PONTO ZERO: Filme Brasileiro Cinco Estrelas. Filme de José Pedro Goulart estreia hoje nos cinemas; por Marco Antônio Campos/Cinemarco

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O filme “Ponto Zero” estreia nesta quinta-feira, dia 26, nos cinemas. Este é o primeiro longa-metragem de José Pedro Goulart, codiretor de um dos mais festejados curtas do cinema nacional, “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda”, que completa 30 anos em 2016. Ao construir um retrato sobre os conflitos que rondam a adolescência em meio a uma cena familiar claustrofóbica, Goulart lança a pergunta a espectadores de todas as idades: “Qual o peso que cada um pode suportar?”. Ao tentar escapar de uma família opressora, Ênio, um garoto de 14 anos, desafia uma noite tempestuosa que o levará a um choque com a realidade.

O protagonista é vivido pelo jovem Sandro Aliprandini, estreante em cinema. Natural de Passo Fundo, ele foi descoberto para fazer Ênio a partir de uma notícia de jornal sobre uma premiação de teatro com a turma da escola. Do primeiro contato com a produção até o momento em que o filme começou a ser rodado, foi preciso esperar um ano inteiro, tempo necessário para que ele fizesse aulas de preparação vocal e também ficasse mais próximo da idade do personagem, de 14 anos. A pedido do diretor, Sandro deixou de cortar os cabelos até o término das filmagens. Também integram o elenco Patrícia Selonk e Eucir de Souza.

A trilha sonora é assinada por Leo Henkin. No Festival de Cinema de Gramado do ano passado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Montagem e Melhor Desenho de Som.

Sobre o filme, o cinéfilo, Marco Antonio Campos, escreveu em seu blog: “Embora eu tenha certeza de que sou suspeito para avaliar o filme pela minha amizade de trinta anos com o Zé Pedro, inicio dizendo que PONTO ZERO é um grande filme. Daqueles que a gente vê cada cena com um interesse maior que a anterior, ansioso pela seguinte, em uma expectativa que somente os ótimos roteiros e os grandes diretores conseguem criar.

O segundo sinal objetivo de que o filme realmente é muito bom é a vontade imediata de vê-lo novamente, assim que os créditos iniciam a rolar pela tela. Coisa de filme inteligente. Deixa muita coisa para a gente pensar.

PONTO ZERO (2015), de José Pedro Goulart é um filme que narra a história de Ênio, um adolescente absolutamente comum, bem parecido com o que todos um dia fomos e com os que existem em todos os apartamentos próximos de nossas residências.

Ele tem brigas na escola, desejos pelas colegas da irmã, traumas de escuro, raiva das brigas do pai com a mãe e tudo de comum da vida de um adolescente.

Até que um dia…

O menino Sandro Aliprandini tem uma atuação realmente impressionante, para dizer o mínimo. Tão expressivo em seus silêncios quanto em suas falas, foi o interprete ideal para Ênio.

Patricia Selonk faz uma mãe sufocantemente real. Eucir de Souza já mostrara seu talento na serie FDP, da HBO e no filme HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO. Aqui, no papel do pai de Ênio, compõe outro personagem sólido e denso.

Gostei particularmente da montagem feita por Federico Brioni. Acho que ela dá um ritmo incrível ao filme. Como diz um grande amigo meu, “coisa de Estados Unidos.”

Aliás, o acabamento formal de PONTO ZERO é impecável, nada ficando a dever a qualquer filme de qualquer nacionalidade.

PONTO ZERO não é um filme para todos os públicos. Mas quem entrar neste filme de cabeça, tenho certeza, sairá muito recompensado.

Ou como disse o menino Sandro na pré-estreia, mudado para melhor.

(Equipe do site com informações do Correio do Povo e crítica de Marco Antonio Campos, mais informações, comentários e críticas de cinema e TV você encontra em CineMarco)

Semana ARP de Comunicação: Não deixe a CRIAnça morrer

Semana ARP de Comunicação: Não deixe a CRIAnça morrer

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O bate-papo desta terça-feira do Projeto Inspirações, comandado pelo publicitário Beto Callage, foi com o psiquiatra Paulo Sérgio Rosa Guedes e o diretor de cinema José Pedro Goulart. Os profissionais contaram ao público, em uma conversa leve e divertida, sobre o que estimulou a coprodução do livro “É preciso viver no mundo da Lua (de lá se enxerga melhor a terra)” e o que move as demais produções de suas vidas.

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Semana ARP de Comunicação.Fotos: Glauco Arnt

A criatividade e a importância de mantermos viva essa chama foram fatores destacados pelos profissionais como norteadores de suas motivações. Para Paulo Guedes, nossas inspirações estão baseadas na criança que fomos e, muitas vezes, naquela que não fomos. “Criança é o ser que cria e não podemos nunca nos distanciar dela. Ela que vai nos levar a uma inspiração maior do que a do senso comum. A criança que temos dentro de nós vai sendo ensinada de que é errada e, ao entender isso, vamos perdendo nossa criatividade”, completa o psiquiatra.

O cineasta reforça o pensamento de Guedes e afirma que o pensar e a monotonia da responsabilidade nos tira a possibilidade de sermos criativos. “Quando somos avós, por exemplo, ativamos nossa criatividade e nosso lado lúdico, porque não temos a responsabilidade dos pais de ensinar”. Pelé foi lembrado como um bom exemplo de que precisamos agir antes de pensar para ser criativo. “Pelé não pensava antes de criar seus passes e dribles, ele simplesmente fazia. É dessa forma que temos que ser”, completa o psiquiatra.

O Projeto Inspirações é conduzido pelo publicitário Beto Callage durante a Semana ARP da Comunicação, sempre ao meio-dia, na Casa Destemperados (Rua Marquês do Herval, 82, bairro Moinhos de Vento).