Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

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“Pelo jornalismo faria tudo de novo”, a frase é de Alberto André, poderia ser minha ou de milhares de outros apaixonados pela profissão que escolhemos. O ano de 2018, já tinha entrado para minha vida profissional, com a volta ao comando de um telejornal, o SBT Rio Grande – Segunda Edição. O desafio proposto pelo gerente de jornalismo da emissora, Danilo Teixeira, me encantou e acredito que estejamos no rumo certo. A busca da qualidade é uma obsessão diária da equipe e a resposta dos telespectadores, mostra uma audiência crescente no programa que apresento com Luciane Kohlmann,  ou seja estamos acertando mais que errando. Nem tudo é perfeito, a ida para o SBT me tirou do veículo Rádio – o que espero seja temporário -, sinto saudade da interatividade dos ouvintes. A compensação vem através de encontros com o público nas minhas andanças pelas ruas, no Zaffari da Otto, no açougue do Zanini, no Beira-Rio… e algumas vezes em forma de troféus e medalhas. Fiquei muito contente ao receber o Prêmio Press de Melhor Apresentador de TV 2018, eu estava afastado da televisão aberta – por vontade própria -, desde 2012. Já havia conquistado a premiação 7 vezes, mas esse ano teve um “gosto especial”, ainda mais que minha indicação foi feito pelos colegas de profissão. No segundo semestre incentivado por Guaracy Andrade, Ricardo Orlandini e Zento Kulczynski colocamos no ar, no BAH TV, o programa de entrevistas BahTchêPapo! que tem me oportunizado conversar com personalidades gaúchas. Por tudo isso, o ano profissional já seria maravilhoso.

Todavia, o ano só termina dia 31 de dezembro, eis que para coroar 2018, recebo o telefonema do meu professor e amigo, Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da nossa ARI – Associação Riograndense de Imprensa -,  comunicando que serei um dos homenageados com a medalha Alberto André. Quem me conhece sabe o que aconteceu pós despedida do Luiz Adolfo, chorei de alegria e emoção. Receber uma honraria de uma entidade do tamanho e história da nossa ARI e entrar para um seleto grupo onde estão grandes profissionais e amigos como: Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani; me deixa contente demais. Lembro daquele 16 de janeiro de 1979, inauguração da Rádio Sobral / Butiá, que mudou minha vida. Sim,  na quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, se completarão 40 anos da primeira vez que falei em uma Rádio,  ainda como ouvinte. Mas logo depois em fevereiro de 1979, eu já atuava à convite de Heron oliveira, como repórter mirim na programação esportiva comandada por Brasil Oliveira Lucas. Aos 13 anos, o “vírus da comunicação” entrou pelo ouvido e tomou conta do corpo inteiro. Nunca me curei da “doença” e espero literalmente morrer trabalhando em jornalismo e comunicação, ativo como o homem que da nome a medalha que receberei.

imageConvivi pouco, mas o suficiente para conhecer a retidão, o caráter e a paixão pelo jornalismo de Alberto André. Por isso, a honra de receber uma distinção destas me deixa com a responsabilidade de tentar todos os dias fazer um jornalismo ético e de relevância para quem acompanha o meu trabalho. Em 29 de dezembro de 2015, o jornalista e pesquisador da Comunicação Social, Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, na edição 883 do Observatório da Imprensa, resumiu assim a vida de um dos grandes jornalistas do Rio Grande do Sul, cujo centenário de nascimento havia acontecido dia 02 de dezembro de 2015:

Há 100 anos, no dia 2 de dezembro de 1915, sob o signo de Sagitário, nascia um dos maiores expoentes do jornalismo gaúcho: Alberto André (1915 – 2001). Filho dos imigrantes libaneses, Miguel e Sada André, ele nasceu em Porto Alegre. Ao longo de sua existência, desenvolveu um importante trabalho no campo do jornalismo, da política e da cultura, destacando-se como um exemplo de cidadania, dedicação e amor por sua terra.

Embora seu pai o incentivasse a formar-se em Medicina, Alberto André já sonhava, desde cedo, com o universo de uma sala de redação. Sua base educacional foi construída na Escola Lassalista de São João, no Colégio das Dores e no Colégio Júlio de Castilhos.

O profissional do jornalismo

Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Sociedade Gaúcha, com o apoio do diretor da emissora, Nilo Ruschel (1911-1975), tendo apenas cinco minutos, duas vezes por semana, para falar acerca dos problemas de Porto Alegre, à qual devotou um amor incondicional. No ano seguinte, iniciaria sua vida acadêmica no Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas sem abandonar sua paixão pelo jornalismo.

A sua primeira experiência na redação de um periódico foi no Jornal da Noite. Tratava-se de um jornal vespertino e político, sob a orientação de Flores da Cunha (1880-1959) e seu Partido Republicano Liberal. Com a criação do Estado Novo (1937-1945), o periódico encerrou a sua circulação. Nele, Alberto André redigia matérias muito ricas sobre a cidade de Porto Alegre.

Ainda em 1937, começou a trabalhar no jornal A Nação que pertencia à Tipografia do Centro e à Cúria Metropolitana de Porto Alegre, ganhando experiência em assuntos internacionais. Nesse período, ele teve o primeiro contato com a violência de origem ideológica contra a imprensa. O jornal A Nação, de origem germânica, acabou, em 1942, sendo depredado durante a II Guerra Mundial. Este episódio ficou conhecido, em nosso jornalismo, como a “Noite do Quebra-Quebra”. Alberto André trabalhou também no Correio da Noite, na Agência Brasileira de Notícias e colaborou no jornal, ligado ao Partido Libertador, O Estado do Rio Grande, fundado, em 1929, pelo médico e jornalista Raul Pilla (1892-1973).

O Estado Novo de Getúlio Vargas e o jornalismo

Em 1940, Alberto André recebeu o convite de Manoelito de Ornellas (1903-1969) – figura de destaque em nossas letras – para trabalhar como censor de notícias sobre a II Guerra Mundial (1939-1945), do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, ligado Alberto-Andreao DIP. A princípio isso parece ir de encontro a sua figura democrática, porém, como censor, poupou jornais de empastelamento e avisou colegas acerca do risco de uma prisão iminente. A liberdade de informação foi o foco e a razão principal de sua carreira, como jornalista, ao longo dos anos.

Em 1941, Alberto André passou a lecionar Contabilidade no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Na condição de professor, Alberto André assumiu a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, um dos núcleos da futura PUCRS, lecionando em várias matérias durante 45 anos.

O jornalista do Correio do Povo

No ano em que ocorreu a famosa “Enchente de 41”, inundando de forma trágica a cidade, Alberto André se casou com Lourdes Cafruni, cuja união permaneceu sólida até a sua morte em 2001. O casal teve três filhos: Marlene (já falecida), Roberto e Fernando. Em 1941, Alberto André ingressou na redação do mais antigo e tradicional jornal da capital gaúcha, o Correio do Povo, onde trabalhou por 43 anos, atuando também como articulista na Folha da Tarde e na Folha da Tarde Esportiva que pertenciam à Empresa Jornalística Caldas Júnior. De 1942 a 1956 era Alberto André que dava a ordem para a rodagem do Correio do Povo. No ano de 1941, publicou o seu primeiro livro: Aspectos da Vida Internacional, pela Editora A Nação.

O presidente da ARI e sua visão democrática

Em 1943, formou-se em Direito pela UFRGS, atuando, por 15 anos, nessa área. Cinco anos depois, ele se filiou à Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ocupando alguns cargos administrativos. Devido à insistência dos amigos da redação do Correio do Povo, Alberto André se candidatou à presidência da ARI, em 1956, e ganhou de forma excepcional o pleito por um voto de diferença. Dirigiu a entidade por 34 anos, posto no qual enfrentou o período do regime militar (1964-1985), auxiliando, principalmente, durante “os anos de chumbo” vários jornalistas e intelectuais, a exemplo de Flávio Tavares e Reinaldo Moura (1900-1965), então, diretor da Biblioteca pública do Estado, a escapar dos tentáculos do regime de força e repressão que havia se estabelecido no Brasil em 1964. Neste ano de 2015, no dia 19 de dezembro, a ARI comemora 80 anos de existência.

O homem político

Eleito, em 1951, para a Câmara Municipal de Porto Alegre, foi reeleito três vezes seguidas até 1963. Na condição de vereador, dedicou-se a buscar soluções para os problemas urbanos e sociais da nossa cidade, considerando isso um dever ético. Ainda em 1956, consegue seu registro, como professor, na Secretaria de Educação. Elege-se também para deputado estadual, no período de 56/60, exercendo o cargo por apenas dois meses. No ano seguinte, assumiu o cargo de Delegado Conselheiro da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), permanecendo por dois anos. Nesse ano, publicou o livro Coletânea de Legislação Tributária Municipal pela Editora Sulina.

O professor universitário

No ano de 1962, Alberto André começou a lecionar na cadeira de Direito Aplicado à Economia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, aposentando-se ao completar 70 anos, após 31 anos de trabalho como professor adjunto e chefe de departamento dessa universidade Ainda, em 1962, ele assumiu a presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, exercendo, com dignidade e altruísmo, essa importante função.

Em 1966, Alberto André é homenageado com a Medalha do Porto de Bremen na Alemanha Ocidental, que havia visitado em 1956. Um ano depois, publica, pela Editora Sulina, o livro Alemanha Hoje, no qual narra as duas viagens que fez a esse país.

No ano em que o Brasil ganhou a Copa Jules Rimet, em 1970, ele é escolhido, para assumir a direção da Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS (Famecos). Ele permaneceu no cargo função até o ano de 1975. Ainda nesse ano, publica Ética e Códigos da Comunicação nos Cadernos de Comunicação da PUCRS. Em 1972, recebe o prêmio Destaques do Diário de Notícias e Medalha da Assembleia Legislativa. Passados dois anos, recebe o título de Comendador da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Secção Rio grande do Sul.

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Medalha Alberto André: ​Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani já receberam a homenagem Foto Luiz Ávila

O apoiador cultural

Durante o período nevrálgico da nossa política, que sucedeu ao golpe militar de 64, ele se envolveu em campanhas de interesse público, a exemplo da criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (Musecom), em 10 de setembro de 1974, em plena ditadura militar. O jornalista Sérgio Dillenburg – fundador e idealizador dessa instituição – teve o apoio incondicional da ARI e de seu presidente, em exercício, o jornalista e escritor Alberto André. Essa instituição prestou a sua homenagem, criando, no espaço do Musecom, a Sala Alberto André, na qual ocorrem diversos eventos culturais ligados à Comunicação. A campanha, para que fosse criada também a Casa de Cultura Mário Quintana, no prédio em que funcionou o famoso Hotel Majestic e morou o nosso poeta maior, teve a fundamental participação de Alberto André, então, representante da ARI no Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre,

Porto Alegre reconhece Alberto André

No ano de 1977, Alberto André recebe o título de professor Emérito da PUC, Ao iniciar a década de 80, Alberto André é agraciado com o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre – fato que se repetiu em 1982.

Em 1980, é também escolhido Membro do Conselho Municipal do Plano Diretor de Porto Alegre, além de ser eleito chefe de Departamento de Direito Econômico e do Trabalho da UFRGS, aposentando-se em 1985. Em 1988, ele é homenageado como Patrono da 34ª Feira do Livro de Porto Alegre, em reconhecimento pelo seu trabalho, em prol da cultura gaúcha, e também por ter oficializado, por meio da criação de uma lei, esse tradicional evento cultural a céu aberto, criado, em 1955, pelo jornalista Say Marques do Diário de Notícias. A Feira do Livro ocorre, anualmente, na Praça da Alfândega no centro da capital gaúcha.

Em 1992, Alberto André publica 50 anos de imprensa, pela Editora FEPLAM. Um ano depois, ele recebe o título de Patrono das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul. Em 1995, o Jockey Club institui o Páreo Alberto André, sendo sua figura escolhida Decano dos Jornalistas do RS. O jornalista é homenageado pela Biblioteca da Câmara Municipal de Porto Alegre, cujo nome é Alberto André, localizando-se no terceiro andar do Legislativo.

Alberto André teve uma trajetória profissional notável, cuja palavra escrita foi utilizada, como instrumento, para o bem social e engrandecimento da cidade de Porto Alegre e do nosso estado. Esse exemplar profissional desenvolveu tantas atividades, no decorrer de sua existência, que é impossível enumerá-las nesse breve texto. A intenção, que me moveu a escrever, acerca da vida desse importante jornalista, foi a de prestar uma homenagem em seu centenário de nascimento. Alberto André fez escola, em nosso jornalismo, pela sua postura ética e tão cosmopolita em sua forma de pensar, ver e atuar como cidadão.

A presença do presidente Alberto André, na Associação Riograndense de Imprensa, foi tão marcante e significativa que recebeu o apelido de “Seu ARI”. Embora tenha se aposentado, ele jamais deixou de colaborar com artigos para jornais de todo o Rio Grande do Sul, escrevendo em sua velha e companheira máquina de escrever Remington.

A morte do ícone

O presidente de Honra e do Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) faleceu, em 06 de setembro de 2001, em sua residência, devido a uma insuficiência hepática, após anos de dedicação ao jornalismo, ao magistério, à advocacia e à política. Seu velório ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado. O prefeito de Porto Alegre, na época, Tarso Genro assinou o decreto N° 13.379, determinando luto oficial, por três dias, na capital gaúcha.

Em abril de 2010, A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), inaugurou o Laboratório de Recuperação do Acervo que contempla a vida e o legado cultural do Jornalista Alberto André.

O amor pelo jornalismo, que está presente em sua alma, não desapareceu com sua morte, aos 85 anos, pois, com certeza, transcende, noutra dimensão, o seu legado cultural e a intensa influência de seu trabalho na área da Comunicação Social, eternizado em sua amada Porto Alegre.

A medalha será recebida em conjunto com outros colegas – que ainda não tive acesso aos nomes -, pois muitos estão sendo comunicados da homenagem hoje. A cerimônia acontece na próxima segunda-feira(10.12.2018 ), na sede da ARI, em Porto Alegre.

BahTchê Papo estreia hoje às 21h no canal Bah! E o convidado do meu primeiro programa é o jornalista David Coimbra

BahTchê Papo estreia hoje às 21h no canal Bah! E o convidado do meu primeiro programa é o jornalista David Coimbra

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Eu estreio hoje (05.08) o BahTchê Papo, programa semanal de entrevistas no Canal Bah!. O programa irá ao ar aos domingos, a partir das 21h,  além de reprises durante a semana na grade do canal. A ideia é conversar com pessoas dos mais diferentes ramos sem que a pauta se prenda só na especialidade do entrevistado. Meu convidado do primeiro programa é o jornalista David Coimbra, que recentemente lançou o livro. Hoje eu venci o câncer,  onde escreve como lidou com seus próprios medos ao enfrentar uma doença que colocou sua vida de cabeça para baixo. Logo em seguida a um diag­nóstico assustador por sua gravidade, o autor se mudou para os Estados Unidos com sua família para tentar um tratamento experimental que foi sua salvação.

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O programa terá a agenda social da semana com Guaracy Andrade.

Nós vamos conversar sobre os  textos por vezes crus de tão hones­tos e sobre sua luta para recobrar a saúde, mas não só sobre isso. Por sinal, o meu amigo e entrevistado me surpreendeu ao escrever uma crônica na Zero Hora, onde relata parte do nosso encontro. Confira abaixo. Eu já tinha conversado com David tão logo fiquei sabendo que o livro estava pronto para ser lançado. Desta vez aprofundamos outros temas.

 

A programação ainda conta com a participação especial de outro grande amigo, o jornalista Guaracy Andrade, que fará uma retrospectiva dos eventos sociais acontecidos na semana e adiantará o que deve ser notícia.  O Canal Bah! está nas frequências 20 e 520 da NET. Para a região do Vale do Sinos, pode ser conferido nos canais 26 e 526. A programação também pode ser acompanhada, em tempo real, pela página do Facebook:  https://www.facebook.com/canalBahtv/ e pelo site www.bahtv.com.br.

 

LEIA MAIS: David Coimbra lança “Hoje eu venci o câncer”. Livro com relatos inéditos sobre como o jornalista enfrentou a doença chega às livrarias na segunda-feira

 

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Morre o jornalista Lucídio Castelo Branco. Testemunha de alguns dos momentos mais difíceis da história política brasileira

Morre o jornalista Lucídio Castelo Branco. Testemunha de alguns dos momentos mais difíceis da história política brasileira

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Faleceu nesta quarta-feira, aos 91 anos de idade, o jornalista Lucídio Castelo Branco. Nascido em Teresina, Piauí, em 13 de novembro de 1926, Lucídio Castelo Branco morou no Rio de Janeiro de 1939 a 1949, quando veio para Porto Alegre. Gaúcho de coração e por opção, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (1965 a 1967) e também da Federação Nacional dos Jornalistas (1968 a 1971). Bacharel em Direito pela Ufrgs, Lucídio era jornalista da época em que não era necessário o diploma. Mas deixou para a categoria sua maior conquista: a regulamentação profissional através de negociação com o Ministério do Trabalho. Escreveu sua autobiografia, “Da memória de um repórter” lançado em 2002, no qual relata os principais episódios em 48 anos de trabalho. A obra ainda resgata uma parte da história política vivida pelo jornalista e conta suas experiências em coberturas políticas, sua grande paixão até a chegada da censura nos anos 60 e 70. Leia o perfil de Lucídio Castelo Branco publicado por Coletiva.net, em dezembro de 2007.

A festa dos 90 anos, em 2016, mereceu um relato da jornalista Rosane de Oliveira:

Envelhecer sem rancor

Meu amigo Lucídio Castelo Branco comemorou 90 anos. Com ele aprendi que a lucidez caminha de mãos dadas com o bom humor

Das festas para as quais fui convidada neste ano de 2016, o aniversário do amigo, colega e leitor Lucídio Castelo Branco é forte candidato ao topo do ranking de mais marcante. Ainda faltam dois casamentos de amigos queridos, um no dia 10, outro no dia 17, e o reencontro da minha turma de faculdade, no próximo fim de semana, para comemorar os 35 anos da nossa formatura, mas o aniversário do Lucídio, também conhecido por Castelinho, vai ficar como a festa que valeu por cem livros de autoajuda. Porque fazer 90 anos com saúde, lucidez e bom humor é uma bênção. Impossível não perguntar: qual é a receita?

Lucídio circulou de mesa em mesa. Como não eram muitas e a música não era dessas que ensurdecem os convidados, deu para conversar com o aniversariante, ouvir suas histórias e entender o segredo de envelhecer com dignidade:

– Quero viver enquanto não sentir dor. Quando eu morrer, vocês podem dizer: morreu uma pessoa feliz.

Eis a primeira lição: para viver bem, é preciso não guardar rancor. Lucídio, contam os amigos que convivem com ele há mais tempo do que eu, sempre foi uma pessoa bem-humorada. Passou 10 anos desses 90 cuidando da mulher, vítima de Alzheimer. Foram 67 anos de casamento, três filhos, seis netos e uma bisneta que ela não chegou a conhecer. Morreu faz quatro anos.

Acham que ele se queixa? Não. Com uma ternura incomum, lembra que, no fim, a mulher já não reconhecia ninguém, mas mudava a expressão quando ouvia a voz dele. Foi para casar-se com ela que o jovem apaixonado, nascido no Piauí, trocou o Rio de Janeiro pelo Rio Grande do Sul, aprovado em um concurso do Tribunal de Justiça Militar. Foi aqui que o rapaz enveredou pelos caminhos do jornalismo, seguindo os passos do irmãos, o lendário Carlos Castelo Branco, durante décadas o colunista político mais respeitado do Brasil. Lucídio trabalhou na Folha da Tarde, foi chefe da sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre, lutou incansavelmente pela valorização da profissão de jornalista e hoje é um atento observador do que acontece no país. Está assustado, mas não se deixa abater. Caçula de uma família de seis filhos, ainda tem três irmãos vivos. A mais velha tem 101 anos e segue lúcida. O segredo? Lucídio ri:

– A fé e os filhos. Minha irmã teve 15 filhos.

Quando o primeiro filho adoeceu, a irmã, muito religiosa, fez uma promessa: se salvasse o bebê, teria tantos filhos quantos deus quisesse. A criança morreu, mas ela cumpriu a promessa do mesmo jeito. Teve outros 14. Essas histórias de família, o Lucídio contou em plena festa de aniversário. Fiz um pedido: que me convide para os cem, daqui a 10 anos. (Com informações da Coletiva.net e Gaúcha/ZH)

TV: SBT RS tem o melhor mês de maio desde 2008; da Coluna do Nenê

TV: SBT RS tem o melhor mês de maio desde 2008; da Coluna do Nenê

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O SBT marcou excelentes índices e apresentou o melhor mês de maio desde 2008. Na média das 24 horas, o SBT é vice-líder pelo 11º mês seguido. A emissora obteve a maior média dos últimos 113 meses, desde dezembro de 2008. Em maio teve um crescimento de 14% e marcou 4,6 pontos, contra 3,9 da terceira colocada e 15,8 da primeira.

No período matutino, no ar das 6h às 12h, a emissora cresceu 14%, comparando ao mês de abril, e conquistou a vice-liderança pelo 18º mês consecutivo. Marcou 4,1 pontos, contra 3,1 da terceira colocada e 9,0 da primeira. No período da tarde, o SBT cresceu 15% comparando com o mês anterior. Foi a maior média desde agosto de 2008. Em maio, cravou 6,0 pontos, contra 5,7 da terceira colocada e 16,6 da primeira.

Já na faixa noturna, o SBT manteve a vice-liderança pelo 11º mês consecutivo. Cresceu 11% em relação ao mês anterior, atingindo a maior média desde agosto de 2016. Em maio, marcou 5,9 pontos, contra 5,5 da terceira colocada e 31,2 da primeira.

A emissora permanece na vice-liderança na faixa horária da madrugada, das 24h às 30h. Nesta faixa, o SBT cresceu 17% em relação à abril de 2018. No mês de maio, obteve 2,6 pontos, contra 1,4 da terceira colocada e 6,3 da primeira colocada. Foi sua maior média desde agosto de 2013. Vale lembrar que, em maio de 2018, a emissora atingiu 3,2 milhões de telespectadores.

Na programação local, os destaques do mês foram:

– Anonymus Gourmet conquistou a vice-liderança isolada com 6,6 pontos, contra 4,0 da terceira colocada e 21,9 da primeira. O programa obteve um crescimento de 19% comparado ao mês de abril. O Anonymus alcançou 618 mil telespectadores neste mês.

– O Masbah! registrou a maior audiência desde a sua estreia. Manteve a vice-liderança com 6,7 pontos, contra 1,8 da terceira colocada e 24,4 da primeira. O programa atingiu, em maio, 665 mil telespectadores.

– SBT Rio Grande 2ª edição alcançou 865 mil de telespectadores no mês de maio e obteve 4,1 pontos de audiência.

– Já o SBT Rio Grande deu um banho na concorrência e obteve um crescimento de 12%, marcando 6,5 pontos, contra 5,1 da terceira colocada e 17,7 da primeira. O jornal alcançou 1,5 milhão telespectadores em maio.

– O SBT Esporte cresceu 15% no mês de maio e cravou 5,8 pontos de audiência.

(Coluna do Nenê/Nenê Zimmermann)

Márcio Pinheiro realiza o primeiro encontro do AmaJazz. O 1º AmaJam acontece dia 8 de junho no Bar La Vita È Bella com canja de João Maldonado Quarteto

Márcio Pinheiro realiza o primeiro encontro do AmaJazz. O 1º AmaJam acontece dia 8 de junho no Bar La Vita È Bella com canja de João Maldonado Quarteto

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O jornalista Márcio Pinheiro lança oficialmente no dia 8 de junho (sexta-feira) o site AmaJazz com um encontro de apaixonados por Jazz, convidados revirando a biografia de seus ídolos e música ao vivo. Ao lado da esposa Cássia Zanon, também jornalista, Márcio tirou da gaveta um projeto que nasceu como uma brincadeira entre amigos e colocou em um site que vai agregar muito para todos que gostam de Jazz. O 1º AmaJam ocorre às 20h, no Bar La Vita È Bella, com ingressos a R$ 20,00 no local.

A ideia reunir textos, fotos, sons e colunas escritas por colaboradores que se interessam pelo assunto. “Era um plano que eu tinha há muito tempo que agora ganha vida, principalmente pela colaboração de pessoas como a Cássia, que desenvolveu o site, e de Gilmar Fraga, grande jazzeiro, que criou o logo e colabora com ilustrações”, conta Márcio.

Dia 8, o jornalista recebe Gilmar Fraga, que irá fazer ilustrações de jazzistas durante o evento, o jornalista Lucio Brancato e o escritor e músico Pedro Gonzaga. Eles vão improvisar em cima de textos, sons e imagens. “Nada muito combinado, quase nada ensaiado. Em solos ou em conjunto, as ideias vão surgindo”, explica o jornalista.

A canja do AmaJam será de João Maldonado Quarteto, com um repertório jazzístico com composições próprias, standars e releituras de clássicos do rock nacional e internacional. O quarteto é formando por Maldonado (piano) Everson Vargas (contrabaixo), Cesar Audi (bateria) e Gunter Kramm Junior (sax tenor).

SERVIÇO
1º AmaJam – AmaJazz com Márcio Pinheiro e convidados.
Quando: 8 de junho | Sexta-feira.
Horário: 20h.
Local: La Vita È Bella (Rua Dona Leonor, 45 – Bairro Rio Branco).
Ingressos: R$ 20,00.

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Porto Alegre: Flávio Ilha autografa “Longe daqui, aqui mesmo” hoje no Baden Café

Porto Alegre: Flávio Ilha autografa “Longe daqui, aqui mesmo” hoje no Baden Café

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Depois de escrever textos em coletâneas, finalmente Flávio Ilha, lança um “livro solo”.  Jornalista com JOTA maiúsculo, Ilha na verdade é um arquipélago na função que desempenha com absoluta desenvoltura. Repórter, editor, cronista do nosso tempo e crítico ácido em seus comentários, seja nas redes sociais, seja em artigos…  tive o prazer de acompanhar o trabalho “in loco”, nas muitas vezes que nos encontramos em diferentes pautas. Pois agora, o talentoso jornalista resolveu tirar da gaveta e publicar textos que só João Gilberto Noll, colegas de oficina literária e amigos próximos conheciam. Hoje, no Baden Café, ele autografa seu primeiro livro de contos: Longe daqui, aqui mesmo.

capa_flavio_2Sobre o livro, que reúne oito contos, diz o escritor Tailor Diniz: “Entre um movimento e outro de criaturas que carregam a precariedade da vida no limite do pesadelo com a realidade, quando a própria realidade pode ser o pesadelo ou vice-versa, entre a rotina de ida e volta de personagens sombrios, perpassa o texto uma visão social e psicológica aparentemente fora da narrativa, sutil, mas que, no final, deixa a sensação de um efeito único, fazendo do livro uma obra para ser lida com vagar, com os sentidos atentos às entrelinhas, àquela corrente de águas que vaza invisível, lá no fundo, além da superfície, o que sempre vem a ser o viés mais gratificante da leitura.”

Já o escritor Paulo Scott, considera Longe Daqui, aqui mesmo: “Aqui, intrincados narrativos acomodando extratos variados de tragédias não ditas, não reveladas. Aqui, narradores que variam, sempre dentro de uma função: a de velar a noção oblíqua de que todos nós estamos perdidos e de que continuaremos perdidos – narradores produzidos por um autor talentoso que, consciente ou inconscientemente, dialoga com um de seus mestres da literatura universal. Aqui, uma obra sutil, mas ao mesmo tempo estrondosa, na medida em que toma como matéria-prima o movimento fantasmagórico das esperanças e dos jogos dos relacionamentos que aos poucos vão rachando, eventualmente implodindo, como tudo que precisa, desesperadamente, seguir adiante, e segue.”

 O livro editado pela Diadorim, foi totalmente produzido na oficina de literatura de Noll, em 2016.  As ilustrações são do artista visual João Salazar, que também é músico e autor do EP “Entrópico” (2017)

SERVIÇO:

O lançamento, com sessão de autógrafos, ocorre no Baden Cafés Especiais (rua Jerônimo de Ornelas, 431) a partir das 20h.

LONGE DAQUI, AQUI MESMO
Diadorim Editora
64 páginas
R$ 35
ISBN 9788593107047

Jornalista Milton Cardoso recebe título de Cidadão de Porto Alegre

Jornalista Milton Cardoso recebe título de Cidadão de Porto Alegre

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A Câmara Municipal da Capital entregou, na tarde desta terça-feira (7/11), o título de Cidadão de Porto Alegre ao jornalista Milton Batista Cardoso. A homenagem, em sessão solene presidida pela vereadora Mônica Leal (PP), teve a iniciativa do vereador Dr. Thiago Duarte (DEM).

Nascido no Rio de Janeiro e criado em São Leopoldo, Milton Batista Cardoso atua há mais de três décadas no jornalismo. O homenageado trabalhou em emissoras de televisão como o SBT, TV Manchete e Globo, e em jornais e revistas como Folha de São Paulo, Rede Capital, Rádio Nacional, Jovem Pan e Jornal do Brasil, além de ter participado de projetos de assessoria política, assessoria esportiva e marketing.

Outorga do Título de Cidadão de Porto Alegre ao jornalista Milton Batista Cardoso. Na foto, o homenageado e sua esposa Patrícia de Conto.
Milton Cardoso e sua esposa Patrícia de Conto. Foto: Andielli Silveira/CMPA

Cardoso desempenhou, também, por mais de uma década, a função de setorista no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios, e atuou como correspondente internacional. Depois de atuar em diversos veículos no eixo Rio-São Paulo e em Brasília, Cardoso retornou ao Rio Grande do Sul, passando a integrar as equipes da Rádio Guaíba, TV Assembleia e, mais recentemente da Rede Bandeirantes, onde apresenta o Repórter Bandeirantes, com grande audiência.

Em sua fala, Dr. Thiago destacou o currículo do homenageado e os programas nos quais está à frente com a sua participação como apresentador, na Rádio Bandeirantes e TV Assembleia. “São uma rica fonte de formação, informação e esclarecimento, sempre com um jeito claro e objetivo de passar a mensagem sobre fatos do cotidiano”.

Dr. Thiago afirmou que é assíduo convidado a participar dos programas de Cardoso e isso já lhe rendeu reconhecimento em viagens que faz no interior do Estado, o que, segundo o vereador, comprova o alcance do sinal da Rede Bandeirantes pelo Rio Grande do Sul, “o que só acontece com quem sabe, com precisão, se conectar aos interesses do seu público”.

O parlamentar ainda citou um dos momentos mais destacados na carreira de Cardoso, quando o jornalista acompanhou a visita do papa João Paulo II ao Brasil. “Com a credencial da rádio Jovem Pan, ele esteve com o chefe da Igreja Católica nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Manaus e Belém, tendo sido este o seu primeiro contato, como jornalista, com o rádio, veículo de sua preferência”, lembrou Dr. Thiago, além de referir os prêmios Press, na categoria de Melhor Programa de Rádio, nos anos de 2011 e 2012, e de Jornalista do Ano, em 2013.

Ao se manifestar, Milton Cardoso salientou que incorporou e procura agir dentro dos princípios de ética e independência transmitidos pela emissora para a qual trabalha por acreditar neles. Citou como exemplo o fato da Bandeirantes, na década de 80, ter sido a emissora que deu guarida aos defensores da campanha pelas Diretas Já, entre outras causas e demandas da sociedade. Também que a emissora está, hoje, imbuída em resgatar pautas positivas, “que elevem a autoestima dos gaúchos e porto-alegrenses”.

Milton Cardoso fez referência a vários políticos, muitos dos quais presentes ao ato solene, e que já não fazem mais parte do cenário político como referência de ética. E citou o senador Pedro Simon (PMDB) para dizer que eles fazem falta no atual Congresso. Declarou ser um apaixonado pela análise política, “daqueles que fica até a madrugada lendo e estudando” e que, portanto, chegou à conclusão de que o atual sistema está falido, independente de quem esteja no comando do Palácio do Planalto. “Não há mais como admitir um modelo com 513 deputados federais com 25 cargos cada um, suplentes de senador, e nós trabalhando para pagar essa conta”. Finalizou dizendo que está com “tolerância zero” e, portanto, apelou aos presentes que não reeleja quem tem mandatos em Brasília, “com raríssimas exceções”.

Ao encerrar a cerimônia, Mônica Leal ressaltou a sua gratidão por poder fazer parte de um momento tão importante para um colega jornalista. Ainda que esse é um reconhecimento do Legislativo de Porto Alegre ao profissional e à pessoa de Cardoso, que só do Repórter Bandeirantes completou 10 anos, “sempre com boa informação, debate de ideias e temas que interessam à cidade”.

Falaram em apartes, os vereadores Reginaldo Pujol (DEM), Cassiá Carpes (PP), João Bosco Vaz (PDT), Comandante Nádia (PMDB), João Carlos Nedel (PP), Ricardo Gomes (PP), Valter Nagelstein (PMDB) e Clàudio Janta (SD). Fizeram parte da mesa dos trabalhos, além de Mônica Leal e o homenageado, a esposa de Cardoso, Patrícia De Conto; o secretário de comunicação do Estado, Cléber Benvegnú; o deputado Marcel Van Hattem; o desembargador Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves; o ex-senador Pedro Simon; o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal; e o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), João Batista de Melo Filho.

 

TRATO Comunicação de Rodrigo Russomano inaugura base em Portugal

TRATO Comunicação de Rodrigo Russomano inaugura base em Portugal

Destaque Direito Economia Esporte Mundo Negócios

Consolidada nos mercados local e nacional há uma década, a TRATO Comunicação expande suas atividades para o continente europeu. A partir desta semana, a jornalista Isabela Kuschnir passa a atender aos clientes que atuam naquela região a partir de Lisboa, em Portugal, considerado centro estratégico para novos negócios em esporte e comunicação na Europa.

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Rodrigo Russomano

Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas na Fundação Getúlio Vargas, Isabela, que tem experiência em reportagem, chefia e ancoragem em veículos de imprensa em Porto Alegre e na capital 20629368_1966312440254416_218066288_ofluminense, está à frente desse projeto pela empresa. – Portugal é vitrine para que outros grandes clubes da Europa conheçam a qualidade do jogador brasileiro. Nossa estratégia aqui é mirar nesses talentos promissores, auxiliar o crescimento e utilizar as ferramentas multimídia para garantir a visibilidade dos nossos clientes – ressalta Isabela.

Dos 27 atletas que integram o portfólio da TRATO, oito deles estão no velho continente: o goleiro Alisson e o zagueiro Juan Jesus, da Roma-ITA, o lateral-direito Rômulo, do Hellas Verona-ITA, o lateral-esquerdo Alex Telles e o atacante Soares, do Porto-POR, os goleiros Muriel, do Belenenses-POR, e Raphael Mello, do Cesarense-POR, e o meia Gustavo Campanharo, do Ludogorets-BUL. – Esta expansão materializa uma vontade que tenho desde o começo da TRATO. A Europa, e especialmente Portugal, é rota de muitos jogadores brasileiros, e a nossa missão é estar ao lado deles, oferecendo todo o suporte em comunicação – destaca o diretor da empresa, Rodrigo Russomano.

Jornalistas Rafaela Melz e Ricardo Grecellé morrem em acidente de carro na BR 290

Jornalistas Rafaela Melz e Ricardo Grecellé morrem em acidente de carro na BR 290

Comunicação Destaque

De acordo com informações da PRF, o acidente que vitimou o casal de jornalistas Rafaela Melz e Ricardo Grecellé, aconteceu por volta das 16h30min., desta terça-feira(22). Conforme testemunhas o motorista do carro, onde eles estavam teria invadido a pista contrária. A colisão frontal resultou na morte de Rafaela e Ricardo. O veículo trafegava sentido Rosário do Sul/São Gabriel. O acidente aconteceu cerca de 6KM do posto da PRF.  O motorista do caminhão teve apenas escoriações. O veículo Up ficou com a dianteira totalmente destruída.

Ricardo, foi assessor de imprensa do Ministério Público gaúcho. Já Rafaela, circulou por diferentes veículos. Trabalhei com ela na Band. Lembro de uma editora competente e detalhista, uma jornalista sempre disposta a perseguir boas histórias para leva-las ao público.

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Rafaela Melz Foto: Reprodução RBS TV

Em um de seus últimos trabalhos, Rafaela foi editora na equipe do Mistura, da RBS TV. Em uma reportagem sobre o programa, o GShow a retratou assim:

Transformar uma hora de gravação em…cinco minutos de reportagem no ar! E com conteúdo atrativo e bonito visualmente, claro. Esse é um dos principais desafios da editora Rafaela Melz. No Mistura, ela não tem uma rotina definida, e se envolve ativamente também com os trabalhos de produção, gravações e captura de imagens. Resumindo: ela só não foi apresentadora do programa!

Para Rafa, todo o esforço vale a pena para ver uma ideia bacana sendo divulgada e causando repercussão entre o público por meio da televisão. Quando não está pensando em boas histórias para o Mistura, a guria gosta de se dedicar a assuntos como viagens e gastronomia

Encontrei no YOUTUBE uma entrevista com a Rafaela para o Espaço Experiência – Famecos, logo após se formar na PUC e receber prêmio Galo de Ouro/Festival de Gramado, em uma reportagem coletiva. Essa era a Rafaela, ela nunca perdeu esta essência como mostra a entrevista para Rodrigo Adams, com Imagens de Dudu Sachini e edição por Nataniel Zeilmann.

 

 

Liberdade de Imprensa: “Me identifiquei várias vezes”, relata jornalista preso durante cobertura de ocupação. Matheus Chaparini diz que estava com duas credenciais profissionais que foram retiradas dele

Comunicação Entrevistas Notícias Opinião Poder Política Vídeo

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com o jornalista Matheus Chaparini, do Jornal Já, preso nessa quarta-feira (15) enquanto cobria a desocupação do prédio invadido da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no Centro de Porto Alegre. Na entrevista ele garantiu que se identificou diversas vezes tanto aos agentes da Brigada Militar, quanto aos estudantes da atividade de reportagem que realizava no local. O repórter explicou que conseguiu ingressar no prédio ocupado próximo das 9h, junto com o cineasta Kevin Darc que captava imagens para um documentário, um pouco antes do efetivo da BM ingressar na Fazenda.

Segundo Chaparini, além de se identificar profissionalmente, o jornalista garantiu à polícia que não fazia parte do movimento dos estudantes. Mas, mesmo assim, segundo ele, a polícia alegou que o repórter deveria ser preso também pelo fato de estar no local.

Após a prisão, Chaparini, Kevin e demais detidos, maiores e menores de idade, foram deslocados para o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), para transferir os menores; depois, seguiram para a 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para o Palácio da Polícia para o exame de corpo de delito; depois retornaram à 3ª DPPA, onde aguardaram por bastante tempo, até serem conduzidos à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e, depois, ao Presídio Central, algemados.

Chaparini foi indiciado por seis crimes: dano ao patrimônio, esbulho possessório (invasão de terreno ou edifício alheio com violência), desacato, resistência à prisão, organização criminosa e corrupção de menores.