Jorge Gerdau diz que eventual troca de governo não altera investigações da Zelotes; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Jorge Gerdau diz que eventual troca de governo não altera investigações da Zelotes; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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Presidente do conselho consultivo do Grupo Gerdau, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, afirmou hoje acreditar que uma eventual troca de gestão no governo federal não vai alterar as investigações relativas à Operação Zelotes. O Grupo Gerdau é uma das empresas investigadas por suposto pagamento de propinas para cancelar multas por sonegação de impostos à Receita Federal. Segundo Gerdau, que participou de evento na Assembleia Legislativa gaúcha nesta segunda-feira, é preciso que as investigações sejam mantidas, uma vez que se trata de uma demanda da população. “Acho que não vai ter mudanças. É preciso continuar (as investigações). O país está definido, a população pede, não vai ter mudanças”, disse o empresário, ao ser questionado se uma troca de governo pode alterar os rumos das investigações.

Em fevereiro, o Grupo Gerdau foi alvo da 6ª fase da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Na oportunidade, três funcionários do alto escalão da Gerdau foram conduzidos coercitivamente, entre eles o presidente da companhia, André Gerdau. Sobre a possibilidade do vice-presidente Michel Temer assumir a presidência da República, em caso de aceitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, Gerdau destacou a necessidade de união de forças políticas.

“Eu acho que isso é um processo político extremamente importante e provavelmente vamos ter novas perspectivas. O país precisa definir seu rumo a médio e longo prazo. E esse é um processo hoje eminentemente político, então precisamos que as forças políticas se unam para buscar as soluções técnicas necessárias”, afirmou o empresário.

Durante o discurso, o empresário também criticou a quantidade de impostos pago pelos empresários no país. “Historicamente, no começo dos anos 1990, nós tínhamos uma carga tributária ao redor de 23%, 24%. Hoje a carga tributária está em quase 37%, e temos um déficit de praticamente 10%. Não existe margem para mais aumento de impostos”, defendeu.

O empresário atendeu a imprensa durante evento na Assembleia Legislativa gaúcha, oportunidade em que representou o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). A entidade trabalha em parceria com o Movimento Brasil Competitivo, associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, que firmou hoje termo de compromisso com o Legislativo gaúcho, Casa que está implementando o programa Gestão Qualificada, Parlamento Eficaz. Os custos da parceria para a Assembleia serão divulgados pelo Legislativo no momento de assinatura do contrato.