​​Jornalistas criam editora voltada para livros de memórias. Capítulo 1 será lançada no dia 08 de maio, em Porto Alegre

​​Jornalistas criam editora voltada para livros de memórias. Capítulo 1 será lançada no dia 08 de maio, em Porto Alegre

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A Capítulo 1 – Conteúdo e Design Editoriais foi criada pelas jornalistas Carolina Ruwer e Cláudia Coutinho para atuar no segmento de livros de memórias institucionais, bem como prestar serviços a terceiros nas diferentes etapas da produção editorial. O lançamento oficial da editora acontece na próxima terça-feira, dia 8 de maio, em evento direcionado para profissionais da área, parceiros e clientes. Carolina e Cláudia trabalham juntas desde 2000 em muitos projetos editoriais, incluindo jornais, revistas, cases, relatórios institucionais e livros. Graças a essa sinergia e à experiência adquirida também em trabalhos individuais para diferentes agências de comunicação e de marketing, as duas profissionais decidiram oficializar a parceria.

 “Nosso objetivo é trabalhar com livros de memórias, seja para lideranças em diferentes áreas de atuação, seja para organizações”, diz Cláudia Coutinho. “Mas também direcionamos nosso trabalho para prestar serviços a outros profissionais, editoras ou agências, nas diferentes etapas da produção editorial, do planejamento à finalização do produto, no formato impresso ou digital”, completa Carolina Ruwer.

Carolina é jornalista diplomada pela Famecos/PUCRS, especializada em design editorial, e trabalha com planejamento visual, projeto gráfico e diagramação de publicações impressas ou digitais (e-books). Cláudia também é formada em Jornalismo pela Famecos/PUCRS, com especialização em Marketing (PUCRS), com MBA em Gestão, Marketing e Direito no Esporte (FGV/FIFA/CIES) e, atualmente, cursa o MBA Book Publishing, da Casa Educação, com término previsto para o primeiro semestre em 2019.

Mais informações sobre o novo projeto das duas jornalistas poderão ser obtidos no site da editora – www.capitulo1.com.br –, que entra no ar próximo dia 8.​

Temer diz que acusações da Lava Jato contra ele são “de absoluta falsidade”

Temer diz que acusações da Lava Jato contra ele são “de absoluta falsidade”

Destaque Poder Política

Citado duas vezes em delações no âmbito da Operação Lava Jato – numa delas como beneficiário de R$ 10 milhões em propina da empreiteira Odebrecht, conforme depoimento de Marcelo Odebrecht – o presidente Michel Temer disse na noite desta segunda-feira (14), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a informação é “de absoluta falsidade”.

“Lembro de Marcelo Odebrecht indo ao Jaburu para dizer que queria colaborar com as campanhas do PMDB e que aportaria R$ 10 milhões. O empresário quer entrar pelo Diretório Nacional para que este distribua aos candidatos. A Odebrecht entregou o dinheiro ao PMDB. Depois, eu ouvi uma história de que R$ 6 milhões foram para Duda Mendonça (publicitário) e verifiquei absoluta falsidade. Esses R$ 10 milhões entraram no partido e saíram do partido”.

Com ministros e ex-ministros envolvidos em denúncias e delações, Temer afirmou que não se pode condenar um integrante do governo apenas por notícia de investigação e, por consequência, “decretar sua morte civil e política”. O presidente garantiu que nas vezes em que houve denúncias, ele agiu rapidamente. Um dos primeiros ministros a deixar o governo, depois de vir à tona uma gravação com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, foi o então titular do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Eu chamo o interessando e digo a ele: ‘Você está denunciado, será bom continuar no governo?’. Institucionalmente, não vejo razão de o sujeito que foi objeto de inquérito tenha imediatamente decretada sua morte civil e política. Agora, sob o foco político, eu vou, sim, conversar para saber o que é melhor”, ponderou, acrescentando que é preciso deixar a Lava Jato “em paz”, sem. contudo, julgar apenas com base em delações, sem aguardar a finalização das investigações.

Questionado sobre eventuais convulsões no país, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha a ter a prisão decretada em algum momento, Temer admitiu que isso poderia desestabilizar o país e não seria bom para o seu governo, mas que sua gestão não seria diretamente atingida e prejudicada. “Se Lula for preso, isso causa instabilidade para o país, porque haverá movimentos sociais de contestação à decisão do Judiciário. Isso pode, sim, criar problemas. Eu não tenho dúvidas”.

Intervenção federal no Rio de Janeiro

Temer admitiu que houve, sim, um pedido do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para que a União fizesse uma intervenção no Estado, mas que achou a proposta pouco viável, porque paralisaria emendas que preveem cortes e investimentos públicos, como a PEC 55 (antiga PEC 241 da Câmara, que propõe cortes na Saúde e na Educação pelos próximos 20 anos.

“Foi discutida (a intervenção). Melhor: foi mencionada. Mas desde logo, eu ponderei nesta lembrança que, se tivéssemos essa intervenção, paralisaríamos o Congresso Nacional, as emendas constitucionais (…) Mandamos R$ 2 bilhões para o Estado do Rio, tendo em vista um evento internacional. Se não houvesse esse aporte, não haveria Olimpíada. Vamos tentar auxiliar o Rio de Janeiro, mas também vamos fazer uma coisa com todos os estados, ver os que estão com dificuldades”.

Ocupações e protestos com a PEC 55 e a reforma do Ensino Médio

Temer voltou a criticar as ocupações de escolas e universidades por estudantes que protestam contra a PEC do Teto de Gastos e a Medida Provisória editada para reformular o Ensino Médio. Sem querer a falta de discussão antes de propor a MP, ele disse que o “incêndio” do país com a medida foi saudável para provocar o debate. Ele argumentou ainda que falta debate e diálogo entre os ocupantes de instituições de ensino com o Ministério da Educação.

“Admito os movimentos, mas lamento por eles. No nosso tempo de estudante a gente dialogava, chamava pessoas. O que eu vejo hoje são protestos físicos, não há protestos argumentativos, orais. O ministro Mendonça Filho (Educação) veio a mim para dizer que precisávamos fazer essa reforma de qualquer maneira, que a MP ia ensejar o debate. Acabamos de editar e incendiou o país. Aí, veio o esclarecimento. Não é verdade que não houve discussão. E há projetos de lei no Congresso de ante da MP com o mesmo conteúdo. Se quiserem votar um desses projetos, eu aplaudo”.

Relação com Congresso e apoio ao Parlamentarismo como governo

Questionado se sua relação próxima com o Congresso Nacional seria mais similar a de um primeiro-ministro que a de um presidente da República, Temer aproveitou para defender uma reforma parlamentarista que modifique o sistema de governo. Ele argumentou, porém, que a modificação não deve passar pela população via plebiscito (se aceita ou não a mudança), mas apenas como um referendo em que os eleitores escolham apenas qual parlamentarismo vai prevalecer.

“Eu apoio o parlamentarismo, estou convencido, embora no passado tenha defendido o presidencialismo, de que é uma coisa útil para o país. Mas eu defendo um sistema parlamentar sólido e sou mais favorável ao referendo, e não a um plebiscito, o Congresso produxir uma reforma parlamentarista e apenas submeter para que a população decida pelo modelo, se o (parlamentarismo) inglês, o francês etc”. (Jornal do Brasil)

Rosa Weber suspende enxurrada de ações de juízes contra jornalistas no Paraná

Rosa Weber suspende enxurrada de ações de juízes contra jornalistas no Paraná

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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu a tramitação de mais de 40 processos abertos por juízes do Paraná contra o jornal Gazeta do Povo e cinco de seus jornalistas, que, em fevereiro, publicaram reportagem sobre os supersalários recebidos pelos magistrados.

A liminar suspende também os efeitos de qualquer decisão que ordene o pagamento de indenizações a magistrados do Paraná, até que a matéria seja julgada pelo plenário do STF. Rosa Weber reconsiderou sua própria decisão anterior, tomada em 24 de maio, na qual havia negado o pedido de liminar protocolado pelos advogados da Gazeta do Povo, Alexandre Kruel Jobim e Marcelo Augusto Chaves.

“Concedo a medida acauteladora para o fim suspender os efeitos da decisão reclamada, bem como o trâmite das ações de indenizações propostas em decorrência da matéria jornalística e coluna opinativa apontadas pelos reclamantes, até o julgamento do mérito desta reclamação”, escreveu a ministra.

Reportagem

No dia 15 de fevereiro, o jornal a Gazeta do Povo publicou uma reportagem na qual revelava o recebimento, por juízes do Paraná, de remunerações que, após a soma de salário com benefícios e outras verbas, com frequência superavam os R$ 100 mil, bem acima do teto constitucional estipulado para o salário de servidores públicos. Os dados foram compilados a partir de informações públicas.

Por causa da publicação, juízes do Paraná abriram uma enxurrada de processos em juizados especiais cíveis espalhados por todo o estado, obrigando os cinco autores da reportagem a percorrerem mais de 9.000 km de carro para comparecer às audiências, o que, na prática, os impediu de continuar trabalhando.

Em um dos processos, os jornalistas foram condenados a pagar R$ 20 mil em indenização a um dos juízes. No total, foram pedidos mais de R$ 1,3 milhão em indenizações. O juízes alegam que a reportagem teve cunho difamatório, pois os provimentos recebidos dizem respeito a direitos adquiridos e estão de acordo com a lei.

A Gazeta do Povo afirma que o objetivo da reportagem foi “expor e debater o sentido do teto constitucional”. Em sua reclamação ao STF, o jornal acusou os magistrados paranaenses de uma ação coordenada, cujo objetivo seria o de cercear a liberdade de expressão e constranger a publicação de futuras reportagens sobre o assunto.

Como prova, foi apresentada uma gravação em que o presidente da Associação de Magistrados do Estado do Paraná (Amapar) diz ter disponível uma “ação padrão” a ser utilizada pelos juízes que se sentiram ofendidos.

Em nota, a Amapar negou qualquer ação coordenada entre os juízes, acrescentando que os magistrados que se sentiram prejudicados possuem o direito constitucional de acionar a Justiça. Para a entidade, “a imprensa deve ser livre, mas, se abuso houver, ele deve ser reparado”. O texto diz que o jornal prestou um “desserviço” à sociedade e “extrapolou o direito à liberdade de expressão”.

Em meados de junho, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou a postura dos magistrados, e disse, em nota, que a abertura de processos em diferentes locais do Paraná “tem o claro objetivo de intimidar, retaliar e constranger o livre exercício do jornalismo”. (Agência Brasil)