruzar com o sujeito na vida e já o ouvia na K30, uma banda de rock. Por sinal, só fui acreditar que era ele naquele vinil quando conferi a capa do disco – onde também está a Doda Bedin #mundopequeno – , não acreditei e era verdade. Quando fui trabalhar na Band começamos a conviver no corredor Ipanema/Band AM. A sala de produção da 94,9 sempre foi um centro de criatividade e efervescência cultural do grupo e da cidade. O Edu é criativo como poucos, e tava sempre agitando e botando pilha para tirar a caretice do rádio AM. Naquela época ainda não tínhamos a Bandnews e ele propunha muita coisa bacana. Algumas, o grande Bira Valdez dava corda e outras podava. Pouco importava o Edu nunca foi de se intimidar com um não e seguia sugerindo. Aprendi muito com ele e a galera da Ipanema. Sou fã do cara que além de música conhece muito de gastronomia/vinhos e que construiu com a Manu uma família linda.

Pois bem, o cara ainda na Ipanema começou a montar a Loop Reclame. Sujeito que nunca pensou pequeno… foi ganhando espaço no mercado gaúcho e depois em “outras praças”. O sucesso se espalhou pelos cantões do Brasil e ele teve que montar uma “segunda casa” em São Paulo. Devidamente instalado em Sampa, não é que o Brasil tenha ficado pequeno, mas na real há um mundão além fronteiras e o Edu é um inquieto. Viaja daqui, viaja dali começou a montar umas parcerias e ela foram se consolidando até chegar ao dia de poder anunciar oficialmente que a agência de música gaúcha Loop Reclame dá mais um passo no seu processo de expansão. Depois de chegar em São Paulo, em 2010, agora é a hora da empresa marcar território fora do Brasil. O novo escritório fica na ensolarada Califórnia, mais precisamente na 8484 Wilshire Blvd. em Beverly Hills, e será comandada por Natalia Aranovich. Esqueci de perguntar para o Edu, como eles se conheceram ou se já se conheciam de Porto Alegre. Afinal, a Natalia é gaúcha, especialista na área de propriedade intelectual com cursos de marketing e branding na UCLA e com passagem pela Outside Eyes, agência de branding fundada pelo ex-assessor de imprensa da Casa Branca, Reed Dickens. Mas, como se conheceram pouco importa, o que interessa é que façam grandes negócios daqui para a frente. Sucesso para eles!

Living in America! –

A chegada da Loop Reclame em terras norte-americanas será marcada pelo lançamento do projeto TRIM Sounds. Realizado em parceria com a organização do LA Fashion Week, principal evento da semana de moda de Los Angeles, o TRIM Sounds é uma coleção de álbuns criados a partir da inspiração no trabalho de designers, provando que, assim como a música inspira a moda, a moda também inspira a música.

O Vol. 01 foi criado com base na coleção da marca Mulierr, liderada pelas designers colombianas Lorena Cuevas e Paola Tarazona. Já o Vol. 02 é resultado da colaboração com o designer brasileiro Marcelo Quadros. Confira nos links.

O lançamento de TRIM Sounds tem data e local marcado: dia 08 de outubro durante o desfile de ambos designers no Los Angeles Fashion Week. As músicas serão usadas na passarela e já estarão disponíveis para streaming em todas as plataformas digitais.