Sartori destaca ajuda de voluntários ao atingidos pelas cheias no RS. Governador sobrevoou áreas afetadas pela chuva e vistoriou Central de Doações

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Governador sobrevoou áreas afetadas pela chuva e vistoriou Central de Doações  | Foto: Daniela Barcellos / Palácio Piratini / CP

Governador sobrevoou áreas afetadas pela chuva e vistoriou Central de Doações | Foto: Daniela Barcellos / Palácio Piratini / CP

O governador do Estado, José Ivo Sartori, sobrevoou neste domingo as regiões alagadas pela chuva na região Metropolitana e nas ilhas. Sartori, que também acompanhou o trabalho da Defesa Civil na Central de Doações, localizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre, destacou o auxílio de voluntários das comunidades aos flagelados.

“Neste momento difícil que estamos vivendo, a colaboração da comunidade tem sido fundamental, porque sozinho o Estado não teria condições de resolver com agilidade tantos problemas a serem enfrentados pelas pessoas em dezenas de municípios gaúchos”, assinalou Sartori.

Sartori manifestou ainda a preocupação também com os prejuízos causados às lavouras de soja, trigo e arroz, com as intensas chuvas que já atingiram o Rio Grande do Sul e, segundo as previsões, devem continuar nos próximos dias.

O trabalho feito na Central de Doações é 24 horas e realiza a separação e o envio do material para as famílias atingidas pela chuva e pelas cheias. Até a manhã deste domingo, 26 municípios já decretaram situação de emergência e estão sendo atendidos com ajuda humanitária, recebendo milhares de kits de alimentos providenciados pelo governo estadual. Aproximadamente 25 mil telhas também já foram entregues e, conforme o coordenador da Defesa Civil, outras 20 mil já estão a caminho para serem entregues nesta semana.

Um dos critérios para a entrega dos materiais de ajuda é o número de desabrigados do local. Mas todos estão recebendo auxílio, “inclusive os municípios que ainda não oficializaram o decreto de situação de emergência”, ressalta o tenente-coronel da Casa Militar, Everton Oltramari.

De acordo com Oltramari, mais seis municípios devem integrar a lista nas próximas horas. Oltramari destacou a importância da ajuda recebida de voluntários, Exército, escoteiros e até de escolas das cidades, onde as chuvas provocaram estragos e desalojaram milhares de pessoas. (Correio do Povo)

 
Sartori: bloqueio de acessos à Assembleia não dignifica a democracia. Brigada está na praça a pedido do Legislativo

Sartori: bloqueio de acessos à Assembleia não dignifica a democracia. Brigada está na praça a pedido do Legislativo

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O governador José Ivo Sartori (PMDB) acredita que o bloqueio da Assembleia Legislativa (AL), ocorrido nessa terça-feira, não dignifica a democracia. A declaração foi dada durante uma entrevista para a RedeSul de Rádio, na manhã desta quarta-feira. Ele também se manifestou sobre os projetos polêmicos encaminhados pelo Executivo para votação na AL em regime de urgência. Sobre o parcelamento do salário, ele disse que era impossível pagar em dia.

O político disse que estava sentido com a situação e que o Executivo colocou o efetivo da Brigada Militar na Praça da Matriz após solicitação do Legislativo. Segundo ele, em 180 anos de Assembleia Legislativa, em nenhum momento os parlamentares foram impedidos de votar as matérias. Afirmou que passou 20 anos no Legislativo e salientou que a Casa também teve a presença de outros políticos importantes como João Goulart, Getúlio Vargas e Pedro Simon.

Sobre a matéria que muda o regime de previdência do Estado, o governador disse que 54% da folha do Rio Grande do Sul é de inativos. Com isso, inviabiliza o Estado. Reafirmou que o projeto não mexe nos direitos dos atuais servidores e garantiu que a medida altera apenas para os futuros servidores. Ele lembrou que o governo federal e a administração da Bahia, na gestão petista, aprovaram a matéria. Ele classificou a criação do fundo como algo normal.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa ao governo federal sobre o bloqueio das contas do Estado pelo não pagamento da dívida com a União. Sartori garantiu que o governo gaúcho vai recorrer da decisão dos ministros. Segundo ele, o Rio Grande do Sul está atrasando o pagamento da dívida desde abril para conseguir pagar os salários em dia. Ele disse que estava sendo pressionado pelos outros poderes para não pagar.

Sobre o orçamento do Estado, o governador afirmou que o Estado não tem como contrair mais empréstimos. Segundo ele, a contração de dívidas só poderá ser feita a partir da renegociação da dívida. Uma negociação poderia permitir contrair empréstimos superiores ao limite, extra limite. Ele afirmou que o orçamento do Estado foi teve as despesas contadas a menos do que a realidade. Também a receita está sendo menor do que a esperada.

Ainda sobre a dívida, José Ivo Sartori garante que não tem medo de perder politicamente. Ele detalhou que o trabalho feito pela sua gestão, até o momento, foi de apresentar para a sociedade a situação econômica do Rio Grande do Sul. Ele detalhou, durante a entrevista, que cortou os custos do governo e, também, em mais de 30% as vagas que são preenchidas através de cargos em comissão. Garantiu que o objetivo é melhorar o serviço prestado pelo Estado.

O governador garantiu que conversa com o governo federal sobre as dificuldades do Estado. Sartori afirmou que a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) aceitou o atraso no pagamento das dívidas nos primeiros meses. No entanto, admitiu que o Estado passou do ponto e, por isso, ocorreu o que ele classificou como “confisco” das contas. No entanto, garantiu que há avanços nas conversas e citou parcerias em obras em estradas estaduais.

Sartori não teme uma greve geral dos trabalhadores. Ele solicita que os trabalhadores compreendam a situação do Rio Grande do Sul. Ele admitiu que o Estado tem dificuldades. Para ultrapassar os problemas, ele pede que a oposição aprove os projetos polêmicos. Ele citou a proposta da previdência que, segundo ele, é igual ao do governo federal. Lembrou que o Estado vive uma grenalização, criticada por ele. “Sei que é difícil a união”, afirma Sartori.

Perguntado sobre a sua saúde, Sartori disse que não vai deixar de ser a pessoa que é. Ele afirmou que não vai deixar de dançar, sorrir e brincar. Segundo ele, “mudança tem dor, não se muda sem dor”. O político afirmou que tem como salvar o Estado se tivermos um mínimo de unidade. Ele afirmou que o Rio Grande do Sul está bem. Na opinião dele, um exemplo é a Expointer. Segundo ele, quem está doente é o poder público.

(Rádio Guaíba/Foto: www.radiomunicipalam.com)

RS: Sartori confirma que servidores terão mais uma parcela dos salários segunda-feira

RS: Sartori confirma que servidores terão mais uma parcela dos salários segunda-feira

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Do total de servidores vinculados ao Poder Executivo, 61% terão seus salários pagos de maneira integral na próxima segunda-feira (14). Para atingir este percentual, o governo do Estado decidiu, nesta sexta-feira (11), antecipar o depósito de R$ 1 mil para cada uma das 347 mil matrículas. O valor já estará visível nos extratos bancários dos servidores ao longo do final de semana e disponível para saque logo na abertura das agências do Banrisul.

O calendário previa o crédito de uma parcela de R$ 1.400,00 na terça-feira (15), mas, com o monitoramento diário da arrecadação do ICMS, a Secretaria da Fazenda conseguiu antecipar o valor de R$ 1 mil. Os outros R$ 400,00 estão assegurados até a data inicialmente anunciada.

Ainda no final da tarde dessa quinta-feira (10), houve o depósito da parcela de R$ 800,00 da folha de agosto, no mesmo dia em que o governo conseguiu quitar a parcela atrasada da dívida com a União, de R$ 265,4 milhões.

O pagamento de R$ 1 mil representa um volume ao redor de R$ 180 milhões. Para depositar os outros R$ 400,00, serão necessários mais R$ 50 milhões de arrecadação. O percentual de servidores com os vencimentos integralizados chegará então a 67%.

A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2.800,00 por vínculo será creditada até o dia 22. O valor líquido da folha dos servidores ativos, inativos, de pensões previdenciárias e pensões alimentícias é de R$ 950 milhões.

Expointer 2015: Presidente da Ocergs, Vice da Farsul e produtor rural recebem medalha Assis Brasil

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gedeão-silveira-pereiraUm ponto alto da abertura oficial da Expointer 2015 foi a entrega da medalha Assis Brasil, feita pelo Governador Sartori. entre os agraciados, o vice-presidente da Farsul, produtor rural e médico veterinário, Gedeão Pereira(foto). Gedeão é considerado produtor modelo de pecuária de corte e de grãos, com a participação de cursos na área no mundo inteiro, Pereira também tem como marca em sua história de sucesso a atuação sindical voltado ao sucesso do produtor rural, com passagens pelo sindicato rural e associação rural de Bagé. Atualmente, divide o seu tempo entre a administração da Estância Santa Maria e o trabalho na Farsul e na CNA, onde é membro da Comissão Fundiária. “Estou muito honrado por ter recebido um prêmio tão importante. Creio que este reconhecimento está atrelado ao meu trabalho em órgão sindicais com os olhos sempre voltados ao produtor rural”, afirma Pereira.

A condecoração foi instituída em 1973, em homenagem a Assis Brasil, mestre do ruralismo brasileiro, visando apoiar e estimular o desenvolvimento da atividade primária no Rio Grande do Sul. É destinada àqueles que se destacam na agricultura e pecuária. Neste ano, também foram agraciados o presidente da Ocergs, Vergílio Perius, e o agropecuarista, Antônio Bonotto.

Expointer 2015: Agronegócio é valorizado na abertura oficial

Expointer 2015: Agronegócio é valorizado na abertura oficial

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O discurso da relevância do setor do agronegócio para ajudar a superar a crise econômica do Estado e a união de diversas entidades e governo para viabilizar a realização da feira marcaram a abertura oficial da 38ª Expointer 91351088646259_minirealizada hoje (4/9). A cerimônia aconteceu na Pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento contou com uma maciça presença de autoridades governamentais e representantes de entidades agrícolas e federações de raças, entre elas o governador do RS, José Ivo Sartori, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto(foto). O público presente na solenidade assistiu ao Desfile dos Campeões da Exposição. Em seu pronunciamento, Sperotto dirigiu-se aos manifestantes que aproveitaram a presença do governador na feira e reforçou a importância do trabalho do produtor rural: “Vocês podem ficar tranquilos, pois terão almoço garantido em casa, porque tem quem produz”. Sperotto destacou que o sucesso da Feira mostra o quão pujante é o setor. “O atual governo do Estado assumiu como herança um governo quebrado. Mas o Rio Grande do Sul está inteiro e, juntos, passaremos por essa crise”, afirmou.

35275942152277_miniA ministra Kátia Abreu (foto) elogiou Sartori em seu discurso. “Trata-se de um competente governador, sério, digno, honesto. Tenho a mais absoluta convicção de que Sartori vai superar os problemas criados ao longo de outros governos”, afirmou a ministra. Kátia aproveitou a solenidade para dar boas notícias aos produtores do Estado, como o atendimento da solicitação de fazer o zoneamento agrícola para a nova fronteira gaúcha da soja, a regulamentação da pequena agroindústria, o encaminhamento da regulamentação da cadeia produtiva do leite e a criação do laboratório Mosca Sul na Embrapa Vacaria. A ministra também fez um apelo aos bancos para não criarem dificuldades com pedidos de mais garantias para a liberação de financiamentos pra os produtores rurais. Sartori abriu sua fala agradecendo as palavras da ministra Kátia que expressam a confiança no futuro e o desejo de construir um país e uma sociedade diferentes. O governador do RS destacou a relevância do apoio de entidades rurais recebido pelo governo para viabilizar a realização da Expointer 2015 após o Parque Assis Brasil ter 70% de sua estrutura destruída no final do ano passado por um temporal. “Nunca deixamos de acreditar e hoje chegamos a uma das edições mais bonitas e mais bem organizadas da história da Expointer, com mais de R$ 735 milhões em negócios até o momento e público superior a 300 mil pessoas”, afirmou. O governador destacou a confiança que tem no potencial do agronegócio. “O setor primário já é e continuará sendo a principal aposta para o desenvolvimento do nosso Estado. A Expointer nos ensina e nos inspira. Vamos sair dessa situação financeira delicada.”

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva, destacou na solenidade que a crise econômica só não é pior porque a agricultura e a pecuária impulsionam o desenvolvimento do estado e do país. No setor da agricultura e da pecuária, não há espaço para o aumento da carga tributária.

A solenidade contou ainda com as presenças do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, do secretário da Agricultura, Ernani Polo, do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum, do prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi, do presidente da Ocergs, Vergílio Perius, do presidente da Febrac, Eduardo Finco, e do presidente do Simers, Cláudio Bier, entre outras autoridades.

 

Exclusivo! Ministro do STF pede que RS e União se entendam sobre a dívida. Marco Aurélio Mello elogia Sartori : “O governador abandonou a hipocrisia.”

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Conversei hoje no programa Agora/Rádio Guaíba com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF. Me chamou a atenção, os elogios dele ao governador José Ivo Sartori. Mello ficou impressionado com o entrosamento dos dirigentes dos três poderes do Rio Grande do Sul. Os presidentes do TJ/RS, desembargador José Aquino Flores de Camargo e o presidente da Assembleia Edson Brum acompanharam Sartori na audiência no Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro, o perfil do governador José Ivo Sartori, “Interessado com a coisa pública e a solução da crise financeira do Rio Grande do Sul é o ideal nesse momento para que se encontre uma solução.” Durante a entrevista garantiu que buscará entendimento entre os governos Federal e Estadual para decidir sobre o bloqueio das contas gaúchas. Para Mello, o governo está bem administrado por Sartori, mas o problema é que houve gastos excessivos no passado e um desequilíbrio nas contas. “O governador Sartori abandonou a hipocrisia.”

Saiba Mais: STF dá 48 horas para União analisar bloqueio de contas do Rio Grande do Sul

Questionado se a saída para o problema é política ou jurídica, Melo disse que a questão principal é de saneamento das contas. Para ele, não se pode admitir que se administre um Estado sem ter responsabilidade fiscal.  O ministro se mostrou preocupado com o agravamento do quadro econômico brasileiro que  provoca desemprego e carestia, “Não se pode permitir que a inflação volte como era no passado.” A queridona da Taline Oppitz, colunista do Jornal Correio do Povo/Rádio Guaíba participou com perguntas da entrevista e depois nós dois comentamos o que foi respondido. Mas, eu não vou contar tudo que nós três falamos não! Se eu contar, você não ouve a entrevista que tem muito mais coisas ditas pelo Ministro Marco Aurélio Mello.

Expointer abre os portões hoje esperando 450 mil visitantes

Expointer abre os portões hoje esperando 450 mil visitantes

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Bom momento da pecuária, a comercialização de animais deve se manter nos mesmos patamares de 2014, quando representou R$ 12,419 milhões | Foto: Alina Souza

Bom momento da pecuária, a comercialização de animais deve se manter nos mesmos patamares de 2014, quando representou R$ 12,419 milhões | Foto: Alina Souza

Os portões do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão abertos neste sábado para a 38ª Expointer. Às 9h, haverá o tradicional corte da fita na praça em frente ao Pavilhão Internacional, com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori, secretários de governo e dirigentes de entidades. A programação contempla julgamentos, leilões, fóruns e oficinas diariamente até domingo, 6 de setembro. São esperadas 450 mil pessoas, entre produtores, empresários da indústria e visitantes em geral.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, acredita que, se as condições climáticas forem favoráveis, o público poderá ser de até 450 mil visitantes. Neste final de semana, o tempo deve se manter estável, com sol até segunda-feira. De terça-feira até sexta, há previsão de chuva. O sol deve voltar no fim de semana de encerramento da feira.

Saiba mais ouvindo a entrevista que fiz com o presidente da Farsul, Carlos Sperotto

Considerando-se o momento econômico do país, as projeções de volume de negócios são cautelosas. No caso das máquinas, os expositores admitem queda de 20% em relação à Expointer do ano passado, quando as vendas chegaram a R$ 2,713 bilhões. Mas, levando em conta o bom momento da pecuária, a comercialização de animais deve se manter nos mesmos patamares de 2014, quando representou R$ 12,419 milhões. (Correio do Povo-Foto: Raphael Seabra/ Expointer 2014)

EXCLUSIVO! Ministro do Supremo e Presidente do Tribunal de Justiça/RS conversam sobre forma de utilização do dinheiro dos depósitos judiciais pelo judiciário e executivo no RS. Marco Aurélio Mello diz sobre dívida do Estado: “Compromisso entre Estado e União não pode ser esquecido”. Ministro ainda não analisou pedido do governo para evitar bloqueio de contas

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Em entrevista exclusiva ao jornalista Felipe Vieira, no programa Agora/Rádio Guaíba, que contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, José Aquino Flores de Camargo, o ministro do STF Marco Aurelio Mello falou sobre a ação que o Estado ingressou no Supremo. O governo gaúcho foi ao STF tentar evitar o bloqueio das contas do Rio Grande do Sul em função do não pagamento da parcela de dívida com a União. O processo, que foi distribuído para a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, ainda não foi analisado. Mello, no entanto, acredita que o compromisso firmado entre Estado e União não pode ser ignorado.

“É possível que o pedido já esteja na pasta, mas como a carga de processos semanal é muito grande, ainda não tive contato com a matéria. De início, essa relação jurídica tem que ser tratada na mesa de negociações. Não sei qual é a causa de pedido junto ao STF, mas não podemos esquecer o compromisso entre Estado e a União e passarmos por cima disso”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello em entrevista à Rádio Guaíba nesta quinta-feira.

Embora não tenha tido acesso ao conteúdo do pedido do governo do Estado para evitar o bloqueio das contas, Mello quer entender o que motivou o pedido e disse que o Executivo é quem precisar o exemplo em relação ao pagamento das dívidas. “O cidadão comum quando deve, ele não tem que honrar a sua dívida? Nós temos que entender que o exemplo precisa vir de cima. Precisamos saber o que houve com o Rio Grande do Sul para chegar nesta situação”, explicou o ministro. “Alguma coisa está errada e precisa ser corrigida”, acrescentou.

Mello não soube determinar o momento em que será analisado o pedido do governo do Estado,ainda que tenha sido feito em caráter de urgência. “Eu não sou um juiz de um único processo. Eu recebo por semana 100 novos processos, o que é impensável em termos de suprema corte. Meu gabinete não é uma fábrica. Tenho assessores, mas eles não julgam”, argumentou.

A ação do Palácio Piratini é preventiva, já que neste mês, mais uma vez, ocorrerá o atraso do pagamento da parcela da dívida, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Devido ao atraso de julho, o Executivo ficou nove dias com as contas bloqueadas, perdendo integralmente a gerência sobre pagamentos e transferências municipais, do dia 11 ao dia 20. (Correio do Povo)

Sartori garante parcelamento de salários, mas não sabe valor da primeira parcela. Governador diz esperar compreensão da Assembleia para que se possa, com o aumento de impostos, construir um novo poder público

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Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Felipe Vieira, nesta terça-feira no programa Agora, da Rádio Guaíba, o governador José Ivo Sartori (PMDB) apresentou um panorama das atividades da sua gestão que, até o momento, vêm causando desconforto à população. Sartori reiterou que, apesar de ter prometido na campanha eleitoral que não aumentaria impostos, a realidade o obrigou a apresentar essa alternativa para que o estado tente sair da crise atual.

Sobre a necessidade de votos para que o projeto amargo de ajuste fiscal passe na Assembleia Legislativa, Sartori apontou que ainda não tem contabilizado quantos votos já possui para que a proposta passe no parlamento. No entanto, afirmou que não está governando o estado para fazer a “mesmice” de demais governadores. Além disso, disse esperar que a Assembleia dê condições para que um novo poder público possa ser elaborado.

“Eu não vim para fazer a mesmice. Não vim pela vontade popular de continuar empurrando as coisas com a barriga. Chegou a hora de tomarmos a atitude. E o que eu espero da Assembleia é que ela nos dê as condições possíveis de começar a construir um novo poder público no Rio Grande do Sul, que passa por todas as medidas que nós colocamos na Assembleia: vai da questão do projeto de lei complementar que trata da questão da Previdência, vai da Lei de Responsabilidade Fiscal, como a Assembleia já aprovou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e também, evidentemente, esse que é o remédio amargo que é o aumento de imposto”, explicou Sartori.

Sobre o congelamento de salários para os próximos anos, o governador apontou que a LDO garante elevação de até 3% para os servidores. Mas, questionado se o governo já sabe quando será será paga a primeira parcela do salário de servidores e de quanto será esse valor, Sartori assegurou que ainda é preciso esperar a ampliação de receitas nos próximos dias.

Questionado se a intensificação do combate à sonegação fiscal não seria a primeira alternativa para tentar retirar o estado da crise atual, Sartori apontou que todas as ações estão sendo ampliadas. No entanto, afirma que a atividade é diária e que, infelizmente, nem sempre será possível conseguir capturar os valores devidos há anos por empresas já fechadas.

“Nunca vi ninguém dizer, por exemplo: “vamos diminuir a sonegação e o imposto vai baixar”. Até porque a sonegação é uma concorrência desleal com quem cumpre suas obrigações. Nós todos, desde o começo do governo, estamos fazendo todas as partes que precisam ser feitas. A sonegação tem que ser combatida todos os dias. E eu tenho certeza que isso vem sendo feito. Mas aquilo que foi desativado há muito tempo é difícil se reconstruir agora”, explicou o governador.

Já sobre as isenções fiscais, crítica que vem sendo feita diariamente por servidores públicos, principalmente na área da Fazenda, onde se levanta a necessidade de se analisar os contratos firmados há muitos anos com empresas que se implementaram no estado, Sartori garante que, muitos acordos já foram revistos e que, além disso, 30% das isenções foram contingenciadas.

“Todos os benefícios fiscais foram revistos e contingenciados em 30%. Todos os incentivos e benefícios fiscais. E existem outros a caminho que ainda, negociando e conversando, para reduzir ainda mais. Mesmo porque, se você retirar tudo que for de benefício fiscal, aí sim você não atrai mais nenhum investimento para o RS. E, aliás, devo dizer que é uma boa notícia nesses quase oito meses é sobre a aplicação que já foram feitas e que ainda virão, nós chegamos a mais de R$ 13 bilhões só neste ano”, garantiu o peemedebista.

Apesar da quarta fase do pacote de ajustes fiscais ainda não ser aprovado na Assembleia, Sartori já garante que novos planos de cortes serão apresentados ao parlamento gaúcho. (Vitória Famer / Rádio Guaíba)

Sartori viaja de última hora a Brasília para se reunir com presidente do STF

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Líderes políticos da base governista gaúcha foram surpreendidos hoje com o cancelamento de uma reunião com o governador José Ivo Sartori sobre o pacote de medidas a ser enviado para a Assembleia Legislativa. Sartori embarcou para Brasília nesta tarde com o objetivo de se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski para levar mais informações sobre a situação do Estado e evitar uma possível intervenção federal no Rio Grande do Sul.

Sartori está acompanhado pelo procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, que vai tratar da impossibilidade material de pagamento integral do salário dos servidores no mês de julho. As audiências foram confirmadas no início da tarde desta terça, o que motivou o deslocamento imediato do governador.  Estava prevista para esta terça uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, que será remarcada a pedido do Palácio do Planalto. Em virtude do adiamento do encontro, ainda não está confirmada a permanência do governador em Brasília durante esta quarta-feira (5).

Nesta semana, o tribunal votou e rejeitou o agravo regimental interposto pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado que proibiu o parcelamento dos salários dos servidores em ação movida pela Federação Sindical dos Servidores do Estado do RS. Os ministros Edson Fachin e Marco Aurélio Mello já anteciparam seus votos e concordaram com o presidente.

O julgamento foi suspenso por conta do pedido de vistas do Ministro Teori Zavascki, mas pode ser retomado ainda nesta quarta-feira.

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