Prefeito eleito do Rio de Janeiro Marcelo Crivela fala sobre finanças públicas, segurança pública e carnaval

Prefeito eleito do Rio de Janeiro Marcelo Crivela fala sobre finanças públicas, segurança pública e carnaval

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O Senador Marcelo Crivela(PRB), prefeito eleito do Rio de Janeiro conversou com o jornalista Felipe Vieira sobre a situação das finanças municipais e estaduais, seu plano para a área da segurança pública baseado no que viu em Jerusalém, onde são usadas armas não letais, carnaval e outros assuntos.

Apenas 2% das escolas estão ocupadas e não há motivo para suspender Enem, diz MEC. Ministro da Educação informou que critério de isonomia está sendo respeitado

Apenas 2% das escolas estão ocupadas e não há motivo para suspender Enem, diz MEC. Ministro da Educação informou que critério de isonomia está sendo respeitado

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As diversas ocupações de escolas e universidades no Brasil, em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que congela os gastos do governo federal por 20 anos, não deve prejudicar a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo a avaliação do ministro da Educação, Mendonça Filho. Em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, na manhã desta quinta-feira, o ministro garantiu que 98% dos locais estão prontos para receber o exame no próximo final de semana.

“As ocupações representam 2% das localidades que receberão as provas, enquanto 98% dos locais estão prontos para o Enem. Não há razão para a suspensão e não haverá dificuldade para a maioria dos estudantes. Aqueles que não puderem fazer a prova neste final de semana deverão realizar o exame nos dias 3 e 4 de dezembro, cerca de um mês depois”, explica o ministro.

O procurador do Ministério Público do Ceará Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do Enem ao alegar que os estudantes que terão a prova transferida não teriam isonomia em relação aos demais. Mendonça Filho, por sua vez, não acredita no deferimento da liminar que solicitou o adiamento do exame. “O procurador está equivocado porque a prova obedece aos critérios de equidade, equilíbrio e equivalência. Não há argumentos que sustentem a ideia do procurador e acho que não haverá a concessão dessa liminar. Caso isso ocorra, a Advocacia Geral da União está pronta para derrubá-la”, avisou.

O ministro lamentou as ocupações em diversas universidades do País. “Há um misto de desinformação com instrumentalização política. A rigor, a PEC 241 não irá tirar dinheiro da educação. Temos um crescimento de orçamento na área para 2017. Essa tese de que o projeto limita os gastos com a matéria é uma interpretação errada de quem propaga esta lógica. A reforma no Ensino Médio passou por vários conselhos e está madura para ser votada”, argumentou.

Delegado da Polícia Civil diz que não se reuniu com prefeito Fortunati e que investigação de tiros no Comitê de Nelson Marchezan “por ondens superiores” caberá a PF

Delegado da Polícia Civil diz que não se reuniu com prefeito Fortunati e que investigação de tiros no Comitê de Nelson Marchezan “por ondens superiores” caberá a PF

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Em entrevista a Rádio Guaíba, o delegado da Polícia Civil, Cesar Carrion rechaçou a tese defendida pelo prefeito ao garantir que nenhum policial civil está trabalhando no comitê tucano. A investigação também esclareceu que a servidora da Prefeitura, que teria repassado as informações para Fortunati, é irmã de um vigilante. Conforme Carrion, Fortunati equivocou-se ao divulgar a informação na mídia.

“Ele (Fortunati) se equivocou ao receber informações de terceiros de que seria um possível policial que estaria no comitê. Não existe policial nenhum no comitê. Esta servidora é irmã de um segurança que trabalha no comitê”, explicou.

Fortunati também relatou ter estado com o delegado César Carrion, nessa terça-feira. O prefeito contou ter apresentado aos investigadores a servidora que alega estar sendo ameaçada, a fim de elucidar o caso. Porém, o delegado ressalta ter conversado com Fortunati somente por telefone.

Como a Polícia Federal abriu um inquérito policial, em paralelo, para averiguar o caso, todas as informações coletadas pela Polícia Civil foram repassadas para a PF. A investigação ficará a cargo da Polícia Federal. A corporação foi procurada pela reportagem, porém, não irá se manifestar sobre o procedimento investigatório. (Texto: Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Ministro da Saúde anuncia novo modelo de financiamento para UPAs. Ricardo Barros diz que a partir de agora caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar

Ministro da Saúde anuncia novo modelo de financiamento para UPAs. Ricardo Barros diz que a partir de agora caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nessa manhã, em entrevista à Rádio Guaíba, que as 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Rio Grande do Sul que estavam desativadas e operam de forma precária tiveram sua estrutura de funcionamento alterada para otimizar o atendimento à população. O ministro explicou que as alterações no modelo são necessárias para a continuidade do repasse de verbas. “Seguem garantidos os 50% de custeio da União com a economia de recursos feita pelo executivo”, destacou. A partir de agora, caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar.

Ao ser questionado sobre as consequências da PEC 241 que tramita no Congresso e prevê o contingenciamento de gastos públicos, o ministro garantiu que não haverá prejuízos para a saúde e educação. “O que o governo estabeleceu foi um teto de gastos global para o executivo. Nesse panorama, a Previdência Social vai consumir mais recursos que a educação, por exemplo”.

Barros destacou que o piso mínimo estabelecido impõe um limite que certamente será complementado por meio de emendas parlamentares. Disse que a prioridade do governo é investir em gestão e informatização da Saúde. “O projeto prevê a integração dos postos de saúde e secretarias municipais de todo o País para fazer um controle global dos recursos públicos”, detalhou. (Felipe Vieira com texto de Luis Tósca/Rádio Guaíba)

Porto Alegre: CDL prevê crescimento de 6% nas vendas do Dia das Crianças

Porto Alegre: CDL prevê crescimento de 6% nas vendas do Dia das Crianças

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As vendas para o Dia das Crianças devem ter um crescimento de 6% este ano em Porto Alegre. A estimativa é de Alcides Debus, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre. Apesar da crise econômica, os comerciantes estão otimistas e acreditam que as vendas tendem a melhorar.

Conversei com ele também sobre perspectivas para o natal e problemas de lojistas com o Barrashoppinsul, em Porto Alegre.

Eleições 2016: Clima de provocação marca debate entre Marchezan e Melo. Segurança foi o tema mais abordado no encontro entre os dois candidatos a prefeito no segundo turno

Eleições 2016: Clima de provocação marca debate entre Marchezan e Melo. Segurança foi o tema mais abordado no encontro entre os dois candidatos a prefeito no segundo turno

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Os candidatos a prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB), debateram durante cerca de uma hora e meia, na tarde desta segunda-feira, em evento promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) e pela Rádio Guaíba, com cobertura do Correio do Povo. O clima de provocação marcou o encontro.

O primeiro bloco contou com perguntas do presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, aos dois candidatos, seguido por perguntas livres. As trocas de provocações ocorreram a partir do segundo bloco, nos temas relacionados a segurança e também ao apoio de partidos como PTB e PP, que fazem parte da prefeitura, a Marchezan.

Melo afirmou que Marchezan passou a lotear o futuro secretariado na busca por apoio. O tucano respondeu dizendo que partidos do governo não deram apoio ao atual vice-prefeito por entender que Melo não é o melhor candidato para assumir Porto Alegre.

Já no terceiro bloco, em um debate sobre segurança, Melo disse que Marchezan não conhece Porto Alegre por morar em Brasília. Marchezan disse que muitas vezes não fica em Porto Alegre para cumprir o papel de deputado federal na capital. Ele ainda afirmou que Melo tinha dificuldades para entender pelo fato de ter tentado se eleger deputado, mas não obtido sucesso.

Sobre as propostas para a cidade, o tema segurança foi o que ganhou maior destaque. As obras da cidade também geraram bastante discussão. Marchezan criticou a entrega no andamento de algumas delas enquanto Melo disse ser o mais preparado para concluí-las e iniciar as obras ainda necessárias para a cidade. (Rádio Guaíba)

Eleições 2016: Marchezan e Melo acirraram os ânimos nesta segunda-feira. Confira as principais propostas apresentadas no debate

Eleições 2016: Marchezan e Melo acirraram os ânimos nesta segunda-feira. Confira as principais propostas apresentadas no debate

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O debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB), marcado por diversas provocações e alguns ataques pessoais teve a segurança e o trânsito como temas centrais na tarde desta segunda-feira. O encontro foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) e pela Rádio Guaíba, e teve cobertura do Correio do Povo.

Confira abaixo o que os candidatos disseram sobre cada tema

Segurança e trânsito

Melo

• “Tenho defendido a criação de um fundo municipal sem aumento de impostos e buscado recursos para a ampliação da Guarda Municipal. Ao mesmo tempo fazer convênio para poder pagar horas extras dentro dos limites orçamentários. A segurança passa também por maior iluminação de espaços públicos, como praças. Local ocupado pelas pessoas dificulta a ocupação pela delinquência. É um conjunto de ações que são necessárias. Eu vou cuidar pessoalmente das questões de seguranças”

• “Tema é completo e não se resolve de uma hora para outra. A prefeitura vem fazendo seu trabalho e tem de fazer maior. Vou fazer convênio com a BM, mudarei a lei sobre a idade para ingressar na Guarda Municipal. A questão das câmeras em todo o transporte público faz parte da licitação e em seguida vai entrar. Tem a questão dos espaços públicos, que é importante. Nós temos estudos dos pardais. Não basta fotografar placa, a BM tem que agir”.

Marchezan

• “Entendemos que há muito o que fazer. Como prefeito vou assumir um problema que é maior em Porto Alegre que no Brasil e outros municípios gaúchos. A segurança é um problema nosso e garantimos que vamos avançar com tecnologias que já existem em outros municípios, que diminuíram seus números de criminalidade. Porto Alegre está entre as cidades mais perigosas do mundo e acredito que dá para mudar isso”.

• “Vamos colocar câmeras em rotas de fuga. Algo que São Leopoldo e vários municípios já fizeram. Recentemente, o presidente da EPTC, o (Vanderlei) Cappellari, que nós vamos demitir assim que assumirmos, colocou mais pardais para multar e sem câmeras, que podem resolver os problemas. A proposta é usar os pardais que já multam e tiram fotos, mas que hoje só servem para aumentar o orçamento do Cappellari, que vai sair no primeiro dia do meu governo. O governador do Estado é do seu partido, pediu apoio ao Sartori, mas não falou de segurança pública. Já existem os pardais e vamos fazer um plano de ação para segurança”

• “O senhor diz que vai resolver os problemas. Eu pergunto por que não resolveu como vice-prefeito? Parece que o Fortunati é um ditador. Meu vice, o Paim, não vai poder poder quatro anos depois dizer que vai fazer tudo que não foi feito. Tu, Gustavo, vai trabalhar até porque estará ganhando para isso. O meu vice não poderá dizer que não pode trabalhar. É transparência e trabalho que prometo aos eleitores”.

• “Nos últimos dois anos, os homicídios dolosos aumentaram em Porto Alegre. Tivemos aumento de 140% de roubos que terminaram em homicídio. Temos o dobro de homicídios que o Rio de Janeiro. O que dá para fazer nesses próximos quatro anos que não foi possível fazer nos últimos 12?”

Planos para o Centro da Capital

Marchezan

• “Dou o exemplo do Mercado Público, que avançou durante um período até que a prefeitura passou a fazer esse serviço, que piorou. A obra do incêndio está há três anos para ser construída. Tudo que vamos fazer com a participação da iniciativa privada faremos no Mercado Público. O Centro também, pois precisa ser seguro e limpo. Isso será possível fazer com tecnologias que já existem em outros municípios”.

Melo

• Nossa proposta é revitalizar a Rua da Praia, temos R$ 10 milhões garantidos. Vamos também na rua Uruguai, Dr. Flores e Vigário. Vamos reduzir o número de veículos e aumentar o tamanho das calçadas em Porto Alegre. No Mercado Público já foram investidos R$ 11 milhões. É uma obra difícil e feita sob tutela do patrimônio público histórico”

Obras urbanas

Marchezan

• “Obras que eram para a Copa do Mundo ainda não estão prontas. Já passou até a Olimpíada. Obra tem que ter previsão orçamentária e tem que ter multa pesada para as empreiteiras se não cumprirem. Se não funcionar, que se troque o secretário. Alguma coisa tem que ser feita. Querer mudar é ser a favor do novo e melhorar aquilo que não está bom. Óbvio que não sou contra as obras, só que elas deveriam estar acabadas porque o prejuízo de obra parada é gigantesco para a prefeitura e população”

Melo

• “Vejo o senhor criticando muito as obras. O senhor é contrário a realização dessas obras? O prefeito Fortunati e o secretário de esportes foram visionários. A vida de quem mora na zona Sul melhorou muito pegando o viaduto e passando da Beira-Rio para o Centro. A saída do Centro pela Castelo Branco melhorou, como o viaduto São Jorge, de Anita e da Cristovão. Eu ajudei a fazer essas obras estou preparado para terminas essas obras o mais rápido possível.

Educação

Melo

• “Estamos atendendo razoavelmente de 4 a 6 anos e temos deficit de zero a 3, mesmo que estamos atendendo o plano nacional. Nós temos uma rede de 72%, que tem atividades em contraturno, com copeira, com esporte. Temos ainda quatro escolas de tempo integral. Temos que evoluir, vou carregar muito no português e na matemática. Vou também reforçar na questão do empreendedorismo. O empreendedor de amanhã precisa aprender hoje”.

Marchezan

• “Temos em Porto Alegre uma baixa cobertura. Temos a segunda menor cobertura entre as capitais do Brasil. A nossa responsabilidade é pequena no ponto de vista financeiro. Em 2015 nós ficamos ainda mais longe da média do INEP. Os secretários e partidos comandando a educação seguem os mesmos. O meu foco como prefeito será os alunos, não secretários nem partidos e prefeitos”

Cultura

Marchezan

• “Temos de ter isso como uma prioridade. Usar a cultura na educação, no ponto de vista turístico, econômico e qualidade de vida. O Sescon fez uma sugestão de eventos que poderíamos fazer na área cultural. Tivemos quedas em promoções de atividades de cinema, de teatro. Precisamos incentivar e fazer novos eventos na área de cinema e de música. Festivais de dança são necessários. Precisamos tornar a cultura uma forma de atração”.

Melo

• “A cultura move o mundo e, consequentemente, o Brasil, o Estado e a nossa cidade. Porto Alegre historicamente tem uma agenda cultura rica, mas é sempre um desafio progredir. O senhor que visita Porto Alegre só em época de eleição não conhece. A questão cultural é muito importante. E temos de decentralizar. Tenho que pensar na Restinga, no Rubem Berta. Vou fazer uma PPP para colocar de pé o nosso complexo cultural do Porto Seco. (Correio do Povo)
 

Impeachment de Dilma: Bruno Lima Rocha analisa a troca de poder

Impeachment de Dilma: Bruno Lima Rocha analisa a troca de poder

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba com o Cientista Político, Bruno Lima Rocha sobre o que pode acontecer a partir da saída de Dilma Rousseff da presidência da República nesta quarta-feira. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deixou para hoje a votação final do impeachment de Dilma Rousseff, após dia de discursos de senadores e advogados de defesa e acusação. Até o início da madrugada, o Placar do Impeachment do Estado indicava 55 votos a favor da cassação e 20 contra. São necessários 54 para que a petista perca o cargo. Ofensiva do governo Michel Temer assegurou o apoio de três senadores do Maranhão: Edison Lobão (PMDB), Roberto Rocha (PSB) e João Alberto Souza (PMDB). Cargos entraram no acerto. Apesar do discurso de neutralidade, o governo também tentou sem sucesso acelerar o julgamento para que, caso o impeachment seja aprovado, Temer tome posse no Congresso ainda hoje, faça reunião com ministros e líderes da base e possa viajar para a China. Para tentar evitar a perda de direitos políticos de Dilma, sua defesa deve pedir fatiamento da votação. (Felipe Vieira com informações de O Estado de São Paulo)

Gestão e educação dominam debate dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre

Gestão e educação dominam debate dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre

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Críticas à atual gestão municipal, problemas na educação e segurança foram os temas que dominaram o debate promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), realizado nesta quinta-feira e transmitido pela Rádio Guaíba e site do Correio do Povo.

Palavras como falta de gestão, inchaço da máquina pública, insegurança e falhas administrativas foram usadas pela maioria dos concorrentes contra Sebastião Melo (PMDB), atual vice-prefeito e que tenta a continuidade do projeto de governo.

Melo não se esquivou de responder. O atual vice-prefeito ressaltou as obras da Anita, da Cristóvão, o novo transporte público e projetos como o da Orla do Guaíba. “Nós sabemos que precisamos melhorar, mas já fizemos muita coisa. Eu me preparei para ser prefeito e junto com meus companheiros de chapa iremos continuar melhorando a cidade”.

Na abertura, o presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, fez uma pergunta para todos os candidatos, baseado no relatório do Projeto Gestão Pública Eficaz, que analisou a administração pública da Capital. Diogo questionou a necessidade de implementar um novo modelo de gestão da educação e de como resolver o problema. O primeiro candidato a responder foi Raul Pont (PT) e o último foi João Carlos Rodrigues (PMN)

Raul Pont (PT)

Diz que vai implementar uma escola de inclusão, retomando o modelo das gestões passadas do Partido dos Trabalhadores, como o projeto dos ciclos. Criticou a falta de vagas na área infantil e que irá atacar essa frente.

Luciana Genro (Psol)

Fala que Porto Alegre vive uma grave crise na educação. Que a cidade não está oferecendo escolas infantis de qualidade. Para ela, a Prefeitura não tem um projeto pedagógico. Diz que irá construir um modelo discutindo com a família, professores e diretores e incrementar a escola infantil.

Fábio Ostermann (PSL)

Propõe a criação de bolsas de estudo em escolas privadas.

Sebastião Melo (PMDB)

Enaltece os feitos realizados pela gestão atual, que segundo ele, aumentou de 14 para 24 mil o número de crianças nas escolas. Além disso, citou a garantia de US$ 80 milhões, via empréstimo do BID para reforma das escolas e implementação de wi-fi e qualificação de bibliotecas.

Júlio Flores (PSTU)

Começa criticando o governo municipal, estadual e federal. Diz que como professor sabe das dificuldades dos alunos e das escolas. Cita a necessidade de um novo projeto educacional que esteja à serviço de todos.

Maurício Dziedricki (PTB)

Promete aumentar o número de escolas, diz que é preciso uma escola que ajude a pensar e não só a obedecer. Defende uma reforma pedagógica, o horário estendido para creches e um maior incentivo ao Funcriança.

Nelson Marchezan Jr (PSDB)

Defende uma mudança radical no setor público. Para ele, a educação de Porto Alegre é uma das piores do Brasil.

João Carlos Rodrigues (PMN)

Segundo o candidato, a retomada de gincana entre as escolas irá motivar os alunos a frequentarem as aulas. Defende o turno integral.

No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, com temas sorteados sobre segurança, saúde, educação, funcionalismo, mobilidade urbana, desenvolvimento, sustentabilidade e infraestrutura.

Sobre desenvolvimento, Luciana Genro criticou o grande número de cargos de confiança, o que chamou de “loteamento partidário” e que isso acarreta em má qualidade de gestão. Propõe um governo técnico, com os melhores de cada área e promete cortar 70% dos CCs.

Sebastião Melo iniciou se defendendo. Disse que tem candidato que só vê problema e defendeu a sua coligação. Para ele, trata-se de uma aliança em torno de um projeto para a cidade. Prometeu diminuir a máquina pública e aumentar a oferta de vagas para crianças de 0 a 4 anos nas escolas.

Raul Pont criticou o processo de contratação das obras de infraestrutura da cidade. Ressaltou que elas são importantes, mas a maneira como foi feita, para ele é um erro administrativo que aumenta o valor.

Nelson Marchezan Jr (PSDB) citou dados onde apontou que Porto Alegre é a cidade que recebe maior volume per capta de recursos para a saúde. O problema, segundo Marchezan é que os recursos não são destinados para o setor. Fala em retomar parcerias pública/privadas. A respeito da sustentabilidade, promete dar uma atenção especial para a região das Ilhas.

Luciana Genro e Júlio Flores criticaram o modelo de transporte público. Luciana relembrou as promessas de BRts, transporte hidroviário. “Nos ônibus, mudaram as cores e a passagem aumentou, pois nem ar-condicionado tem”. Júlio Flores defende a retirar as concessões dos ônibus e passar para a Carris. Promete ampliar as ciclovias e lutar pelo metrô e o passe livre para os estudantes.

No terceiro bloco, os candidatos fizeram perguntas com temas livres. Novamente, vieram à tona a insegurança, os problemas com o transporte público e as críticas à gestão do atual governo.

Luciana Genro prometeu qualificar a guarda municipal, implementar os alarmes comunitários e que os agentes da EPTC ajudem a guarda municipal.

Sebastião Melo e Júlio Flores trocaram farpas sobre a cultura em Porto Alegre. O candidato do PMDB defendeu uma parceria pública/privada para o Porto Seco. Para Júlio Flores, isso só irá beneficar os empresários.

Luciana Genro e Fábio Ostermann também se “estranharam”. Ele comentou que a candidata do Psol defende a Venezuela e a política de Nícolas Maduro. Ela rebateu dizendo que discutiria a Venezuela se fosse candidata lá.

No último bloco, os candidatos apresentaram suas considerações finais. Enalteceram a iniciativa do Sescon-RS e da Rádio Guaíba. Valorizaram a oportunidade de trocar ideias, debater projetos e apresentar propostas para Porto Alegre.

Rádio Guaíba transmite hoje debate de candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate será realizado no Centro de Eventos do Sindicato

Rádio Guaíba transmite hoje debate de candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate será realizado no Centro de Eventos do Sindicato

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A Rádio Guaíba transmite hoje, a partir das 14h30min, direto do Centro de Eventos do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), um debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate faz parte das ações previstas pela entidade no Projeto Gestão Pública Eficaz. O Sindicato fica na rua Augusto Severo, 168, no bairro São João. Também será possível acessar o debate via site do Correio do Povo.

Mediado pelo jornalista Felipe Vieira, da Rádio Guaíba, o debate será dividido em três blocos. No primeiro, o presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, fará uma pergunta comum a todos os concorrentes. O questionamento terá origem no mais recente relatório do Projeto Gestão Pública Eficaz, que analisou a administração pública da Capital. No segundo bloco, os candidatos fazem perguntas entre si, com temas sorteados sobre segurança, saúde, educação, funcionalismo, mobilidade urbana, desenvolvimento, sustentabilidade e infraestrutura. No terceiro bloco, as perguntas entre os candidatos terão tema livre.

Chamun explica que o Sescon-RS realiza rotineiramente análises sobre a administração pública. “Alimentamos a imprensa com estudos. Mas também precisamos promover a discussão com os agentes públicos e o período eleitoral é o grande momento para isso”, afirma. O coordenador de jornalismo da Rádio Guaíba, Carlos Guimarães, diz esperar um debate qualificado, principalmente em vista do cenário político-econômico que o Estado e país enfrentam. “A crise política é uma realidade e a possibilidade de se realizar um pleito agora reforça a democracia, estimula debates e gera discussão sobre temas necessários para a melhoria da sociedade.” Para ele, um encontro na largada da campanha é fundamental para que o eleitor tenha consciência das propostas de cada candidato.

Participam do debate promovido pela entidade dos contabilistas os candidatos João Carlos Rodrigues (PMN), Júlio Flores (PSTU), Fábio Ostermann (PSL), Luciana Genro (PSol), Maurício Dziedricki (PTB), Nelson Marchezan Jr (PSDB), Raul Pont (PT) e Sebastião Melo (PMDB). (Rádio Guaíba e Correio do Povo)