OAB e Abraji emitem nota criticando Bolsonaro e em defesa do jornalismo

OAB e Abraji emitem nota criticando Bolsonaro e em defesa do jornalismo

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Na noite de domingo, o presidente Jair Bolsonaro fez um novo ataque público à imprensa, desta vez valendo-se de informações falsas. Isso mostra não apenas descompromisso com a veracidade dos fatos, o que em si já seria grave, mas também o uso de sua posição de poder para tentar intimidar veículos de mídia e jornalistas, uma atitude incompatível com seu discurso de defesa da liberdade de expressão. Quando um governante mobiliza parte significativa da população para agredir jornalistas e veículos, abala um dos pilares da democracia, a existência de uma imprensa livre e crítica.

A onda de ataques no domingo começou antes da manifestação do presidente. Grupos que apoiam Bolsonaro difundiram e amplificaram nas redes sociais declarações distorcidas da repórter Constança Rezende, de O Estado de S.Paulo, para alimentar a narrativa governista de que a imprensa mente quando se refere às investigações sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro. Como é comum nesse tipo de ataque, a família de Constança também virou alvo. O grave nesse episódio é que o próprio presidente instigou esse comportamento, ao citar como indício de suposta conspiração que Constança é filha de um jornalista de O Globo.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se unem neste momento no repúdio a qualquer tentativa de intimidação de jornalistas. Profissionais atacados por fazer seu trabalho terão sempre nosso apoio.

Diretoria da Abraji
Felipe Santa Cruz – presidente do Conselho Federal da OAB
Pierpaolo Cruz Bottini – coordenador do Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da OAB

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

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Em tempos de fake news, nunca se fez tão necessária a figura do repórter, aquele que vai para a rua aberto a escutar histórias de vida e a relatar a realidade observada. O mestre de uma geração de jornalistas deixou lições que não poderiam ficar apenas na memória de seus ex-alunos. Marques Leonam Borges da Cunha é o personagem de O Encantador de Pessoas, que terá sessão de autógrafos na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, dia 12 de novembro, às 19h30. Mais uma oportunidade para seus discípulos, amigos e interessados no jornalismo saborearem seus causos. O livro é uma iniciativa independente de suas ex-alunas, jornalistas Ana Paula Acauan e Magda Achutti, que se sentiram instigadas a contar a trajetória de um professor diferenciado. Em 33 anos na Famecos/PUCRS, deixou não só uma marca de profundo conhecimento e conduta ética em todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele, mas também de afeto e de grande admiração.

Ana Paula Acauan é jornalista e mestre em Comunicação Social. Trabalha como repórter na Assessoria de Comunicação e Marketing da PUCRS e já atuou no Correio do Povo. Magda Achutti é jornalista e atuou em Zero Hora e outros veículos de imprensa e assessorias. Com Carlos Urbim e Lucia Porto, lançou Rio Grande do Sul – Um Século de História, volumes 1 e 2, Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil 2000. Hoje é editora executiva da Revista PUCRS.

Para escrever a obra, foram mais de 50 horas de conversas, regadas a mate. Muitas revelações surgiram. Como criou as Leis Leonam (que embasaram suas aulas de Redação Jornalística)? Quando começou a caça às repetições de palavras? Quais as reportagens que considera “ouro puro”? Que relação tinha com os colegas e os chefes na época de repórter da extinta Folha da Tarde? Por que um mineiro com “um carvão no lugar do pulmão” se tornou sua fonte favorita, capaz de fazê-lo se emocionar mais de 40 anos depois? O que havia de tão especial no seu Alegrete de infância a ponto de considerar a cidade o centro do continente?

O livro pretende atingir grande parte dos 4 mil ex-alunos de Jornalismo de Marques Leonam, muitos hoje profissionais de destaque na imprensa gaúcha e nacional. O mestre continua sendo “uma sombra boa”, sempre lembrado por eles na hora de abordar um fato de forma precisa e que cative o leitor. O Encantador de Pessoas tem potencial para se tornar leitura de estudantes universitários – inclusive como bibliografia indicada pelos professores – e a todos os interessados em jornalismo, imprensa e na história e nas técnicas ensinadas pelo grande mestre do texto jornalístico no Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

 

Sobre o livro

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Ana Paula, Leonam e Magda

O Encantador de Pessoas: lições de jornalismo do mestre Marques Leonam

Autoras: Ana Paula Acauan e Magda Achutti

Páginas: 160

Preço: R$ 30

Onde encontrar: Disponível na banca da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), em frente ao bistrô do Margs, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Sessão de Autógrafos: 12 de novembro, às 19h30, na Praça da Alfândega

Contato: www.facebook.com/mestremarquesleonam

A 64ª Feira do Livro ocorre de 1º a 18 de novembro, na Praça da Alfândega. A área geral e internacional funciona das 12h30 às 20h30, dias úteis e domingo; e das 10h às 20h30, sábado.

CDN Sul será empresa-madrinha do Jornalismo da ESPM-Sul

CDN Sul será empresa-madrinha do Jornalismo da ESPM-Sul

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A CDN Sul – agência focada em comunicação corporativa e relações públicas – será a empresa-madrinha do curso de Jornalismo da ESPM-Sul em 2016. “É vital para os alunos poderem aprender e realizar trocas com empresas que têm presença e experiência no mercado”, disse a diretora da graduação, Janine Passini Lucht, ao fazer o convite nesta terça-feira (01/03). “Ficamos muito felizes, pois se trata de um reconhecimento à CDN Sul pelo trabalho, bem como pelo destaque conquistado na indicação ao Prêmio Salão da Propaganda da ARP, em 2015,  na categoria serviços especializados”, comemorou a diretora da CDN Sul, Ana Cássia Hennrich.

Depois de o curso já ter contemplado a Rádio Gaúcha e a Band dentro do projeto, para a diretora da CDN Sul, Catia Bandeira, convidar uma agência de comunicação corporativa mostra que a ESPM-Sul está sintonizada com a relevância que o setor vem conquistando. “Os serviços de gestão de relacionamentos estratégicos de comunicação movimentaram R$ 2 bilhões em 2014, e o segmento já contabiliza mais de 14 mil profissionais com as mais diversas formações, atuando em equipes multidisciplinares”, pondera ela.

Em Porto Alegre, a CDN Sul está presente desde junho de 2015, desenvolvendo atividades de comunicação integrada, desde a tradicional relação com a mídia, passando pela construção de relações institucionais, produção de conteúdo, treinamentos e gestão de crise.  No Brasil e no Exterior, a CDN atua há quase três décadas.

 

A despedida de Antonio Carlos Macedo

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Antônio Carlos Macedo chegou na Rádio Gaúcha em 1984. Eu em 1989. Portanto “conheço” o Macedão, 5 anos dele ter alguma ideia de quem eu era. A vantagem de ser um apaixonado por rádio como sou é que a gente percebe detalhes que muitos ouvintes deixam passar. Quando cheguei a emissora era dividida ao meio. Sim! Eram duas Rádios no mesmo prefixo 600 AM. Eram raras as oportunidades que o jornalismo se misturava com o esporte e vice-versa. Mendelski tinha um pequeno espaço para o futebol, Mendes Ribeiro nenhum e mesmo quem tinha envolvimento com o futebol não misturava os canais. Lauro Quadros não tratava de esporte no seu programa de jornalismo, Lasier, Ruy e Domingos Martins também não e nós da geral, política, economia… raramente “invadíamos” o espaço do esporte. Para entrar a notícia tinha que ser uma hecatombe!

O único âncora que comandava um horário com assuntos do jornalismo e esporte era o Macedão. No início o Plantão tinha boletins gravados pela reportagem o que foi sendo modificado aos poucos. O sujeito grandão, que poucas vezes deixa transparecer o coração imenso e absolutamente proporcional ao tamanho do corpanzil . Um workaholic que não importa a hora que chegava de volta das jornadas de fora de Porto Alegre, se apresentava sempre para o trabalho. Esse cara começou a nos impregnar do espírito dele e nos sinalizar que tinha um espaço aberto para os repórteres no fim de noite da Gaúcha. Eu que desde os 8 anos ouvia Antonio Augusto, Almir, Rosemberg e Copstein (com o radinho embaixo do travesseiro) e outros repórteres dispostos a trabalhar fomos arregimentados para participações ao vivo. O programa tinha de tudo e era um belo resumo do dia com um acompanhamento dos principais fatos que aconteciam na noite de Porto Alegre. Quando a Rádio não escalava um repórter para algum evento/show, a gente saia do local e relatava o que tinha visto. O tempo passou e ele foi deslocado para a apresentação das duas edições do Chamada Geral. Colocou ali a marca Macedo de qualidade. Exigia boletins concisos, cheios de informação e quando ninguém acompanhava um fato relevante fazia entrevistas muito curtas de no máximo 3 minutos. Tudo controlado no relógio, rigor absoluto. Um sujeito metódico.  Quando comecei na Ipiranga, 1075  olhava o Macedo trabalhando no esporte e jornalismo e tinha uma admiração pela figura dele. O sujeito me lembrava muito alguém que eu admiro demais:  meu pai. Em 1990, uns seis, sete meses depois que comecei na Gaúcha, a ficha caiu por completo. Era um sete de maio e todas peças se encaixaram. Macedo é taurino e nascido no mesmo dia do meu maior guru, Seu Romeu. Bingo! Junto com outros colegas, histórias para outros posts… O Macedo foi determinante na minha formação de apresentador. Gosto do estilo dele. Não estava mais na RBS quando ele assumiu o Gaúcha Hoje, mas sempre que posso dou uma zapeada. Fera!!!

Além de grande jornalista e cidadão, o Macedo tem algumas das características que admiro no meu pai. É um sujeito honesto nas suas relações, íntegro no seu dia a dia e extremamente trabalhador! Tudo o que fazem é planejado para que os erros, se acontecerem, não influenciem o resultado final. Se engana quem pensa que são fechados. Na verdade, eles não são pessoas expansivas. São amigos, dos amigos. Pessoas com quem estabelecem um alto grau de confiança e longevidade na amizade. São seguros e sabem muito bem o que querem. Traçam seus objetivos e os perseguem com determinação inquebrantável. Admiro isso e sou fã dos dois.

Tá Felipe! Já entendi que tu gosta e admira o Macedo. Mas, que história é esta de despedida? O cara vai se aposentar e largar tudo? Não! Claro, que não. O Macedo vai seguir no Rádio por muito tempo ainda. Tudo isso é para dizer que ele escreveu hoje a última coluna no Diário Gaúcho. Um espaço que assina há 15 anos e que lhe toma tempo na escolha do tema e preparação do texto. Neste sábado, 12/09/2015 ele se despede dos seus milhares de leitores, com a coluna que terá como título ADEUS. Se engana, quem pensa que ele vai usar esse tempo para namorar mais a Cristina ou cuidar das “crianças”, pescar ou olhar futebol indefinidamente na TV. O jovem sessentão quer ampliar seus espaços no mundo digital. São vários projetos que virão por aí. E nós que acompanhamos com menor ou maior interesse seus espaços certamente seremos impactados pelo trabalho do taurino.